terça-feira, 13 de dezembro de 2016

A Oração Mais Pura

A oração não precisa ser na forma de um retiro de um mês ou uma hora em meditação. A oração é uma conversa com Deus enquanto você está indo para o trabalho ou esperando uma consulta ou antes de encontrar um cliente. Não pense por um minuto que Deus está olhando para você de braços cruzados e rosto amarrado, esperando você organizar a sua vida de oração. Muito pelo contrário.
Jesus disse “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.” (Apocalipse 3:20 NVI). Jesus espera na varanda para você abrir a porta. E as boas vindas para Jesus são “Entre, ó Rei. Entre.” Nós falamos e Ele escuta. Ele fala e nós escutamos. É a oração na sua forma mais pura. E Deus muda o seu povo através de momentos como este.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Lute pelas almas!

Se os pecadores serão condenados, que pelo menos pulem para o inferno passando por cima de nossos corpos. Se perecerem, que pereçam com nossos braços e mãos tocando os seus joelhos, implorando que fiquem. Se o inferno tiver de ser cheio, pelo menos que seja cheio apesar de nossos esforços, e que ninguém entre ali sem estar avisado e sem que se tenha intercedido por essa pessoa. C. H. Spurgeon

Convide Deus


Quando convidamos Deus para o nosso mundo, ele entra. Ele traz uma multidão de presentes: alegria, paciência, resistência. Ansiedades vêm, mas não ficam. Medos aparecem e em seguida vão embora. Pesares caem sobre o para-brisa, mas aí vem o limpador de para-brisa da oração.
O Diabo ainda me entrega algumas pedras de culpa, mas eu viro e as entrego a Cristo. Lutas vêm, com certeza. Mas Deus também vem. A oração não é um privilégio dos piedosos, não é a arte de alguns escolhidos. A oração é simplesmente uma conversa íntima entre Deus e seu filho.
Meu amigo, ele quer conversar contigo. Ainda agora, enquanto você lê estas palavras, ele toca na porta. Abra ela. Dê as boas vindas a ele e deixe as conversas começarem!

domingo, 11 de dezembro de 2016

Oração

Porque não invocar o Seu nome?
Porque correr para esta ou aquela pessoa, quando Deus está tão perto e ouvirá o nosso fraco chamado?
Porque sentar e inventar planos e traçar esquemas?
Porque não ir imediatamente ao Senhor e lançar-me sobre Ele, e o meu fardo comigo?
Aquele que prossegue em frente sem se distrair é o melhor corredor _ porque não corremos de uma vez para o Deus vivo?
Em vão buscaremos livramento em qualquer outra parte. Mas em Deus o acharemos; pois temos a Sua promessa que é garantida.
Não preciso perguntar se posso ou não invocá-lO, pois a expressão “todo aquele” inclui a mim também. Ela se refere a qualquer pessoa que invocar a Deus.
Sigamos portanto, a direção do texto e imediatamente invoquemos ao Senhor que fez a promessa.
Se o problema é urgente e não vemos como obter livramento, Aquele que fez a promessa achará caminhos e maneiras de cumpri-la.
Nossa parte é obedecer ao seu mandamento; não nos cabe dirigir Seus conselhos.
Eu sou seu servo, não seu inquiridor.
Eu O invocarei, e Ele me salvará.

Emanuel

Por: Arno Froese

“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Is 7.14).

Isaías 7.14 foi anunciado em circunstâncias muito estranhas. Essa declaração não foi dada a um rei que amava o Senhor e seguia a lei, mas ao mau rei Acaz, que havia levado o povo de Judá a práticas idólatras. Por isso, Isaías 8.19 adverte o povo governado por Acaz: “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?”.

Em 2 Reis 23.12 lemos sobre as más ações do rei Acaz, mais tarde destruídas pelo rei Josias:“Também o rei derribou os altares que estavam sobre a sala de Acaz, sobre o terraço, altares que foram feitos pelos reis de Judá, como também os altares que fizera Manassés nos dois átrios da Casa do Senhor; e, esmigalhados, os tirou dali e lançou o pó deles no ribeiro de Cedrom”. Ainda assim, Acaz recebeu uma poderosa revelação, que ele deveria ter pedido ao Senhor como um sinal: “E continuou o Senhor a falar com Acaz, dizendo: Pede ao Senhor, teu Deus, um sinal, quer seja embaixo, nas profundezas, ou em cima, nas alturas” (Is 7.10-11).Mais uma vez vemos aqui a misericórdia e a graça de Deus: apesar de tudo, Acaz recebeu uma chance. Mas o coração de Acaz estava endurecido e seu entendimento, toldado. Ele não compreendeu o propósito de Deus para o povo de Judá e Israel, nem via a terrível escuridão que pairava sobre todo o mundo gentílico. Em outras palavras: ele não se importava. Por isso respondeu: “Não o pedirei, nem tentarei ao Senhor” (v.12).

Não obstante, Deus proclamou a sua profecia: “Então, disse o profeta: Ouvi, agora, ó casa de Davi: acaso, não vos basta fatigardes os homens, mas ainda fatigais também ao meu Deus? Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (v.13-14). Emanuel significa “Deus conosco” ou “Conosco está Deus”. Para o rei Acaz e o povo de Israel, essa era uma clara lembrança da promessa de Deus a Moisés: “Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar” (Dt 18.18). Essa profecia havia sido dada mais de 700 anos atrás, antes que Isaías anunciasse mais detalhes sobre o Messias e destacasse o milagre do nascimento virginal.

As palavras de Isaías cumpriram-se 742 anos depois: “Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)” (Mt 1.20-23).

Lemos novamente o nome Emanuel, e ainda assim José teve que dar-lhe o “nome de Jesus”.Qual era a diferença? Mateus 1.20-23 é simplesmente uma revelação mais precisa. Jesus é a tradução grega da palavra hebraica Yeshua, que significa “Javé salva”. Ela expressa a salvação pessoal com base na Nova Aliança. O profeta Jeremias anunciou essa Nova Aliança mais de 600 anos antes do nascimento de Cristo: “Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá” (Jr 31.31).

A profecia de Isaías sobre o vindouro Messias Emanuel foi dada numa época de grande decadência moral, em que Israel estava ameaçado de ser destruído por seus inimigos. Isaías anunciou o fim do reino de Israel: “Mas a capital da Síria será Damasco, e o cabeça de Damasco, Rezim, e dentro de sessenta e cinco anos Efraim será destruído e deixará de ser povo” (Is 7.8). A nação de Efraim desaparecerá. Efraim representa o reino das dez tribos, Israel, como mostra o versículo seguinte: “A capital de Efraim será Samaria” (v.9). Samaria era a capital do reino das dez tribos.

À profecia sobre o Messias vindouro seguiu-se o motivo pelo qual Efraim (ou Israel) havia sido condenado: porque “Efraim se separou de Judá” (v.17). Lembramos da profecia de Jacó em seu leito de morte: “Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti. Judá é leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos” (Gn 49.8-10).


Muitas vezes usamos o termo “judeu” de forma errada, aplicando-o a todas as doze tribos de Israel antes de Judá ter sido conduzido ao cativeiro babilônico. Mas a palavra “judeu” só se aplicava àqueles que tinham sido integrados à tribo de Judá.

A Escritura deixa claro que a identidade das doze tribos de Israel estava centralizada unicamente em Judá, o que significava que todos os israelitas deveriam se tornar judeus. Muitas vezes usamos o termo “judeu” de forma errada, aplicando-o a todas as doze tribos de Israel antes de Judá ter sido conduzido ao cativeiro babilônico. Mas a palavra “judeu” só se aplicava àqueles que tinham sido integrados à tribo de Judá. Isto é reforçado em 2 Crônicas 15.9: “Congregou todo o Judá e Benjamim e também os de Efraim, Manassés e Simeão que moravam no seu meio, porque muitos de Israel desertaram para ele, vendo que o Senhor, seu Deus, era com ele”.

Mas o juízo também foi anunciado para Judá: “Em vista de este povo ter desprezado as águas de Siloé, que correm brandamente, e se estar derretendo de medo diante de Rezim e do filho de Remalias, eis que o Senhor fará vir sobre eles as águas do Eufrates, fortes e impetuosas, isto é, o rei da Assíria, com toda a sua glória; águas que encherão o leito dos rios e transbordarão por todas as suas ribanceiras. Penetrarão em Judá, inundando-o, e, passando por ele, chegarão até ao pescoço; as alas estendidas do seu exército cobrirão a largura da tua terra, ó Emanuel” (Is 8.6-8). Isso soa como se Isaías tivesse interrompido sua mensagem de juízo ao exclamar “Emanuel!”.

Somente a presença do Deus vivo entre nós pode nos livrar do terrível juízo que um dia virá sobre este mundo. Isto é uma boa notícia para todos que crêem em Jesus Cristo, pois Ele prometeu: “Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.20).Isso vale para quem crê em Emanuel. Ele nunca nos abandonará. Louvado seja Deus, Cristo, Emanuel: Deus conosco!

Isaías não deixou de dar uma descrição detalhada de Emanuel: “Ele vos será santuário; mas será pedra de tropeço e rocha de ofensa às duas casas de Israel, laço e armadilha aos moradores de Jerusalém. Muitos dentre eles tropeçarão e cairão, serão quebrantados, enlaçados e presos” (Is 8.14-15). Esta profecia fascinante revela, por um lado, que Ele será um santuário para Israel e que, por outro lado, será também “pedra de tropeço e rocha de ofensa”. No Novo Testamento lemos sobre o cumprimento: “Como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido” (Rm 9.33).

