terça-feira, 24 de abril de 2018

Aliança



“O Senhor Deus disse a Josué: — Prepare algumas facas de pedra e faça uma segunda cerimônia de circuncisão no meio do povo. Josué fez as facas e circuncidou os israelitas no monte da Circuncisão.” Josué 5.2,3

Depois que o povo de Israel atravessou o rio Jordão deveriam se preparar para conquistar a terra prometida e seu primeiro desafio seria a cidade de Jericó. Mas antes de começarem a guerrear ainda existia algo que deveria ser feito, eles deveriam ser circuncidados.
Desde Abraão, Isaque e Jacó, todos os homens de Israel deveriam ser circuncidados. A princípio como mandamento religioso, mas depois que veio a lei com Moisés, que determinava que todo filho homem nascido no meio do povo de Deus deveria ser circuncidado. A circuncisão era uma aliança, uma marca de Deus em seu povo, portanto, quem quisesse ter as bênçãos de Deus deveria ser circuncidado.
Aquela geração que nasceu no deserto não havia sido circuncidada, e isso seria um problema, pois não estavam completamente comprometidos com o Senhor. Eles tinham se santificado antes de atravessar o rio, mas agora Deus exigia que eles estivessem em aliança com Ele.
Muitas pessoas em nossos dias têm vivido muitas bênçãos de Deus, milagres, prosperidade, curas, mas não tem se comprometido com ele. Então chega um momento que as bênçãos não chegam totalmente, pois somente os aliançados recebem todas as promessas de Deus. Existem batalhas em nossa vida que se não estivermos completamente dedicados a Deus seremos derrotados.
Depois que os homens foram circuncidados o Senhor declarou: “hoje tirei de vocês a vergonha...”. Quando não conhecíamos a Deus fomos humilhados pelo Diabo, que nos fez fazer e viver tantas coisas erradas, mas agora com a nossa Aliança com o Senhor, somos honrados.
Ninguém pode ser um vencedor segundo os padrões de Deus se não estiver completamente comprometido com Ele. Não permita mais que o inimigo tenha alguma coisa na sua vida para acusar. Entre hoje mesmo em aliança com o Senhor e viva o melhor que ele tem para você.

LIÇÕES DE HOJE: Deus exige compromisso total de nossas vidas. O verdadeiro vencedor é aquele que está aliançado com o Senhor.

quarta-feira, 18 de abril de 2018

Mutualidade


“Os homens das tribos de Rúben, de Gade e de Manassés do Leste atravessaram antes do resto do povo, prontos para a batalha, conforme Moisés tinha dito. Mais ou menos quarenta mil homens preparados para guerrear marcharam diante de Deus, o Senhor, indo para o lado da planície de Jericó.” Josué 4.12-13

Aprendemos neste texto uma lição muito valiosa de como o povo de Deus deve se comportar no cuidado com os seus irmãos na fé.
Para entendermos melhor esse princípio precisamos voltar um pouco na história do povo de Israel, em Deuteronômio 3.18,20 “— Foi nessa ocasião que dei às tribos de Rúben e de Gade e à metade leste da tribo de Manassés a seguinte ordem: “O Senhor, nosso Deus, lhes deu essas terras a leste do rio Jordão, e vocês tomaram posse delas. Agora, que os homens peguem as suas armas e atravessem o rio Jordão na frente dos seus patrícios para ajudá-los a tomar posse das terras deles... Ajudem os seus patrícios até que eles acabem de tomar posse das terras que o Senhor, nosso Deus, está dando a eles a oeste do rio Jordão e até que estejam morando ali em paz, como vocês estão nas suas terras. Aí vocês poderão voltar e morar na terra que eu lhes dei aqui, a leste do Jordão.”

Quando o povo de Israel estava vindo do deserto em direção ao território que seria conquistado, uma parte desta terra ficava a leste do rio Jordão, e todo o exército de Israel lutou contra os inimigos e estas 3 tribos já ficaram com a terra que lhes pertencia. Depois o povo de Israel continuou a sua caminhada e atravessou o rio Jordão, agora deveriam conquistar as terras para as outras 9 tribos e meia. Só que a tribo de Rúben, de Gade e metade da tribo de Manassés já se estabeleceram no território anteriormente conquistado.
Moisés já tinha deixado claro que assim que o povo chegasse às terras do outro lado do Jordão, essas tribos que já tinham suas terras deveriam atravessar junto com os outros e ajudá-los a conquistar a terra deles, pois eles foram ajudados anteriormente pelos outros.
Agora chegou a hora das tribos de Rúben, Gade e Manassés ajudarem os seus irmãos a conquistarem a terra que pertenceria a eles.
Nós não temos nenhum relato de que eles reclamaram ou se negaram a ajudar, na verdade, o que vemos no texto bíblico é a prontidão para lutar pelos seus irmãos. A Bíblia declara que eles atravessaram antes do povo, prontos para a batalha. Eles não tinham ido lá para passear, ou conhecer o território, eles foram para guerrear por seus irmãos.
Isso nos ensina a lição da mutualidade, que todos se ajudam. Ninguém está sozinho, somos a família de Deus e temos o compromisso do uns aos outros, como também é ensinado exaustivamente no livro de Atos e nas demais cartas do Novo Testamento.

LIÇÕES DE HOJE: Tudo o que recebemos de Deus na Igreja até hoje, tivemos ajuda de muitos irmãos, por isso devemos sempre ajudar nossos irmãos, pois assim funciona o princípio da mutualidade.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

MEMORIAL



“E mandai-lhes, dizendo: Tirai daqui, do meio do Jordão, do lugar onde estavam firmes os pés dos sacerdotes, doze pedras; e levai-as convosco à outra margem e depositai-as no alojamento em que haveis de passar esta noite.
Então lhes direis que as águas do Jordão se separaram diante da arca da aliança do Senhor; passando ela pelo Jordão, separaram-se as águas do Jordão; assim estas pedras serão para sempre por memorial aos filhos de Israel.

” Josué 4.3 e 7

O capítulo 4 de Josué narra algo muito importante para aqueles que desejam viver uma vida vitoriosa, e não somente algumas vitórias.
Aprender a ser grato! Reconhecer o porquê chegou até ali e quem o levou até lá.
Deus ordenou que Josué escolhesse um homem de cada tribo de Israel, e assim que o povo terminasse de passar pelo rio, eles deveriam voltar para o meio e, cada um recolher uma pedra de onde os sacerdotes ficaram. Essas pedras deveriam ser levadas para o acampamento do povo de Deus e seriam usadas como um memorial. A própria Bíblia declara o porquê deste ato:
 O povo vai lembrar o que Deus fez por eles.
As gerações futuras saberão o que Deus fez por seus antepassados e poderá fazer por eles também.
Os fará lembrar sempre, pois essas pedras ficariam expostas.

