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domingo, 23 de agosto de 2020

Meditando no Salmo 142

Graça e paz, hoje vamos meditar no Salmos 142, dependendo de qual é a sua Bíblia você vai encontrar logo abaixo do título, um subtítulo Masquil de Davi, Masquil vem de uma raiz etimológica que significa iluminação, inteligência. Então poderíamos dar o título para este Salmo Iluminação de Davi, ou compreensão de Davi, entendimento de Davi quando estava em oração na Caverna.

O que entendeu Davi quando estava orando na caverna? Em qual caverna? Você vai achar o contexto lá em I Samuel Capítulo 22 e Capítulo 24 quando Davi estava sendo perseguido pelo Rei Saul e 3000 mil homens de seu exército, naquele momento Saul queria matar Davi e ele estava se escondendo  no deserto num lugar que se chamava En-gedi, um lugar no deserto muito bonito e que tem diversas cavernas. Davi com 400 homens, endividados, afligidos, ferrados na vida.

Imagina um exército com 3000 homens te perseguindo e você se mete numa caverna. Eu nem consigo me imaginar fazendo isto. Detesto cavernas. Logo imagino um buraco, e olha que pode ter toda beleza do mundo, mas em pensar que provavelmente só exista uma saída, já me deixa em pânico. Quando ouço qualquer história isso é desde de pequena, eu já vou imaginando a cena e não vale rir de mim,  de verdade em todos estes anos eu fiquei com a cena que criei na minha cabeça ainda pequena, deste momento da história de Davi, vou descrever a cena para vocês: Está Saul com todo seu exército e tals... Davi entra na caverna de Saul bem de fininho corta um pedaço das vestes e beleza... mas mano nãooooo. Foi diferente Saul entrou na cova para fazer suas necessidades, e com tantas cavernas, naquele lugar, por uma casualidade ou como cremos nós por obra de Deus, Saul entra exatamente na caverna em que Davi está escondido. Que detalhe importante que eu deixei passar despercebido por tanto tempo, Davi já estava na caverna quando Saul entra lá. Deus e seus caminhos!

Mas vamos lá Davi compõe este Salmo de Masquil neste contexto e que iluminação ele tem no meio dessa situação? Que entendimento ele recebe quando se vê num beco sem saída?

Vamos para os versículos 1 e 2 de Salmos?

Com a minha voz clamei ao SENHOR; com a minha voz supliquei ao SENHOR.

(O que entendi quando o bicho estava pegando, o que entendi quando estava praticamente sem forças? O que entendi quando já estava sem recursos? O que entendi quando estava frito? Com minha voz pedi misericórdia.

O que Davi recebe de entendimento, quando o bicho pega? Não tenho saída, tenho que pedir Misericórdia, me ajuda...A palavra neste momento de dor, de que o bicho está pegando, não peço por justiça, peço por misericórdia, é súplica... é piedade. Eu sei eu pisei na bola, eu mereço passar por isso, eu vacilei, mas misericórdia...

O que merecemos? A morte, - Todos pecaram e estão destituídos da Glória de Deus, mas o que Ele tem, Ele tem misericórdia...

O que Davi faz na hora em que o bicho está pegando, na hora que deu ruim?

Vamos lá para I Sam 24.14:  Após quem saiu o rei de Israel? A quem persegues? A um cão morto? A uma pulga?

Olha ele já havia sido consagrado Rei, mas em humildade se compara a um cachorro, a uma pulga...

Tem gente que está na lama, está ruim na foto, está morrendo, mas não são as circunstancias que o está matando, é a sua falta de humildade... ele clama, grita por justiça quando na realidade o seu clamor deveria ser por misericórdia... E vou te dizer não há nada nesta criação que possa ajuda-lo, nem o Batman, Superman, nem a vacina, nem o dinheiro, senão o criador  mesmo!.

Versos 1 e 2 ainda Com a minha voz clamei ao SENHOR; com a minha voz supliquei ao SENHOR. Derramei a minha queixa perante a sua face; expus-lhe a minha angústia.”

Aqui está o ensino, a instrução o Masquil, Davi, expõe diante de Deus tudo que se encontrava em seu coração, expor sua queixa não é renegar uma situação, mas expressar insatisfação, por ele estar se sentindo assim. E expõe a sua fraqueza, de forma intima. Uma dor que está insuportável, aqueles que foram traídos, abandonados, subjugados e estão sofrendo de alguma maneira necessitam expressar essa dor insuportável diante de Deus.

O que pela lei do sucesso é o fim da picada, se você pensar na tribulação vai te enfraquecer. Pense positivo, passe por cima, meio que pedem pra você fazer de conta que não aconteceu. Esquece isso, bola pra frente, mas não sou doente, não sofro de amnésia. Está doendo.

Davi decide ser verdadeiro e expor sua angústia e aprendemos aqui nesta oração de Davi que é um pedido para que o Pai interprete a sua angustia, versos 3e e 4

“Quando o meu espírito estava angustiado em mim, então conheceste a minha vereda. No caminho em que eu andava, esconderam-me um laço.
Olhei para a minha direita, e vi; mas não havia quem me conhecesse. Refúgio me faltou; ninguém cuidou da minha alma.

E enquanto Davi faz sua oração, enquanto ele fala com Deus vai expondo as características dessa tribulação, e as insatisfações de Davi eram acerca de seu próprio coração. Armaram para mim, me fizeram uma emboscada, como se isso fosse novidade, ele estava em meio a uma guerra. (v3)

Não sabem quem eu sou, não me reconhecem, como é dolorido as pessoas duvidarem da sua essência, te julgarem pelo que falam ou acham, sem saber quem você realmente é.

Note que não era porque ele estava isolado, por estar na caverna que sofria, mas era no seu coração que estava a verdadeira angústia. Não eram as circunstâncias. Percebemos isso por causa da intensidade do clamor de Davi. Era o aprisionamento da alma que causava esta angústia.

Me faltou refúgio, ninguém se preocupou com minha alma, ninguém estava aí se eu estava bem ou não. Estou realmente só, não vejo ninguém vindo ao meu encontro ou planejando me ajudar.

Veja era interior, era na alma. A causa não era exterior. 