Um ponto importante é o fato de Isaías mencionar “as duas casas de Israel”, o que se refere a Judá e ao reino das dez tribos, Israel. Mesmo que Israel, o reino das dez tribos, tenha deixado de existir como nação independente, todos os que se ligaram à tribo de Judá mantiveram sua própria identidade. Vemos isso em Apocalipse 7.

Sete Cartas
O Messias de Israel, santuário e pedra de tropeço, aparecerá ao povo que anda em trevas: “O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Is 9.2). É surpreendente que esse trecho fale do povo escolhido Israel, o povo sobre o qual Moisés disse: “Porque sois povo santo ao Senhor, vosso Deus, e oSenhor vos escolheu de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe serdes seu povo próprio” (Dt 14.2). Se esse povo está em trevas, quão profundas devem ser as trevas que nós, como gentios, enfrentamos!

Aparentemente hoje em dia a Igreja de Jesus está acostumada a não pensar em quão absoluta é a perdição do homem. Podemos ter orgulho das coisas que possuímos e conseguimos, mas todas elas também estão em trevas, mais do que podemos imaginar. Efésios 2.12 descreve nossa situação desesperada: “Naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo”. Mas fico muito contente com a esperança transmitida pelo versículo seguinte: “Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo” (v.13). O Messias não veio somente para Israel, mas para todo o mundo: “Para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

O maior perigo para o mundo de hoje decorre do seu desconhecimento a respeito da sua posição diante do Deus de Israel. Se os políticos e grandes homens deste mundo tivessem a mais leve noção da sua perdição como pessoas e como nações, certamente se arrependeriam em panos de saco e cinzas. Mas o orgulho impede a grande maioria da humanidade de chegar ao abençoado reconhecimento de serem pecadores, perdidos para toda eternidade e sujeitos a Satanás e seus truques maliciosos – sem qualquer chance de libertar-se por suas próprias forças. Mas há uma saída, a saber, por meio dAquele que diz: “Eu sou o caminho”.


O orgulho impede a grande maioria da humanidade de chegar ao abençoado reconhecimento de serem pecadores, perdidos para toda eternidade e sujeitos a Satanás e seus truques maliciosos – sem qualquer chance de libertar-se por suas próprias forças.

Se você ainda não permitiu que Jesus Cristo tomasse o seu ego orgulhoso, egoísta e arrogante para transformá-lo pelo poder do Espírito Santo, então você está correndo grande perigo. Sem Jesus, sem Emanuel, você deve contar com uma condenação eterna e terrível. Que o Senhor lhe conceda luz para encontrar a saída das assustadoras trevas do vale da sombra da morte para a Sua maravilhosa luz!

O profeta Isaías então continuou a anunciar juízo, opressão, guerra, sangue e fogo, até que de repente disse: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6). Esse é o menino anunciado em Isaías 7.14: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel”. Esse é Aquele que anunciou depois da Sua ressurreição: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28.18).

Hoje ainda não temos a manifestação visível do poder de Cristo na terra. Não é Ele que governa o mundo; esse posto é de Santanás, o príncipe das trevas e senhor deste mundo – como a Escritura deixa claro. Ainda assim Satanás não consegue anular a autoridade de Jesus Cristo. Suas possibilidades e seu tempo são limitados.

Quando lemos que “...o governo está sobre seus ombros”, sabemos que isso acontecerá com certeza. É inquestionável: a realização desta profecia é apenas uma questão de tempo terreno. Não há dúvida de que aqui Isaías fala de Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus. E considere também as outras descrições do Seu nome: “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Esse é Emanuel!

Maravilhoso Conselheiro: no Salmo 119.129-130 lemos: “Admiráveis são os teus testemunhos... A revelação das tuas palavras esclarece e dá entendimento aos simples”. O “Maravilhoso” é idêntico ao Verbo de Deus encarnado, apresentado por João nos primeiros versículos do seu Evangelho: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.1-3,14).

Isaías 40 mostra a sabedoria do Senhor, e no versículo 14 lemos: “Com quem tomou ele conselho, para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo, e lhe ensinou sabedoria, e lhe mostrou o caminho de entendimento?”. Mais tarde, no Novo Testamento, Paulo descreve o “Maravilhoso Conselheiro”: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.33-36). Nosso Senhor Jesus Cristo é o princípio de todas as coisas. Ele também é iniciador e consumador da nossa fé, ele é o “Maravilhoso Conselheiro” em pessoa!

Deus Forte: Salmo 50.1 mostra o forte e poderoso Deus como o Criador, que trouxe todas as coisas à vida. Isaías também menciona o Deus forte em conexão com o futuro de Israel, com o momento em que acontecerá a conversão nacional desse povo: “Os restantes se converterão ao Deus forte, sim, os restantes de Jacó” (Is 20.21). Quando Jacó se dirigiu a José ao abençoar seus doze filhos, ele disse: “O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Jacó, sim, pelo Pastor e pela Pedra de Israel” (Gn 49.24). O Poderoso de Jacó é Emanuel, Deus conosco – Jesus Cristo.

Pai da Eternidade: Quando Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30), Ele demonstrou que Seu nome também é “Pai da Eternidade”. Isaías 63.16 diz: “Mas tu és nosso Pai... tu, óSenhor, és nosso Pai; nosso Redentor é o teu nome desde a antiguidade”.

Príncipe da Paz: Em todas as épocas, as pessoas ansiaram e buscaram por paz para a humanida de. Todas as nações descrevem a si mesmas como amantes da paz ou pacíficas. Mas quando olhamos mais de perto, descobrimos que essa descrição está muito longe da realidade. Uma nação pode até se considerar pacífica, mas isso não significa que os outros concordem. Estes talvez a vejam como uma nação brutal. Em outras palavras: a paz que o homem anuncia não é a paz de Deus. Há um problema em todo e qualquer acordo ou anúncio de paz. Todos eles tratam de inúmeros problemas e variantes, mas nenhum trata do único problema que realmente importa: o pecado! Não pode haver paz na terra enquanto o problema do pecado não tiver sido resolvido. A Bíblia diz que a nossa justiça é como trapo de imundícia (Is 64.5).


Não devemos nunca falar de paz de forma leviana, pois ela tem um alto preço; não é o preço dos soldados que lutam com armas de guerra, mas o preço pago pelo Filho de Deus, que deu Sua vida e Seu sangue na cruz do Gólgota.

A paz descrita na Bíblia é diferente. Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14.27). Jesus Cristo enfatizou a diferença clara entre a paz que Ele nos dá e a paz oferecida pelo mundo. Simplesmente não há paz na terra; nunca houve nem nunca haverá paz enquanto o pecado não for removido. É exatamente o que Jesus fez. Nosso Príncipe da Paz é o único que salva do pecado, pois Ele pagou o preço: “O qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai” (Gl 1.4).

O mundo nunca produzirá paz, pois sua natureza é pervertida, má e pecaminosa. Por isso, o anseio do mundo pela paz é um sonho impossível de se tornar realidade. A personificação da verdadeira paz é: “Ele (Jesus Cristo) é a nossa paz” (Ef 2.14).

Não devemos nunca falar de paz de forma leviana, pois ela tem um alto preço; não é o preço dos soldados que lutam com armas de guerra, mas o preço pago pelo Filho de Deus, que deu Sua vida e Seu sangue na cruz do Gólgota. Nele está o único caminho que pode trazer paz ao mundo, e o cumprimento daquilo que os pastores ouviram nos campos em Lucas 2.10,14:“Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo... Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem”.Ainda não há “paz na terra”, não há “boa vontade de Deus entre os homens” – mas ela virá!

Em Isaías 9.7 o profeta testifica o que Emanuel, a criança chamada de “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” fará um dia: “Para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto”! (Arno Froese)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

COMO VENCER A DEPRESSÃO SEGUNDO LUTERO!

Jerome Weller era um jovem estudante de teologia sob a influência direta de Martinho Lutero. Ele viveu na casa de Lutero, sendo este seu tutor, por quase uma década. Em Julho de 1530, Lutero escreveu uma carta aconselhando Weller, que estava vivendo naquele momento uma crise de depressão.

… Querido Jerome, você deve se alegrar neste momento e nesta tentação do diabo, porque é um sinal claro e certo de que Deus é propício e misericordioso contigo. Você diz que a tentação é mais pesada do que você pode suportar, e que você está temeroso com a possibilidade dela te quebrar e colocá-lo para baixo de tal forma que o leve ao desespero e blasfêmia. Eu conheço este tipo de artimanha do diabo. Se ele não pode quebrar uma pessoa com o primeiro ataque, ele tenta pela perseverança e continuidade enfraquecer a pessoa até ela cair e se dar por vencida.
Sempre que esta tentação voltar a você, evite completamente uma disputa com o diabo e não se debruce sobre esses pensamentos mortais, pois fazê-lo é nada menos que ceder ao diabo e deixá-lo prosperar em seu propósito. Despreze todos os pensamentos que são induzidos pelo diabo. Neste tipo de tentação e luta, o desprezo é o melhor método para obtermos a vitória que Deus tem para nós. Rir! Rir do adversário e perguntar quem ele é e quem é ele para falar contigo lançando seus dardos inflamados. Por todos os meios fuja da solidão que a tentação da depressão tenta te colocar, pois o diabo observa e ataca neste caso, acima de tudo, quando você está sozinho. Este tipo de tentação é vencida por zombar e desprezar o diabo, e não por resistir e “discutir” com ele…
Quando satanás joga o nosso pecado sobre nós e declara que merecemos a morte e o inferno, devemos responder assim: ‘Eu admito que mereça a morte e o inferno. O que tem isso? Será que significa que  eu esteja condenação à eterna perdição? De maneira nenhuma. Porque eu sei que Aquele que sofreu a ira de Deus em meu lugar, proveu uma satisfação completa em meu nome. Seu nome é Jesus Cristo, o Filho de Deus. Onde Ele está lá também eu estou!

