quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Advertindo uns aos outros.

Dia 19 - Devocional 25

... encorajem-se uns os outros todos os dias, durante o tempo que se chama “hoje”, de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado.
Hebreu 3.13

Quando você se importa com os outros, você os exorta.
“Isso não é da minha conta” é uma frase que não faz parte do cristianismo. Você é responsável, sim. “Assim como o ferro afia o ferro” (Provérbios 27.17), devemos estimular os outros no comportamento semelhante ao de Cristo e nos proteger mutuamente contra falhas em nossa fé. Precisamos de pessoas que nos amem o suficiente para nos advertir quando necessário.
Como estudamos anteriormente, devemos “abandonar a mentira e falar a verdade ao [...] próximo, pois todos somos membros de um mesmo corpo” (Efésios 4.25). Note que a razão para falar a verdade e advertir-nos mutuamente é o fato de pertencermos um ao outro.
As exortações não devem ser meras censuras, mas devem ser positivas e redentoras – devem levar-nos a um lugar mais alto e fazer-nos lembrar de que temos um propósito divino. São exortações de restauração, dadas como correções vindas de um coração humilde e de palavras compassivas. O apóstolo Paulo disse: “Por isso, vigiem! Lembrem-se de que durante três anos jamais cessei de advertir cada um de vocês disso, noite e dia, com lágrimas” (Atos 20.31). Você consegue perceber a compaixão e o amor em sua voz? Quando suas exortações são motivadas pelo amor e baseadas em relacionamentos compromissados, raramente são ásperas ou más. De fato, dirão aos outros quanto você os ama.
Devemos advertir, mas também precisamos estar dispostos a receber exortações. O fato é que todos temos “pontos cegos”. Frequentemente usamos essa expressão para descrever a incapacidade de o motorista enxergar determinadas áreas ao redor do veículo que está dirigindo. Para poder ver esses pontos cegos, o motorista precisa da ajuda de quem está sentado ao seu lado, no bando de passageiro. Essa ilustração ajuda a explicar a essência da exortação – precisamos de amigos que andem conosco e que nos ajudem a perceber o perigo se aproximando. Qualquer pessoa que, sabendo, permitir entrar num caminho perigoso não será um amigo verdadeiro; a advertência não é para arrasar nossas habilidades de dirigir, mas para manter-nos no caminho correto.
Como ao dirigirmos, a advertência deve ser imediata – no dia que se chama hoje. Precisamos aproveitar o momento, porque esperar para avisar só levará ao desastre. É preciso arriscar-se para envolver-se, mas quantos casamentos teriam sido salvos, quantos relacionamentos curados, quantos decisões erradas revertidas se alguém tivesse demonstrado amor suficiente para advertir?
Pense em seus amigos cristãos ou em seu pequeno grupo. Há alguém que precisa ser advertido? Talvez você esteja vendo um comportamento doentio se desenvolvendo na vida de alguém. Ou, quem sabe, tenha notado um aumento de cinismo, dívidas financeiras ou o emprego tornando-se um vício.
É bem possível que você ouça uma pequena voz lhe dizendo: “Você não tem nada com isso. Quem você pensa que é para exortar alguém? Você já tem problemas suficientes”. Mas você é responsável. Se você não se dispuser a participar da vida de seu amigo, quem vai fazê-lo?
PARA PENSAR:
Sim, é da sua conta!
VERSÍCULO PARA MEMORIZAR:
... encorajem-se uns os outros todos os dias, durante o tempo que se chama “hoje”, de modo que nenhum de vocês seja endurecido pelo engano do pecado.
Hebreu 3.13
QUESTÃO PARA PENSAR:
Não hesitaremos em impedir um amigo de dar um passo para atravessar uma rua se um carro estivesse se aproximando. Por que hesitamos em impedir um amigo de dar um passo em direção ao pecado?

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