Diga a Deus: A ti, ó Senhor, clamei; eu disse: Tu és o meu refúgio, e a minha porção na terra dos viventes. (5

Ele fala com quem pode lhe encher de esperança. Tu és a minha esperança, tu és minha herança na terra dos viventes, é tudo de melhor que quero ter, minha porção não é algo que a traça e a ferrugem pode corroer, eu tenho o céu, eu tenho tua presença.

É muito louco, quando falamos com Ele, ele nos coloca em sintonia com as urgências dele: a viúva, órfãos, doentes no corpo e alma, os pobres, aqueles que estão no frio, na chuva e o socorro para essas pessoas virá através de pessoas com o coração em sintonia com o coração de Deus.! Ele trabalha e mostra que Ele se importa conosco. Aí não tem como partimos para fazer a sua obra porque recebemos o amor Dele e decidimos viver a serviço Dele. E nossos ajuntamentos passam a ser um motivo para celebrar o que Ele faz na terra através de nós, apesar de nós...

Ele não é um Deus distante, é um Deus que ouve a nossa oração. E nós seu povo, sua igreja ouvimos também o coração Dele.

Verso 6 : Atende ao meu clamor; porque estou muito abatido. Livra-me dos meus perseguidores; porque são mais fortes do que eu. 

Davi dá a real para Deus. E você não pode ter nenhum problema em se abrir com Ele. Com Deus você não precisa fingir que é valentão, não precisa querer manter as aparências, fingir que é forte, cheio de fé, que está tudo ok. Para Ele podes dizer: estou com medo, não dou conta das crianças, da casa, da mulher, do marido, da solidão, do meu patrão, da falta de patrão, seja o que for com Ele você pode abrir seu coração.

E Davi continua e diz mais no verso 6: Livra-me dos meus perseguidores; porque são mais fortes do que eu.”  Outro Masquil aqui outra iluminação, 

Aqui Davi reconhece a sua fraqueza a sua debilidade, e como é importante que você não tenha um conceito mais alto do que é na verdade.

Por isso, pela graça que me foi dada digo a todos vocês: Ninguém tenha de si mesmo um conceito mais elevado do que deve ter; mas, ao contrário, tenha um conceito equilibrado, de acordo com a medida da fé que Deus lhe concedeu. Romanos 12:3

Vemos tanto disso o tempo todo: você sabe com quem você está falando? Olha a cor da minha pele! O meu salário é mais alto que o seu! Eu sou formada, pós-graduada e você, quem é você? Mal sabe falar o português... Eu tenho sangue azul, você é favelado... e por aí vai...

Urgentemente busque o equilíbrio em Deus, sabe o que ninguém pode vencer por mais que tenha toda grana do planeta, os amigos mais influentes, acesso aos melhores hospitais e médicos? A morte!

Mas Deus, Ele venceu a morte e nós também já vencemos através de Cristo Jesus. Deus me livrou da morte eterna. Eu sou um Espírito que possuo uma alma e habito em um corpo e em breve me encontrarei com Ele. Onde está o morte a tua vitória?

Aguenta aí estamos chegando nos finalmente, versículo 7:

Tira a minha alma da prisão, para que louve o teu nome; os justos me rodearão, pois me fizeste bem.”


Outra revelação aqui: Outro Masquil em sua maneira de orar: se estou no sepulcro, aprisionado, como te louvar? 

Davi está zuado e diz se Tu me livrar dessa, vou louvar teu nome, vou fazer o que precisa fazer. Eu já fiz isso hein?

Deus se você me livrar dessa vou fazer isso ou aquilo! Me lembro quando estava entre a vida e a morte eu disse para Deus, se você me livrar vou pregar para a família da Rita, vou falar do seu amor para eles, cumpri minha promessa. Tenho certeza que você se lembrou de alguma vez em que só Deus poderia te livrar, Deus se minha mãe não me bater hoje eu prometo que vou fazer isso e isso. Se lembrou de alguma?

Davi faz o trato de louvar o nome do Senhor, o nome tem muita importância na Bíblia representa as virtudes, os propósitos de Deus... Lembra quando cada personagem trocava o nome, trocava também o propósito. (Abrão- Abrão – Sara – Sarai - Jacó - Israel) - Vou viver para comunicar as tuas virtudes, se você está precisando de um milagre que você seja iluminado hoje como Davi para fazer um propósito de vida diferente a partir desse milagre.

Deus me livra dessa e eu viverei para anunciar as verdades daquele que me trouxe das trevas para a luz, viver para ensinar sobre ti. 

E qual será a consequência de tudo isso Deus? Depois de você ouvir minha oração, eu ouvir seu coração.?

Verso 7 “os justos me rodearão, pois me fizeste bem.”  em outra versão me será propício: 

Significado de Propicio: disposto favoravelmente, compadecido, inclinado a conceder proteção, graças ou favores (diz-se de uma divindade ou força sobrenatural).

Eu e você cremos que para Ele nada é impossível, ele fez tudo. Universo, homem, criação.

Seria muito difícil para ele: você estando em maus bocados, exilado numa caverna, fechado em sua casa, mudar toda essa situação em que você se encontra? Seria impossível para Deus fazer isso? 

Davi compreendeu que a única coisa que temos que fazer para que Deus abra o mar, transporte montanhas é ser aquele a quem Deus é propício, que Deus se agrade em mim, que esteja satisfeito comigo, Ele é o Deus que criou as galáxias, abriu o mar, fez cego ver, para Ele não há nada impossível. Ele faz milagres 

Como fazer isso?  Como ser como aquele que é segundo o seu coração?

“Deus resiste aos soberbos e dá graças aos humildes.” Tiago 4:6

Quem sou eu diante do universo, das constelações? Há humildade em meu coração? Como ser humilde? Se reconheces que necessita de Deus, a humildade está aí.

Deus consagrou Davi como rei para sempre, e isso nos prova que humildade não tem a ver com posição, mas com coração...

O nosso maior exemplo de humildade é o nosso Salvador Jesus, que mesmo sendo Deus, se fez carne habitou entre nós, passou por todas as fases da vida humana, passou pela morte de cruz, e como resultado de sua obediência: recebeu esse é o meu filho amado em quem me comprazo... 

