sábado, 17 de dezembro de 2016

Oração um remédio para a ansiedade

Sermão pregado na noite de quinta, 12 de janeiro de 1888,
Por Charles Haddon Spurgeon
No Tabernáculo Metropolitano, Newington, Londres,
“Não andeis ansiosos por coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus.” Filipenses 4.6,7.
Nós temos a faculdade da previsão; porém, como todas as nossas faculdades, ela foi pervertida e com frequência tem sido objeto de abuso. É bom que um homem tenha uma santa preocupação e preste a devida atenção a cada detalhe de sua vida; porém: Ah! É muito fácil convertê-la em uma preocupação profana e tratar de arrebatar da mão de Deus este ofício da providência que Lhe pertence e não a nós. Quão frequentemente Lutero gostava de falar sobre os pássaros e da maneira como Deus cuidava deles! Quando estava cheio de preocupações, costumava invejá-los constantemente porque levavam uma vida tão livre e feliz. Lutero fala do ‘doutor Gorrión’ e do ‘doutor Zorzal’, e de outros pássaros que costumavam se aproximar e falar com o ‘doutor Lutero’, dizendo-lhe muitas coisas boas.
Vocês sabem, irmãos, que para as aves do céu, parece-lhes melhor serem cuidadas por Deus do que serem pássaros cuidados pelo homem. Uma pequena menina londrina que foi ao campo disse em uma ocasião: “Mamãe, veja esse pobre passarinho; não tem nenhuma gaiola”. Isso não me parece uma perda para o pássaro; e se vocês e eu estivéssemos sem nossa gaiola, sem a caixinha de sementes e sem um recipiente com água, não nos seria uma grande perda se fôssemos lançados ao acaso à gloriosa liberdade de uma vida de humilde dependência de Deus.
Essa gaiola de confiança carnal e essa caixa de sementes, que sempre estamos nos esforçando em encher, constituem a preocupação desta vida mortal; mas, aquele que tem graça para estender suas asas e planar para longe até chegar ao céu da confiança divina, pode cantar todo os dias e ter esta canção como lhe sendo própria:
“Mortal, cessa de afanar-te e de afligir-te;
Deus provê para o amanhã.”
Então, aqui está o ensinamento do texto: “Por nada andeis cheios de cuidado”. A palavra “cheios de cuidado” não significa exatamente agora o mesmo que significava quando a Bíblia foi traduzida[1]; ao menos, transmite-me um significado diferente do que transmitia aos tradutores. Eu diria que devemos ‘ter cuidado’. “Tenham cuidado” é uma boa lição para os meninos e jovens quando começam a vida; porém, no sentido em que a palavra “cuidado” era entendida no tempo dos tradutores, significava que não devemos ter ‘preocupação’, isto é, que não devemos estar ‘cheios de preocupações’. O texto quer dizer: não estejam ‘ansiosos’; não estejam pensando constantemente acerca das necessidades desta vida mortal. Vou lê-lo outra vez, esticando um pouco a palavra, e então vocês entenderão seu significado: “Não andem cheios de preocupações por nada”. Oh, que Deus nos ensine a evitar o mal que é proibido aqui, e a viver com essa santa despreocupação que é a mesmíssima beleza da vida cristã, quando toda nossa ansiedade é lançada sobre Deus, e assim podemos gozar e regozijarmos em Seu providencial cuidado para conosco!
“Ah!” – diz alguém – “não posso deixar de me preocupar”. Bem, o tema desta noite é para ajudá-lo a abandonar a preocupação; e, primeiramente, considerem aqui o que substitui a ansiedade. Por nada andem ansiosos, vocês devem orar por tudo; este é o substituto da preocupação: “oração e súplica”. Em segundo lugar, notem o caráter especial desta oração, que há de converter-se no substituto da ansiedade: “sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”. E logo espero que nos sobrem uns minutos para considerar o doce efeito desta oração: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”.
  1. Para começar, então, aqui está, primeiramente, o SUBSTITUTO DA ANSIEDADE.
Eu suponho que para muitos de nós é certo que nossas preocupações são múltiplas. Uma vez que fique preocupado, ansioso e inquieto, você nunca será capaz de contar seus anseios, ainda que possa contar os cabelos da sua cabeça. As preocupações são propensas a se multiplicarem para os que estão cheios delas; e quando você está tão cheio de ansiedades que pensa que chegou ao limite, com certeza receberá outra colheita de ansiedades que têm crescido a seu redor. A tendência a se deixar dominar por este hábito maligno da ansiedade o leva a permitir que ela estabeleça seu domínio sobre a vida, até o ponto de não valer a pena viver a vida em razão da ansiedade que temos com ela. Os afãs são múltiplos; portanto, as suas orações devem ser múltiplas. Convertam em uma oração tudo o que seja uma preocupação. As ansiedades devem ser a matéria-prima de suas orações; e, assim como os alquimistas esperavam converter a escória em ouro, assim vocês, por uma santa alquimia, de fato convertem em um tesouro espiritual o que naturalmente teria sido uma preocupação, por meio de uma oração. Batizem cada ansiedade no nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, e assim, convertam-na em uma bênção.
Você tem ansiedade em possuir? Tome cuidado para que a ansiedade não o possua. Quer obter lucro? Preocupe-se em não perder mais do que ganha com seus lucros. Suplico-lhe encarecidamente que não tenha ansiedade em ganhar mais do que você se atreve a converter em uma oração. Não deseje ter aquilo que você não se atreveu a pedir para que Deus lhe dê. Meça seus desejos de acordo com uma norma espiritual, e assim você será guardado de tudo o que se assemelhe à cobiça. Muitas pessoas ficam preocupadas por causa de suas perdas; perdem o que ganharam. Bem, este é um mundo no qual existe a tendência a perder. As secas seguem às enchentes, e os invernos esmagam as flores do verão. Não se surpreendam se vocês perdem como o fazem outras pessoas; antes, orem sobre suas perdas. Vá para Deus com elas e, em vez de se inquietar, convertam-nas em uma oportunidade de esperar no Senhor, e de dizer: “Jeová deu e Jeová tirou; bendito seja o nome de Jeová. Faz-me entender por que contendes comigo, e livra Teu servo de se queixar alguma vez de Ti, sem me importar com o que Tu permites que eu perca!”
Talvez você diga que sua ansiedade não é nem por causa de seus ganhos nem suas perdas, mas apenas por causa do seu pão diário. Ah, bem, você tem promessas para isso, e você sabe! O Senhor disse: “habitarás na terra, e verdadeiramente serás alimentado”. Ele lhe dá um doce incentivo quando diz que Ele veste a erva do campo, e: não o vestirá muito mais, homem de pouca fé? E o Senhor Jesus manda que você considere as aves do céu, que nem semeiam nem armazenam em celeiros e, contudo, seu Pai celestial as alimenta. Achegue-se ao seu Deus, então, com todos os seus anseios. Se você tem uma grande família e uma raquítica renda e enfrenta muitos problemas para subsistir e para prover coisas honestas aos olhos de todos os homens, você tem muitas escusas para bater à porta de Deus, e muitíssimas razões para ser achado com frequência no trono da graça. Eu lhes peço que convertam as preocupações em algo de muito proveito. Eu me sinto à vontade para apelar a um amigo quando realmente tenho que resolver algo com ele; e vocês podem ser ousados para apelar a Deus quando as necessidades lhes oprimirem. Em vez de se preocupar por qualquer coisa com um inquieto afã, convertam-na de imediato em um motivo de uma renovada entrega à oração.
“Ah!” – dirá alguém – “mas eu estou perplexo; eu não sei o que fazer”. Bem, então, querido amigo, você deveria certamente orar quando não pode saber se deve tomar o caminho da mão direita, ou da mão esquerda, ou se deve continuar em linha reta, ou se você deveria regressar. Em verdade, quando você está em meio de um nevoeiro tal que não consegue ver a seguinte lâmpada, então é tempo de orar. O caminho será esclarecido diante de você muito repentinamente. Com frequência eu mesmo tenho tido que provar esse plano; e dou testemunho de que, quando tenho confiado em mim mesmo, tenho sido um gigantesco insensato, mas quando tenho confiado em Deus, então, Ele tem me conduzido e me mantido na via correta, e não tem existido nenhum erro a respeito.
Eu creio que os filhos de Deus cometem frequentemente os maiores absurdos com relação a coisas simples do que com relação a assuntos difíceis. Vocês sabem o que aconteceu com Israel quando chegaram aqueles gibeonitas com seus sapatos velhos e remendados, e mostraram o pão que estava mofado, que, segundo disseram, os haviam tirado quentes de seus fornos. Os filhos de Israel pensaram: “Este é um caso claro; estes homens são forasteiros e vieram de um país distante; podemos fazer aliança com eles”. Estavam certos de que a evidência de seus olhos confirmava que eles não eram cananeus; assim não consultaram a Deus; toda a situação parecia tão clara que fizeram uma aliança com os gibeonitas, a qual foi um problema para eles posteriormente. Se fôssemos a Deus em oração para tudo, nossas complexidades não nos conduziriam a mais erros do que nossas simplicidades; em casos simples, assim como em casos difíceis, devemos ser guiados sempre pelo Altíssimo”.
Talvez outro amigo diga: “Mas eu estou pensando no futuro”. Você está? Bem, primeiro, permito-me perguntar-lhe o que você tem a ver com o futuro. Você sabe o que um dia trará? Anda pensando sobre o que será de você quando for velho; porém, você está certo de que chegará a ser velho? Eu conheci uma mulher cristã que costumava se preocupar com a maneira como seria enterrada. Essa pergunta nunca me incomodou; e há muitos outros assuntos acerca dos quais não devemos nos preocupar. Pode-se encontrar sempre um pau para golpear  um cachorro; e se precisam de uma ansiedade, vocês podem geralmente encontrar uma para com ela golpear suas próprias almas; mas essa é uma pobre ocupação para qualquer um de vocês. Em vez de fazerem isso, convertam cada coisa que possa ser um motivo de ansiedade em um motivo de oração. Não passará muito tempo até que tenham um motivo de ansiedade, assim não passará muito tempo sem que tenham um tema de oração. Eliminem esta palavra: “ansiedade”, e escrevam simplesmente em seu lugar esta palavra: “oração”; e então, embora suas preocupações sejam múltiplas, suas orações também serão múltiplas.
Notem, a seguir, queridos amigos, que uma preocupação indevida é uma intrusão na esfera de Deus. É fazer de si mesmo o pai da casa, no lugar de ser um filho; é fazer de si mesmo o senhor, em vez de ser um servo para quem o senhor provê suas rações. Agora, se em vez de fazer isso, você converter a preocupação em oração, não haverá intrusão, pois você pode vir a Deus em oração sem ser acusado de presunção. Ele o convida a orar; mais ainda, aqui, por meio de Seu servo, ordena-lhe que “sejam conhecidas vossas petições diante de Deus em toda oração e súplica, com ação de graças”.
Além disso, as preocupações não nos servem de nada, e nos causam um grande dano. Se você fosse se preocupar tanto quanto desejasse, não poderia crescer uma polegada a mais, nem fazer crescer outro cabelo em sua cabeça, nem mudar a cor de um cabelo para branco ou para preto. Isso nos disse o Salvador; e Ele pergunta: se a preocupação falha em coisas tão pequenas, o que ela poderia fazer nos mais elevados assuntos da providência? Não pode fazer nada.
Um agricultor visitou seus campos e disse: “Não sei o que acontecerá conosco. Se esta chuva continuar, o trigo será destruído; não teremos nenhuma colheita, a menos que tenhamos um bom clima”. Caminhava para cima e para baixo, apertando suas mãos, se preocupando, e incomodando a todos os membros da família; mas não produziu nem um só raio de luz do sol, apesar de toda sua preocupação; com toda sua linguagem petulante, não pode dispersar nenhuma nuvem nem pode deter nem uma só gota de chuva, não obstante todas as suas murmurações.
Então, de que adianta seguir correndo seu próprio coração, se não podem obter nada com isso? Aliás, isso debilita nosso poder de nos ajudar e, especialmente, nosso poder de glorificar a Deus. Um coração cheio de ansiedades nos impede de julgar retamente em muitos assuntos. Frequentemente tenho usado o exemplo (não conheço outro melhor) de tomar um telescópio, soprar sobre ele o cálido alento de nossa ansiedade, aproximar os olhos, e logo dizer que não se pode ver nada a não ser nuvens. É evidente que não podemos, e nunca o faremos enquanto exalarmos nossa respiração sobre ele. Se fôssemos imperturbáveis, tranquilos, serenos e dominados por Deus, faríamos o correto. Deveríamos ter, como dizemos, “presença de espírito” no tempo de dificuldade. O homem que tem a presença de Deus pode esperar ter presença de espírito. Se esquecemos de orar, surpreendem-se de que estejamos todos inquietos, preocupados, e que façamos a primeira coisa que nos ocorre à mente, que é geralmente a pior, em vez de esperar até ver o que se deve fazer, e logo fazê-lo confiantemente e com fé, como aos olhos de Deus? A ansiedade é prejudicial; porém, basta que convertam essa angústia em oração, e então toda a ansiedade se tornará em um benefício para vocês.
A oração é um material maravilhoso para construir a estrutura espiritual, pois nós mesmos somos edificados pela oração; crescemos em graça pela oração; e se formos a Deus com petições em todo momento, seremos cristãos que crescem rápido.
Eu disse a uma pessoa esta manhã: “Ore por mim, porque é um tempo de necessidade”; e ela me respondeu: “Não tenho feito outra coisa desde que acordei”. Fiz o mesmo pedido a várias outras pessoas, e todas me disseram que têm estado orando por mim. Fiquei tão contente, não somente por mim mesmo, por receber o benefício de suas orações, mas também por causa delas mesmas, pois certamente crescerão por esse motivo. Quando os passarinhos seguem batendo suas asas, estão aprendendo a voar. Os tendões se fortalecem, e os pássaros abandonam o ninho em breve; esse preciso bater de asas é educação e o intento de orar, o gemer, o suspirar, o clamar de um espírito cheio de oração é, em si mesmo, uma bênção. Acabem, então, com esse hábito prejudicial da ansiedade, e pratiquem o hábito enriquecedor da oração. Vejam como conseguem assim um duplo ganho: primeiro, evitando uma perda, e em segundo lugar, obtendo aquilo que realmente os beneficiará a vocês e a outros também.
Logo, também, as preocupações são o efeito do esquecimento de que Cristo está próximo de nós. Notaram qual é o sentido do contexto? “O Senhor está próximo. Por nada andeis ansiosos”. O Senhor Jesus Cristo prometeu voltar, e Ele poderia vir esta noite; Ele pode aparecer em qualquer momento. Então Paulo escreve: “O Senhor está próximo. Por nada andeis ansiosos, mas sejam conhecidas vossas petições diante de Deus em toda oração e súplica, com ação de graças”.