Do seu,
Martinho Lutero.                                    (Lutero: Cartas de aconselhamento espiritual).

Cinco pontos emergem do conselho de Lutero:

1) Se alegrar pois a tentação é um testemunho da misericórdia de Deus para você… levando-o ao crescimento em meio a aflições.
2) Não se debruçar sobre os pensamentos mortais do Diabo – que são seus dardos inflamados.
3) Rir do seu adversário já vencido.
4) Estar continuamente em comunhão com outros filhos de Deus.
5) Proclamar para você mesmo a boa nova do Evangelho. Pregar para si mesmo toda a verdade do Evangelho.

Lutero esteve sempre sobre uma contínua pressão… contínuo perigo… contínua tentação de depressão…  Seus conselhos foram provados eficazes na quente fornalha da Reforma.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Deus conosco: Emanuel

Em Mateus 1:23, Deus se chama “Emanuel” – que significa Deus conosco! Não apenas Deus nos fez; não só Deus pensa na gente; não apenas Deus acima de nós; mas Deus conosco – onde nós estamos! Ele respirou nosso ar e andou sobre esta terra. Deus… conosco!
Belém foi só o começo. Jesus prometeu uma nova ação notável: Belém, Segundo Ato. Nada de noite silenciosa desta vez, no entanto. Os céus vão abrir, trombetas vão tocar e um novo reino irá começar. Ele esvaziará os túmulos e derreterá o inverno da morte. Morte, você morre! Vida, você reina! A manjedoura nos desafia a acreditar que o melhor virá. O Natal nos lembra o quanto Deus faz com que tudo coopere para o bem daqueles que amam a Deus!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Emanuel: o Deus conosco

A expressão Emanuel aparece em três oportunidades na Bíblia. Primeiro em Isaías 7:14 (Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel), depois em Isaías 8:8 (e passará a Judá, inundando-o, e irá passando por ele e chegará até o pescoço; e a extensão de suas asas encherá a largura da tua terra, ó Emanuel) e, por último, em Mateus 1:23 (Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado Emanuel, que traduzido é: Deus conosco).

A correlação entre os textos faz-nos concluir que o profeta Isaías se referiu a Jesus Cristo (veja Mateus 1 a partir do verso 18). Outro ponto relevante é que apenas no último texto há a tradução da palavra. Emanuel é Deus Conosco.

Essa ideia da presença de Deus conosco é estabelecida na criação do homem. Naquele momento, Deus pessoalmente visitava o homem à tardinha (Gênesis 3:8). Após a queda, o homem foi expulso do Éden e viu seu relacionamento com Deus ser terrivelmente prejudicado. Paulo explica isso em Efésios 4:10-18.

O que se vê a partir da queda do homem são relacionamentos pontuais de Deus com homens escolhidos pelo próprio Deus. A lista inclui Abel, Caim, Noé, Abraão, Jacó, Moisés e alguns outros.

É somente quando o povo está no deserto, sob o comando de Moisés, que Deus estabelece um novo paradigma na relação com o homem. Num primeiro momento, Deus quis demonstrar para o povo que Moisés era seu escolhido. Em Êxodo 19:9, o Senhor disse a Moisés “Eis que eu virei a ti em uma nuvem espessa, para que o povo ouça, quando eu falar contigo, e também para que sempre te creia. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor”.

O desfecho desse objetivo de Deus é demonstrado por meio de uma cena fantástica, narrada a partir do versículo 16 do mesmo capítulo: “Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões, relâmpagos, e uma nuvem espessa sobre o monte; e ouviu-se um sonido de buzina mui forte, de maneira que todo o povo que estava no arraial estremeceu. E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. Nisso todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e a fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia fortemente. E, crescendo o sonido da buzina cada vez mais, Moisés falava, e Deus lhe respondia por uma voz”.

Esse fato foi importantíssimo no contexto da situação vivenciada pelo povo de Israel no deserto, principalmente porque a partir do capítulo vinte Moisés traria o conjunto de leis que deveria reger a relação entre Deus e os homens, com destaque especial para os dez mandamentos.

Num segundo momento, Deus estabeleceu um novo objetivo, o qual está registrado a partir do capítulo 25 de Êxodo. Deus determinou que Moisés construísse um santuário (ou tabernáculo 1) “para que eu (o Senhor) habite no meio deles (do povo)” Êxodo 25:8. O Deus que aparentemente estava distante, mantendo relacionamentos com determinados homens, deseja agora habitar no meio do povo. O santuário era o local onde Deus se apresentaria ao povo. O que se vê durante a trajetória do povo de Israel é um Deus presente no meio do povo (quando este agia em obediência) e o símbolo dessa presença foi o santuário do deserto. Com todos os seus utensílios, e depois o templo em Jerusalém.

Aqui começa a fazer sentido o conceito do Emanuel. Deus, na verdade, desejava restabelecer o relacionamento perdido no Éden. Deus desejava ardentemente estar próximo do homem e o clímax desse propósito é a encarnação de Jesus Cristo, o filho de Deus.

Jesus Cristo é o Emanuel, pois ele é o Deus conosco. O Deus que se insere na história do homem para estabelecer uma nova forma de relacionamento entre as partes. Jesus Cristo é o Deus que vem mostrar os valores que regem as relações no reino dos céus. Ele é o Deus que pessoalmente, em carne, não como aquele poderoso do Êxodo, mas como um homem simples, vem recuperar o homem perdido para levá-lo a um novo Éden.

Não é à toa que a expressão “habitou” de João 1:14 tem o sentido de estabelecer um tabernáculo ou “tabernaculizar”. Jesus Cristo é o tabernáculo de Deus entre nós.

Um ponto que chama a atenção e estabelece uma relação de tipologia do desejo de Deus estar com o homem pode ser visto no primeiro capítulo de Marcos. João Batista aparece no deserto, pregando o arrependimento e batizando no rio Jordão (Marcos 1:4-8). O povo de Jerusalém e da Judeia vai ao seu encontro para ser batizado. Então aparece Jesus e a postura de Jesus é diferente da de João Batista. Jesus não espera pelos homens, mas vai atrás deles. No verso 38 Jesus diz aos seus discípulos: “Vamos a outras partes, às povoações vizinhas, para que eu pregue ali também; pois para isso é que vim”.

Vejo neste texto que João Batista representava o modelo de relacionamento entre Deus e os homens no Antigo Testamento. O povo tem que ir até Deus no santuário ou no templo. Jesus representava o novo modelo de relacionamento. Jesus foi ao encontro dos homens. Ele disse que estava na terra para isso.

Glória a Deus! Jesus Cristo, o Emanuel, veio habitar entre nós e depois que voltou para o Pai não nos deixou órfãos, mas mandou o Espírito Santo que agora habita dentro de nós (João 14:25-26).

O Deus que aparentemente estava distante no Antigo Testamento veio habitar no nosso meio por intermédio de Jesus Cristo e, agora, está dentro de nós por meio da presença do Espírito Santo.

Este é o Emanuel.

1) Tabernáculo - santuário portátil onde os hebreus guardavam e transportavam a arca da Aliança e demais objetos sagrados.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Emanuel - "Deus Conosco"


A razão de Jesus vir à terra não era exclusivamente o seu sacrifício na cruz!  Deus prometeu em Isaías 7:14:  "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel".  O nome Emanuel significa "Deus conosco" (Mateus 1:23) e implica mais do que uma breve visita para um ato sacrificial; revela antes o compartilhar da experiência humana.



Por que foi necessário que Deus viesse viver com o homem?  Assim como os que projetam móveis de montar freqüentemente acrescentam desenhos às suas instruções, assim também Deus planejou desde o início dos tempos dar ao homem não só instruções, mas um modelo perfeito S o próprio Filho, a quem o homem foi criado para copiar.  Mas, para servir-nos de modelo, ele teve de viver no mesmo mundo pecaminoso em que vivemos e enfrentar os mesmos desafios que enfrentamos.  E assim ele veio.  Emanuel.  "Deus conosco."


Como o Nosso Modelo nos Ajuda a Lidar com os Vários Aspectos da Vida

Quando enfrentamos os vários desafios da vida, podemos enxergar o exemplo de Cristo ao lidar com situações semelhantes e imitá-lo.  Para conseguir isso, devemos analisar não só as palavras dele, mas os seus atos.  Por exemplo, examine as atitudes e as ações de Jesus com respeito ao seguinte:

O dinheiro.  Embora Jesus fosse autodidata e alguns de seus seguidores (Paulo, Apolo) fossem altamente instruídos, ele não dava o menor valor àqueles que correram atrás de títulos e dos elogios do mundo (Mateus 23).  Sua postura para com os que se orgulhavam das realizações mundanas pode ser resumida em suas palavras:  "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos 8:36).