“os justos me rodearão, pois me fizeste bem.”  em outra versão me será propício:

Seja a atitude de vocês a mesma de Cristo Jesus, que, embora sendo Deus, não considerou que o ser igual a Deus era algo a que devia apegar-se; mas esvaziou-se a si mesmo, vindo a ser servo, tornando-se semelhante aos homens. E, sendo encontrado em forma humana, humilhou-se a si mesmo e foi obediente até a morte, e morte de cruz!


segunda-feira, 11 de fevereiro de 2019

Os Três Perdidos

No capitulo 15 de Lucas temos as três parábolas dos perdidos, o Filho perdido, a ovelha perdida e a dracma perdida. Esse texto é bastante conhecido entre nós, e pretendo aqui analisar a visão dos perdidos, como os perdidos são ou se acham perdidos.
Primeiramente no capitulo 19 de Lucas Jesus faz a seguinte colocação: Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido. Note que a colocação de Jesus é justamente que as coisas se perderam, e não que foi perdida, ou seja, não houve desleixo da parte de Deus com relação aos perdidos, assim a culpa por se estar perdido é nossa e não de Deus.

A dracma perdida

Ou qual é a mulher que, tendo dez dracmas e perdendo uma dracma, não acende a candeia, e não varre a casa, buscando com diligência até encontrá-la?
E achando-a, reúne as amigas e vizinhas, dizendo: Alegrai-vos comigo, porque achei a dracma que eu havia perdido. Lucas 15: 8-9
O termo dracma é derivado do verbo (dratto, "segurar").
A dracma era uma pequena moeda, de pouco valor; Ela correspondia a 3,6 gramas de prata. Era um pouco menor que o denário, que era correspondente a 4 gramas de prata e era o salário de um trabalhador por um dia.
Aquela mulher ainda tinha nove dracmas; poderia não dar muita importância àquela que perdera; Poderia considerar muito trabalhoso procurar a dracma perdida; mas além de procurar por toda a casa ela ainda chama as amigas para se alegrar porque achou a moeda. Por que isso?
Nos tempos de Cristo era costume o noivo dar a sua noiva um sactel ou colar com dez ou doze moedas o “draconario”, representando assim o seu compromisso com ela, era obrigação da mulher cuidar deste “draconario”. Trazendo para os dias de hoje, se você é casado, imagine-se perdendo a sua aliança de casamento. Alias, misericórdia!!! Nem imagine isso acontecendo. Deus nos livre disso, pelo amor de Cristo!!!!
Era essa a situação da mulher ela perdeu a “aliança de noivado” e naquele tempo ela seria ridicularizada por todos por causa disso 
Perceba que a dracma vale muito mais do que a prata de que ela é feita, assim como nós, que para Deus valemos muito mais do que o barro de que somos feito.

As características do perdido “dracma”:

Ele não tem consciência de que esta perdido
Ele não sabe o que esta acontecendo
Ele pode ser levado para qualquer lugar
Para este perdido, tudo esta bem, não há nada de errado com ele, pode até ir a igreja algumas vezes, mas não entende o que é pecado, o que é arrependimento, afinal não sabe o que esta acontecendo no mundo espiritual. Fuma, bebe, se prostitui, tem vida irregular e etc. Porém para ele tudo isto é normal.
Para este tipo de perdido Jesus acende a candeia (mostra a luz da verdade), varre a casa (limpa o pecador das impurezas do corpo). Cabe a nós como igreja anunciar a Palavra de Deus para que todos saibam que são pecadores e carentes das misericórdias de Deus.

A ovelha perdida

Qual de vós é o homem que, possuindo cem ovelhas, e perdendo uma delas, não deixa as noventa e nove no deserto, e não vai após a perdida até que a encontre?
E achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo; e chegando a casa, reúne os amigos e vizinhos e lhes diz: Alegrai-vos comigo, porque achei a minha ovelha que se havia perdido. Lucas 15: 4-6
Os judeus não tinham o costume de ter animais domésticos, mas alguns até adotavam ovelhas como animais de estimação tal a afinidade do pastor com o seu rebanho. Exemplo disto vemos no caso que o profeta Natã contou a Davi para repreendê-lo: mas o pobre não tinha coisa alguma, senão uma pequena cordeira que comprara e criara; ela crescera em companhia dele e de seus filhos; do seu bocado comia, do seu copo bebia, e dormia em seu regaço; e ele a tinha como filha. II Samuel 12:3.

As características do perdido “ovelha”:

Ele tem consciência de que esta perdido
Ele não sabe o caminho de volta
Ele não pode ser levado por qualquer um, pois conhece o seu dono, a sua casa.
Este tipo de perdido busca a Deus de varias formas, é religioso, sabe que é pecador, busca a salvação, pois sabe que esta perdido, mas não sabe aonde achar, chega até a se martirizar, a ser idolatra, ele verdadeiramente tem sede de Deus.

A este perdido Jesus vai buscar e o trás de volta para o apriscos (a casa de Deus). Cabe a nós como igreja mostrar que Jesus esta presente em nosso meio, assim o perdido tipo “ovelha” reconhecerá Jesus e voltará para seu convívio. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se tiverdes amor uns aos outros. João 13:35.

O filho perdido

O mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte dos bens que me toca. Repartiu-lhes, pois, os seus haveres.
Poucos dias depois, o filho mais moço ajuntando tudo, partiu para um país distante, e ali desperdiçou os seus bens, vivendo dissolutamente. E, havendo ele dissipado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a passar necessidades.
Então foi encontrar-se a um dos cidadãos daquele país, o qual o mandou para os seus campos a apascentar porcos.E desejava encher o estômago com as alfarrobas que os porcos comiam; e ninguém lhe dava nada.
Caindo, porém, em si, disse: Quantos empregados de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome! Lucas 15: 12-17
Creio que não preciso explicar o que é um filho, afinal filho é igual deste os tempos de Adão e Eva.

As características do perdido “filho”:

Ele tem consciência de que esta perdido
Ele sabe o caminho de volta
Ele só pode voltar para casa, se for por conta própria.
Este tipo de perdido conhece a Deus, são os desviados, deixou o convívio com Deus, por algum motivo e, provavelmente, voltará quando se decepcionar com o mundo. Só Deus não decepciona, nunca!
Note que na parábola de Cristo, o Pai dividiu a herança, coisa que podemos fazer hoje com os nossos filhos, mas o Pai não precisava dar a herança ao filho mais moço, isso só deveria acontecer depois do pai morto. Entendemos com isso que Deus não prende ninguém, mas está esperando de braços abertos o filho voltar.
Cabe a nós como igreja de Cristo mostrarmos que as portas estão sempre abertas, e não nos comportamos como o segundo filho, o mais velho, que apesar de estar em casa, trabalhar como escravo, parece que estava também perdido como o irmão mais moço.