Oh, se apenas pudéssemos estar nesta terra como em uma mera sombra, e viver como aqueles que terminaram cedo esta pobre vida transitória; se sustentássemos todas as coisas terrenas com uma mão muito frouxa, então não estaríamos nos ansiando,  preocupando-nos e nos inquietando, mas nos dedicaríamos a orar, pois assim seguraríamos o real e o substancial, e plantaríamos nosso pé sobre o invisível, que é, acima de tudo, o eterno!
Oh, queridos amigos, que o texto que lhes tenho lido repetidamente caia agora dentro de seus corações assim como um seixo rolado cai dentro de um lago de montanha e, ao penetrar, gere círculos de consolo sobre a própria superfície de suas almas!
  1. Agora precisamos analisar o texto um pouco mais cuidadosamente para ver, em segundo lugar, o CARÁTER ESPECIAL DESTA ORAÇÃO. Que tipo de oração é a que apaziguará nossa ansiedade?
Bem, primeiro, é uma oração que trata de tudo. Em toda oração e súplica”, “sejam conhecidas vossas petições diante de Deus”. Vocês podem orar acerca da coisa mais insignificante e acerca da mais importante; vocês não só podem orar pedindo o Espírito Santo, mas podem orar por um novo par de botas. Podem recorrer a Deus por causa do pão que comem, da água que bebem e da roupa que usam, e orar a Ele sobre todas as coisas. Não pintem nenhum limite, dizendo: “Até aqui as coisas deverão estar sob o cuidado de Deus”. Valha-me Deus, então, o que vocês farão com o resto da sua vida fora dessa marca? Será vivida sob a praga murcha de um tipo de ateísmo? Deus não o permita! Oh, que vivamos em Deus na totalidade de nosso ser, pois nosso ser é de tal natureza que não o podemos dividir! Nosso corpo, alma e espírito são um, e enquanto Deus nos deixar neste mundo, e nós temos necessidades que surgem da condição de nossos corpos, devemos apresentar nossas necessidades corporais diante de Deus em oração. E vocês descobrirão que o grandioso Deus os ouve nesses assuntos. Não digam que são demasiadamente triviais para que Ele os note; tudo é pequeno comparado a Ele. Quando penso em quão grande é Deus, parece-me que este nosso pobre mundinho é simplesmente um insignificante grão de areia na costa do universo, e que não é digno de ser notado, no fim das contas. A terra inteira é um simples cisco no grandioso mundo da criação; e se Deus condescende a considerá-lo, pode muito bem Se inclinar um pouco mais para baixo, e considerar a nós; e Ele faz isso, pois disse: “Mesmo os cabelos de vossa cabeça estão todos contados”. Portanto, ‘sejam conhecidas vossas petições diante de Deus em toda oração e súplica’.
O tipo de oração que nos livra da ansiedade é a oração que é repetida: “Em toda oração e súplica”. Orem a Deus, e logo orem de novo: “em… oração e rogo”. Se o Senhor não lhes responde na primeira vez, fiquem muito agradecidos por ter uma boa razão para orarem de novo. Se não lhes conceder a petição a segunda vez, creiam que Ele os ama tanto que deseja ouvir sua voz novamente; e se os mantêm esperando até você terem apelado a Ele sete vezes, digam: “Agora sei que adoro ao Deus de Elias, pois o Deus de Elias deixou que eu fosse sete vezes antes que a bênção fosse outorgada”. Considerem uma honra que lhes seja permitido lutar com o anjo. Esta é a maneira como Deus forja Seus príncipes. Jacó nunca teria sido Israel se tivesse obtido a bênção do anjo ao pedi-la pela primeira vez; mas quando teve que seguir lutando até prevalecer, então se converteu em um príncipe para Deus. A oração que mata a ansiedade é uma oração que é contínua e importuna.
Prosseguindo, ela é uma oração inteligente. “Sejam conhecidas vossas petições diante de Deus”. Tomei conhecimento de um muçulmano que passava, penso, seis horas em oração por dia; e para não dormir, quando estava a bordo de um bote, permanecia erguido, e só tinha uma corda estirada ao longo do curso, de tal maneira que podia se apoiar contra ela, e se ele dormisse, caía. Seu objetivo era prosseguir durante seis horas com o que ele chamava: oração. “Bem” – eu disse a uma pessoa que conhecia e que lhe havia visto a bordo de uma típica embarcação egípcia no Nilo: “Que tipo de oração era essa?”. “Bem” – respondeu-me o meu amigo – “ele seguia repetindo: ‘Não há Deus além de Deus, e Maomé é o profeta de Deus’; dizia o mesmo, uma vez, outra vez, e mais outra vez”. Eu perguntei: “Ele pedia alguma coisa?”. “Oh, não!” “Ele suplicava a Deus que lhe desse algo?”. “Não, simplesmente seguia com essa repetição perpétua de certas palavras, justamente do mesmo modo como uma bruxa poderia repetir um encantamento”.
Vocês pensam que há algo nesse estilo de oração? Se vocês se põem de joelhos e simplesmente repetem certa fórmula, isso só será um desenrolar de palavras. Que interessa a Deus esse tipo de oração? “Sejam conhecidas vossas petições diante de Deus”. Essa é a verdadeira oração. Deus certamente conhece quais são suas petições; mas você deverá pedir a Ele como se Ele não as conhecesse. Você deve fazer conhecer suas petições, não porque o Senhor não saiba, mas porque, talvez, você não as conheça; e quando você der a conhecer suas petições para Ele, como lhe diz o texto, você as fará mais claramente conhecidas a você mesmo. Quando tiver pedido inteligentemente, sabendo o que você pediu, e por qual motivo o pediu, talvez você se detenha, e diga: “Não, depois de tudo, não devo fazer essa petição”. Algumas vezes, quando você continuar orando e pedindo aquilo que Deus não lhe dá, pode ser que ocorra furtivamente em sua mente a convicção de que não está indo pelo caminho correto; e esse resultado da sua oração, em si mesmo, fará bem, e será uma bênção para você.
Mas você deve orar dando a conhecer suas petições diante de Deus. Isso é, no português claro, dizer a sua necessidade, pois essa é a verdadeira oração. A sós, diga ao Senhor o que você precisa; derrame seu coração diante Dele. Não imagine que Deus exige uma linguagem refinada. Não, não há necessidade de correr escadas acima atrás de seu Livro de Oração[2] e buscar uma breve que contenha uma invocação, uma petição e uma conclusão; tomar-lhe-ia muito tempo encontrar uma oração assim descrita que lhe seja útil se você realmente estiver orando. Ore pedindo o que você necessita, como se estivesse dizendo a sua mãe ou ao seu mais querido amigo qual é a sua necessidade. Recorra a Deus dessa maneira, pois essa é uma oração real, e esse é o tipo de oração que lançará fora sua ansiedade.
Além do mais, queridos amigos, o tipo de oração que traz liberdade da ansiedade é a comunhão com Deus. Se você não tem falado a Deus, você não tem orado realmente. Soube-se de um garotinho (atrever-me-ia a dizer que seus filhos também o fizeram) que pôs uma carta debaixo da grade de um bueiro de esgoto; e logicamente, nunca obteve nenhuma resposta a uma carta enviada dessa maneira. Se a carta não é colocada na caixa de correio para que seja enviada à pessoa à qual está destinada, de que serve? Então, a oração é uma comunicação real com Deus. Você tem que crer que Ele existe, e que é galardoador dos que O buscam, ou do contrário você não poderá orar. Ele tem que ser uma realidade para você, uma realidade viva; e você tem que crer que, de verdade, Ele ouve a oração, e então você deve falar com Ele, crer que vai receber a petição que você faz a Ele, e assim haverá de recebê-la. Ele nunca deixou de honrar uma oração de fé. Pode ser que lhe faça esperar por um tempo, mas as demoras não são negações, e Ele tem respondido frequentemente uma oração que pedia prata, dando ouro. Pode haver negado o tesouro terrenal, mas tem outorgado riquezas celestiais equivalentes a dez mil vezes o valor, e o suplicante tem ficado mais que satisfeito com a troca. “Sejam conhecidas vossas petições diante de Deus”.
Eu sei o que você faz quando tem problemas; recorre a seu vizinho, porém, seu vizinho não quer vê-lo tão frequentemente por causa de uma certa carência. Possivelmente, você recorre a seu irmão; mas há um texto que o adverte a não ir à casa de seu irmão no dia da sua calamidade. Quando você está financeiramente em apuros, você não pode visitar um amigo com demasiada frequência; ele pode ficar muito contente em vê-lo somente até ouvir o que você pretende. Mas se você recorre a seu Deus, Ele nunca lhe dará as costas; Ele nunca dirá que você recorre com demasiada frequência. Pelo contrário, inclusive o censurará porque você não recorre a Ele com suficiente frequência.
Há uma palavra que acabo de deixar passar agora, porque queria deixá-la para minha última observação sobre este ponto: “Sejam conhecidas vossas petições diante de Deus em toda oração e súplica, com ação de graças”. Agora, o que isso quer dizer? Quer dizer que o tipo de oração que mata a ansiedade é uma oração que pede alegremente, com gozo, agradecidamente. “Senhor, eu sou pobre; eu Te bendisse por causa de minha pobreza e, então, oh Senhor: não suprirás todas as minhas necessidades?” Este é jeito de orar. “Senhor, estou enfermo; eu Te bendigo por esta aflição, pois estou certo de que queres dizer algo de bom para mim. Agora eu Te suplico que Te dignes em curar-me!” “Senhor, encontro-me em uma grande tribulação; mas eu Te louvo pela tribulação, pois eu sei que nela contém uma bênção, embora o envelope tenha uma fita negra; então, Senhor, ajuda-me durante minha tribulação!” Esse é o tipo de oração que mata a ansiedade: “oração e súplica, com ação de graças”. Combinem bem estas duas coisas; uma dracma[3], não, duas dracmas de oração – oração e súplica – e logo uma dracma de ação de graças. Agite-as juntas muito bem e formarão um bendito remédio para a preocupação. Que o Senhor nos ensine a praticar esta arte santa do boticário!
III.   Concluo com este terceiro ponto, o DOCE EFEITO DESTA ORAÇÃO: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”.
Se vocês puderem orar dessa maneira, em vez de se entregarem à ansiedade maligna, o resultado será que uma paz incomum será introduzida furtivamente em seu coração e mente, pois será “a paz de Deus”. O que é a paz de Deus? É a plácida serenidade do Deus infinitamente feliz, a eterna compostura do absolutamente muito contente Deus. Isto tomará posse de seu coração e mente. Notem como a descreve Paulo: “A paz de Deus, que excede todo entendimento”. Outras pessoas não a entenderiam; não seriam capazes de explicar por que você está tão tranquilo. E mais, você não seria capaz de lhes explicar, pois se excede todo entendimento, certamente excede toda expressão; e o que é ainda mais maravilhoso é que você mesmo não a entenderá.
Será uma paz tamanha que para você será insondável e imensurável. Quando um dos mártires estava a ponto de arder na fogueira por Cristo, disse ao juiz que estava dando as ordens para incendiar a pira: “Quer se aproximar e por sua mão sobre meu coração?” O juiz o fez. “Bate muito depressa?” – perguntou o mártir. “Mostro algum sinal de medo?” “Não” – respondeu o juiz. “Agora ponha sua mão sobre seu próprio coração, e comprove se o senhor não está mais nervoso do que eu”. Pensem nesse homem de Deus que pela manhã devia ser queimado, mas que estava tão profundamente adormecido que tiveram que sacudi-lo para despertá-lo; tinha que se levantar para ser queimado e, contudo, sabendo que devia ser assim, tinha tal confiança em Deus que dormia profundamente. Esta é “a paz de Deus, que excede todo entendimento”.
Naquelas antigas perseguições de Diocleciano, quando os mártires iam ao anfiteatro para serem despedaçados por bestas selvagens, quando um era colocado em um assento em brasa, e outro era ungido com mel para ser picado até morrer por vespas e abelhas, tais nunca se acovardaram. Pensem naquele homem valente que foi colocado sobre uma grelha para ser torrado até a morte, e que disse a seus perseguidores: “Já me cozinharam de um lado; agora me virem de outro lado”.
Por que existia essa paz sob tais circunstâncias? Era “a paz de Deus, que excede todo entendimento”. Nós não temos que sofrer assim em nossos dias, mas se algum dia chegar a esse ponto, a paz que goza um cristão será poderosa. Depois de ter havido um grande tormento, o Mestre se pôs de pé na proa do barco, e disse ao vento: “Emudeça”, e lemos que “se fez grande bonança”. Vocês sentiram isto alguma vez? Vocês, na verdade, o sentem esta noite, se vocês aprenderam esta arte sagrada de fazer com que todas as suas petições sejam conhecidas ante Deus, e a paz de Deus que excede todo entendimento haverá de guardar seus corações e seus pensamentos em Cristo Jesus.
Esta bendita paz que guarda seus corações e seus pensamentos é uma paz que protege. A palavra grega implica uma guarnição. Não é estranho que um termo militar seja usado aqui, e que seja uma paz que atua como um vigia para o coração e a mente? É a paz de Deus que deve proteger o filho de Deus. É uma estranha, porém, formosa figura! Ouvi que o medo é como uma governanta para um cristão. Bem, o medo pode ser um bom guardião para manter distante os cachorros; mas mantem distância de um deposito sem nada de valor guardado lá. Porém, a paz, embora pareça debilidade, é a essência da fortaleza e, enquanto vigia, também nos alimenta e supre nossas necessidades.
É também uma paz que nos vincula a Jesus: “A paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará vossos corações e vossos pensamentos”, isto é, seus afetos e sua mente, seus desejos e seu intelecto; guardará seu coração, de tal maneira que não temerá; guardará sua mente, de tal maneira que não conhecerá nenhum tipo de perplexidade. “A paz de Deus… guardará vossos corações e vossos pensamentos em Cristo Jesus”. Tudo é “em Cristo Jesus” e, portanto, é duplamente doce e precioso para nós.
Oh meus queridos ouvintes, alguns de vocês vêm aqui nas quintas-feiras pela noite e não sabem nada sobre esta paz de Deus, e talvez se perguntem por que nós, cristãos, fazemos tal alvoroço acerca de nossa religião. Ah, se o soubessem, vocês, talvez, fizessem mais alvoroço acerca dela do que nós fazemos; pois ainda que não houvesse um além – e nós sabemos que há – o hábito bendito de apelar a Deus em oração e de lançar toda nossa ansiedade sobre Ele nos ajuda a viver de maneira extremamente alegre, inclusive nesta vida. Nós não cremos no secularismo; mas se o fizéssemos, não haveria preparação para a vida terrena como este viver para Deus, e viver em Deus. Se vocês têm um Deus falso, e simplesmente vão à igreja ou à capela, e levam seu Livro de Oração ou seu hinário e por isso pensam que são cristãos, enganam-se a si mesmos; mas se vocês possuem um Deus vivo, e têm uma comunhão real e constante com Ele, como um hábito, e vivem sob a sombra das asas do Todo Poderoso, então vocês gozarão de uma paz que fará com que os demais se assombrem, e levará vocês mesmos a assombrarem-se também, pois é “a paz de Deus, que excede todo entendimento”. Que Deus lhes conceda isso, meus queridos ouvintes, por Cristo nosso Senhor! Amém.
ORE PARA QUE O ESPÍRITO SANTO USE ESSE SERMÃO PARA EDIFICAÇÃO DE MUITOS E SALVAÇÃO DE PECADORES.