Um povo sem memória é um povo fraco, que comete o mesmo erro sempre e nunca avança. Nós, o povo de Deus, não podemos esquecer tantas coisa boas, milagres, curas, provisões que o Senhor já derramou sobre nós.
Infelizmente, muitas pessoas têm esquecido o que o Senhor tem feito por eles. São ingratos e, na hora em que a luta vier serão derrotados, pois não aprenderam a reconhecer a mão de Deus.
Na verdade tem muito cristão que só lembra-se de coisas ruins em sua vida. Ele só acha defeito nas coisas, na Igreja, nos irmãos, no pastor. Esquecem que foi nessa igreja que ele reclama agora, que foi abençoado. Esquecem que esse pastor que ele não quer ouvir mais, que orou por ele. Esquecem que esses irmãos que ele não suporta mais, que o acolheram quando ele chegou à igreja todo machucado, ferido e humilhado pelo diabo.
Deus não aprova esse tipo de atitude no meio do seu povo.
A ingratidão contamina a mente, rouba as bênçãos futuras e a alegria do coração. A palavra de Deus declara: “Quero trazer à memória o que me pode dar esperança.” Lm 3.21

LIÇÕES DE HOJE: Escreva o seu testemunho, compartilhe com outras pessoas, de vez em quando leia-o de novo e agradeça a Deus por ter sido tão bondoso com você. Abrace seus pastores e os irmãos que o ajudaram na sua caminhada, agradeça toda a atenção e carinho que você recebeu.

quinta-feira, 29 de março de 2018

CAMINHAR POR FÉ


“Quando os sacerdotes que estão carregando a arca da aliança do Senhor Deus, o Senhor de toda a terra, puserem os pés dentro da água, o Jordão vai parar de correr, e as águas da parte de cima ficarão amontoadas num lugar. Era o tempo da colheita, e as águas do rio haviam coberto as margens. Foi nessa ocasião que o povo saiu do acampamento para atravessar o Jordão. Os sacerdotes iam na frente, levando a arca da aliança. Quando chegaram ao Jordão e puseram os pés dentro da água, ela parou de correr e ficou amontoada na parte de cima do rio até Adã, cidade que fica ao lado de Sartã. Na parte de baixo, o rio secou completamente até o mar Morto. Então o povo passou para o outro lado, perto de Jericó. Enquanto os israelitas atravessavam, pisando terra seca, os sacerdotes que levavam a arca ficaram parados no seco, no meio do rio Jordão. E ficaram ali até que todo o povo acabou de passar.” Josué 3.13-17

A Bíblia nos dá os detalhes de como estava o rio Jordão nessa época do ano, bem cheio, transbordando por suas margens. O lugar por onde eles atravessaram na região sul do Jordão, era perto do Mar Morto e consequentemente bem mais cheio que em outros lugares. O rio no ponto da travessia mede entre 27 e 30 metros de largura, com profundidade entre 1,80 metros e 3 metros fora da época da cheia.
Os sacerdotes obedecendo às ordens de Deus através de Josué caminham até o rio, entram nele até que todos eles estejam com os pés dentro da água. Até aquele momento tudo os que eles tinham era a palavra de Josué e a fé que algo iria acontecer. Nesse momento o rio para.
Essa situação era nova para todos, mas quem ia à frente eram os sacerdotes. Eles foram os primeiros a “arriscar”. Isso nos faz pensar que quem lidera, quem ministra, quem ajuda o povo a chegar à presença de Deus, deve ser o primeiro a caminhar por fé, a arriscar confiar em Deus. Pois o povo segue quem tem coragem de ir primeiro, segue aqueles que ousam acreditar nas promessas de Deus. Ninguém quer seguir um medroso, um covarde, alguém que nunca se arrisca.
Hoje nós olhamos para a história bíblica e achamos fácil, pois já conhecemos os resultados. Mas não deve ter sido fácil para aqueles sacerdotes, que carregavam a Arca nos ombros. Ela era feita de madeira e toda revestida de ouro, dentro também havia placas de pedra, isso a torna bem pesada. Aqueles sacerdotes passaram pelo meio do acampamento de Israel (com cerca de 3 milhões de pessoas) e foram para o Jordão, isso já deve ter sido bem cansativo. Agora eles param na margem do rio e ficam ali, com a Arca nos ombros, até os 3 milhões de pessoas passarem. Imagine como deve ter sido difícil!
Quem lidera tem que pagar um preço para proteger o povo. Há uma grande responsabilidade naqueles que preparam o caminho do povo, eles precisam ficar firmes, mesmo que cansados, exaustos. Essa é a figura que nos chama a atenção, sacerdotes, em pé, carregando a Arca nos ombros, enquanto o povo passa em segurança. Somente depois que todos passam, é que eles podem atravessar totalmente. Nesse momento o rio volta a correr normalmente. O líder que leva Cristo às pessoas é sempre o primeiro a chegar, a arriscar, a pagar um preço para que todos passem bem. Normalmente é o primeiro a chegar e o último a sair. Esse é o preço da liderança.

LIÇÕES DE HOJE: Quem lidera é o primeiro a pagar o preço, a caminhar por fé. Quem lidera é responsável por proteger o povo e conduzi-los em segurança até o outro lado.

quarta-feira, 28 de março de 2018

PRESTAR ATENÇÃO



“Então Josué disse ao povo: — Venham cá e prestem atenção naquilo que o Senhor, nosso Deus, vai dizer. Pelo que vai acontecer, vocês ficarão sabendo que o Deus vivo está entre vocês e que sem falta expulsará os cananeus, os heteus, os heveus, os perizeus, os girgaseus, os amorreus e os jebuseus.” Josué 3.6-8

Enfim, chegou a hora! O povo de Israel estava ansioso por este momento, pois para essa hora que eles saíram do Egito há quarenta anos. Nós sabemos que quando se espera por algo muito tempo algumas pessoas ficam tão agitadas que não aproveitam o momento, ficam distraídas, nervosas e acabam perdendo o melhor da festa, que é a manifestação de Deus.
Josué convoca o povo para mais perto e lhes pede para prestar atenção, pois este momento seria único, e não deveria passar de qualquer maneira. Muitas vezes Deus está querendo fazer algo maravilhoso, mas as pessoas estão desatentas, preocupadas com o problema a ser resolvido que acabam sem a bênção. Ouvem falar que outros foram abençoados, mas eles mesmos não recebem.
Pessoas deste tipo são os que reclamam de tudo, da Igreja, do pastor, dos irmãos, das ofertas, dos louvores, da mensagem, dos amigos, do país, enfim, nada está bom. O coração deles não está no principal, que é Deus, mas sim em outras coisas. Estes dois pequenos versículos nos ensinam uma fórmula maravilhosa e simples que serve para qualquer ocasião que precisamos da ação de Deus. Vamos ver esse princípio em três passos:

Ouvir ao Senhor – “...prestem atenção naquilo que o Senhor, nosso Deus, vai dizer.” O primeiro princípio de bênção é prestar atenção, pois é assim que conseguimos ouvir de verdade o que o Senhor está dizendo. Muitos veem tudo, observam tantas coisas, mas não prestam atenção no que Deus está dizendo. Depois perdem a direção de Deus para suas vidas!
Presença divina – “Pelo que vai acontecer, vocês ficarão sabendo que o Deus vivo está entre vocês...” Só conseguiremos saber se Deus está num lugar ou numa situação conosco se observarmos os sinais. Deus manifesta-se muitas vezes através de milagres, curas, sinais, ou até mesmo em resposta a simples orações, mas tem pessoa que não percebe nada e perde a chance de ser fortalecido em sua fé. A mulher do fluxo de sangue chegou perto de Jesus, tocou nas suas vestes, recebeu o milagre, foi saindo, e todos que estavam perto do Senhor nem perceberam e nem receberam um milagre. (Marcos 5.27-34)

Inimigos derrotados – “...e que sem falta expulsará os cananeus, os heteus, os heveus, os perizeus, os girgaseus, os amorreus e os jebuseus.” As bênçãos estão interligadas nestes princípios, pois quando ouvimos a Deus, reconhecemos a Sua presença em nosso meio, e isso nos dá a garantia que as bênçãos acontecerão. Atravessar o rio Jordão não era o milagre que os Israelitas esperavam quando saíram do Egito, mas sim a conquista da terra prometida.
Eles já tinham estado nesta mesma situação há quarenta anos, mas não entraram por não confiar na promessa de Deus. Agora Deus pede para que ouçam a sua palavra e prestem atenção no milagre do Jordão. Isso lhes daria fé suficiente para crer que o Senhor estaria com eles para derrotar os inimigos e na conquista da terra prometida.