A consciência de perdição e salvação varia de acordo com a pessoa, mas Cristo nos deu estratégia para resgatar todos estes perdidos e fazermos com que os Céus se alegrem. Para isto é muito necessário que a igreja de Cristo se enquadre no chamado para salvar vidas que o próprio Cristo nos deu.




Por Rubens Silva Aguiar

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

"A religião é o ópio do povo."


Nós somos a Igreja do Senhor, o corpo de Cristo e porque não dizer o útero de Deus, o lugar onde há o novo nascimento e essa igreja acontece em nossos Grupos de Relacionamentos, no Grande Ajuntamento, no dia-a-dia. Existe o fenômeno dos desigrejados e devemos tomar cuidado para não cairmos nessa. O apóstolo Paulo em Hebreus 10.5 nos alerta: "Não dexeimos de nos reunir como igreja, segundo o costume de alguns, mas encorajemo-nos uns aos outros, ainda mais quando vocês veêm que se aprocima o Dia.
A palavra que Jesus usou se referindo a igreja foi Ekklesia. Esta palavra significa “ajuntamento”, mas não num mero ajuntamento para decidir coisas; mas para sermos restaurados, e desafiados a proclamar a Palavra de Deus que compartilhamos e vivemos em nossos relacionamentos.
Queremos propagar valores que fazem diferença em nossas vidas como membros desse corpo de Cristo. E assim, estabelecer a Ekklesia, corpo de Cristo na terra, que grande privilégio. Jesus diz “Eu vou levantar a minha Ekklesia e as portas do inferno não vão prevalecer contra ela”.
Ekklesia estava num contexto militar. Ekklesia era um grupo que ia para uma região para mostrar a cultura de um reino que era superior. A Igreja não deve estar limitada nas quatro paredes, a igreja deve ir em todos os âmbitos da sociedade, para representar os valores do reino.
Assim como o barco foi feito para a água, o crente foi feito para estar no mundo. Enquanto, o barco está na água, está tudo bem, mas se começar a entrar água no barco ele vai afundar. Você foi chamado para estar no mundo, mas o mundo não é para estar em você. Se começarmos a influenciar o mundo o reino de Deus será estabelecido .
A Bíblia diz que a igreja é a casa de Deus e, esta casa comunica valores para nós.
Mateus 5.14 “Vós sois a luz do mundo; não se pode esconder uma cidade edificada sobre um monte”.
Às vezes pensamos que estar na vibe do momento é estar conectado o tempo todo, e que isso vai nos oportunizar nos relacionar e assim falar de Jesus, ledo engano.
Você pode dizer, mas posso proclamar pela internet, claro que sim usaremos todas as ferramentas disponíveis para proclamarmos, mas cuidado com o ópio.
Mas afinal o que é ópio? 
Vamos lá:
ópio
substantivo masculino
  1. 1.
    FARMACOLOGIA
    mistura de alcaloides extraídos da papoula ( Papaver somniferum ), de ação analgésica, narcótica e hipnótica, us. tb. na produção de morfina, codeína, heroína etc.
  2. 2.
    POR METÁFORA
    aquilo que serve de paliativo ou que provoca adormecimento, embrutecimento moral.

Karl Max um socialista científico disse que a Religião é o ópio do povo. Mas posso afirmar sem medo de errar que hoje o ópio do do povo são as chamadas redes sociais. Achamos que estamos conectados, mas não estamos nem lá nem cá. Estamos "presentes" sem estar, logo não foi dado o presente de relacionar.
Até porque quando estamos lá compartilhamos apenas o que é superficial e quando somos mais profundos as vezes somos mau interpretados. Agora quando estamos cá com olho no olho, sentindo a respiração do outro, vendo seus olhos deciframos o coração, porque conseguimos perceber o quanto de verdade há em cada palavra. 

Nesta semana convido você ao desafio de se desconectar do relacionamento artificial (redes sociais e tv) e se conectar como nosso Mestre Jesus gostava, olho no olho, dando espaço para o outro falar e automaticamente recebendo espaço para poder proclamar.

Pastora: Arlety Amorim


quarta-feira, 7 de novembro de 2018

Funções do corpo e a revelação no espírito.


Funções do corpo. O corpo possui três funções básicas: recepção, instinto, expressão.
Recepção é a capacidade do corpo de captar informações do mundo exterior, através dos cinco sentidos (visão, audição, tato, olfato e paladar).
Instinto é a capacidade do corpo de reagir automaticamente em resposta aos estímulos externos. Por exemplo: instinto de sobrevivência, o instinto de autodefesa, o instinto sexual, etc. Nosso corpo tem vários sistemas orgânicos instintivos, cada qual cumprindo uma função específica, mas também   trabalhando de maneira maravilhosamente harmoniosa, a fim de manter-nos vivos (por exemplo, os sistemas respiratórios, o sistema digestivo, o sistema circulatório).
Os instintos são automáticos e em si mesmo não são pecaminosos. Deus criou instintos bons, mas a queda do homem os degenerou. O instinto de sobrevivência, que inclui comer e beber, pode se degenerar em glutonaria e alcoolismo. O instinto de defesa, que inclui esquivar-se e proteger-se, pode se degenerar em ira e todo tipo de violência. O instinto sexual, que inclui reprodução e prazer com o cônjuge, pode se degenerar em adultério, prostituição, homossexualismo e sodomia.
Expressão é a capacidade de o corpo externar os pensamentos, os sentimentos e as decisões da alma. Inclui a fala e a linguagem corporal.