Ore – Primeiro e ao Máximo

Vamos orar – primeiro! Viajando para ajudar os famintos? Tome o cuidado de banhar sua missão em oração. Cansado de um mundo de racismo e divisão? Deus também. E ele adoraria conversar contigo sobre isso.
Vamos orar – ao máximo! Deus nos chamou a pregar sem cessar? Ou ensinar sem cessar? Ou ter reuniões de comitês sem cessar? Ou cantar sem cessar? Não, mas ele nos chamou a “orar sem cessar” (1 Tessalonicenses 5:17).
Jesus declarou Minha casa será uma casa de estudo? Comunhão? Música? Uma casa de atividades? Não, mas ele disse “Minha casa será chamada uma casa de oração” (Marcos 11:17). Jesus disse “Quando dois de vocês concordam em algo e oram por isso, meu Pai no céu entra em ação” (Mateus 18:19 MSG).

sexta-feira, 16 de dezembro de 2016

Note o Poder da Oração

Como seria se você pudesse ver as orações que você ora? As orações sendo oradas por você? Na visão do céu de João em Apocalipse 8:5, ele viu as orações dos santos subindo como incenso até a presença de Deus. E houve sons, trovões, raios, e um terremoto. Note o poder da oração. Você pede ajuda a Deus, e “boom!”. Você levanta suas preocupações ao céu e vem turbulência!
Vá em frente. Fique em pé por aqueles que você ama. E sim, fique em pé por aqueles que você não ama. A maneira mais rápida de apagar o fogo da raiva é com um balde de oração. Ao invés de resmungar, reclamar, ou se vingar… ore. A Escritura nos diz (Lucas 23:34) que, enquanto estava dependurado na cruz, Jesus intercedeu pelos seu inimigos. Nós não devemos fazer o mesmo? Ore – daí, espere a terra ser sacudida.