LIÇÕES DE HOJE: Ouvir a Deus, reconhecer sua presença e confiar na sua promessa.

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

RECOMEÇO!

“Josué disse ao povo: — Purifiquem-se...” Josué 3.5a

Agora o povo de Deus estava acampado perto do rio Jordão, assim que eles atravessassem estariam na terra prometida!
Deus estava preparando o seu povo para uma grande conquista, mas primeiro eles precisavam ser tratados. Ainda existiam coisas que não tinham sido resolvidas, problemas não tratados, por isso o Senhor os deixou por 3 dias acampados perto do rio Jordão.
Talvez alguns foram ver o rio, e essa era a época da cheia e ele transbordava por sua margens. Provavelmente alguém pensou como o povo atravessaria com a forte correnteza. Alguém poderia dizer: “eu consigo”, mas não era para atravessar sozinho, então como fariam?
Esses 3 dias serviram para mostrar ao povo a sua incapacidade de lidar com situações adversas com a sua própria força. Isso apontava para uma única solução: “Deus é a nossa força!”
Porque esperar? Porque não atravessar logo?
Para que o povo entrasse na terra prometida eles precisavam de SANTIFICAÇÃO!
Vivemos num tempo em que tanta gente vive repetindo textos bíblicos sobre vitória. Cantamos muitas canções que prometem vitória. Repetimos orações bonitas que profetizam vitória. Então falar, cantar, profetizar sobre vitória resolve todos os problemas?
É claro que não! Todas essas coisas são boas, mas não são suficientes. É necessário que estejamos em Santidade. A palavra do Senhor declara: “... sem santificação ninguém verá a Deus.” (Hb 12.14)
A ordem correta das coisas é essa: primeiro vem a santificação, depois vem o milagre.
Queremos ver a Deus, queremos receber as bênçãos de Deus, queremos morar no céu com Deus. As pessoas não entendem que não podemos nos aproximar de Deus em pecado, isso seria, com certeza, o nosso fim.
Hoje o Senhor nos chama à santificação. Devemos buscar o perdão de Deus através do arrependimento, confissão e renúncia (I Jo 1.5-9), pois em breve Ele fará coisas grandiosas em nosso meio.
LIÇÕES DE HOJE: Para conquistarmos as promessas de Deus, devemos viver em Santificação, e somente assim experimentaremos o novo de Deus!

Único

"Vós sois as minhas testemunhas, diz o SENHOR, o meu servo a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais, e entendais que sou eu mesmo, e que antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá." (Isaías 43:10 ARA)


Eu aprecio as qualidades que uma pessoa possa ter, mas se tem algo que admiro é a fidelidade. E se tem uma coisa que uma testemunha precisa, acima de tudo, é ser fiel e verdadeiro. O texto é claro quando diz "antes de mim" e "depois de mim".
Parece óbvio e pode parecer bobagem, mas nunca devemos subestimar quando Deus fala algo pessoalmente, como falou pela boca do profeta Isaías. Essa palavra não era dirigida a uma pessoa específica em seu contexto, mas é um princípio eterno amparado pelo restante das Escrituras Sagradas. Não há, nem houve, nem jamais haverá outro Deus.
Mas a gente vive no século XXI e sabe tudo, entende de tudo, domina tudo. Com isso, acha que pode tudo. Ouso discordar. A gente continua sendo o que sempre foi: humano, falho e dependente. Nisso, a gente tropeça facilmente.
Amar ao dinheiro é raiz de todos os males; avareza é idolatria (olha outro deus aí); não se pode servir a Deus e a Mamom; onde estiver o tesouro estará o coração. Junte tudo isso e perceba - o mundo dinheirista em que vivemos tem seu deus. Que este não seja o nosso. Mas não é fácil, afinal os encantos, os confortos e os brilhos são tentadores, eu reconheço.
Tomei um único exemplo de tantos que poderia, mas o recado é simples: tudo que tomar o trono e reinar, se candidata a deus de sua vida. Espante esse invasor, pois o assento ali está ocupado desde os dias de Isaías. Isso vale para seu ego, seu emprego, seu carro, sua família e tudo (eu disse tudo) que mandar em você que não seja o Todo Poderoso Senhor.


"Senhor, eu reconheço que facilmente podemos perder o rumo e por isso clamo por misericórdia. Me ensina a ter realmente um único Deus na minha vida, sem concorrentes."



quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

REFERÊNCIA

“...e sigam a arca. Assim vocês ficarão sabendo para onde ir, pois nunca passaram por esse caminho.”  Josué 3.3c,4a

Seguir ordens para algumas pessoas é algo extremamente difícil, mas para aquele povo que passou 40 anos seguindo a nuvem pelo deserto parecia bem mais difícil, pois seguiram por tanto tempo e não tinham chegado ainda.
Seguir alguém ou seguir ordens, na época em que vivemos nos parece algo ultrapassado. Quando um discípulo de Jesus afirma que segue seu líder é motivo de piada. Em nossos dias parece que qualquer um tem as respostas certas, basta procurar no Google!
Estamos falando de coisas espirituais, do Reino de Deus, e isso não tem conhecimento ou sabedoria deste mundo que possa substituir o Espírito Santo.
Todo ser humano precisa de referência para não se perder nessa vida. Josué era o líder de Israel e sob a direção do Senhor ordenou que a Arca da Aliança (que representava a presença do Senhor) fosse carregada pelos sacerdotes e parasse na beira do rio Jordão.
Essa era a referência deles: Os sacerdotes com a Arca. A Arca não andava sozinha, os sacerdotes sem a Arca seriam apenas homens.
Jesus é a sua referência e nas Sagradas Escrituras e com irmãos em Cristo você aprende ser como Ele é.! 
Quando o seguimos ficamos sabendo para onde ir, pois não estamos andando segundo os nossos olhos carnais, mas segundo o Espírito Santo. Só saberemos o caminho se formos humildes para seguir, sem questionar, apenas obedecendo a palavra de Deus. A Arca (Jesus) sempre vai à frente e assim sempre teremos uma referência e não nos perderemos no deserto.
Josué alertou o povo para que obedecesse as ordens, pois iriam passar por um caminho que nunca haviam passado antes. Sem correria, sem atropelos, sem querer ultrapassar a Arca ou seguir por algum atalho, a Palavra já foi revelada, não vamos inventar moda!
Estamos entrando num novo ano, nós nunca passamos por ele, por isso precisamos seguir a Arca com os sacerdotes. O que a Igreja tem traçado como meta, qual objetivo para este ano? Estamos com nossa igreja ou não? Caminhar juntos é unidade de propósito.

LIÇÕES DE HOJE: Para vencermos no novo ano precisamos seguir a maior referência que Deus deixou para nós. Nós temos a Palavra revelada que nos conduzirá ao sucesso, mas para isso precisamos obedecer aos comandos de Deus e caminhar seguindo a vontade de Deus para nossa comunidade.

quarta-feira, 21 de fevereiro de 2018

Sem sentido...

Disse o SENHOR a Moisés: Estende a mão e pega-lhe pela cauda (estendeu ele a mão, pegou-lhe pela cauda, e ela se tornou em bordão);” (Êxodo 4:4 ARA)

Muitas vezes sou obrigado a reconhecer que Deus não faz sentido em vários aspectos. O Seu amor não tem lógica, Seu Reino extrapola a compreensão, Sua salvação não faz sentido. Nesse versículo, o Senhor manda Moisés fazer algo contra todo bom senso para lhe ensinar algo. Só quem não tem a menor noção do que é uma cobra, pegaria pela cauda; é picada na certa. Mas Moisés aprendeu e vamos tentar aprender também.