Algumas aplicações práticas importantes sobre o conhecimento do espírito, alma e corpo

Estágios da salvação. A salvação é um processo que envolve três estágios, os quais ocorrem no passado, no presente e no futuro. Cada estágio ocorre numa parte específica do nosso ser:
1. Regeneração do espírito (evento passado, definitivo): Ef 1.13, 2Co 5.17, Mt 26.41. Nosso espírito foi de uma vez por todas restaurado e conectado a Deus, pelo Espírito Santo que veio habitar dentro de nós. Ele não pode e não vai sair da vida de um cristão salvo, a menos que este entre em um processo de apostasia e aí permaneça até o ponto “calcar aos pés o Filho de Deus, profanar o sangue da aliança e ultrajar o Espírito da graça (Hb 10.26-29,39).
2. Transformação da alma (processo presente, em andamento): Rm 12.2, Ap 22.14, Hb 12.14. No céu não teremos uma nova alma. Nossa personalidade individual será preservada, embora não o nosso caráter, o qual devemos transformar segundo o caráter de Cristo. Esse processo de quebrantamento e transformação da alma requer nossa colaboração ativa, em parceria com o Espírito Santo, como será detalhado mais adiante na Parte 2 deste curso.
3. Glorificação do corpo (evento futuro, ansiosamente esperado): Fp 3.21. Nosso corpo natural não tem conserto nem salvação. No céu receberemos um novo corpo, semelhante ao de Jesus.


 A revelação no espírito. Revelação espiritual não é, como muitos entendem, apenas “receber um recado específico de Deus para sua vida”. Isso é somente um aspecto da revelação divina, expressando-se através do dom da palavra de conhecimento. Na verdade, “revelação é, simplesmente, ver do ponto de vista de Deus. É saber algo que talvez nossa mente até já saiba, mas que passa a ser visto e entendido sob a luz do Espírito Santo. É quando as letras da Bíblia saltam aos nossos olhos e fazem com que aquilo que já sabíamos pela mente adquira agora uma nova intensidade e assuma uma realidade antes desconhecida.” [ref. 1, pág. 21]. Por exemplo, podemos durante muitos anos ler e conhecer pela mente que “somos templo do Espírito Santo”, sem que isso produza qualquer transformação de vida. Mas quando em nosso espírito recebemos revelação dessa tremenda e poderosa verdade, quando compreendemos a realidade da habitação do Deus Todo-Poderoso e Santo em nós, então tudo muda! Passamos a andar em um novo nível de santidade, no qual cada palavra, cada gesto e cada passo importa, para que manifestemos a luz do Senhor através de nós.
Por si só, a mente não pode ter revelação de Deus; só o nosso espírito tem essa função: 1Co 2.9-14; 2Co 5.16. A revelação ocorre primeiro no espírito (Mc 2.8, At 20.22, Ap 1.10). O Espírito Santo transmite uma verdade ao nosso espírito, e este a comunica à mente, desde que esta esteja quebrantada, calma, sensível e atenta ao espírito. Caso contrário, a alma abafará o espírito e não receberá revelação nenhuma.
E sem revelação no espírito é impossível conhecer e fazer a vontade de Deus. Fazer a nossa vontade, a vontade da alma sem a revelação e direção do espírito, ainda que seja com a melhor das intenções, não somente é inútil como também perigoso. A questão não é “fazer para Deus”, mas sim fazer o que Deus quer que façamos. Aquelas palavras de Jesus em Mt 7.23 infelizmente serão ditas a pessoas que acham que estão servindo a Deus (“em Teu nome”), mas na verdade estavam apenas fazendo a obra pela sua própria mente, isto é, pela carne. Mas aos olhos de Deus isso é iniquidade. O resultado trágico será ouvir as palavras de Jesus: “Nunca vos conheci! Apartai-vos de mim!”.
Portanto, devemos buscar e pedir a Deus o conhecimento espiritual que vem através desse processo de revelação, o qual sempre começa pela intuição divina no espírito e em seguida ilumina e renova a mente de uma alma quebrantada diante de Deus.
Entendendo nossa natureza carnal.  Quando nascemos de novo pela fé em Cristo, nosso espírito foi imediatamente regenerado e definitivamente capacitado, com todo poder e autoridade para assumir a direção da nossa nova vida. Mas nossa alma, não! Nela ainda habita a natureza pecaminosa de Adão, além da herança acumulada pelo “velho eu” durante toda uma vida. As feridas e deformações da alma causadas pelas experiências da velha criatura podem ser curadas e restauradas pela Palavra de Deus e pelo Espírito Santo (de fato, a maioria delas fica na cruz, quando nos convertemos ao Senhor Jesus), mas é importante entender que nossa natureza carnal não pode ser “expulsa”! Se isso não fosse verdade, não haveria necessidade de a Palavra nos exortar a crescer e viver em santidade. Mesmo o mais consagrado servo de Deus está sujeito “às mesmas paixões” de todo ser humano (At 14.15; Tg 5.17) e deve continuamente mortificar sua natureza carnal, pelo espírito (Rm 8.13). Pois a  natureza carnal da alma resistirá sempre contra o espírito.
Esta é uma guerra diária, cujo campo de batalha ocorre na mente (mente carnal vs. mente de Cristo) e na vontade (vontade do ego vs. vontade de Deus): Rm 7.22-23, Gl 5.17, 1Pe 2.11. O resultado de cada batalha faz a diferença entre ser um crente carnal ou um crente espiritual. Ser carnal não significa (necessariamente) pecar, porque mesmo o servo de Deus mais consagrado peca (1Jo 1.10). Também não significa andar em pecado, porque quem vive no pecado ainda nem mesmo é convertido (1Jo 3.9).
O crente carnal é aquele que sinceramente tenta conhecer e fazer a vontade de Deus, mas o faz exercitando sua alma, independentemente do espírito! Ao não buscar a transformação da alma pela Palavra e pelo tratamento do Espírito Santo, o crente carnal tende a seguir aquela função da alma mais predominante em seu caráter problemático e não tratado, e isso dá origem a algumas “categorias” de carnalidade:
O carnal emotivo (governado pelas emoções). Se sente fortes arrepios consegue fazer a obra de Deus, mas se as emoções se vão, perde o ânimo (e se justifica dizendo: “Não estou sentindo”).
O carnal intelectual (governado pela mente). Considera-se muito sábio a seus próprios olhos. Tende a ser extremamente crítico. Racionaliza e evita as coisas sobrenaturais (e se justifica dizendo: “Não sou infantil”).
O carnal volitivo (governado pela vontade). É o crente “oba-oba”. Está sempre aberto a novidades, mas não tem perseverança: quando passa a empolgação deixa tudo de lado (e se justifica dizendo: “Deus não quer sacrifício”).
Embora os comportamentos acima sejam diferentes, há um ponto comum entre eles, que é a marca registrada da carnalidade: a busca da gratificação do ego. O que motiva todo crente carnal é que o seu “eu” (o seu “reizinho interno”) seja reconhecido, elogiado e exaltado. Quando isso não acontece, ele perde a motivação e até entra em crise.
Para nos tornarmos crentes espirituais, é preciso antes receber revelação sobre a total incapacidade de a carne gerar qualquer fruto para Deus (Is 64.6). Todo fruto da carne é fruto podre. Paulo era um homem de alta posição social e com muitos recursos intelectuais, mas renunciou a tudo isso para poder “andar no espírito” (Fp 3.4-8). Como veremos em mais detalhe adiante no curso, o tratamento para a carne é a cruz (Gl 2.20, 5.24). Somente a cruz é suficientemente poderosa para expulsar aquele “reizinho” carnal do seu pequeno palácio e entronizar Cristo em seu lugar!