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Fazendo Satanás Tremer

A maioria de nós lutamos com oração. Esquecemos de orar. E quando oramos nossas mentes vagueiam; nossos pensamentos se dispersam como um bando de codornas. Por que será? A oração exige um esforço mínimo. Nenhum local é prescrito. Não exige nenhum tipo de vestimenta especial. No entanto, parece que é uma luta para segurar um porquinho engraxado.
Por falar em porcos, Satanás tenta interromper as nossas orações. Nossa batalha com a oração não é inteiramente a nossa culpa. O Diabo conhece as histórias; ele sabe o que acontece quando oramos. Ele conhece a Escritura, “As armas com as quais lutamos… são poderosas em Deus para destruir fortalezas” (2 Coríntios 10:4). Satanás não se incomoda quando Max escreve um livro ou prepara um sermão, mas os joelhos nodosos tremem quando Max ora.
Satanás tenta nos manter longe da oração. Ele tenta se posicionar entre nós e Deus. Mas, ele corre como um cachorro espantado quando nós seguimos adiante para orar. Então, vamos fazê-lo… vamos orar!

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Apenas Uma Oração

Tarde da noite. Hora de dormir. O travesseiro chama, mas também chama a sua consciência pesada. Mais cedo um encontro com um colega de trabalho acabou mal. Palavras foram trocadas. Acusações feitas. Linhas riscadas na arreia. Nomes foram chamados. Comportamento muito, muito chato. Uma parte, senão toda a culpa é sua.
A velha versão de você teria suprimido a discussão. A briga teria piorado até amargura e envenenado mais um relacionamento. Mas agora você entende melhor as coisas. Você foi comprado com o sangue de Cristo e presenteado com graça. Você pode arriscar honestidade com Deus. Está na hora de confessar para Aquele que morreu por você. Não precisa de um local especial. Não precisa entoar palavras especiais ou acender uma vela. Apenas uma oração. A oração provavelmente levará a um pedido de desculpas, e o pedido de desculpas bem que pode preservar uma amizade e proteger um coração. Você pode até pendurar uma placa na parede do seu escritório: “A graça aconteceu aqui!”.

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

Acalma o meu coração



Não quero interromper o teu silêncio, oh, pai
Mas é só orando que eu encontro paz
O vento da aflição quer apagar a chama
Da minha adoração

O mundo é um oceano
Minha carne é um furacão
Minha vida é um barquinho buscando direção

Descansa minha alma
E acalma a tempestade que agita o meu coração

Acalma o meu coração /Acalma o meu coração
O vento está soprando
Mas é te adorando que venço o mar da aflição
Acalma o meu coração
Acalma o meu coração
Só venço esse mundo se for em tua presença
Acalma o meu coração

O barulho do mar vem pra me confundir
Oh, pai não deixe as ondas
Minha fé diminuir
Perdoa se pensei que em meio ao teu silêncio
Não estivesse aqui
Viver na superfície sem poder respirar
É o mesmo que morrer por não te adorar
És meu oxigênio
Senhor, sem tua presença

Minha fé vai naufragar
(Anderson Freire)

A Oração Mais Pura

A oração não precisa ser na forma de um retiro de um mês ou uma hora em meditação. A oração é uma conversa com Deus enquanto você está indo para o trabalho ou esperando uma consulta ou antes de encontrar um cliente. Não pense por um minuto que Deus está olhando para você de braços cruzados e rosto amarrado, esperando você organizar a sua vida de oração. Muito pelo contrário.
Jesus disse “Eis que estou à porta e bato. Se alguém ouvir a minha voz e abrir a porta, entrarei e cearei com ele, e ele comigo.” (Apocalipse 3:20 NVI). Jesus espera na varanda para você abrir a porta. E as boas vindas para Jesus são “Entre, ó Rei. Entre.” Nós falamos e Ele escuta. Ele fala e nós escutamos. É a oração na sua forma mais pura. E Deus muda o seu povo através de momentos como este.

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

Lute pelas almas!

Se os pecadores serão condenados, que pelo menos pulem para o inferno passando por cima de nossos corpos. Se perecerem, que pereçam com nossos braços e mãos tocando os seus joelhos, implorando que fiquem. Se o inferno tiver de ser cheio, pelo menos que seja cheio apesar de nossos esforços, e que ninguém entre ali sem estar avisado e sem que se tenha intercedido por essa pessoa. C. H. Spurgeon

Convide Deus


Quando convidamos Deus para o nosso mundo, ele entra. Ele traz uma multidão de presentes: alegria, paciência, resistência. Ansiedades vêm, mas não ficam. Medos aparecem e em seguida vão embora. Pesares caem sobre o para-brisa, mas aí vem o limpador de para-brisa da oração.
O Diabo ainda me entrega algumas pedras de culpa, mas eu viro e as entrego a Cristo. Lutas vêm, com certeza. Mas Deus também vem. A oração não é um privilégio dos piedosos, não é a arte de alguns escolhidos. A oração é simplesmente uma conversa íntima entre Deus e seu filho.
Meu amigo, ele quer conversar contigo. Ainda agora, enquanto você lê estas palavras, ele toca na porta. Abra ela. Dê as boas vindas a ele e deixe as conversas começarem!

domingo, 11 de dezembro de 2016

Oração

Porque não invocar o Seu nome?
Porque correr para esta ou aquela pessoa, quando Deus está tão perto e ouvirá o nosso fraco chamado?
Porque sentar e inventar planos e traçar esquemas?
Porque não ir imediatamente ao Senhor e lançar-me sobre Ele, e o meu fardo comigo?
Aquele que prossegue em frente sem se distrair é o melhor corredor _ porque não corremos de uma vez para o Deus vivo?
Em vão buscaremos livramento em qualquer outra parte. Mas em Deus o acharemos; pois temos a Sua promessa que é garantida.
Não preciso perguntar se posso ou não invocá-lO, pois a expressão “todo aquele” inclui a mim também. Ela se refere a qualquer pessoa que invocar a Deus.
Sigamos portanto, a direção do texto e imediatamente invoquemos ao Senhor que fez a promessa.
Se o problema é urgente e não vemos como obter livramento, Aquele que fez a promessa achará caminhos e maneiras de cumpri-la.
Nossa parte é obedecer ao seu mandamento; não nos cabe dirigir Seus conselhos.
Eu sou seu servo, não seu inquiridor.
Eu O invocarei, e Ele me salvará.

Emanuel

Por: Arno Froese

“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (Is 7.14).

Isaías 7.14 foi anunciado em circunstâncias muito estranhas. Essa declaração não foi dada a um rei que amava o Senhor e seguia a lei, mas ao mau rei Acaz, que havia levado o povo de Judá a práticas idólatras. Por isso, Isaías 8.19 adverte o povo governado por Acaz: “Quando vos disserem: Consultai os necromantes e os adivinhos, que chilreiam e murmuram, acaso, não consultará o povo ao seu Deus? A favor dos vivos se consultarão os mortos?”.

Em 2 Reis 23.12 lemos sobre as más ações do rei Acaz, mais tarde destruídas pelo rei Josias:“Também o rei derribou os altares que estavam sobre a sala de Acaz, sobre o terraço, altares que foram feitos pelos reis de Judá, como também os altares que fizera Manassés nos dois átrios da Casa do Senhor; e, esmigalhados, os tirou dali e lançou o pó deles no ribeiro de Cedrom”. Ainda assim, Acaz recebeu uma poderosa revelação, que ele deveria ter pedido ao Senhor como um sinal: “E continuou o Senhor a falar com Acaz, dizendo: Pede ao Senhor, teu Deus, um sinal, quer seja embaixo, nas profundezas, ou em cima, nas alturas” (Is 7.10-11).Mais uma vez vemos aqui a misericórdia e a graça de Deus: apesar de tudo, Acaz recebeu uma chance. Mas o coração de Acaz estava endurecido e seu entendimento, toldado. Ele não compreendeu o propósito de Deus para o povo de Judá e Israel, nem via a terrível escuridão que pairava sobre todo o mundo gentílico. Em outras palavras: ele não se importava. Por isso respondeu: “Não o pedirei, nem tentarei ao Senhor” (v.12).

Não obstante, Deus proclamou a sua profecia: “Então, disse o profeta: Ouvi, agora, ó casa de Davi: acaso, não vos basta fatigardes os homens, mas ainda fatigais também ao meu Deus? Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel” (v.13-14). Emanuel significa “Deus conosco” ou “Conosco está Deus”. Para o rei Acaz e o povo de Israel, essa era uma clara lembrança da promessa de Deus a Moisés: “Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti, em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar” (Dt 18.18). Essa profecia havia sido dada mais de 700 anos atrás, antes que Isaías anunciasse mais detalhes sobre o Messias e destacasse o milagre do nascimento virginal.

As palavras de Isaías cumpriram-se 742 anos depois: “Enquanto ponderava nestas coisas, eis que lhe apareceu, em sonho, um anjo do Senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber Maria, tua mulher, porque o que nela foi gerado é do Espírito Santo. Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles. Ora, tudo isto aconteceu para que se cumprisse o que fora dito pelo Senhor por intermédio do profeta: Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)” (Mt 1.20-23).

Lemos novamente o nome Emanuel, e ainda assim José teve que dar-lhe o “nome de Jesus”.Qual era a diferença? Mateus 1.20-23 é simplesmente uma revelação mais precisa. Jesus é a tradução grega da palavra hebraica Yeshua, que significa “Javé salva”. Ela expressa a salvação pessoal com base na Nova Aliança. O profeta Jeremias anunciou essa Nova Aliança mais de 600 anos antes do nascimento de Cristo: “Eis aí vêm dias, diz o Senhor, em que firmarei nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá” (Jr 31.31).