Bordão ou cajado representam pastoreio, ministério, cuidado de ovelhas. Ao lançar no chão se tornou em serpente que representa o diabo, o engano, a maldição. Podemos começar entendendo que quem tem um bordão e o lança cria uma serpente? Talvez. Mas se o fizer, terá de retomá-lo com as próprias mãos. E talvez não faça sentido nem se meter com a serpente, mas sob a orientação e direção de Deus é tudo diferente.

Quando Deus manda Moisés fazer algo que ele certamente sabia ser insano, estava testando sua confiança, sua obediência, sua lealdade e sua fidelidade. Invariavelmente Deus tinha algo para ensinar a todos nós por Moisés. Este texto me falou muito ao coração e tenho de admitir que foi duro de assimilar. Eu sei que sou teimoso e resisto a fazer loucuras, mesmo que muitas vezes tenha respaldo suficiente de que foi Deus quem mandou. Isso é um erro. Nada precisa fazer sentido, o que precisamos não é de razão mas de convicção. Moisés teria ainda mais 40 anos de pegar cobra pelo rabo, fazendo outras insanidades, desde abrir mar até tirar água de pedra para o povo beber. Uma mais louca que a outra.

Assim devemos nós também ser. Falta coragem para fazer loucuras, ou a razão é mais forte que a fé? Ou será que Deus parou de fazer coisas que não cabem na nossa cabeça e tornou-se “razoável”?

Não creio. Creio sim num Deus que não muda e não mudará. Creio num ser humano falho e que desconfia, desafia e desobedece. Mas creio acima de tudo no milagre de mudar. Eu quero mudar. Eu vou mudar e te convido a se juntar a mim.

“Senhor, Tu não precisas caber nas minhas ideias ou razões, eu é que preciso ser obediente. Dá-me convicção e também abrirei os mares e tirarei água das pedras, na força do Teu Poder.” (Mário)

terça-feira, 20 de fevereiro de 2018

Foco

"A sabedoria é o alvo do inteligente, mas os olhos do insensato vagam pelas extremidades da terra." (Provérbios 17:24 ARA)


Lembro-me de um conhecido conto de um arqueiro que primeiro atirava flechas pela cidade depois corria pintar alvos onde as flechas haviam caído. Por causa disso ele tinha fama de infalível e de pontaria perfeita. Safado, você pensou? Trapaceiro? Certamente, mas acima de tudo preguiçoso. Infelizmente, assim andam vivendo alguns cristãos.
Se a sabedoria é o alvo, não adianta ler somente os versículos que convém, ou meditar naquilo que interessa, nem tampouco escolher os pregadores que dizem o que queremos ouvir. É preciso ser confrontado para ser aperfeiçoado e focar no alvo é essencial para quem tiver o mínimo de vontade de acertar. Não mirar em nada é uma forma de acertar em alguma coisa, mas convenhamos que não produz nada. Note o que o versículo nos ensina: os olhos do insensato não olham para nada, não têm foco, não miram em alvo nenhum.
Buscar profetadas e palavras convenientes não é acertar no alvo, é pintá-lo onde atirou. Me preocupa sobremaneira quando alguém acha que a vida se resume apenas a ouvir o que quer ouvir sem nunca ser contrariado. Não foi assim que Jesus ensinou, não foi esta Sua pregação nem a de um dos homens mais elogiados do Novo Testamento, João Batista, o profeta, que não tinha realmente nenhum toque de sutileza em suas palavras, muitas das quais desagradaram seus ouvintes. Mas eram verdadeiras e precisavam ser ditas. Não recomendo dizê-las e não o faço, mas é preciso ouvi-las desde que seja da boca de um homem de Deus.
Nós estamos esclarecidos a respeito da Palavra de Deus o suficiente para tomar uma decisão acertada: ou olhamos para um alvo ou ficamos vagando entre um erro e outro. A propósito: pecado significa literalmente "errar o alvo". Não é coincidência.


"Pai, eu prefiro escolher o acerto do que o erro, a vitória do que o fracasso. Ensina-me a agir corretamente e olhar para o alvo da sabedoria."  (Mário Fernandez) 

segunda-feira, 19 de fevereiro de 2018

Chamados Para Fora

"Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela." (Mateus 16:18 ARA)

Esta é a primeira menção bíblica da palavra "igreja" e talvez num contexto em que para nós o sentido é limitado. Essa palavra original (ekklesia) era comum naquele tempo e se referia a toda junção de pessoas que era chamada para fora da cidade para tratar de algum assunto importante. Talvez parecido com o que hoje conhecemos como assembléias ou reuniões de condomínio.
A igreja é o grupo dos chamados para fora, em todos os sentidos. Ser igreja é ser chamado para fora das estruturas, dos moldes desse mundo, dos valores deste século, das organizações, das religiões e principalmente, em primeiríssimo lugar, chamados para fora de si mesmos. Temos dezenas de versículos no Novo Testamento falando em negar-se a si mesmo, esvaziar-se, renegar paixões pessoais, não dar espaço para os caprichos da carne e assim por diante. Ou seja, sair de si mesmo.
Ser chamado para fora implica em abrir mão de sua opinião, de seus direitos de sua primazia. Eu venho depois, não apenas de meus líderes e pastores, mas de qualquer um que Deus coloque adiante de mim. Falo com isso com total liberdade, pois ainda que sendo pastor ordenado neste momento não estou a frente de nenhuma igreja local e portanto não faço este comentário em defesa própria ou nada neste sentido. Há líderes que não merecem suas posições, isso é outro problema. Quando alguém está numa posição e ali foi colocado pelo Senhor, deve-se esvaziar mais ainda, pois foi chamado para fora.
De nada vale se intitular igreja e viver como vivem todas as pessaos, pensar como pensa a sociedade, agir e reagir como todo mundo faz. Não é necessário ser diferente, é necessário ser correto, idôneo, sem culpa diante de Deus. É preciso ser igual ao padrão de Deus, custe o que custar.
Isso sim é igreja, isso sim é ser chamado para fora.

"Senhor, eu não sou capaz de me esvaziar como deveria para poder te servir como Tu queres. Preciso desesperadamente que Teu Santo Espírito faça uma grande obra em mim, me chamando para fora de mim mesmo."

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Recomeço!