O “mecanismo da carne”. Já vimos que a natureza carnal (alma + corpo afetados pela queda adâmica) continua latente em nós, mesmo após a conversão. Ainda que a carne tenha sido enviada à cruz e esteja mortificada pelo espírito, ela sempre estará pronta a “ressurgir”. De fato, dos três inimigos que temos (Satanás, o mundo e a carne), a carne é o mais poderoso, pois nossa própria concupiscência pode nos levar a pecar (Tg 1.14-15). Usando como referência 2Sm 11, veja como funcionam os quatro passos do “mecanismo carnal”:
Os sentidos trazem uma informação externa, normalmente através da visão (“… viu do terraço a uma mulher…”).
A informação desperta um instinto (“…que se estava banhando…”). Nesse exemplo, a nudez despertou o instinto sexual. Até aqui, “tudo bem”: Davi poderia ter simplesmente desviado os olhos e bloqueado qualquer pensamento impuro (que tal pegar a harpa e entoar um belo salmo?)
A mente carnal processa os dados e os transforma em desejo ou tentação (“… e era esta mulher mui formosa à vista…”). As coisas começam a se complicar… Mas Davi ainda tinha todas as condições para resistir à tentação (1Co 10.13), pois sendo ele “um homem segundo o coração de Deus”, o Espírito Santo certamente falou em sua consciência, procurando impedi-lo de pecar. Entretanto, nesse momento tudo dependia da decisão que Davi tomaria em sua alma.
A concupiscência da carne aceita a tentação e a transforma em intenção do coração, que já é  pecado (“e perguntou, …e enviou mensageiros, …e a mandou trazer, …”). A decisão foi tomada no coração; o pecado já havia sido concebido, antes mesmo de deitar-se com aquela mulher!
Como evitar o pecado, e o que fazer se cairmos. Como antídoto para o mecanismo da carne, precisamos estar alertas e sensíveis ao alarma que o Espírito Santo vai disparar em nossa consciência, quando chegarmos ao “passo 3” explicado acima. Precisamos, então, bloquear o pecado na fonte. Isso implica dois movimentos:
a) Com firmeza e serenidade, interromper e rejeitar o pensamento pecaminoso, não deixando que sejam desenvolvidas imagens impuras em nossa mente, e
b) Imediatamente, voltar-se para Deus, no espírito, orando e refugiando-se no Senhor, suplicando-Lhe que não nos deixe cair em tentação.
Quanto mais atrasarmos estes dois movimentos, mais a mente carnal vai ganhando espaço, e o nível de tentação aumentará, ficando mais difícil resistir. Mas se praticarmos isso já no primeiro olhar, primeiro pensamento ou primeira imagem mental, será muito mais fácil encontrar graça para continuar caminhando em santidade diante do Senhor. Instantes depois, constataremos que a tentação foi vencida, e que nosso coração e mente continuam puros.  Portanto, devemos ser absolutos em obedecer a nossa consciência: sempre que ela recusar algo, devemos parar imediatamente!
Porque “o salário do pecado é a morte” (Rm 6.23). O pecado entristece o Espírito Santo, ofende o Pai Celestial e trai o Senhor Jesus. O pecado anestesia o espírito e embrutece a alma. E se alguém se “acostuma” com ele, poderá se desviar dos caminhos do Senhor e lentamente iniciar um perigoso processo de apostasia pessoal. Ou então, poderá tentar manter uma aparência de santidade, passando a viver uma religiosidade hipócrita que causa náuseas a Deus (Mt 23.13-33).
Mas se eventualmente cairmos em pecado, devemos atender ao apelo de arrependimento que o Espírito Santo gerará em nosso espírito, confessando imediatamente o pecado a Deus e confiando no perdão que a Sua Palavra garante (1Jo 1.9). A partir daí, não devemos aceitar qualquer acusação do inimigo em nossa mente, pois Deus já nos perdoou o pecado e não se lembra mais dele (Jr 31.34; Hb 8.12, 10.17). E mesmo que sejamos infiéis por um algum tempo, e um certo tipo de pecado se torne repetitivo em nossa vida, ainda assim podemos confiar que Deus jamais desiste de nós (Is 49.15; 2Tm 2.13; Jo 6.37). Nesse caso devemos buscar ajuda de um irmão confiável (seu líder, discipulador ou pastor), crendo na promessa de que “se confessarmos os nossos pecados uns aos outros, seremos curados” (Tg 5.16).

Entendendo a ação do inimigo. O objetivo do inimigo é destruir a criação máxima de Deus: você, ovelha do Senhor! (Jo 10.10a). Para atingir tal objetivo, sua estratégia é o engano, induzindo o homem a pecar (2Co 11.3, 2Jo 1.7). E para concretizar essa estratégia ele faz uso de duas táticas: a) ataques diretos à mente, e b) ataques indiretos usando funções do corpo (para “acelerar” o mecanismo da carne exposto anteriormente). Satanás conhece esse mecanismo muito bem (até mais do que o próprio crente desavisado) e procura “dar um empurrãozinho” para que caiamos nesse laço:

A tática de ataque do inimigo, usando funções do nosso corpo. Gn 3.6 ilustra bem a tática de Satanás usar o “mecanismo da carne”:

  • Chamar a atenção, pelos sentidos. “A mulher viu que a árvore era bonita…”.
  • Despertar um instinto. “… e que suas frutas eram boas de se comer”.
  • Produzir um desejo (tentação). “E ela pensou como seria bom ter entendimento.”
  • Concretizar uma intenção (pecado). “Aí apanhou uma fruta e comeu; …”
Para evitar essa armadilha, o corpo deve ser disciplinado, isto é, submetido à vontade da alma, a qual, por sua vez, deve ser transformada pelo Espírito, de modo a não dar ocasião à carne.