Os desejos da carne. Quando Satanás o tentou no deserto a transformar pedras em pão, Jesus não brincou com a tentação, mas a rejeitou de imediato, citando as Escrituras (Mateus 4:3-4).

Seu relacionamento com o Pai.  Jesus falava constantemente com o Pai, às vezes passando a noite toda em oração.  Sua postura na oração foi sempre:  "Não seja como eu quero, e sim como tu queres".  Por falar perfeitamente as palavras do Pai e realizar as obras do Pai, ele tinha as condições para dizer:  "Quem me vê a mim, vê o Pai" (João 14:9).

O trato dos irmãos fracos. Embora Jesus muitas vezes repreendesse os seus discípulos pela "pequena fé", tinha o cuidado de não destruir a auto-estima espiritual insultando-os ou dispensando-os por serem irrecuperáveis.  Ele os elogiava sempre que possível e os fazia saber que ele contava com um progresso na vida deles.

O trato com os irmãos rebeldes.  Jesus falava severamente ao tratar com as autoridades judaicas arrogantes, talvez na esperança de, com palavras contundentes, sacudi-los e fazê-los sair de seu estado de dormência espiritual.

A injustiça.  "Também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente" (1 Pedro 2:21-23).

Jesus deve servir-nos de exemplo na oração, no lar, no trato com o governo e com os incrédulos.  Enfim, antes de agir diante de qualquer situação, devemos perguntar:  "O que Jesus faria nesse caso?".  Somente podemos responder corretamente a essa pergunta se estivermos completamente por dentro de sua vida e de seus ensinos.

Aplicação e conclusão.  "Anuncie o homem, não o seu plano" vem sendo um ditado comum entre os modernistas.  Essas palavras revelam profunda ignorância do que significa amar a Cristo.  Como é possível amar "o Homem" e não dar importância a seu plano?

Será que alguns partam para o outro extremo e preguem "um plano" que se concentre quase totalmente nos atos externos e subestime a pessoa de Jesus Cristo?  Uma jovem cristã recentemente admitiu que, embora tivesse estudado muito sobre a organização da igreja, a liturgia etc., jamais tinha passado muito tempo nos evangelhos estudando a vida de Cristo.  Essa negligência mostra severas falhas no sistema de ensino com o qual ela teve contato.

Alguns cristãos conhecem o que normalmente se chama "os cinco atos do culto", "as três formas de firmar a autoridade" etc., mas continuam materialistas, orgulhosos e egocêntricos, avançando pouco em direção à vida que se assemelha à de Cristo.  Talvez conheçam um "plano", mas evidentemente não conhecem "o Homem"!  Assim como a posição "Anuncie o homem, não o seu plano" conduz ao erro, também pregar o plano e subestimar a pessoa de Jesus Cristo, sua vida e suas atitudes leva a um ritualismo frio e estéril.  Nenhum dos dois extremos reflete o verdadeiro cristianismo.

O Emanuel não veio simplesmente para deixar à Igreja uma série de novos regulamentos.  Veio servir de modelo da criação de Deus.  Quanto mais o conhecemos de verdade e o imitamos, mais as nossas reações aos desafios da vida serão reações dele e não da carne.  Então poderemos dizer com Paulo:  "Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2:20).  Só aí estaremos realmente chegando perto do que Deus pretende para a nossa vida S que sejamos "conformes à imagem de seu Filho".

- por Gardner Hall

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Emanuel



Enquanto as lutas vem me afogar
E a angústia tenta me sufocar
O teu amor aquece o meu coração
Enquanto o medo quer me paralisar
E a incerteza me fazer voltar
A Tua mão sustenta o meu caminhar

Ao meu lado, Tu estás
Sempre perto, Tu estás
Mesmo em meio à dor, estás
Na bonança, Tu estás
Tempestades, Tu Estás
Em todo tempo, Tu estás

Emanuel
Deus conosco
Deus bem perto
Emanuel
Rei humilde, exaltado
Poderoso és

Soberano Deus, o Criador
Por amor se deu, se esvaziou
Sendo rico, pobre se tornou
Como um cordeiro, Ele se entregou
E minhas dores sobre si levou
Maravilhoso é o seu amor

Deus Conosco

“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)”. Mateus 1.23

O que você faria se descobrisse que todos os dias Jesus esta ao seu lado?
Como seria seu comportamento, suas atitudes as palavras que saem dos seus lábios se você percebesse a presença do Emanuel, Jesus Deus conosco?
Como você se comportaria diante do seu computador, tablete, seu smart phone, seu telefone, se descobrisse que Jesus esta exatamente ali ao seu lado vendo tudo, tudinho?
Os filmes que você assiste, as músicas que você ouve, os livros que você lê, as revistas que você gosta......as séries o netflix.....
Como seria seu comportamento em seus devocionais, no seu tempo a sós com Deus, na sua vida de comunidade em Pequenos Grupos, no grande ajuntamento (culto) de Celebração sabendo que Jesus o Deus conosco estaria ali ao seu lado vendo e percebendo tudo.
Como seria no culto de ceia um único dia no mês que reservamos para tornar lembrado Sua morte Sua ressurreição Seu sacrifício por nós e neste dia descobríssemos que Ele Jesus, Emanuel, Deus conosco estaria bem ali nos assistindo como nos assistiu o mês inteiro, quando estávamos no computador onde ninguém via, nos filmes que assistimos escondidos, no trabalho, na faculdade, no colégio, nas conversas intimas com amigos, namorados, cônjuges, pra alguns amantes, ficantes.......Como seria?
Qual seria o seu comportamento diante da presença do Emanuel, Jesus Deus conosco?
Queridos irmãos não podemos nos comportar como néscios, indiferentes ao que ouvimos da parte de Deus, o fato de Jesus estar ao nosso redor o tempo todo.

Observe que sua atitude de indiferença não muda nada em relação ao que Ele sente por você. Mas creio que Ele quer ser percebido por você, Ele quer ser amado por você, não um amor apenas baseado em palavras vazias em orações frias, mas um amor sacrificial, ou seja, onde você sacrifica suas vontades carnais e que te afastam de Deus pelo privilégio de Tê-lo e poder desfrutar da sua companhia.

Queridos o Emanuel, o Deus conosco, Jesus o nosso Salvador não vai colocar peso algum sobre você. O peso que carregamos de forma muito sofrida está diretamente relacionado com a vida que escolhemos viver. 
Jesus não te acusa, Jesus não te sentencia, ele não te humilha pra se fazer mais Deus. 
A humilhação a sentença é expedida pela nossa própria consciência. a consciência julga as nossas ações. Por isto nesta noite antes de tomar a Santa Ceia do Senhor, aplique a Palavra de Deus “Examine-se” não para tristeza e nem para vergonha, mas pela busca de um arrependimento profundo, sincero diante dEle, o Emanuel, Jesus Deus conosco.

Você pode fazer isto agora? Se você quiser se ajoelhar, baixar a sua cabeça, conversar com Ele, faça isto ele está presente neste lugar. (Pr. Jair)

sábado, 3 de dezembro de 2016

Vamos nos especializar em Deus.

Davi só apareceu esta manhã. Ele parou de cuidar das ovelhas para entregar pão e queijo para os seus irmãos na frente de batalha. Ali é onde Davi ouve Golias desafiando Deus...

Leia as primeiras palavras que ele falou, não só na batalha, mas na Bíblia: “Davi perguntou aos soldados que estavam ao seu lado: ‘O que receberá o homem que matar esse filisteu e salvar a honra de Israel? Quem é esse filisteu incircunciso para desafiar os exércitos do Deus vivo?’” (1 Samuel 17:26).

Davi aparece discutindo sobre Deus. Os soldados não mencionaram nada sobre Ele, os irmãos nunca falaram o seu nome, mas Davi entra em cena e levanta o assunto sobre o Deus vivo...

Ninguém mais discute sobre Deus. Davi não discute sobre ninguém mais a não ser sobre Deus...

Davi vê o que os outros não veem e se recusa a ver o que os outros veem. Todos os olhos, exceto os de Davi, caem sobre o grandão bruto que respira ódio... As pessoas conhecem as suas provocações, as suas exigências, o seu tamanho e as suas escoras. Eles se especializaram em Golias.

Davi se especializa em Deus. Ele vê o gigante, como você pode imaginar; mas ele vê Deus ainda maior. Olhe atentamente para o grito de guerra de Davi: “Você vem contra mim com espada, com lança e com dardos, mas eu vou contra você em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel” (1 Samuel 17:45).

Senhor Deus, prepare-nos para andar no seu caminho. Ensine-nos a vê-lo nas situações que são perigosas e difíceis. Como Davi, quando nós estivermos rodeados por desafios avassaladores, que os nossos pensamentos e as nossas palavras recorram primeiro ao senhor.

Ao invés de discutirmos sobre os problemas, lembre-nos de discutir sobre o senhor. Que o nosso primeiro pensamento de manhã e o nosso último pensamento à noite estejam centrados no Senhor.

Ao invés de nos preocuparmos com as impossibilidades, permita que nós nos especializemos no seu grande poder. Quando nós estivermos tentados a olhar para os gigantes nas nossas vidas, nós escolheremos olhar para o senhor, amém.

Exaltado seja o Deus da minha salvação. Salmos 18:46 - Andamos por fé, e não por vista. 2 Coríntios 5:7

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Qual significado e origem do Natal?