1 - RECOMEÇO
“Josué e todo o povo de Israel se levantaram de madrugada, saíram do acampamento do vale das Acácias e foram até o rio Jordão. Antes de atravessarem o rio, eles acamparam ali. Três dias depois os líderes passaram pelo meio do acampamento, dizendo ao povo: — Quando vocês virem os sacerdotes levitas carregando a arca da aliança do Senhor, nosso Deus, arrumem as suas coisas e sigam a arca.”  Josué 3.1-3
Todas as pessoas desejam uma oportunidade de refazer algo que não deu certo, uma nova chance, nova oportunidade. Mas não podemos esperar resultados diferentes fazendo a mesma coisa que nos levaram a derrota!
O Vale das Acácias (Sitim) fora o lugar onde os israelitas pecaram com as mulheres moabitas no culto imoral a Baal-Peor  (Nm 25), por conselho de Balaão. Foi ali que agora Josué ouve a voz do Senhor orientando-o sobre as adversidades que enfrentaria a caminho da Terra Prometida (Js 1). Percebe-se que Deus usou o mesmo local da queda do povo para renovar o compromisso da coragem, força e dedicação a Palavra do Senhor. Deus estava lembrando a Josué que era preciso obedecer as Leis e não ter medo de recomeçar a caminhada para a conquista de Canaã se agora a fizessem da maneira correta.
A Bíblia declara: “Josué e todo o povo de Israel se levantaram de madrugada, saíram do acampamento do vale das Acácias e foram até o rio Jordão”. Esse texto demonstra disposição deles em deixar para trás um passado vergonhoso, virar essa página triste e conquistar o novo de Deus. Por isso eles resolveram sair de madrugada, cheios de disposição para caminhar os 12 quilômetros de distância entre o Vale das Acácias e o rio Jordão.
É importante ressaltar que não basta somente disposição de mudar, recomeçar, é preciso seguir as ordens dadas por Deus, como vemos no versículo 3:
- Quando vocês virem... (fiquem atentos) Tem tanta gente desatenta, Deus está passando e ele nem percebe, perde a oportunidade e depois fica murmurando que outros são abençoados e ele não é. Que a igreja não é boa, o pastor não tem bênção, que os irmãos não o amam... etc.
- Arrumem suas coisas... (tenham atitude) É preciso arrumar as suas coisas rapidamente para seguir a Arca. Cada um é responsável pelas SUAS coisas. Existem irmãos que querem que os outros arrumem suas coisas, ou estão preocupados com as dos outros. Esse era o momento de cada um arrumar suas próprias coisas.
- Sigam a Arca... (unidade) não podemos fazer as coisas à nossa maneira, do jeito que eu quero. Alguns até poderiam pensar que a promessa de atravessar o Jordão era para todo o povo, e isso lhe daria direito de avançar rio adentro.  Mas as coisas de Deus tem ordem, e a maneira do Senhor era que eles seguissem a Arca levada pelos Sacerdotes.  É por isso que tem muito crente que está quebrando a cara, pois está crendo na promessa, mas não está seguindo a liderança (Arca), pois é ela que abre o rio para passarmos em segurança.

LIÇÕES DE HOJE: Para conquistarmos o novo, precisamos rever o passado e acertar o que ficou errado. Obedecer aos comandos de Deus e caminhar em unidade com aqueles que estão nos servindo na liderança!

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Sugestão de Livro: mais que um Carpinteiro

Perguntaram ao notável historiador H. G. Wells que pessoa havia deixado, na História do mundo, as marcas mais indeléveis. Ele respondeu que se apreciássemos a questão sob o aspecto da grandeza do indivíduo, de acordo com os olhos da História, "por este prisma, o primeiro é Jesus." O historiador Kenneth Scott Latourette declarou: "A medida que se passam os séculos, estão aumentando as evidências de que, se analisado pelo seu efeito sobre a História, Jesus foi a personalidade mais influente que viveu neste planeta. E sua influência parece estar-se alargando." 
A observação seguinte vem de Ernest Renam: "Jesus foi o maior gênio da religião que já existiu. Sua beleza é intensa e seu reino nunca terminará. Sob todos os aspectos, Jesus é uma pessoa singular, e nada se lhe pode comparar. Sem Cristo, a História é incompreensível." 
O teólogo A. H. Strong, em sua obra Teologia Sistemática, define Deus da seguinte maneira: "Um espírito infinito e perfeito, em quem todas as coisas têm sua origem, existência e fim."1 Esta definição de Deus é adequada para todos os deístas, incluindo maometanos e judeus. O deísmo ensina que Deus é uma pessoa e que o universo foi planejado e criado por ele. E, atualmente, Deus o governa e sustenta. O deísmo cristão acrescenta uma nota à definição enunciada acima: "...e se manifestou em carne, na pessoa de Jesus de Nazaré." Na verdade, Jesus Cristo é um nome e um título. O nome Jesus deriva da forma grega do vocábulo Jeshua, ou Josué, e que significa “Jeová é Salvador", ou "o Senhor salva". O título Cristo deriva da forma grega do vocábulo Messias (ou do hebraico Mashiah — Dn 9.26), que significa o "Ungido". O emprego deste título, Cristo, fala de dois encargos, rei e sacerdote. Ele apresenta Jesus como o prometido sacerdote e rei das profecias do Velho Testamento. Esta apresentação é ponto vital para uma compreensão adequada de Jesus e do cristianismo.  

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Pedro antes e depois do Pentecostes

  • Pedro antes do Pentecostes
1. Impulsivo (agia sem pensar) Mt 14.28; 17.4; Jo 21.7.
2. Cheio de contradições:
a) Presunçoso (Mt 16.22; Jo 13.8; 18.10). Tímido e negligente (Mt 14.30; 26.69-72).
b) Tanto egoísta quanto abnegado (Mt 19.27; Mc 1.18).
c) Às vezes tinha discernimento espiritual e noutras ocasiões demonstrava uma falta de entendimento das verdades espirituais (Jo 6.68; Mt 15.15; 16).
d) Fez duas confissões de fé em Cristo (Mt 16.16; Jo 6.69). Sentiu-se culpado por chegar a cristo (negligentemente) (Mc 14.67-71). Seguiu-o de longe (Mt 26.58).
3. Associava-se com homens ímpios (Jo 18.18).
4. Negou a Cristo (Mc 14.70,71).
Na tarde da ressurreição Jesus apareceu aos seus discípulos e lhes deu uma antecipação daquilo que estava para vir. "... Assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo". (Jo 20.22).
Muitas pessoas veem neste mandamento uma referência à obra do Espírito Santo na regeneração, porque Ele é o agente ativo na regeneração. Este ato confirmou que Ele tinha consumado Sua obra de restaurar o homem a Deus. Naquela ocasião, no entanto, não os batizou no Espírito Santo. Quando Jesus encontrou-se com eles mais tarde, referiu-se ao batismo no Espírito Santo como evento ainda futuro (At 1.4,8).
Pedro depois do Pentecostes
  • 1. Tornou-se um pregador e líder poderoso da Igreja Primitiva. (At 1-7; 10-12);
  • 2. Fez uma confissão poderosa de Cristo (Jo 1.42; Mt 16.18; At 1.8);
  • 3. Operou Milagres (At 3.7; 5.15; 9.34,40);
  • 4. Era corajoso e destemido (At 19.20; 5.28,29 40,42);
  • 5. (Era um encorajamento e um bom exemplo para a Igreja Primitiva em sofrimentos 1 Pedro);
  • 6. Deu instruções à Igreja a respeito dos falsos mestres e dos zombadores (2 Pedro).
  • O reavivamento que começou em Jerusalém quando Pedro pregou seu sermão poderoso no Dia de Pentecostes, foi levado a Samaria por um diácono chamado Felipe, cheio do Espírito Santo. As pessoas creram na mensagem do Evangelho, foram batizadas nas águas, e muitos milagres foram realizados: mesmo assim, ninguém foi batizado no Espírito Santo. "... Então lhes impuseram as mãos, e eles receberam o Espírito Santo". (At 8.4-17).
  • O próximo recebimento do Espírito Santo a ser registrado foi por Saulo de Tarso, recém-convertido, que ficou sendo Paulo. Quando Ananias orou por ele, Saulo ficou cheio do Espírito Santo, e se tornou o grande apóstolo dos gentios (At 9.17).
    O primeiro contato pentecostal com os gentios, no entanto, foi feito pelo apóstolo Pedro. O Espírito enviou Pedro, contra a sua própria vontade, à casa de Cornélio. Enquanto pregava para uma multidão de gentios, o Espírito Santo caiu sobre todos os que ouviram a sua mensagem. Pedro ficou atônito porque os ouviu falar línguas exatamente como acontecera no Dia de Pentecostes. Mais tarde quando se defendia diante dos irmãos judeus, Pedro relembrou a pregação de João Batista, que Jesus os batizaria no Espírito Santo. Identificou a experiência dos gentios com aquele batismo. (At 10.1-11,18).
    Vinte anos mais tarde, o apóstolo Paulo visitou a cidade de Éfeso e achou ali alguns discípulos. A sua primeira pergunta registrada na narrativa foi: "Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? Responderam-lhe eles: Não, nem sequer ouvimos que haja Espírito Santo...". Paulo ensinou-os, batizou-os em nome do Senhor Jesus, e lhe impôs as mãos. Veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam. (At 19.1-7).
    Os Apóstolos Pedro e Paulo juntamente com Tiago, João e Judas, foram capacitados pelo Espírito Santo a nos dar as Epístolas do Novo Testamento, o guia cristão à vida no Espírito. O testemunho poderoso deles, que receberam pela plenitude do Espírito Santo, ainda está a ministrar nos nossos dias.