Disciplinando o corpo. Disciplinar o corpo envolve três “frentes de batalha”:
Vigiar para que os instintos do corpo não sejam usados pela carne e pelo inimigo para nos levar ao pecado(Sl 101.3a, Rm 6.13). Precisamos estar atentos a todo instante sobre o que o que é que estamos fazendo com o nosso corpo, especialmente sobre o quê fixamos os nossos olhos (Mt 6.22-23), discernindo se isso traz luz ou trevas para dentro de nós. Por exemplo, se um homem deixar seus olhos se fixarem sobre uma mulher que se veste sensualmente, isso certamente será uma brecha para que a mente comece a desenvolver pensamentos impuros e formar imagens obscenas. O mesmo pode acontecer vendo televisão, assistindo a um filme, lendo uma revista, vendo um “outdoor” na rua, acessando a Internet, etc.
Manter o corpo em boas condições de saúde. Por ignorância da Palavra, no meio cristão é popular o conceito equivocado de que a “carne” (referindo-se ao corpo) para nada serve. Isso leva a um completo desleixo em relação ao corpo, frequentemente envolvendo o consumo excessivo de alimentos e a falta de exercícios físicos, com toda uma série de consequências negativas para a saúde. Mas o fato de que o nosso corpo é templo do Espírito Santo e que precisamos dele para poder servir a Deus já deveriam ser motivos mais do que suficientes para cuidar da nossa saúde com zelo, alimentando-nos de maneira sadia e fazendo algum tipo de atividade física ou esporte regularmente.
Submeter o corpo no serviço ao Reino de Deus. Isso requer força de vontade, ou seja, o domínio da alma sobre o corpo, sob a direção do espírito. Implica a prática de disciplinas espirituais, entre as quais as mais importantes são o devocional diário (oração e leitura da Palavra) e o jejum. Tais disciplinas, além de mortificarem a natureza carnal, também fortalecem o espírito. E então teremos poder espiritual para nos dedicarmos com afinco em servir a Deus e ao próximo. Mas também devemos evitar o extremo oposto, caindo no ativismo religioso a ponto de prejudicar a saúde.
Cabe aqui uma nota importante: a disciplina do corpo (incluindo o jejum) não é algo que fazemos para Deus! Não é para adquirirmos bênçãos de Deus e muito menos para sermos aceitos por Ele (isso seria legalismo ou ascetismo). Qualquer tentativa legalista de usar o sacrifício físico para obter de Deus graça ou justificação não é apenas inútil, como também herético. O legalismo anula a graça de Deus (Gl 5.4).
Para quê, então, devemos disciplinar o corpo? O corpo deve ser disciplinado primeiramente para nós mesmos, de modo a melhor servirmos a Deus, apresentando-Lhe nosso corpo de maneira santa (Rm 12.1), e em segundo lugar para os outros, de modo a servirmos de exemplo e engrandecermos a Cristo em nosso corpo (Fp 1.20). Mas como já mencionamos, o pré-requisito para disciplinar o corpo é ter uma alma transformada.

A absoluta necessidade de transformação da alma
:
  • Somente o espírito pode gerar vida espiritual (2Co 3.6b).
  • O espírito não se manifesta independentemente, mas somente através da alma.
  • A alma não se manifesta independentemente, mas somente através do corpo.
Portanto, se a alma não estiver transformada, quebrantada e submetida ao espírito, jamais poderemos produzir verdadeiros frutos espirituais. Não será possível trazer uma pregação ungida, com revelação da Palavra de acordo com a necessidade de quem nos ouve; não poderemos salvar e transformar vidas, ministrando e tocando o espírito das pessoas ao nosso redor; não haverá manifestação de poder espiritual, para glória de Deus e edificação da igreja. Ser um crente espiritual é operar nos outros a vontade de Deus, através de uma alma quebrantada e submissa à direção do espírito, e de um corpo submisso à disciplina da alma.

terça-feira, 6 de novembro de 2018

A alma e suas funções.


A alma possui três funções básicas: mente, vontade e emoção.
Mente é a sede do entendimento racional, nossa “central de processamento de dados”. É onde reside nossa capacidade intelectual, nossa habilidade para pensar, ponderar sobre informações e chegar a conclusões lógicas a partir das mesmas, através do pensamento.
Vontade é a sede das nossas decisões, nosso poder de escolha, nosso livre-arbítrio, nossa “central de comando”. Corpo e espírito estão sujeitos à vontade da alma. A vontade nos impulsa à ação, nos motiva a tomar certas atitudes e comportamentos. Através dela podemos decidir nos submeter à direção do espírito ou resistir a ele e sufocá-lo completamente. Podemos optar por nos sujeitar aos impulsos carnais ou resistir aos mesmos. Talvez a atitude mais nobre e também a mais difícil para um cristão é renunciar à vontade própria e decidir cumprir a vontade de Deus, ainda que tenha que sofrer por tomar tal decisão (Jo 5.30; Lc 22.42). Isso é crucificar o ego.
Emoção é a sede dos sentimentos, o “tempero” ou “colorido” da nossa vida. É a forma como reagimos a certos estímulos externos ou internos, que podem ser pensamentos, imagens mentais ou circunstâncias e acontecimentos da vida. As emoções definem nosso estado de ânimo e normalmente repercutem tanto no corpo (alteração da respiração, circulação e transpiração) como também na mente (estado mental de empolgação ou depressão). As emoções mais intensas podem desorganizar e até bloquear as funções intelectuais e a razão. Portanto, é preciso estar sempre atento, voltado para o espírito (de onde provém a verdadeira sabedoria) para não tomar decisões com base nas emoções apenas.