A profecia de Isaías sobre o vindouro Messias Emanuel foi dada numa época de grande decadência moral, em que Israel estava ameaçado de ser destruído por seus inimigos. Isaías anunciou o fim do reino de Israel: “Mas a capital da Síria será Damasco, e o cabeça de Damasco, Rezim, e dentro de sessenta e cinco anos Efraim será destruído e deixará de ser povo” (Is 7.8). A nação de Efraim desaparecerá. Efraim representa o reino das dez tribos, Israel, como mostra o versículo seguinte: “A capital de Efraim será Samaria” (v.9). Samaria era a capital do reino das dez tribos.

À profecia sobre o Messias vindouro seguiu-se o motivo pelo qual Efraim (ou Israel) havia sido condenado: porque “Efraim se separou de Judá” (v.17). Lembramos da profecia de Jacó em seu leito de morte: “Judá, teus irmãos te louvarão; a tua mão estará sobre a cerviz de teus inimigos; os filhos de teu pai se inclinarão a ti. Judá é leãozinho; da presa subiste, filho meu. Encurva-se e deita-se como leão e como leoa; quem o despertará? O cetro não se arredará de Judá, nem o bastão de entre seus pés, até que venha Siló; e a ele obedecerão os povos” (Gn 49.8-10).


Muitas vezes usamos o termo “judeu” de forma errada, aplicando-o a todas as doze tribos de Israel antes de Judá ter sido conduzido ao cativeiro babilônico. Mas a palavra “judeu” só se aplicava àqueles que tinham sido integrados à tribo de Judá.

A Escritura deixa claro que a identidade das doze tribos de Israel estava centralizada unicamente em Judá, o que significava que todos os israelitas deveriam se tornar judeus. Muitas vezes usamos o termo “judeu” de forma errada, aplicando-o a todas as doze tribos de Israel antes de Judá ter sido conduzido ao cativeiro babilônico. Mas a palavra “judeu” só se aplicava àqueles que tinham sido integrados à tribo de Judá. Isto é reforçado em 2 Crônicas 15.9: “Congregou todo o Judá e Benjamim e também os de Efraim, Manassés e Simeão que moravam no seu meio, porque muitos de Israel desertaram para ele, vendo que o Senhor, seu Deus, era com ele”.

Mas o juízo também foi anunciado para Judá: “Em vista de este povo ter desprezado as águas de Siloé, que correm brandamente, e se estar derretendo de medo diante de Rezim e do filho de Remalias, eis que o Senhor fará vir sobre eles as águas do Eufrates, fortes e impetuosas, isto é, o rei da Assíria, com toda a sua glória; águas que encherão o leito dos rios e transbordarão por todas as suas ribanceiras. Penetrarão em Judá, inundando-o, e, passando por ele, chegarão até ao pescoço; as alas estendidas do seu exército cobrirão a largura da tua terra, ó Emanuel” (Is 8.6-8). Isso soa como se Isaías tivesse interrompido sua mensagem de juízo ao exclamar “Emanuel!”.

Somente a presença do Deus vivo entre nós pode nos livrar do terrível juízo que um dia virá sobre este mundo. Isto é uma boa notícia para todos que crêem em Jesus Cristo, pois Ele prometeu: “Eis que estou convosco todos os dias até à consumação do século” (Mt 28.20).Isso vale para quem crê em Emanuel. Ele nunca nos abandonará. Louvado seja Deus, Cristo, Emanuel: Deus conosco!

Isaías não deixou de dar uma descrição detalhada de Emanuel: “Ele vos será santuário; mas será pedra de tropeço e rocha de ofensa às duas casas de Israel, laço e armadilha aos moradores de Jerusalém. Muitos dentre eles tropeçarão e cairão, serão quebrantados, enlaçados e presos” (Is 8.14-15). Esta profecia fascinante revela, por um lado, que Ele será um santuário para Israel e que, por outro lado, será também “pedra de tropeço e rocha de ofensa”. No Novo Testamento lemos sobre o cumprimento: “Como está escrito: Eis que ponho em Sião uma pedra de tropeço e rocha de escândalo, e aquele que nela crê não será confundido” (Rm 9.33).

Um ponto importante é o fato de Isaías mencionar “as duas casas de Israel”, o que se refere a Judá e ao reino das dez tribos, Israel. Mesmo que Israel, o reino das dez tribos, tenha deixado de existir como nação independente, todos os que se ligaram à tribo de Judá mantiveram sua própria identidade. Vemos isso em Apocalipse 7.

Sete Cartas
O Messias de Israel, santuário e pedra de tropeço, aparecerá ao povo que anda em trevas: “O povo que andava em trevas viu grande luz, e aos que viviam na região da sombra da morte, resplandeceu-lhes a luz” (Is 9.2). É surpreendente que esse trecho fale do povo escolhido Israel, o povo sobre o qual Moisés disse: “Porque sois povo santo ao Senhor, vosso Deus, e oSenhor vos escolheu de todos os povos que há sobre a face da terra, para lhe serdes seu povo próprio” (Dt 14.2). Se esse povo está em trevas, quão profundas devem ser as trevas que nós, como gentios, enfrentamos!

Aparentemente hoje em dia a Igreja de Jesus está acostumada a não pensar em quão absoluta é a perdição do homem. Podemos ter orgulho das coisas que possuímos e conseguimos, mas todas elas também estão em trevas, mais do que podemos imaginar. Efésios 2.12 descreve nossa situação desesperada: “Naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo”. Mas fico muito contente com a esperança transmitida pelo versículo seguinte: “Mas, agora, em Cristo Jesus, vós, que antes estáveis longe, fostes aproximados pelo sangue de Cristo” (v.13). O Messias não veio somente para Israel, mas para todo o mundo: “Para que todo o que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (Jo 3.16).

O maior perigo para o mundo de hoje decorre do seu desconhecimento a respeito da sua posição diante do Deus de Israel. Se os políticos e grandes homens deste mundo tivessem a mais leve noção da sua perdição como pessoas e como nações, certamente se arrependeriam em panos de saco e cinzas. Mas o orgulho impede a grande maioria da humanidade de chegar ao abençoado reconhecimento de serem pecadores, perdidos para toda eternidade e sujeitos a Satanás e seus truques maliciosos – sem qualquer chance de libertar-se por suas próprias forças. Mas há uma saída, a saber, por meio dAquele que diz: “Eu sou o caminho”.


O orgulho impede a grande maioria da humanidade de chegar ao abençoado reconhecimento de serem pecadores, perdidos para toda eternidade e sujeitos a Satanás e seus truques maliciosos – sem qualquer chance de libertar-se por suas próprias forças.

Se você ainda não permitiu que Jesus Cristo tomasse o seu ego orgulhoso, egoísta e arrogante para transformá-lo pelo poder do Espírito Santo, então você está correndo grande perigo. Sem Jesus, sem Emanuel, você deve contar com uma condenação eterna e terrível. Que o Senhor lhe conceda luz para encontrar a saída das assustadoras trevas do vale da sombra da morte para a Sua maravilhosa luz!

O profeta Isaías então continuou a anunciar juízo, opressão, guerra, sangue e fogo, até que de repente disse: “Porque um menino nos nasceu, um filho se nos deu; o governo está sobre os seus ombros; e o seu nome será: Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” (Is 9.6). Esse é o menino anunciado em Isaías 7.14: “Portanto, o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel”. Esse é Aquele que anunciou depois da Sua ressurreição: “Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra” (Mt 28.18).

Hoje ainda não temos a manifestação visível do poder de Cristo na terra. Não é Ele que governa o mundo; esse posto é de Santanás, o príncipe das trevas e senhor deste mundo – como a Escritura deixa claro. Ainda assim Satanás não consegue anular a autoridade de Jesus Cristo. Suas possibilidades e seu tempo são limitados.

Quando lemos que “...o governo está sobre seus ombros”, sabemos que isso acontecerá com certeza. É inquestionável: a realização desta profecia é apenas uma questão de tempo terreno. Não há dúvida de que aqui Isaías fala de Jesus Cristo, o Filho Unigênito de Deus. E considere também as outras descrições do Seu nome: “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz”. Esse é Emanuel!

Maravilhoso Conselheiro: no Salmo 119.129-130 lemos: “Admiráveis são os teus testemunhos... A revelação das tuas palavras esclarece e dá entendimento aos simples”. O “Maravilhoso” é idêntico ao Verbo de Deus encarnado, apresentado por João nos primeiros versículos do seu Evangelho: “No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e, sem ele, nada do que foi feito se fez... E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai” (Jo 1.1-3,14).

Isaías 40 mostra a sabedoria do Senhor, e no versículo 14 lemos: “Com quem tomou ele conselho, para que lhe desse compreensão? Quem o instruiu na vereda do juízo, e lhe ensinou sabedoria, e lhe mostrou o caminho de entendimento?”. Mais tarde, no Novo Testamento, Paulo descreve o “Maravilhoso Conselheiro”: “Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria como do conhecimento de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis, os seus caminhos! Quem, pois, conheceu a mente do Senhor? Ou quem foi o seu conselheiro? Ou quem primeiro deu a ele para que lhe venha a ser restituído? Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” (Rm 11.33-36). Nosso Senhor Jesus Cristo é o princípio de todas as coisas. Ele também é iniciador e consumador da nossa fé, ele é o “Maravilhoso Conselheiro” em pessoa!

Deus Forte: Salmo 50.1 mostra o forte e poderoso Deus como o Criador, que trouxe todas as coisas à vida. Isaías também menciona o Deus forte em conexão com o futuro de Israel, com o momento em que acontecerá a conversão nacional desse povo: “Os restantes se converterão ao Deus forte, sim, os restantes de Jacó” (Is 20.21). Quando Jacó se dirigiu a José ao abençoar seus doze filhos, ele disse: “O seu arco, porém, permanece firme, e os seus braços são feitos ativos pelas mãos do Poderoso de Jacó, sim, pelo Pastor e pela Pedra de Israel” (Gn 49.24). O Poderoso de Jacó é Emanuel, Deus conosco – Jesus Cristo.

Pai da Eternidade: Quando Jesus disse: “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30), Ele demonstrou que Seu nome também é “Pai da Eternidade”. Isaías 63.16 diz: “Mas tu és nosso Pai... tu, óSenhor, és nosso Pai; nosso Redentor é o teu nome desde a antiguidade”.