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

Feliz 2018

Quanto mais caminho com Deus pela fé e buscando todo o descanso que o fiel amor de Deus nos garante, mais provo uma paz e um sentido de desígnio e cuidado divinos MARAVILHOSOS e que me embalam a alma.

Nunca pensei que na Terra eu começaria a comer desse maná!

Cada dia mais vejo a total praticabilidade do Evangelho, apesar de todas as nossas ambiguidades e fraquezas. 

Sim, o Evangelho é verdade porque o que promete é realidade experiencial já agora; posto que sua marca de verdade seja a “paz que excede a todo entendimento” e que habita o coração confiante no imutável amor de Deus.

É tudo uma questão de crer que a Palavra de Jesus é mais sólida do que o que possa ser sólido. É Rocha Eterna; e, portanto, é fato.

Não é preciso fazer nada. Afinal, Ele é vivo. Assim, é só falar com Ele mesmo, direto, sem intermediários. Esta é a maravilha. Ele está aí. Bem ao seu lado. E pode passar pra dentro de você. É só pedir. Se abrir e convidar, Ele entra.

Este será o mais fascinante acontecimento do dia.

terça-feira, 26 de dezembro de 2017

É legitima a comemoração do Natal?

Essa pergunta surge todos os anos no Natal. Dr. Robert C. Sproul, falecido na última quinta-feira, escreveu defendendo que o Natal não é um feriado pagão: “Em primeiro lugar, não há mandamento bíblico direto para celebrar o nascimento de Jesus no dia 25 de dezembro. Não há nada na Bíblia que indique que Jesus nasceu em 25 de dezembro. De fato, há muitas narrativas do Novo Testamento que poderiam indicar que o seu nascimento não ocorreu durante essa época do ano. Acontece que no dia 25 de dezembro, no Império Romano, havia um feriado pagão que estava ligado a religiões misteriosas; os pagãos celebravam a sua festa no dia 25 de dezembro. Os cristãos não queriam participar nisso, e então disseram: ‘Enquanto todos os outros estão celebrando algo pagão, teremos a nossa própria celebração. Vamos celebrar o que é mais importante em nossas vidas, a encarnação de Deus, o nascimento de Jesus Cristo. Então, esse será um tempo de festividades alegres, de celebração e adoração ao nosso Deus e Rei‘. Não consigo pensar em nada mais agradável a Cristo do que a igreja celebrando a data do seu nascimento todos os anos”.
O Rev. Hernandes Dias Lopes, também defendendo a legitimidade da comemoração do Natal, escreveu: “Não podemos considerar o Natal, o nascimento do Salvador, celebrado com entusiasmo tanto pelos anjos como pelos homens, uma festa pagã. Pagão são os acréscimos feitos pelos homens, não o Natal de Jesus. Não celebramos os acréscimos, celebramos Jesus! Não celebramos o Papai-Noel, celebramos o Filho de Deus. Não celebramos a árvore enfeitada, celebramos o Verbo que se fez carne. Não celebramos os banquetes gastronômicos, celebramos o banquete da graça. Não celebramos a troca de presentes, celebramos Jesus, a dádiva suprema de Deus... Natal é Jesus sendo apresentado como o Salvador do mundo, o Messias prometido, o Senhor soberano do universo. O verdadeiro Natal traz glória a Deus no céu e paz na terra entre os homens. Natal é boa nova de grande alegria para todo o povo. O verdadeiro Natal foi celebrado com efusiva alegria no céu e na terra. Portanto, prossigamos em celebrar o nascimento do nosso glorioso Salvador!”.
  

segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

O Espírito Santo em relação ao Crente

As relações do Espírito Santo com o cristão devem ser descritas na categoria existencial. Quando falo em categoria existencial estou me referindo a coisas experienciais, que se provam verdadeiras a partir de relações interiores e místicas com o Espírito.
Neste particular dois extremos podem ser hoje observados: o teólogo-doutrinário, que diz que tudo que os cristãos têm que ter do Espírito é conhecimento teológico; e o pentecostal e neopentecostal, que dão ênfase unicamente à condição existencial, experiencial da relação com o Espírito. As Escrituras nos apresentam a validade dos dois aspectos apenas se eles estão juntos. Separados, são deformantes e redutores do projeto da Bíblia, quanto a ensinar qual deva ser a legítima relação do cristão com o Espírito. Dessa forma, na Bíblia, esses dois aspectos se fundem equilibradamente. Tenho que ter conhecimento teológico de quem é o Espírito Santo; entretanto esse conhecimento tem que ser experiencial ─ precisa produzir realidades existenciais, mudanças em minha vida.

1. O Espírito Santo é quem nos regenera, nos transforma numa nova criação de Deus, nos faz nascer de novo (Tt. 3:5 e Jo. 3:5). Sem a obra do Espírito, não há nada novo no coração humano. Somente o Espírito gera uma nova criatura. A moral social faz surgir um moralista. Os compromissos cívicos fazem aparecer um cidadão responsável. A política faz desabrochar um homem crítico e esperto. A religião faz nascer um filantropo. O amor pela família torna o ser humano menos egoísta. Mas nenhuma destas coisas faz nascer o novo homem, segundo a imagem de Deus. “Quem é nascido da carne”, disse o Senhor Jesus. Somente o “lavar renovador e regenerador do Espírito Santo” pode fazer aparecer o ser humano cidadão do reino de Deus. Qualquer outra perspectiva de fazer o Novo Homem sem um encontro radical, essencial, revolucionário e dramático com o Espírito é totalmente utópica e fadada ao fracasso. Neste século tivemos um tremendo exemplo disso ─ a derrota do comunismo no seu intento autônomo de resolver o problema da natureza humana de fora para dentro, apenas com pão e justiça social. O fracasso foi tão retumbante que dispensa maiores comentários. Ainda neste mesmo filão de raciocínio, devo afirmar que a própria igreja-instituição tem sido outro exemplo desse desastre humano quanto a produzir o novo homem sem o Espírito. A trágica história do Ocidente está intrinsecamente ligada à história da Igreja. A Europa, os Estados Unidos e a América Latina foram teoricamente continentes cristãos. Mas esse cristianismo não impediu tais sociedades de se imortalizarem pelas maiores atrocidades já cometidas na história humana. Sem o Espírito, não há o novo homem segundo Deus, mesmo que haja abundância de cristianismo.

2. O Espírito Santo é nossa garantia de salvação. Paulo diz em Efésios 1:13 e 14 que Deus colocou o Espírito no coração como “penhor da nossa herança até o resgate da sua propriedade, em louvor da sua glória”. O que é penhor? Penhor é algo que se deixa como garantia de que se vai voltar para efetuar o pagamento; de que se vai retornar para cumprir uma promessa. Veio o Senhor e deixou o Espírito como penhor, como garantia absoluta da nossa salvação, como prova de que não só estamos salvos como também ele voltará um dia, ressuscitará nosso corpo mortal e o tomará como propriedade exclusiva sua, para louvor eterno de sua glória.