O SIGNIFICADO DA PALAVRA


A palavra natal é de origem latina “nativitas”, que significa nascimento. O Natal é, portanto, a comemoração do nascimento de Cristo. O dia natalício de alguém é o seu dia de aniversário: “Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante dele, e agradou a Herodes” (Mt. 14:6).


A ORIGEM DA FESTA

Embora haja quem diga que o Natal passou a existir por influência da festa judaica de Hanuká (Festa das Luzes), parece consensual a versão de que o Natal, propriamente o dia 25 de dezembro, origina-se de Roma, mais especificamente da festa pagã do “dies solis invicti natalis” (“o nascimento do Sol invicto”), em que se homenageavam o “deus Sol”, quando esse começava a se dirigir para o norte. 


Nessa data, era comum as casas serem decoradas com árvores, os amigos trocarem presentes, as pessoas realizarem procissões etc. 


Por se tratar de uma data relevante para aquele povo, e pelo fato de ser praticamente impossível apagá-la de suas mentes, a Igreja Católica decidiu transformar tal cerimônia pagã numa festa cristã.


Foi assim que a partir do ano 336 d.C. surgiu o nosso famigerado Natal! 


Ainda sobre o Natal, é bom ressaltar que a figura do Papai Noel foi inspirada no bispo católico Nicolau, que viveu por volta de 350 a.C., o qual tinha o hábito de distribuir presentes para as crianças pobres. 


Após ser canonizado (“santificado”), São Nicolau (Santa Klauss) ganhou fama, transformando-se no “bondoso velhinho” de barbas brancas.


A árvore de Natal, segundo estudiosos, provém de costumes dos povos indo-europeus, os quais muito antes de Cristo, adoravam ao que denominavam de “deusa da fertilidade”, ou seja, a árvore. 


Foi somente a partir do século XVI que o grande vegetal ganhou toda essa simbologia atual, com enfeites coloridos, velas, frutas etc.


Já o presépio tem sua origem no ano de 1223 da Era Cristã, por mãos de São Francisco de Assis, o qual tinha por objetivo comemorar o Natal de um modo mais autêntico. Para isso o religioso montou um estábulo com as supostas personagens que assistiram ao nascimento do menino Jesus. Supostas, pois, quem já leu o relato bíblico sobre o nascimento de Cristo, perceberá que em nenhum momento a Bíblia faz menção de bois e jumentos naquele local. 

Tais figuras foram ali introduzidas como uma espécie de representação dos judeus, baseando-se em Isaías 1:2-4: “Ouvi, ó céus, e presta ouvidos, tu ó terra, porque fala o Senhor: Criei filhos, e exalcei-os; mas eles prevaricaram contra mim.


O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. Ai da nação pecadora, do povo carregado de iniquidade da semente de malignos, dos filhos corrutores: deixaram ao Senhor, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás.

Autor: Jaime Nunes Mendes

Transcrito por Litrazini


Derrube Golias!

Ele disputa a posição ao lado da cama, esperando ser a primeira voz que você ouve. Cobiça seus pensamentos quando você está acorda­do, aquelas primeiras emoções que nascem no travesseiro.

Ele o desperta com palavras de preocupação, incita-o com pensamentos de tensão. Se você tiver medo do dia antes de começar seu dia, tenha certeza: seu gi­gante ficou ao lado de sua cama.

E ele está simplesmente se aquecendo. Ele sopra em seu pescoço enquanto você toma seu café da manhã, sussurra em seu ouvido enquan­to você sai pela porta, sombreia seus passos e se agarra ao seu quadril.

Ele checa sua agenda, lê suas correspondências e fala mais besteira do que jogadores em uma partida de futebol no centro decadente. "Você não vai conseguir o que precisa." "Você vem de uma longa linha de perdedores." "Junte suas cartas e saia da mesa. Você não teve sorte." Ele é seu gigante, seu Golias. Tendo uma colher de chá, ele trans­formará seu dia no vale de Elá dele, insultando, provocando, gabando-se e fazendo suas reivindicações ecoarem de um lado a outro da montanha.

Você se lembra de como Golias se portou mal? "Durante 40 dias o filisteu aproximou-se, de manhã e de tarde, e tomou posição" (1 Samuel 17:16).

Os Golias ainda vagam por nosso mundo. Dívida. Desastre. Diálise. Perigo. Engano. Doença. Depressão. Grandes desafios ainda andam com ar arrogante e altivo, ainda roubam o sono, tiram a paz e fazem uma lipoaspiração na alegria. Mas eles não podem dominá-lo.


Você sabe lidar com eles. Você se põe diante dos gigantes pondo-se, primeiro, diante de Deus.

Concentre-se nos gigantes — você tropeçará. Concentre-se em Deus — seus gigantes cairão.

Você sabe o que Davi sabia e faz o que ele fez. Você escolhe cinco pedras e toma cinco decisões.


1. A pedra do passado
Enquanto todos os outros tremiam, Davi se lembrava. Deus deu-lhe força para lutar contra um leão e atacar um urso. Não faria o mesmo com o gigante?

Uma boa memória faz heróis. Uma péssima memória faz covardes.

Escreva as preocupações de hoje na areia. Grave as vitórias de ontem na pedra.

2. A pedra da oração
Antes de subir, Davi desceu; antes de subir para lutar, Davi desceu para se preparar. Não enfrente seu gigante sem, primeiro, fazer o mesmo. Dedique tempo à oração.

O apóstolo Paulo escreveu: "Orem no Espírito em todas as ocasi­ões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração" (Efésios 6:18).

3. A pedra da prioridade
Lembre de sua prioridade mais importante: a reputação de Deus. Davi, zelosamente, a preservou. Ninguém difamaria seu Senhor. Davi lutou para que "toda a terra [saiba] que há Deus em Israel. Todos os que estão aqui saberão que não é por espada ou por lança que o SENHOR concede vitória; pois a batalha é do SENHOR" (1 Samuel 17:46,47).

4. A pedra da paixão
Ouvir mágoas não irá curá-las. Detalhar problemas não irá resolvê-los. Classificar rejeições não irá removê-las. Davi anestesiou o gigante porque provocou o Senhor.


5. A pedra da persistência
Imite Davi. Nunca desista. Talvez uma oração seja suficiente. Talvez uma desculpa não resolva. Talvez um dia (ou mês) de decisões não seja suficiente. Talvez você seja derrubado uma ou duas vezes... mas não de­sista. Continue a carregar as pedras. Continue a balançar a funda.

Davi apanhou cinco pedras. Ele tomou cinco decisões. Faça o mesmo. Passado. Oração. Prioridade. Paixão. E persistência.

Da próxima vez em que Golias acordar você, pegue uma pedra. É provável que ele saia do quarto antes que você ponha a pedra na funda.

quarta-feira, 30 de novembro de 2016

Deus Olha o Coração




“O homem vê a aparência, mas o SENHOR, vê o coração.” – 1 Samuel 16:7

Essas palavras foram escritas para os marginalizados e os excluídos. Deus usa todos eles. Moisés fugiu da justiça, mas Deus o usou. Jonas fugiu de Deus, mas Deus o usou. Raabe tinha um bordel. Ló andava com as más companhias, mas Deus usou todos eles.
E Davi? Deus viu um adolescente servindo-O nos confins de Belém. Olhos humanos viram um adolescente desajeitado, que cheirava a ovelha. Mesmo assim, “O Senhor disse, “Levante-se, unja-o; pois foi este que eu escolhi.” Deus viu o que ninguém mais enxergou; um coração que O buscava.
Outros medem a sua cintura ou sua carteira. Deus não. Ele examina o coração. Quando ele encontra um que é ligado nEle, Ele chama e toma ele. Seu Pai conhece seu coração, e por isso, Ele tem um lugar reservado – só para você !

Matador de Gigantes

Deus se referiu a Davi como um “segundo o coração de Deus!” Alguém pode ler a estória e questionar o que Deus viu nele. Ele caiu tanto quanto se levantou. Ele fitou Golias, no entanto, fixou os olhos em Batseba. Ele podia liderar exércitos, mas não conseguiu administrar uma família. Davi furioso. Davi choroso. Com sede de sangue. Com fome de Deus. Oito esposas. Um Deus. Um homem segundo o coração de Deus?

O fato de Deus tê-lo visto desta maneira nos dá esperanças. A vida de Davi tem pouco a oferecer ao santo sem mácula. Almas nota dez acham a estória de Davi decepcionante. Ms nós precisamos da estória de Davi… a maioria de nós precisa. Gigantes fazem emboscadas em nossas vizinhanças. Gigantes de rejeição, fracasso, e vingança. Precisamos enfrentá-los. Mas não precisamos enfrentá-los sozinhos.
Focalize em Deus. Nas vezes em que Davi fez isto, gigantes caíram. Nos dias em que ele não o fez, Davi caiu. Levantes seus olhos, matador(a) de gigantes! O Deus que fez de Davi um milhagre está pronto para fazer o mesmo com você!

terça-feira, 29 de novembro de 2016

Encare o gigante da Dor

Detenha-se por muito tempo no mau cheiro da sua dor, e você cheirará como a toxina que você despreza. Eu passei tempo demais num verão me enlamando na lama. Trabalho no campo de óleo é no mínimo sujo. Mas o trabalho mais sujo de todos? Limpar a lama de tanques de óleo vazios. O administrador reservava tais trabalhos para os ajudantes das férias. Obrigada, chefe! Minha mãe queimava minhas roupas usadas no trabalho! O mau cheiro não saía delas!
Suas dores podem fazer o mesmo. A melhor opção? Olhe o que você tem. Suas dores e feridas tiraram muito de você, mas Cristo lhe deu mais! Faça uma lista da bondade dEle. Inclua tudo, desde por do sol, até salvação – olhe para o que você tem.
Permita que Jesus seja o amigo que você precisa. Fale com Ele. Não poupe detalhes. Confesse seu medo e descreva seu pavor. Sua dor vai desaparecer? Quem sabe? E de certa forma, isso importa? Você tem um amigo para a vida toda. O que poderia ser melhor do que isto?