Príncipe da Paz: Em todas as épocas, as pessoas ansiaram e buscaram por paz para a humanida de. Todas as nações descrevem a si mesmas como amantes da paz ou pacíficas. Mas quando olhamos mais de perto, descobrimos que essa descrição está muito longe da realidade. Uma nação pode até se considerar pacífica, mas isso não significa que os outros concordem. Estes talvez a vejam como uma nação brutal. Em outras palavras: a paz que o homem anuncia não é a paz de Deus. Há um problema em todo e qualquer acordo ou anúncio de paz. Todos eles tratam de inúmeros problemas e variantes, mas nenhum trata do único problema que realmente importa: o pecado! Não pode haver paz na terra enquanto o problema do pecado não tiver sido resolvido. A Bíblia diz que a nossa justiça é como trapo de imundícia (Is 64.5).


Não devemos nunca falar de paz de forma leviana, pois ela tem um alto preço; não é o preço dos soldados que lutam com armas de guerra, mas o preço pago pelo Filho de Deus, que deu Sua vida e Seu sangue na cruz do Gólgota.

A paz descrita na Bíblia é diferente. Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize” (Jo 14.27). Jesus Cristo enfatizou a diferença clara entre a paz que Ele nos dá e a paz oferecida pelo mundo. Simplesmente não há paz na terra; nunca houve nem nunca haverá paz enquanto o pecado não for removido. É exatamente o que Jesus fez. Nosso Príncipe da Paz é o único que salva do pecado, pois Ele pagou o preço: “O qual se entregou a si mesmo pelos nossos pecados, para nos desarraigar deste mundo perverso, segundo a vontade de nosso Deus e Pai” (Gl 1.4).

O mundo nunca produzirá paz, pois sua natureza é pervertida, má e pecaminosa. Por isso, o anseio do mundo pela paz é um sonho impossível de se tornar realidade. A personificação da verdadeira paz é: “Ele (Jesus Cristo) é a nossa paz” (Ef 2.14).

Não devemos nunca falar de paz de forma leviana, pois ela tem um alto preço; não é o preço dos soldados que lutam com armas de guerra, mas o preço pago pelo Filho de Deus, que deu Sua vida e Seu sangue na cruz do Gólgota. Nele está o único caminho que pode trazer paz ao mundo, e o cumprimento daquilo que os pastores ouviram nos campos em Lucas 2.10,14:“Não temais; eis aqui vos trago boa-nova de grande alegria, que o será para todo o povo... Glória a Deus nas maiores alturas, e paz na terra entre os homens, a quem ele quer bem”.Ainda não há “paz na terra”, não há “boa vontade de Deus entre os homens” – mas ela virá!

Em Isaías 9.7 o profeta testifica o que Emanuel, a criança chamada de “Maravilhoso Conselheiro, Deus Forte, Pai da Eternidade, Príncipe da Paz” fará um dia: “Para que se aumente o seu governo, e venha paz sem fim sobre o trono de Davi e sobre o seu reino, para o estabelecer e o firmar mediante o juízo e a justiça, desde agora e para sempre. O zelo do Senhor dos Exércitos fará isto”! (Arno Froese)

sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

COMO VENCER A DEPRESSÃO SEGUNDO LUTERO!

Jerome Weller era um jovem estudante de teologia sob a influência direta de Martinho Lutero. Ele viveu na casa de Lutero, sendo este seu tutor, por quase uma década. Em Julho de 1530, Lutero escreveu uma carta aconselhando Weller, que estava vivendo naquele momento uma crise de depressão.

… Querido Jerome, você deve se alegrar neste momento e nesta tentação do diabo, porque é um sinal claro e certo de que Deus é propício e misericordioso contigo. Você diz que a tentação é mais pesada do que você pode suportar, e que você está temeroso com a possibilidade dela te quebrar e colocá-lo para baixo de tal forma que o leve ao desespero e blasfêmia. Eu conheço este tipo de artimanha do diabo. Se ele não pode quebrar uma pessoa com o primeiro ataque, ele tenta pela perseverança e continuidade enfraquecer a pessoa até ela cair e se dar por vencida.
Sempre que esta tentação voltar a você, evite completamente uma disputa com o diabo e não se debruce sobre esses pensamentos mortais, pois fazê-lo é nada menos que ceder ao diabo e deixá-lo prosperar em seu propósito. Despreze todos os pensamentos que são induzidos pelo diabo. Neste tipo de tentação e luta, o desprezo é o melhor método para obtermos a vitória que Deus tem para nós. Rir! Rir do adversário e perguntar quem ele é e quem é ele para falar contigo lançando seus dardos inflamados. Por todos os meios fuja da solidão que a tentação da depressão tenta te colocar, pois o diabo observa e ataca neste caso, acima de tudo, quando você está sozinho. Este tipo de tentação é vencida por zombar e desprezar o diabo, e não por resistir e “discutir” com ele…
Quando satanás joga o nosso pecado sobre nós e declara que merecemos a morte e o inferno, devemos responder assim: ‘Eu admito que mereça a morte e o inferno. O que tem isso? Será que significa que  eu esteja condenação à eterna perdição? De maneira nenhuma. Porque eu sei que Aquele que sofreu a ira de Deus em meu lugar, proveu uma satisfação completa em meu nome. Seu nome é Jesus Cristo, o Filho de Deus. Onde Ele está lá também eu estou!

Do seu,
Martinho Lutero.                                    (Lutero: Cartas de aconselhamento espiritual).

Cinco pontos emergem do conselho de Lutero:

1) Se alegrar pois a tentação é um testemunho da misericórdia de Deus para você… levando-o ao crescimento em meio a aflições.
2) Não se debruçar sobre os pensamentos mortais do Diabo – que são seus dardos inflamados.
3) Rir do seu adversário já vencido.
4) Estar continuamente em comunhão com outros filhos de Deus.
5) Proclamar para você mesmo a boa nova do Evangelho. Pregar para si mesmo toda a verdade do Evangelho.

Lutero esteve sempre sobre uma contínua pressão… contínuo perigo… contínua tentação de depressão…  Seus conselhos foram provados eficazes na quente fornalha da Reforma.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

Deus conosco: Emanuel

Em Mateus 1:23, Deus se chama “Emanuel” – que significa Deus conosco! Não apenas Deus nos fez; não só Deus pensa na gente; não apenas Deus acima de nós; mas Deus conosco – onde nós estamos! Ele respirou nosso ar e andou sobre esta terra. Deus… conosco!
Belém foi só o começo. Jesus prometeu uma nova ação notável: Belém, Segundo Ato. Nada de noite silenciosa desta vez, no entanto. Os céus vão abrir, trombetas vão tocar e um novo reino irá começar. Ele esvaziará os túmulos e derreterá o inverno da morte. Morte, você morre! Vida, você reina! A manjedoura nos desafia a acreditar que o melhor virá. O Natal nos lembra o quanto Deus faz com que tudo coopere para o bem daqueles que amam a Deus!

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Emanuel: o Deus conosco

A expressão Emanuel aparece em três oportunidades na Bíblia. Primeiro em Isaías 7:14 (Portanto o Senhor mesmo vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome Emanuel), depois em Isaías 8:8 (e passará a Judá, inundando-o, e irá passando por ele e chegará até o pescoço; e a extensão de suas asas encherá a largura da tua terra, ó Emanuel) e, por último, em Mateus 1:23 (Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, o qual será chamado Emanuel, que traduzido é: Deus conosco).

A correlação entre os textos faz-nos concluir que o profeta Isaías se referiu a Jesus Cristo (veja Mateus 1 a partir do verso 18). Outro ponto relevante é que apenas no último texto há a tradução da palavra. Emanuel é Deus Conosco.

Essa ideia da presença de Deus conosco é estabelecida na criação do homem. Naquele momento, Deus pessoalmente visitava o homem à tardinha (Gênesis 3:8). Após a queda, o homem foi expulso do Éden e viu seu relacionamento com Deus ser terrivelmente prejudicado. Paulo explica isso em Efésios 4:10-18.

O que se vê a partir da queda do homem são relacionamentos pontuais de Deus com homens escolhidos pelo próprio Deus. A lista inclui Abel, Caim, Noé, Abraão, Jacó, Moisés e alguns outros.

É somente quando o povo está no deserto, sob o comando de Moisés, que Deus estabelece um novo paradigma na relação com o homem. Num primeiro momento, Deus quis demonstrar para o povo que Moisés era seu escolhido. Em Êxodo 19:9, o Senhor disse a Moisés “Eis que eu virei a ti em uma nuvem espessa, para que o povo ouça, quando eu falar contigo, e também para que sempre te creia. Porque Moisés tinha anunciado as palavras do seu povo ao Senhor”.

O desfecho desse objetivo de Deus é demonstrado por meio de uma cena fantástica, narrada a partir do versículo 16 do mesmo capítulo: “Ao terceiro dia, ao amanhecer, houve trovões, relâmpagos, e uma nuvem espessa sobre o monte; e ouviu-se um sonido de buzina mui forte, de maneira que todo o povo que estava no arraial estremeceu. E Moisés levou o povo fora do arraial ao encontro de Deus; e puseram-se ao pé do monte. Nisso todo o monte Sinai fumegava, porque o Senhor descera sobre ele em fogo; e a fumaça subiu como a fumaça de uma fornalha, e todo o monte tremia fortemente. E, crescendo o sonido da buzina cada vez mais, Moisés falava, e Deus lhe respondia por uma voz”.

Esse fato foi importantíssimo no contexto da situação vivenciada pelo povo de Israel no deserto, principalmente porque a partir do capítulo vinte Moisés traria o conjunto de leis que deveria reger a relação entre Deus e os homens, com destaque especial para os dez mandamentos.

Num segundo momento, Deus estabeleceu um novo objetivo, o qual está registrado a partir do capítulo 25 de Êxodo. Deus determinou que Moisés construísse um santuário (ou tabernáculo 1) “para que eu (o Senhor) habite no meio deles (do povo)” Êxodo 25:8. O Deus que aparentemente estava distante, mantendo relacionamentos com determinados homens, deseja agora habitar no meio do povo. O santuário era o local onde Deus se apresentaria ao povo. O que se vê durante a trajetória do povo de Israel é um Deus presente no meio do povo (quando este agia em obediência) e o símbolo dessa presença foi o santuário do deserto. Com todos os seus utensílios, e depois o templo em Jerusalém.

Aqui começa a fazer sentido o conceito do Emanuel. Deus, na verdade, desejava restabelecer o relacionamento perdido no Éden. Deus desejava ardentemente estar próximo do homem e o clímax desse propósito é a encarnação de Jesus Cristo, o filho de Deus.