3. O Espírito Santo é nossa garantia de comunhão com Deus. Em I João 3:24 está dito: “E aquele que guarda os seus mandamentos permanece em nós, pelo Espírito que nos deu”. Eu permaneço em Deus, Deus permanece em mim. Sei que ele permanece em mim pelo Espírito que me deu. No cap. 4, v. 13 de I João está escrito: “Nisto conhecemos que permanecemos nele, e ele em nós, em que nos deu do seu Espírito”.
Ninguém tem que conflitar-se a esse respeito. Não se angustie com questões do tipo: “Não sei se ainda tenho comunhão com Deus... Se a perdi...” “Deus está aí, em e com você, morando em seu coração! Você tem o Espírito em você. Acredite nisto! Se você tem o Espírito e tem comunhão com ele, e ele com você, ele permanece em você, e você permanece nele. Aproprie-se disto, pela fé.

4. O Espírito Santo é nossa consolação. Em João 14:16, Jesus prometeu enviar “outro Controlador”. Este “outro” estabelece uma equivalência comparativa. Os discípulos de vez em quando se sentiam desanimados, tristes, alquebrados: “Deixamos tudo para te seguir ─ a casa, a família, a pesca, tudo. Que vamos fazer agora?” Jesus vem e os conforta: “Ouçam, vocês vão ter aqui cem vezes mais. Quanto ao que está por vir, nem dá para falar”. Então, eles retrucam: “Somos os párias do mundo! O que vai ser de nós?” Jesus responde: “Você vão reinar, vão governar no reino de Deus”. Agora Jesus está prestes a partir, e eles estão murchos, deprimidos... Jesus lhes diz: “Pensem na mulher; quando ela está para dar luz ela fica abatida, sente dores! O que vocês estão sentido agora são as dores do parto da salvação. Eu vou sentir as agonias. Mas vocês estão vivendo à sombra desta hora de agonia. A vida, no entanto, não é só parto. A cruz não ficará erguida para sempre. Eu vou ressuscitar. Vocês então vão ficar alegres como a mulher quando ao ter o filho, toma-o nos braços, chorando, e diz: „Graças a Deus! Meu neném!‟ A ressurreição vai fazer isso. E mais ainda: Vou mandar-lhes um outro Controlador”. Pode-se observar que não obstante Jesus tenha ido para o céu, o livro de Atos não nos passa nenhuma impressão de nostalgia ou sentimentalismo. Pedro não se queixa: “Há, que saudade do Senhor! Estou triste; tudo tão vazio! Estou a ponto de ser consumido de angústia!” Isso não aconteceu porque o Senhor derramou o seu Espírito, um outro Consolador. Ele subiu ao céu, mas a Igreja ficou retumbante como nunca, alegre, poderosa, transbordante do Espírito Santo. Ela tem a presença do Consolador, presença animadora do Senhor, do próprio Jesus.

5. O Espírito Santo é quem dá acesso ao Pai em orações mediante Jesus (Ef. 2:18). Ou seja, por intermédio de Jesus nós nos aproximamos de Deus, “temos acesso ao Pai em um Espírito”. Jesus também disse “que Deus é espírito e importa que seus adoradores o adorem em espírito e em verdade”. Na minha maneira de entender, Jesus estava dizendo a mesma coisa que Paulo posteriormente disse, conforme o texto de Efésios transcrito acima. Não apenas temos que adorar a Deus em espírito, mas também adorá-lo no Espírito. Em outras palavras: não há qualquer possibilidade de relação da alma humana com Deus a não ser no Espírito Santo. Quando Jesus disse que a adoração seria em espírito (espírito com “e” minúsculo), ele estava afirmando a adoração como tendo que ser livre de quaisquer materialismos condicionantes do sagrado a tempo e espaço (“nem neste monte nem em Jerusalém é o lugar onde se deve adorar”). No entanto ele não estava ensinando o culto a Deus como uma possibilidade fenomenológica inerente ao espírito humano no seu estado de queda. O homem é capaz de ânsias pelo sagrado mesmo enquanto caído e alienado; no entanto não está apto de fato a cultuar a Deus, a menos que tal culto se dê no Espírito Santo.

6. Ele é nosso intercessor espiritual. Devemos aqui fazer uma diferença entre intercessor existencial e judicial. A Bíblia diz, em I João 2:1 e 2, que Jesus é nosso parácleto, nosso advogado, nosso intercessor judicial: “Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis. Se, todavia, alguém pecar, temos advogado junto ao Pai, Jesus Cristo, o justo; e ele é a propiciação pelos nossos pecados e não somente pelos nossos próprios, mas ainda pelos do mundo inteiro”. Mas em Romanos 8:26, o Espírito Santo é colocado como o nosso intercessor existencial. Jesus intercede pelo que fiz de errado. Ele tira, elimina a culpa. Mas o Espírito Santo intercede existencialmente, tentando me livrar de cair no erro, de ser dominado pela fraqueza. Isto é o que diz Romanos 8:26.

7. O Espírito é nosso vínculo vital com Jesus. É impossível alguém afirmar que é de Jesus se não tem o Espírito Santo ─ conforme a teologia de Atos 19. Nesse texto vemos que os discípulos encontrados em Éfeso se diziam discípulos, tinham cara de discípulos, sabiam alguma coisa de Jesus, e não obstante todas as realidades aparentes, ignoravam que o Espírito Santo existia. A Bíblia diz em Romanos 8:9 que “se alguém não tem o Espírito de Cristo, esse tal não é dele”. Quem é de Jesus tem o Espírito do Senhor.

8. O Espírito Santo é quem transforma nosso corpo ─ enrugado, cansado, estressado, gasto, exausto ─ em santuário de Deus. I Coríntios 6:19 diz que nós somos templos vivos, onde Deus habita. E nossos sentimentos, atitudes, motivações e pensamentos são a liturgia viva desse culto que tem que ser prestado a ele.

9. O Espírito é nossa fonte de sabedoria na tribulação. Mateus 10:20, Marcos 13:14 e Lucas 12:11 e 12 são textos sinóticos, onde Jesus fala aos discípulos que na hora do aperto, da tribulação, da angústia, da opressão, dos tribunais, dos questionamentos; quando estivessem confrontados com homens maus e situações adversas, o Espírito lhes daria sabedoria, conforme deu a Estevão ─ de forma tão tremenda, profunda e poderosa que ninguém lhe poderia resistir.

10. O Espírito Santo é nossa fonte de vida existencial. Em João 7:37-39, Jesus, no grande dia da Festa dos Tabernáculos, em Jerusalém, disse: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva”. E João interpreta assim suas palavras: “Isto ele disse com respeito ao Espírito que haviam de receber os que nele cressem; pois o Espírito até esse momento não fora dado, porque Jesus não havia sido ainda glorificado”. Com isso Jesus declarando que a vida cristã tem que ter uma fonte existencial cotidiana e sobrenatural. A intenção de Jesus era que o Espírito nos livrasse da angústia de uma vida seca e sem propósito. Ele nos propiciaria a novidade de uma fonte que não se esgota.

11. O Espírito é quem contemporaneamente julga os cristãos. Atos 5:1 em diante, narra o fato de que o Espírito exerceu juízo sobre Ananias e Safira, que haviam mentido, enganado, usado de hipocrisia. Deus julga hoje, em plena “época” da Graça. Existe uma outra ideia da Graça, segundo a qual o Deus que ama não julga. Mas de acordo com I Coríntios 11:32 ele nos julga para que não sejamos condenados com o mundo. Julga na Ceia, julga pelo Espírito, julga pela Palavra; julga a nossa vida pelas expressões de dor e perplexidade que nos acometem.