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Tal amigo!

Em Provérbios 18:24 nós lemos “Existe amigo mais apegado que um irmão.” Davi encontrou tal amigo no filho de Saul.
Oh! Ter um amigo como Jônata! Um irmão de alma que lhe protege, que busca nada mais que o seus interesses, não quer nada além da sua felicidade. Um aliado que lhe deixa ser você. Sem necessidade de ponderar os pensamentos, nem de medir as palavras. Deus deu a Davi tal amigo.
E Deus lhe deu um também. Davi encontrou um companheiro no príncipe de Israel.; você pode encontrar um amigo no Rei de Israel, Jesus Cristo. Ele fez uma aliança com você. Entre suas últimas palavras, estavam estas: “E eu estarei sempre com vocês, até o final dos tempos.”
Jesus também disse, “Eu lhes dou a vida eterna, e nunca perecerão. Ninguém os tomará de mim!”
Você deseja um amigo verdadeiro? Você tem Um!

O gigante caiu...

O homem desesperado está sentado em um dos cantos da igreja durante a reunião. Boca seca, mãos suando. Ele mal se mexe. Sente-se deslocado em uma sala de discípulos, mas para onde mais ele pode ir? Acaba de violar cada uma de suas crenças. Feriu cada uma das pessoa que ama. Passou uma noite fazendo o que jurou que jamais voltaria a fazer. E agora, no domingo, lá está ele sentado — e com o olhar fixo. Ele não fala. Se essas pessoas soubessem o que fiz...

Sente-se assustado, culpado e sozinho.
Ele poderia ser um viciado, um ladrão, espancar os filhos, espancar a mulher.
Ele poderia ser ela — solteira, grávida, confusa. Poderia ser um sem-número de pessoas, pois um número indeterminado de pessoas pro­cura o povo de Deus nessas condições — de desespero, infelicidade, de­samparo.
Como a congregação reagirá? O que ele encontrará? Críticas ou compaixão? Rejeição ou aceitação? Sobrancelhas levantadas ou mãos es­tendidas?
Davi pergunta as mesmas coisas para si mesmo. Ele está em fuga, é um homem procurado na corte de Saul. Seu rosto jovem está estampado em cartazes em agências de correio. Seu nome aparece no topo da lista de pessoas que Saul deseja matar. Ele foge, olhando por sobre o ombro, dormindo com um olho aberto e comendo com sua cadeira próxima à saída do restaurante.
Que série obscura de eventos! Não fazia dois ou três anos de quan­do ele estava apascentando rebanhos em Belém! Naquela época, bom era ver as ovelhas dormindo. Então apareceu Samuel, um idoso profeta com farta cabeleira e um chifre cheio de óleo. Assim como o óleo, o Espírito de Deus cobria Davi.
Davi deixou de fazer serenatas para ovelhas e passou a fazê-las para Saul. O tampinha ignorado da cria de Jessé estava na boca do povo — o rei Artur para a época da Camelot de Israel, belo e humilde. Os inimigos temiam-no. Jônatas amava-o. Mical casou-se com ele. Saul odiava-o.
Após o sexto atentado contra sua vida, Davi entende a razão. Saul não gosta de mim. Tendo a própria cabeça por recompensa e um bando armado em seu rastro, ele beija Mical, dá adeus à vida na corte e foge.
Mas para onde ele pode ir? Para Belém e arriscar a vida de sua fa­mília? Para o território do inimigo e arriscar a própria vida? Isso se torna uma opção mais tarde. Por enquanto, ele escolhe outro esconderijo. Ele vai à igreja. "Davi foi falar com o sacerdote Aimeleque, em Nobe" (1 Samuel 21:1).
Estudiosos indicam uma colina a cerca de um quilômetro e meio ao nordeste de Jerusalém como o provável lugar da cidade antiga de Nobe. Ali, Aimeleque, bisneto de Eli, dirigia, em termos, um mosteiro. Oitenta e cinco sacerdotes serviam em Nobe, o que lhe rendeu a alcunha de "a cidade dos sacerdotes" (22:19). Davi vai correndo para a cidadezinha, procurando abrigo para escapar de seus inimigos.
Sua chegada provoca um medo compreensível em Aimeleque. Ele "tremia de medo quando se encontrou com Davi" (21:1). O que leva um guerreiro a Nobe? O que o genro do rei deseja?
Davi garante sua segurança mentindo para o sacerdote:

O rei me encarregou de uma certa missão e me disse: 'Nin­guém deve saber coisa alguma sobre sua missão e sobre as suas instruções'... Agora, então, o que você pode me oferecer? Dê-me cinco pães ou o que você tiver (21:2,3).

Desesperado, Davi recorre à mentira. Isso nos surpreende. Até aqui Davi fora brilhante, impecável, puro — Branca de Neve em um elenco de bruxas com verrugas no nariz. Ele permaneceu calmo quando seus ir­mãos o repreenderam; permaneceu forte quando Golias bramiu; manteve a calma quando Saul perdeu a dele.
Mas agora ele mente como um chefe mafioso no confessionário. Descaradamente. Convincentemente. Saul não o havia encarregado de missão alguma. Ele não está cumprindo um serviço real secreto. Ele é um fugitivo. Injustamente, é claro. Mas, ainda assim, um fugitivo. E ele mente sobre isso.
O sacerdote não interroga Davi. Ele não tem razão para duvidar do fujão. Ele simplesmente não tem nenhum recurso para ajudá-lo. O sacer­dote tem pão, não pão comum, mas pão consagrado. O pão da Presença. Todos os sábados, o sacerdote colocava doze pães de trigo sobre a mesa como uma oferta a Deus. Após uma semana, e somente uma semana de­pois, os sacerdotes, e somente os sacerdotes, podiam comer o pão (como se alguém quisesse o pão de uma semana.) Não obstante, as opções e o colarinho clerical de Aimeleque encolhem.
Davi não é sacerdote. E o pão acabara de ser colocado sobre o altar. O que Aimeleque deveria fazer? Distribuir o pão e transgredir a lei? Guar­dar o pão e ignorar a fome de Davi? O sacerdote procura uma escapatória: "Não tenho pão comum; somente pão consagrado; se os soldados não tiveram relações com mulheres recentemente, podem comê-lo" (21:4).
Aimeleque deseja saber se Davi e seus homens vinham se com­portando. Pode culpar o aroma de pão recém-assado, mas Davi respon­de com a segunda mentira e uma escorregadela teológica. Seus homens não puseram os olhos, muito menos as mãos, em uma moça. E o pão consagrado? Ele põe o braço no ombro do sacerdote, segue com ele em direção ao altar e sugere: Sabe, Aime, meu camarada, "o pão terá o efeito de sempre, ainda que tenha sido santificado na vasilha" (21:5). Mesmo os pães consagrados, raciocina Davi, ainda são assados no forno e levam farinha. Pão é pão, certo?
Davi, o que você está fazendo? Mentir não é suficiente? Agora você está sendo leviano com as Escrituras e tentando persuadir o pregador?
Funciona. O sacerdote dá-lhe do pão consagrado, "visto que não havia outro além do pão da Presença, que era retirado de diante do SENHOR e substituído por pão quente no dia em que era tirado" (21:6).
Ávido, Davi devora o pão. É provável que Aimeleque também te­nha feito o mesmo. Ele pergunta-se se fez a coisa certa. Ele inverteu a lei? Violou a lei? Obedeceu a uma lei superior? O sacerdote concluiu que o apelo maior era a barriga vazia. Em vez de pôr os pingos nos is do código de Deus, ele supriu a necessidade do filho de Deus.
E como Davi retribui a compaixão de Aimeleque? Com outra mentira! "Você tem uma lança ou uma espada aqui? Não trouxe a minha espada nem qualquer outra arma, pois o rei exigiu urgência" (21:8).
A fé de Davi está vacilando. Não fazia muito tempo e a funda do pastor era tudo de que ele precisava. Agora aquele que recusou a armadu­ra e espada de Saul pede uma arma ao sacerdote. O que aconteceu com nosso herói?
Simples. Ele perdeu seu foco em Deus. Golias está no telão da ima­ginação de Davi. Conseqüentemente, começou o desespero. O desespero que cria mentiras, incita o medo, esconde a verdade. Não há onde se esconder. Não há o que comer.

Para o que tem fome espiritual, a igreja oferece alimento.