Jesus Cristo é o Emanuel, pois ele é o Deus conosco. O Deus que se insere na história do homem para estabelecer uma nova forma de relacionamento entre as partes. Jesus Cristo é o Deus que vem mostrar os valores que regem as relações no reino dos céus. Ele é o Deus que pessoalmente, em carne, não como aquele poderoso do Êxodo, mas como um homem simples, vem recuperar o homem perdido para levá-lo a um novo Éden.

Não é à toa que a expressão “habitou” de João 1:14 tem o sentido de estabelecer um tabernáculo ou “tabernaculizar”. Jesus Cristo é o tabernáculo de Deus entre nós.

Um ponto que chama a atenção e estabelece uma relação de tipologia do desejo de Deus estar com o homem pode ser visto no primeiro capítulo de Marcos. João Batista aparece no deserto, pregando o arrependimento e batizando no rio Jordão (Marcos 1:4-8). O povo de Jerusalém e da Judeia vai ao seu encontro para ser batizado. Então aparece Jesus e a postura de Jesus é diferente da de João Batista. Jesus não espera pelos homens, mas vai atrás deles. No verso 38 Jesus diz aos seus discípulos: “Vamos a outras partes, às povoações vizinhas, para que eu pregue ali também; pois para isso é que vim”.

Vejo neste texto que João Batista representava o modelo de relacionamento entre Deus e os homens no Antigo Testamento. O povo tem que ir até Deus no santuário ou no templo. Jesus representava o novo modelo de relacionamento. Jesus foi ao encontro dos homens. Ele disse que estava na terra para isso.

Glória a Deus! Jesus Cristo, o Emanuel, veio habitar entre nós e depois que voltou para o Pai não nos deixou órfãos, mas mandou o Espírito Santo que agora habita dentro de nós (João 14:25-26).

O Deus que aparentemente estava distante no Antigo Testamento veio habitar no nosso meio por intermédio de Jesus Cristo e, agora, está dentro de nós por meio da presença do Espírito Santo.

Este é o Emanuel.

1) Tabernáculo - santuário portátil onde os hebreus guardavam e transportavam a arca da Aliança e demais objetos sagrados.

terça-feira, 6 de dezembro de 2016

Emanuel - "Deus Conosco"


A razão de Jesus vir à terra não era exclusivamente o seu sacrifício na cruz!  Deus prometeu em Isaías 7:14:  "Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho e lhe chamará Emanuel".  O nome Emanuel significa "Deus conosco" (Mateus 1:23) e implica mais do que uma breve visita para um ato sacrificial; revela antes o compartilhar da experiência humana.



Por que foi necessário que Deus viesse viver com o homem?  Assim como os que projetam móveis de montar freqüentemente acrescentam desenhos às suas instruções, assim também Deus planejou desde o início dos tempos dar ao homem não só instruções, mas um modelo perfeito S o próprio Filho, a quem o homem foi criado para copiar.  Mas, para servir-nos de modelo, ele teve de viver no mesmo mundo pecaminoso em que vivemos e enfrentar os mesmos desafios que enfrentamos.  E assim ele veio.  Emanuel.  "Deus conosco."


Como o Nosso Modelo nos Ajuda a Lidar com os Vários Aspectos da Vida

Quando enfrentamos os vários desafios da vida, podemos enxergar o exemplo de Cristo ao lidar com situações semelhantes e imitá-lo.  Para conseguir isso, devemos analisar não só as palavras dele, mas os seus atos.  Por exemplo, examine as atitudes e as ações de Jesus com respeito ao seguinte:

O dinheiro.  Embora Jesus fosse autodidata e alguns de seus seguidores (Paulo, Apolo) fossem altamente instruídos, ele não dava o menor valor àqueles que correram atrás de títulos e dos elogios do mundo (Mateus 23).  Sua postura para com os que se orgulhavam das realizações mundanas pode ser resumida em suas palavras:  "Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro e perder a sua alma?" (Marcos 8:36).

Os desejos da carne. Quando Satanás o tentou no deserto a transformar pedras em pão, Jesus não brincou com a tentação, mas a rejeitou de imediato, citando as Escrituras (Mateus 4:3-4).

Seu relacionamento com o Pai.  Jesus falava constantemente com o Pai, às vezes passando a noite toda em oração.  Sua postura na oração foi sempre:  "Não seja como eu quero, e sim como tu queres".  Por falar perfeitamente as palavras do Pai e realizar as obras do Pai, ele tinha as condições para dizer:  "Quem me vê a mim, vê o Pai" (João 14:9).

O trato dos irmãos fracos. Embora Jesus muitas vezes repreendesse os seus discípulos pela "pequena fé", tinha o cuidado de não destruir a auto-estima espiritual insultando-os ou dispensando-os por serem irrecuperáveis.  Ele os elogiava sempre que possível e os fazia saber que ele contava com um progresso na vida deles.

O trato com os irmãos rebeldes.  Jesus falava severamente ao tratar com as autoridades judaicas arrogantes, talvez na esperança de, com palavras contundentes, sacudi-los e fazê-los sair de seu estado de dormência espiritual.

A injustiça.  "Também Cristo sofreu em vosso lugar, deixando-vos exemplo para seguirdes os seus passos, o qual não cometeu pecado, nem dolo algum se achou em sua boca; pois ele, quando ultrajado, não revidava com ultraje; quando maltratado, não fazia ameaças, mas entregava-se àquele que julga retamente" (1 Pedro 2:21-23).

Jesus deve servir-nos de exemplo na oração, no lar, no trato com o governo e com os incrédulos.  Enfim, antes de agir diante de qualquer situação, devemos perguntar:  "O que Jesus faria nesse caso?".  Somente podemos responder corretamente a essa pergunta se estivermos completamente por dentro de sua vida e de seus ensinos.

Aplicação e conclusão.  "Anuncie o homem, não o seu plano" vem sendo um ditado comum entre os modernistas.  Essas palavras revelam profunda ignorância do que significa amar a Cristo.  Como é possível amar "o Homem" e não dar importância a seu plano?

Será que alguns partam para o outro extremo e preguem "um plano" que se concentre quase totalmente nos atos externos e subestime a pessoa de Jesus Cristo?  Uma jovem cristã recentemente admitiu que, embora tivesse estudado muito sobre a organização da igreja, a liturgia etc., jamais tinha passado muito tempo nos evangelhos estudando a vida de Cristo.  Essa negligência mostra severas falhas no sistema de ensino com o qual ela teve contato.

Alguns cristãos conhecem o que normalmente se chama "os cinco atos do culto", "as três formas de firmar a autoridade" etc., mas continuam materialistas, orgulhosos e egocêntricos, avançando pouco em direção à vida que se assemelha à de Cristo.  Talvez conheçam um "plano", mas evidentemente não conhecem "o Homem"!  Assim como a posição "Anuncie o homem, não o seu plano" conduz ao erro, também pregar o plano e subestimar a pessoa de Jesus Cristo, sua vida e suas atitudes leva a um ritualismo frio e estéril.  Nenhum dos dois extremos reflete o verdadeiro cristianismo.

O Emanuel não veio simplesmente para deixar à Igreja uma série de novos regulamentos.  Veio servir de modelo da criação de Deus.  Quanto mais o conhecemos de verdade e o imitamos, mais as nossas reações aos desafios da vida serão reações dele e não da carne.  Então poderemos dizer com Paulo:  "Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gálatas 2:20).  Só aí estaremos realmente chegando perto do que Deus pretende para a nossa vida S que sejamos "conformes à imagem de seu Filho".

- por Gardner Hall

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

Emanuel



Enquanto as lutas vem me afogar
E a angústia tenta me sufocar
O teu amor aquece o meu coração
Enquanto o medo quer me paralisar
E a incerteza me fazer voltar
A Tua mão sustenta o meu caminhar

Ao meu lado, Tu estás
Sempre perto, Tu estás
Mesmo em meio à dor, estás
Na bonança, Tu estás
Tempestades, Tu Estás
Em todo tempo, Tu estás

Emanuel
Deus conosco
Deus bem perto
Emanuel
Rei humilde, exaltado
Poderoso és

Soberano Deus, o Criador
Por amor se deu, se esvaziou
Sendo rico, pobre se tornou
Como um cordeiro, Ele se entregou
E minhas dores sobre si levou
Maravilhoso é o seu amor

Deus Conosco

“Eis que a virgem conceberá e dará à luz um filho, e ele será chamado pelo nome de Emanuel (que quer dizer: Deus conosco)”. Mateus 1.23

O que você faria se descobrisse que todos os dias Jesus esta ao seu lado?
Como seria seu comportamento, suas atitudes as palavras que saem dos seus lábios se você percebesse a presença do Emanuel, Jesus Deus conosco?
Como você se comportaria diante do seu computador, tablete, seu smart phone, seu telefone, se descobrisse que Jesus esta exatamente ali ao seu lado vendo tudo, tudinho?
Os filmes que você assiste, as músicas que você ouve, os livros que você lê, as revistas que você gosta......as séries o netflix.....
Como seria seu comportamento em seus devocionais, no seu tempo a sós com Deus, na sua vida de comunidade em Pequenos Grupos, no grande ajuntamento (culto) de Celebração sabendo que Jesus o Deus conosco estaria ali ao seu lado vendo e percebendo tudo.
Como seria no culto de ceia um único dia no mês que reservamos para tornar lembrado Sua morte Sua ressurreição Seu sacrifício por nós e neste dia descobríssemos que Ele Jesus, Emanuel, Deus conosco estaria bem ali nos assistindo como nos assistiu o mês inteiro, quando estávamos no computador onde ninguém via, nos filmes que assistimos escondidos, no trabalho, na faculdade, no colégio, nas conversas intimas com amigos, namorados, cônjuges, pra alguns amantes, ficantes.......Como seria?
Qual seria o seu comportamento diante da presença do Emanuel, Jesus Deus conosco?
Queridos irmãos não podemos nos comportar como néscios, indiferentes ao que ouvimos da parte de Deus, o fato de Jesus estar ao nosso redor o tempo todo.

Observe que sua atitude de indiferença não muda nada em relação ao que Ele sente por você. Mas creio que Ele quer ser percebido por você, Ele quer ser amado por você, não um amor apenas baseado em palavras vazias em orações frias, mas um amor sacrificial, ou seja, onde você sacrifica suas vontades carnais e que te afastam de Deus pelo privilégio de Tê-lo e poder desfrutar da sua companhia.