12. O Espírito Santo quem nos santifica. II Tessalonicenses 2:13 afirma que nós fomos escolhidos “para a salvação, pela santificação do Espírito”. Em I Coríntios 6:11 também está claro o fato de que o Espírito nos santifica, mas não apenas metafisicamente. Paulo, no contexto antecedente, diz que os impuros, beberrões, adúlteros, injustos, maldizentes, ladrões, não herdarão o reino dos céus. A seguir declara: “Tais fostes alguns de vós”. A Igreja de Corinto era uma grande casa de recuperação, um hospital, uma comunidade terapêutica: “Tais fostes alguns de vós”. Em outras palavras, isto é o que Paulo diz: “Viestes para cá beberrões, prostitutas, lésbicas, sodomitas, homossexuais, mas fostes feitos de fato santos. Se não, veja o texto: “Tais fostes alguns de vós, mas vós vos lavastes; mas fostes santificados (...) no Espírito”. Tal significação podia realmente ser vista na vida deles através de mudanças práticas e perceptíveis.

13. É o Espírito quem fortalece o nosso íntimo (Ef. 3:16). Ele fortifica o nosso homem interior com “dynamis”, com poder maravilhoso, para não sermos como aquelas horríveis hienas: “Ó mês, ó dia, ó ano, ó azar!...” Quando lemos o livro de C.S. Lewis, “Cadeira de Prata”, conhecemos um sapo chamado Paulama, que murmura: “Ó dia” Não vai dar certo! Dia de sol é prenúncio de dia de chuva...” Mas o que acontece para quem tem Jesus no coração é algo maravilhoso: vem o Espírito e fortalece o coração com poder; o homem interior com “dynamis”, com explosão, com força miraculosa.

14. É o Espírito que nos inunda de amor na tribulação, nas situações amargas e difíceis. Romanos 5 contém a conhecida sequência que fala da tribulação que produz perseverança; a perseverança, experiência; e a experiência, esperança. Após o que o Espírito de Deus se derrama no coração. Há uma especial inundação do Espírito no coração do cristão que persevera esperançoso em Deus.

15. O Espírito é o Espírito da alegria. Essa alegria não é simples resultado de música alegre, animada ─ uma espécie de festival evangélico. Pode até ser; de vez em quando isso é bom. Mas alegria espiritual não é brincadeira; é fruto do Espírito do Senhor em nossa alma. O Reino de Deus não é comida nem bebida. Não é através disso que sou feliz. Não é pelo fato de me fartar de delícias que me encho de contentamento. Paulo afirma que o Reino de Deus não é nada disso; pelo contrário, “é paz, justiça e alegria no Espírito Santo”. Em I Tessalonicenses 1:16 Paulo dia que a Igreja de Tessalônica, mesmo em meio à tribulação, “transbordava de alegria no Espírito Santo”.

16. É o Espírito que nos concede a mente de Cristo. O Espírito conhece as profundezas de Deus. Só ele sabe realmente o que Deus pensa. E é ele quem compartilha conosco o pensar de Deus. Dessa maneira podemos alcançar o milagre de termos a “mente de Cristo” (I Co. 2:14,15). A harmonização da nossa mente com a mente de Cristo é, portanto, obra do Espírito, mediante sua capacidade de imprimir as mais fortes impressões do caráter e da vontade de Deus em nossa mente. Tal trabalho não nos dispensa a relação com a Palavra de Deus na nossa conformação mental a seus padrões. Todavia, requer-se de nós mais que leitura e estudo da Palavra. É necessário que se mantenha essa relação com ela enquanto se assume singeleza intelectual. Através de tal singeleza nossa mente se oferece ao Espírito de Deus a fim de que ele nos “imprima” a Palavra de Deus no coração. Essa atitude nos assegura uma relação com a revelação dos referenciais básicos da mente de Deus (a Palavra), enquanto se tem também percepção da mente de Cristo em relação aos aspectos particulares da nossa vida (pela aplicação que o Espírito faz da Palavra). Ou seja: a Bíblia nos oferece a certeza de como é o caráter de Deus. Mas é mediante uma profunda relação com o Espírito que somos capacitados a discernir quais são os aspectos da mente de Cristo que têm relação com nossa vida individual. Tal discernimento é a especificação da vontade de Deus com respeito a nós, e que se dá dentro dos referenciais do caráter de Deus, conforme definidos de maneira inequívoca na Escritura.

17. É o Espírito quem nos proporciona a vida e paz. Romanos 8:6 diz que “o pendor da carne dá para a morte, mas o pendor do Espírito dá para vida e paz”. Isso porque ele nos capacita também a viver em obediência à vontade de Deus, ainda que libertos da lei. Romanos 8:4 diz que agora estamos aptos, capacitados pelo Espírito a cumprir a lei do Espírito e da vida, porém isentos da lei moral. Isso parece contraditório, mas não é. De fato, Cristo nos libertou da lei moral a fim de que vivamos a vontade de Deus. A lei moral é impraticável porque determina que a relação do indivíduo com ela tem que ser obediência objetiva absoluta. Caso contrário se está morto. No entanto, a fé cristã nos apresenta nossa relação com Deus como sendo livre da moral, a fim de que sejamos escravos do seu amor. Para muitos, isso pode parecer a mesma coisa, mas não é. No primeiro caso (da lei moral), o indivíduo é pressionado à obediência de fora para dentro. São preceitos externos que se tornam nos referenciais da vida dele. Já no segundo caso (escravidão ao amor de Deus), nossa obediência é resultado de um constrangimento de amor não culposo que é derramado pelo Espírito da graça no nosso coração. A lei gera uma obediência assustada e culposa. O Espírito da graça dá origem a uma obediência livre, santa, nascida no interior do ser. É o que diz Gálatas 5:23 quando afirma que quem ainda no Espírito manifesta o fruto do Espírito, que é “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, mansidão e domínio próprio”. No final desta afirmação Paulo diz: “Ora, contra estas coisas não há Lei”. Não há lei porque o amor cumpre toda a lei, daí resultando que aquele que a cumpre não se sente cumprindo. Ele apenas experimenta a sensação de estar vivendo em obediência ao amor de Deus. Tudo isso é obra do Espírito no nosso coração: “Andai no Espírito, e jamais satisfareis as concupiscências da carne” (Gl. 5:16).

18. É o Espírito quem dá testemunho da nossa filiação a Deus. E para que se alcance esse objetivo não é preciso haver qualquer forma de condicionamento mental, ou lavagem cerebral do tipo que enfia convicção na cabeça das pessoas pela via de repetições como esta que se ouve por aí: “Meu filho, você é filho de Deus; você já fez essa declaração, lembra? Você é filho de Deus, e filho de Deus, é filho de Deus...” Faz-se muito disso em nossos dias. Contudo, o que a Bíblia diz em Romanos 8:16 é que”o próprio Espírito testifica com o nosso espírito que somos filhos de Deus”.

19. É o Espírito quem nos conduz à imagem de Cristo. Em II Coríntios 3:18 está dito que nós estamos sendo trabalhados, esculpidos, transformados e burilados pelo Espírito à medida que contemplamos a glória do Senhor como que por um espelho. Vemos a imagem de Cristo no espelho da Palavra. Mas essa contemplação não é ainda nítida. Vemos como que em diagonal, contemplando a imagem às vezes turva. No entanto, o Espírito Santo está agindo em nós, fazendo com que nos conformemos à imagem de Cristo que estamos vendo na Palavra. Se olharmos para Jesus, dia a dia o Espírito nos vai tornando mais semelhantes a ele. E quando o Senhor vier e nos transformar plenamente na sua imagem glorificante, esta terá sido também uma obra do Espírito em nossa vida.

(Texto Extraído do Livro: Espírito Santo: O Deus que vive em nós do Pastor Caio Fábio)

Jejum e Oração abriu a porta!

  “Vá, reúna todos os judeus que estão em Susa e jejue por mim … eu e os meus assistentes jejuaremos como você” (Ester 4:16). A rainha Ester...