Não há refúgio. Não há recurso. Adolescentes e grávidas, os de meia-idade e os arruinados, os velhos e doentes... Para onde os desespe­rados podem ir?
Eles podem ir ao santuário de Deus. A igreja de Deus. Podem pro­curar um Aimeleque, um líder da igreja com um coração voltado para almas desesperadas.
Aimeleque deu pão para Davi; agora Davi quer uma espada. A úni­ca arma que há no santuário é uma relíquia, a espada de Golias. A espada que Davi usou para decapitar a cabeça do gigante. Os sacerdotes estão expondo a espada como a Galeria da Academia de Florença, na Itália, expõe a estátua de Davi, de Michelangelo.
"Esta está perfeita", diz Davi. E aquele que entra no santuário com fome e desarmado sai com a barriga cheia de pão e com a espada de um gigante.
Eugene Peterson, escritor e pastor, vê este intercâmbio como a fun­ção da igreja."Um santuário", ele escreve,"é... o lugar onde eu, como Davi, consigo pão e uma espada, força para o dia e armas para a batalha."'
Para o que tem fome espiritual, a igreja oferece alimento:

Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor (Romanos 8:38-39).

Para o fugitivo, a igreja oferece as armas da verdade:

Sabemos que Deus age em todas as coisas para o bem daqueles que o amam, dos que foram chamados de acordo com o seu propósito (Romanos 8:28).

Pão e espadas. Comida e equipamento. A igreja existe para prover ambas as coisas. Ela consegue fazer isso? Nem sempre. Ajudar pessoas nunca é um negócio organizado, porque as pessoas que precisam de ajuda não levam uma vida organizada. Elas entram na igreja como fugitivos, pedindo abrigo para escapar dos Sauls furiosos, em alguns casos, e das más escolhas em outros. Os Aimeleques da igreja (líderes, mestres, pastores e assim por diante) são forçados a optar não entre o preto e o branco, mas por tons de cinza; não entre o certo e o errado, mas por um pouco de cada.

Procurar o espírito — mais do que a letra — da lei.

Jesus convida a igreja a se inclinar na direção da compaixão. Um milênio depois o Filho de Davi lembra a flexibilidade de Aimeleque.

Naquela ocasião Jesus passou pelas lavouras de cereal no sába­do. Seus discípulos estavam com fome e começaram a colher espigas para comê-las. Os fariseus, vendo aquilo, lhe disseram: "Olha, os teus discípulos estão fazendo o que não é permitido no sábado". Ele respondeu: "Vocês não leram o que fez Davi quando ele e seus companheiros estavam com fome? Ele entrou na casa de Deus e, junto com os seus companheiros, comeu os pães da Presença, o que não lhes era permitido fazer, mas apenas aos sacerdotes. Ou vocês não leram na Lei que, no sábado, os sacerdotes no templo profanam esse dia e, contudo, ficam sem culpa?" (Mateus 12:1-5).

No final do dia no santuário, a pergunta não deve ser quantas leis foram violadas, mas, em vez disso, quantos Davis desesperados foram ali­mentados e equipados? Aimeleque ensina a igreja a procurar o espírito — mais do que a letra — da lei.
Davi ensina os desesperados a buscar ajuda entre o povo de Deus. Davi tropeça nessa história. Almas desesperadas sempre tropeçam.

Davi ensina os desesperados a buscar ajuda entre o povo de Deus.

Mas, pelo menos, ele tropeça no lugar certo — no santuário de Deus, onde Deus atende e ministra aos corações desesperados.
Voltemos à história com a qual começamos este capítulo: o ho­mem ofegante e descuidado está sentado na igreja durante a reunião.
Mencionei o tamanho da congregação? Pequena. Uma dúzia ou algo assim de almas reunidas em busca de força. Falei onde elas se reú­nem? Em uma sala no primeiro andar que elas tomaram emprestada em Jerusalém. E em que dia? Domingo. O domingo após a crucificação na sexta. O domingo após a traição na noite de terça.
Uma igreja de discípulos desesperados.
Pedro agacha-se na esquina e tapa os ouvidos, mas não pode ca­lar o som de sua promessa vazia. "Estou pronto... para a morte" (Lucas 22:33).

Deus traz pão para a nossa alma. "Paz seja com vocês", e uma espada para a batalha.
"Recebam o Espírito Santo".

Mas sua coragem desapareceu no togo e no medo da meia-noite. E agora ele e os outros desertores se perguntam que lugar Deus tem para eles. Jesus responde à pergunta passando pela porta.
Ele traz pão para a alma deles."Paz seja com vocês" (João 20:19). Ele traz uma espada para a batalha. "Recebam o Espírito Santo" (v. 22).
Pão e espadas. Ele dá ambas as coisas aos desesperados.

Ainda.
Olhe para Deus, o gigante caiu!!!

Revólveres superdestrutivos

Golias possui um revólver superdestrutivo: um magnum .338 feito sob encomenda, de alcance ilimitado, com cano canelado e mira certeira para o coração. Ele não cospe balas, mas tristeza. Não leva vidas, mas sor­risos. Não inflige feridas na carne, mas feridas na fé.

Você já foi acertado?
Se algo o impede de acertar o passo, você já foi atingido. Se parece que você não conseguirá superar a primeira etapa de alguma coisa (ou sair da cama), você já foi atingido. Você dá um passo para frente e dois para trás.
Relacionamentos amargos.
O céu escurece e fica revolto.
Suas noites afrontam o nascer do sol.
Você desmoronou.
Imagine: os problemas são os judeus. Você é Hitler. É como se você estivesse dando a última cartada.
Davi sente-se assim. Saul vem levando a melhor sobre Davi, dei­xando-o dormir em cavernas, espreitando atrás de árvores. Seiscentos soldados dependem de Davi como líder e provedor. Esses 600 homens têm esposas e filhos. Davi tem duas esposas (o suficiente para garantir tensão em sua tenda).
Ele está fugindo de um rei desvairado; escondendo-se em monta­nhas; liderando um bando desordenado de soldados; alimentando mais de 1.000 bocas.
O revólver superdestrutivo encontra seu alvo. Veja o que Davi diz: "Algum dia serei morto por Saul. E melhor fugir para a terra dos filisteus. Assim Saul desistirá de procurar-me por todo o Israel e escaparei dele" (1 Samuel 27:1).
Sem esperança e, principalmente, sem Deus, Davi concentra-se em Saul. Ele pendura o pôster de Saul na parede e torna a ouvir suas men­sagens de voz. Davi afunda em seu medo até que seu medo o domina: "Serei morto.".
Ele tem bom senso. Em dias melhores e em momentos mais saudá­veis, Davi era exemplo da terapia do céu para dias difíceis. A primeira vez em que enfrentou os filisteus no deserto, "ele perguntou ao SENHOR" (23:2). Quando se sentiu pequeno diante de seu inimigo,"Davi consul­tou o SENHOR" (23:4). Quando foi atacado pelos amalequitas, "ele perguntou ao SENHOR" (30:8). Confuso acerca do que fazer depois da morte de Saul,"Davi perguntou ao SENHOR" (2 Samuel 2:1). Quando coroado rei e perseguido pelos filisteus, "Davi perguntou ao SENHOR" (5:19). Davi derrotou-os, mas eles armaram outro ataque, então "Davi consultou o SENHOR" (5:23). Davi tinha o número do telefone de Deus armazenado para discagem rápida.
Confuso? Davi conversou com Deus. Desafiado? Ele conversou com Deus. Com medo? Ele conversou com Deus... na maior parte do tempo. Mas não dessa vez. Nessa ocasião, Davi conversa consigo mesmo. Ele nem busca a orientação de seus conselheiros. Quando Saul atacou pela primeira vez, Davi recorreu a Samuel. Como os ataques continua­ram, Davi pediu conselhos a Jônatas. Quando se viu sem armas e sem pão, ele procurou refúgio entre os sacerdotes de Nobe. Nesse caso, no entanto, Davi consulta Davi.
Pobre escolha. Veja o conselho que ele dá para si mesmo: "Algum dia serei morto por Saul" (1 Samuel 27:1).
Não, você não será, Davi. Você não se lembra do azeite dourado de Samuel em seu rosto? Deus ungiu-o. Você não se lembra da promessa de Deus por meio de Jônatas? "Você será rei de Israel" (23:17). Você se esqueceu da promessa que Deus lhe fez por meio de Abigail? "Quando o SENHOR tiver feito a meu senhor todo o bem que prometeu e te tiver nomeado líder sobre Israel..." (25:30). Deus até garantiu sua segurança por meio de Saul. "Tenho certeza de que você será rei" (24:20).
Mas, em meio à onda de cansaço, Davi pressiona a tecla "pausa" de seus pensamentos bons e pensa:

Algum dia serei morto por Saul. É melhor fugir para a terra dos filisteus. Saul desistirá de procurar-me por todo o Israel e escaparei dele (27:1).

Assim Davi parte, e Saul suspende a caça. Davi bandeia-se para as mãos do inimigo. Ele leva seus homens para a terra dos ídolos e falsos deuses e levanta sua tenda no quintal de Golias. Ele cai em cheio no pasto do próprio Satanás.
A princípio, Davi sente alívio. Saul desiste da perseguição. Os ho­mens de Davi podem dormir com os dois olhos fechados. As crianças podem ir para o jardim de infância e as esposas podem desfazer as malas. Esconder-se com o inimigo traz um alívio temporário.
Nem sempre?
Pare de resistir às bebidas alcoólicas e você rirá — por um tempo.
Troque de cônjuge e você relaxará — por um tempo.
Entregue-se à pornografia e você se entreterá — por um tempo.
Mas depois a tentação crava suas garras. Ondas de culpa arreben­tam. A solidão do rompimento chega atropelando.