Queridos o Emanuel, o Deus conosco, Jesus o nosso Salvador não vai colocar peso algum sobre você. O peso que carregamos de forma muito sofrida está diretamente relacionado com a vida que escolhemos viver. 
Jesus não te acusa, Jesus não te sentencia, ele não te humilha pra se fazer mais Deus. 
A humilhação a sentença é expedida pela nossa própria consciência. a consciência julga as nossas ações. Por isto nesta noite antes de tomar a Santa Ceia do Senhor, aplique a Palavra de Deus “Examine-se” não para tristeza e nem para vergonha, mas pela busca de um arrependimento profundo, sincero diante dEle, o Emanuel, Jesus Deus conosco.

Você pode fazer isto agora? Se você quiser se ajoelhar, baixar a sua cabeça, conversar com Ele, faça isto ele está presente neste lugar. (Pr. Jair)

sábado, 3 de dezembro de 2016

Vamos nos especializar em Deus.

Davi só apareceu esta manhã. Ele parou de cuidar das ovelhas para entregar pão e queijo para os seus irmãos na frente de batalha. Ali é onde Davi ouve Golias desafiando Deus...

Leia as primeiras palavras que ele falou, não só na batalha, mas na Bíblia: “Davi perguntou aos soldados que estavam ao seu lado: ‘O que receberá o homem que matar esse filisteu e salvar a honra de Israel? Quem é esse filisteu incircunciso para desafiar os exércitos do Deus vivo?’” (1 Samuel 17:26).

Davi aparece discutindo sobre Deus. Os soldados não mencionaram nada sobre Ele, os irmãos nunca falaram o seu nome, mas Davi entra em cena e levanta o assunto sobre o Deus vivo...

Ninguém mais discute sobre Deus. Davi não discute sobre ninguém mais a não ser sobre Deus...

Davi vê o que os outros não veem e se recusa a ver o que os outros veem. Todos os olhos, exceto os de Davi, caem sobre o grandão bruto que respira ódio... As pessoas conhecem as suas provocações, as suas exigências, o seu tamanho e as suas escoras. Eles se especializaram em Golias.

Davi se especializa em Deus. Ele vê o gigante, como você pode imaginar; mas ele vê Deus ainda maior. Olhe atentamente para o grito de guerra de Davi: “Você vem contra mim com espada, com lança e com dardos, mas eu vou contra você em nome do Senhor dos Exércitos, o Deus dos exércitos de Israel” (1 Samuel 17:45).

Senhor Deus, prepare-nos para andar no seu caminho. Ensine-nos a vê-lo nas situações que são perigosas e difíceis. Como Davi, quando nós estivermos rodeados por desafios avassaladores, que os nossos pensamentos e as nossas palavras recorram primeiro ao senhor.

Ao invés de discutirmos sobre os problemas, lembre-nos de discutir sobre o senhor. Que o nosso primeiro pensamento de manhã e o nosso último pensamento à noite estejam centrados no Senhor.

Ao invés de nos preocuparmos com as impossibilidades, permita que nós nos especializemos no seu grande poder. Quando nós estivermos tentados a olhar para os gigantes nas nossas vidas, nós escolheremos olhar para o senhor, amém.

Exaltado seja o Deus da minha salvação. Salmos 18:46 - Andamos por fé, e não por vista. 2 Coríntios 5:7

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

Qual significado e origem do Natal?

O SIGNIFICADO DA PALAVRA


A palavra natal é de origem latina “nativitas”, que significa nascimento. O Natal é, portanto, a comemoração do nascimento de Cristo. O dia natalício de alguém é o seu dia de aniversário: “Festejando-se, porém, o dia natalício de Herodes, dançou a filha de Herodias diante dele, e agradou a Herodes” (Mt. 14:6).


A ORIGEM DA FESTA

Embora haja quem diga que o Natal passou a existir por influência da festa judaica de Hanuká (Festa das Luzes), parece consensual a versão de que o Natal, propriamente o dia 25 de dezembro, origina-se de Roma, mais especificamente da festa pagã do “dies solis invicti natalis” (“o nascimento do Sol invicto”), em que se homenageavam o “deus Sol”, quando esse começava a se dirigir para o norte. 


Nessa data, era comum as casas serem decoradas com árvores, os amigos trocarem presentes, as pessoas realizarem procissões etc. 


Por se tratar de uma data relevante para aquele povo, e pelo fato de ser praticamente impossível apagá-la de suas mentes, a Igreja Católica decidiu transformar tal cerimônia pagã numa festa cristã.


Foi assim que a partir do ano 336 d.C. surgiu o nosso famigerado Natal! 


Ainda sobre o Natal, é bom ressaltar que a figura do Papai Noel foi inspirada no bispo católico Nicolau, que viveu por volta de 350 a.C., o qual tinha o hábito de distribuir presentes para as crianças pobres. 


Após ser canonizado (“santificado”), São Nicolau (Santa Klauss) ganhou fama, transformando-se no “bondoso velhinho” de barbas brancas.


A árvore de Natal, segundo estudiosos, provém de costumes dos povos indo-europeus, os quais muito antes de Cristo, adoravam ao que denominavam de “deusa da fertilidade”, ou seja, a árvore. 


Foi somente a partir do século XVI que o grande vegetal ganhou toda essa simbologia atual, com enfeites coloridos, velas, frutas etc.


Já o presépio tem sua origem no ano de 1223 da Era Cristã, por mãos de São Francisco de Assis, o qual tinha por objetivo comemorar o Natal de um modo mais autêntico. Para isso o religioso montou um estábulo com as supostas personagens que assistiram ao nascimento do menino Jesus. Supostas, pois, quem já leu o relato bíblico sobre o nascimento de Cristo, perceberá que em nenhum momento a Bíblia faz menção de bois e jumentos naquele local. 

Tais figuras foram ali introduzidas como uma espécie de representação dos judeus, baseando-se em Isaías 1:2-4: “Ouvi, ó céus, e presta ouvidos, tu ó terra, porque fala o Senhor: Criei filhos, e exalcei-os; mas eles prevaricaram contra mim.


O boi conhece o seu possuidor, e o jumento a manjedoura do seu dono; mas Israel não tem conhecimento, o meu povo não entende. Ai da nação pecadora, do povo carregado de iniquidade da semente de malignos, dos filhos corrutores: deixaram ao Senhor, blasfemaram do Santo de Israel, voltaram para trás.

Autor: Jaime Nunes Mendes

Transcrito por Litrazini


Derrube Golias!

Ele disputa a posição ao lado da cama, esperando ser a primeira voz que você ouve. Cobiça seus pensamentos quando você está acorda­do, aquelas primeiras emoções que nascem no travesseiro.

Ele o desperta com palavras de preocupação, incita-o com pensamentos de tensão. Se você tiver medo do dia antes de começar seu dia, tenha certeza: seu gi­gante ficou ao lado de sua cama.

E ele está simplesmente se aquecendo. Ele sopra em seu pescoço enquanto você toma seu café da manhã, sussurra em seu ouvido enquan­to você sai pela porta, sombreia seus passos e se agarra ao seu quadril.

Ele checa sua agenda, lê suas correspondências e fala mais besteira do que jogadores em uma partida de futebol no centro decadente. "Você não vai conseguir o que precisa." "Você vem de uma longa linha de perdedores." "Junte suas cartas e saia da mesa. Você não teve sorte." Ele é seu gigante, seu Golias. Tendo uma colher de chá, ele trans­formará seu dia no vale de Elá dele, insultando, provocando, gabando-se e fazendo suas reivindicações ecoarem de um lado a outro da montanha.

Você se lembra de como Golias se portou mal? "Durante 40 dias o filisteu aproximou-se, de manhã e de tarde, e tomou posição" (1 Samuel 17:16).

Os Golias ainda vagam por nosso mundo. Dívida. Desastre. Diálise. Perigo. Engano. Doença. Depressão. Grandes desafios ainda andam com ar arrogante e altivo, ainda roubam o sono, tiram a paz e fazem uma lipoaspiração na alegria. Mas eles não podem dominá-lo.


Você sabe lidar com eles. Você se põe diante dos gigantes pondo-se, primeiro, diante de Deus.

Concentre-se nos gigantes — você tropeçará. Concentre-se em Deus — seus gigantes cairão.

Você sabe o que Davi sabia e faz o que ele fez. Você escolhe cinco pedras e toma cinco decisões.


1. A pedra do passado
Enquanto todos os outros tremiam, Davi se lembrava. Deus deu-lhe força para lutar contra um leão e atacar um urso. Não faria o mesmo com o gigante?

Uma boa memória faz heróis. Uma péssima memória faz covardes.

Escreva as preocupações de hoje na areia. Grave as vitórias de ontem na pedra.

2. A pedra da oração
Antes de subir, Davi desceu; antes de subir para lutar, Davi desceu para se preparar. Não enfrente seu gigante sem, primeiro, fazer o mesmo. Dedique tempo à oração.

O apóstolo Paulo escreveu: "Orem no Espírito em todas as ocasi­ões, com toda oração e súplica; tendo isso em mente, estejam atentos e perseverem na oração" (Efésios 6:18).

3. A pedra da prioridade
Lembre de sua prioridade mais importante: a reputação de Deus. Davi, zelosamente, a preservou. Ninguém difamaria seu Senhor. Davi lutou para que "toda a terra [saiba] que há Deus em Israel. Todos os que estão aqui saberão que não é por espada ou por lança que o SENHOR concede vitória; pois a batalha é do SENHOR" (1 Samuel 17:46,47).

4. A pedra da paixão
Ouvir mágoas não irá curá-las. Detalhar problemas não irá resolvê-los. Classificar rejeições não irá removê-las. Davi anestesiou o gigante porque provocou o Senhor.


5. A pedra da persistência
Imite Davi. Nunca desista. Talvez uma oração seja suficiente. Talvez uma desculpa não resolva. Talvez um dia (ou mês) de decisões não seja suficiente. Talvez você seja derrubado uma ou duas vezes... mas não de­sista. Continue a carregar as pedras. Continue a balançar a funda.

Davi apanhou cinco pedras. Ele tomou cinco decisões. Faça o mesmo. Passado. Oração. Prioridade. Paixão. E persistência.

Da próxima vez em que Golias acordar você, pegue uma pedra. É provável que ele saia do quarto antes que você ponha a pedra na funda.

Jejum e Oração abriu a porta!

  “Vá, reúna todos os judeus que estão em Susa e jejue por mim … eu e os meus assistentes jejuaremos como você” (Ester 4:16). A rainha Ester...