Esconder-se com o inimigo traz um alívio temporário.

"Há caminho que parece certo ao homem, mas no final conduz à morte. Mesmo no riso o coração pode sofrer, e a alegria pode terminar em tristeza" (Provérbios 14:12,13).
Aquele "amém" que você acaba de ouvir veio de Davi lá no alto. Ele pode lhe dizer. Veja a terceira estrofe de seu cântico do tombo. No primeiro versículo, "ele se cansou". Por isso "fugiu". E, para sobreviver no campo do inimigo, Davi vendeu-se.
Ele chegou a um acordo com Aquis, rei de Gate: "Dá-me um lugar numa das cidades desta terra onde eu possa viver. Por que este teu servo viveria contigo na cidade real?" (1 Samuel 27:5, grifo meu).
Observe o título que Davi dá para si mesmo: o "servo" do rei ini­migo. O filho antes orgulhoso de Israel e conquistador de Golias levanta um brinde ao inimigo de sua família.
Aquis aceita o acordo. Ele dá para Davi uma aldeia, Ziclague, e pede apenas que Davi se volte contra seu próprio povo e o extermine. Até onde Aquis sabe, Davi faz isso. Mas Davi, na verdade, assalta os ini­migos dos hebreus:

Ele e seus soldados atacavam os gesuritas, os gersitas e os amalequitas... Quando Davi atacava a região, não poupava homens nem mulheres, e tomava ovelhas, bois, jumentos, camelos e roupas. Depois retornava a Aquis (27:8,9).

Não é a melhor hora de Davi. Ele mente para o rei filisteu e en­cobre sua fraude derramando sangue. Continua mentindo por 16 meses. Não existem salmos dessa época. Sua harpa está em silêncio. O revés silencia o menestrel.
As coisas pioram antes de melhorarem.
Os filisteus decidem atacar o rei Saul. Davi e seus homens optam por trocar de lado e se juntam à oposição. Imagine os fuzileiros navais norte-americanos juntando-se aos nazistas. Eles viajam três dias para chegar ao campo de batalha, são rejeitados e viajam três dias de volta para casa.
"Os comandantes filisteus iraram-se contra ele e disseram: '...Ele não deve ir para a guerra conosco, senão se tornará nosso adversário durante o combate'" (29:4).
Davi conduz seus homens indesejados de volta para Ziclague e aca­ba por encontrar a aldeia toda incendiada. Os amalequitas destruíram-na e seqüestraram todas as esposas, filhos e filhas. Quando Davi e seus ho­mens vêem a devastação, eles choram até "não terem mais forças" (30:4).
Rejeitados pelos filisteus. Saqueados pelos amalequitas. Sem terra pela qual lutar. Sem família para recebê-los na volta para casa. Será que as coisas podem piorar? Podem. Ódio brilha nos olhos dos soldados. Os homens de Davi começam a olhar para as pedras. "Os homens falavam em apedrejá-lo; todos estavam amargurados" (30:6).
Temos de perguntar para nós mesmos: Davi está se arrependendo de sua decisão? Desejando dias mais simples no deserto? Os bons e velhos tempos na caverna?

O modo como lidamos com nossos momentos difíceis permanece conosco por um bom tempo.

Ah não havia a rejeição dos filisteus nem os ataques dos amalequitas. Seus homens amavam-no. Suas esposas estavam com ele.
Agora, nas ruínas de Ziclague com homens escolhendo pedras para apedrejá-lo, ele arrepende-se da escolha de sair e se vender que ele fez sem orar?
Tempos de dificuldades: local de teste das más decisões, a incubado­ra para mudanças erradas, a linha de montagem de atos arrependidos. O modo como lidamos com nossos momentos difíceis permanece conosco por um bom tempo.
Como você lida com os seus? Quando a esperança vai embora no último trem e a alegria não é nada senão o nome da menina do outro lado da rua... quando você está cansado de tentar, cansado de perdoar, cansado de semanas difíceis ou de gente teimosa... como você lida com seus dias negros?
Com um frasco de remédio ou uma garrafa de uísque? Com uma hora no bar, um dia no spa ou uma semana no litoral? Muitos optam por tais tratamentos. Tantos desses tratamentos, na verdade, revigoram a vida triste. Mas será? Ninguém nega que ajudam por um tempo, mas e a longo prazo? Eles atenuam a dor, mas será que a removem?
Ou somos como as ovelhas que pularam de um penhasco na Tur­quia? Quem sabe por que a primeira pulou a cerca. Ainda mais estranho são as outras 1.500 que seguiram a primeira, cada uma pulando do mes­mo lugar. Os primeiros 450 animais morreram. Os 1.000 que seguiram só sobreviveram porque a pilha de corpos amorteceu a queda.1
Nós, como ovelhas, seguimos uns aos outros à beira do penhasco, mergulhando de cabeça em bares, farras e camas. Como Davi, acabamos em Gate e descobrimos que Gate não tem nenhuma solução.
Existe uma solução? Na verdade, existe. Fazer certo aquilo que Davi fez errado.
Ele não orou. Faça o contrário: seja rápido para orar. Pare de conver­sar consigo mesmo. Converse com Cristo, que convida: "Venham a mim, todos os que estão cansados e sobrecarregados, e eu lhes darei descanso" (Mateus 11:28).
Deus, que nunca se abate, nunca se cansa de seus dias para baixo.
Davi negligenciou o bom conselho. Aprenda com o erro dele. Da próxima vez em que você perder a vontade de continuar, procure um bom conselho.
Você não vai querer. Pessoas que vivem para baixo gostam de pes­soas que vivem para baixo. Pessoas que magoam andam com pessoas que magoam. Gostamos daqueles que se compadecem e evitamos aqueles que corrigem. Contudo, é de correção e direção que precisamos.
Descobri a importância de um bom conselho em um meio triatlo. Depois de nadar dois quilômetros e pedalar 90 quilômetros de bicicleta, não me restava muita energia para os 21 quilômetros de corrida. Nem para o companheiro que corria ao meu lado. Perguntei-lhe como ele estava se saindo e logo me arrependi de ter feito a pergunta.
— Isso é uma droga. Participar desta corrida foi a decisão mais idiota que tomei.
Ele tinha mais reclamações do que um contribuinte da Receita Federal. Que resposta dei para ele?
— Adeus.
Eu sabia que se ouvisse por muito tempo, começaria a concordar com ele.
Alcancei uma vovó de 66 anos. Seu tom era exatamente o oposto.
— Você vai terminar — ela incentivou. — Está quente, mas, pelo menos, não está chovendo. Um passo de cada vez... Não se esqueça de se hidratar... Fique por perto.
Corri ao lado dela até meu coração ficar acelerado e minhas pernas ficarem doendo. Por fim, tive de diminuir o passo.
— Não tem problema — ela disse, acenando enquanto continuava em frente.
Qual dos dois descreve o conselho que você procura? "Os planos fracassam por falta de conselho, mas são bem-sucedidos quando há mui­tos conselheiros" (Provérbios 15:22).
Seja rápido para orar, procure um bom conselho e não desista.
Não cometa o erro de Florence Chadwick. Em 1952, ela tentou nadar nas águas geladas do oceano entre a ilha Catalina e a costa da Cali­fórnia. Ela nadou com um tempo nublado e o mar agitado por 15 horas. Seus músculos começaram a ter cãibras e sua determinação diminuiu.

Seja rápido para orar, procure um bom conselho e não desista.

Ela pediu para ser tirada da água, mas sua mãe, que estava em um barco ao lado, insistiu para que ela não desistisse. Ela continuou tentando, mas ficou exausta e parou de nadar. O grupo de apoio tirou-a da água e colocou-a no barco. Eles remaram mais alguns minutos, a neblina desapa­receu e ela descobriu que a costa estava a menos de 800 metros.
— Tudo o que eu conseguia ver era o nevoeiro — ela explicou em uma coletiva de imprensa. — Acho que, se tivesse visto a costa, eu teria chegado lá.2
Dê uma boa olhada na costa que o espera. Não se deixe enganar pelo nevoeiro do contratempo. A Unha de chegada pode estar a apenas algumas braçadas. Talvez Deus esteja, nesse momento, levantando a mão para fazer um sinal para Gabriel pegar a trombeta.

Dê uma boa olhada na costa que o espera. Não se deixe enganar pelo nevoeiro do contratempo. A linha de chegada pode estar a apenas algumas braçadas.

Os anjos talvez estejam se reunindo, os santos se juntando, os de­mônios tremendo. Fique aí! Fique na água. Continue na competição. Transmita graça, mais uma vez. Seja generoso, mais uma vez. Dê mais uma aula, encoraje mais uma alma, dê mais uma braçada.
Davi fez isso. Bem ali, em meio às ruínas em brasa, ele encontrou força. Depois de 16 meses em Gate. Depois da rejeição dos filisteus, do ataque dos amalequitas e da revolta de seus homens, ele lembrou o que fazer. "Davi, porém, fortaleceu-se no SENHOR, o seu Deus" (1 Samuel 30:6).

É bom tê-lo de volta, Davi. Sentimos sua falta enquanto você estava longe.

Jejum e Oração abriu a porta!

  “Vá, reúna todos os judeus que estão em Susa e jejue por mim … eu e os meus assistentes jejuaremos como você” (Ester 4:16). A rainha Ester...