segunda-feira, 5 de novembro de 2018

Corpo, Alma e Espírito


O homem é um ser trino, no qual espírito, alma e corpo são partes que compõem um todo integral, e sempre estarão presentes em seu ser. Mas são distintos.
Corpo é a parte do nosso ser pela qual percebemos o mundo exterior, através dos sentidos. É a nossa “carcaça” ou “homem exterior” (2Co 4.16). As funções específicas do corpo são: recepção, instinto e expressão.
Alma é a parte do nosso ser pela qual percebemos nós mesmos, através da nossa personalidade. É o nosso “eu” (Sl 42.5). As funções específicas da alma são: mente, vontade e emoção. No NT, a alma decaída, junto com o corpo, é frequentemente chamados de “carne” (grego sarx), significando nossa natureza adâmica, inclinada ao pecado (Mt 26.41; Rm 7.5,18, 8.13; Ef 2.3; Gl 5.17, 19, 24). Mas às vezes a mesma palavra “carne” também significa o corpo físico (Ef 5.29; Fp 1.22,24).
Espírito é a parte do nosso ser pela qual percebemos Deus, através do Espírito Santo. É o nosso “homem interior” (Ef 3.16). As funções específicas do espírito são: intuição, consciência e comunhão. No “homem natural” ou carnal, pela presença do pecado, o espírito humano está morto, separado de Deus (Is 59.2; Ef 2.1,5; Cl 2.13), pois a função de comunhão (com Deus) está “desconectada”.
Conforme lemos em Gn 2.7, a alma foi formada pela conjunção do corpo com o espírito de vida soprado por Deus, tornando cada homem uma “alma vivente” com personalidade única. Por isso, com frequência a Bíblia também usa a palavra “alma” para significar todo o ser humano (Ez 18.20; At 2.43). Por envolver a conjunção de alma e corpo e constituir nossa personalidade individual, onde reside a vontade e o livre-arbítrio, a alma é o elemento central, o “quartel-general” do nosso ser. Mas o espírito é o nosso componente mais profundo, mais sublime e mais nobre, porque nele habita o próprio Deus!

sexta-feira, 12 de janeiro de 2018

Pedro antes e depois do Pentecostes

  • Pedro antes do Pentecostes
1. Impulsivo (agia sem pensar) Mt 14.28; 17.4; Jo 21.7.
2. Cheio de contradições:
a) Presunçoso (Mt 16.22; Jo 13.8; 18.10). Tímido e negligente (Mt 14.30; 26.69-72).
b) Tanto egoísta quanto abnegado (Mt 19.27; Mc 1.18).
c) Às vezes tinha discernimento espiritual e noutras ocasiões demonstrava uma falta de entendimento das verdades espirituais (Jo 6.68; Mt 15.15; 16).
d) Fez duas confissões de fé em Cristo (Mt 16.16; Jo 6.69). Sentiu-se culpado por chegar a cristo (negligentemente) (Mc 14.67-71). Seguiu-o de longe (Mt 26.58).
3. Associava-se com homens ímpios (Jo 18.18).
4. Negou a Cristo (Mc 14.70,71).
Na tarde da ressurreição Jesus apareceu aos seus discípulos e lhes deu uma antecipação daquilo que estava para vir. "... Assoprou sobre eles e disse-lhes: Recebei o Espírito Santo". (Jo 20.22).
Muitas pessoas veem neste mandamento uma referência à obra do Espírito Santo na regeneração, porque Ele é o agente ativo na regeneração. Este ato confirmou que Ele tinha consumado Sua obra de restaurar o homem a Deus. Naquela ocasião, no entanto, não os batizou no Espírito Santo. Quando Jesus encontrou-se com eles mais tarde, referiu-se ao batismo no Espírito Santo como evento ainda futuro (At 1.4,8).
Pedro depois do Pentecostes
  • 1. Tornou-se um pregador e líder poderoso da Igreja Primitiva. (At 1-7; 10-12);
  • 2. Fez uma confissão poderosa de Cristo (Jo 1.42; Mt 16.18; At 1.8);
  • 3. Operou Milagres (At 3.7; 5.15; 9.34,40);
  • 4. Era corajoso e destemido (At 19.20; 5.28,29 40,42);
  • 5. (Era um encorajamento e um bom exemplo para a Igreja Primitiva em sofrimentos 1 Pedro);
  • 6. Deu instruções à Igreja a respeito dos falsos mestres e dos zombadores (2 Pedro).
  • O reavivamento que começou em Jerusalém quando Pedro pregou seu sermão poderoso no Dia de Pentecostes, foi levado a Samaria por um diácono chamado Felipe, cheio do Espírito Santo. As pessoas creram na mensagem do Evangelho, foram batizadas nas águas, e muitos milagres foram realizados: mesmo assim, ninguém foi batizado no Espírito Santo. "... Então lhes impuseram as mãos, e eles receberam o Espírito Santo". (At 8.4-17).
  • O próximo recebimento do Espírito Santo a ser registrado foi por Saulo de Tarso, recém-convertido, que ficou sendo Paulo. Quando Ananias orou por ele, Saulo ficou cheio do Espírito Santo, e se tornou o grande apóstolo dos gentios (At 9.17).
    O primeiro contato pentecostal com os gentios, no entanto, foi feito pelo apóstolo Pedro. O Espírito enviou Pedro, contra a sua própria vontade, à casa de Cornélio. Enquanto pregava para uma multidão de gentios, o Espírito Santo caiu sobre todos os que ouviram a sua mensagem. Pedro ficou atônito porque os ouviu falar línguas exatamente como acontecera no Dia de Pentecostes. Mais tarde quando se defendia diante dos irmãos judeus, Pedro relembrou a pregação de João Batista, que Jesus os batizaria no Espírito Santo. Identificou a experiência dos gentios com aquele batismo. (At 10.1-11,18).
    Vinte anos mais tarde, o apóstolo Paulo visitou a cidade de Éfeso e achou ali alguns discípulos. A sua primeira pergunta registrada na narrativa foi: "Recebestes vós já o Espírito Santo quando crestes? Responderam-lhe eles: Não, nem sequer ouvimos que haja Espírito Santo...". Paulo ensinou-os, batizou-os em nome do Senhor Jesus, e lhe impôs as mãos. Veio sobre eles o Espírito Santo; e falavam línguas, e profetizavam. (At 19.1-7).
    Os Apóstolos Pedro e Paulo juntamente com Tiago, João e Judas, foram capacitados pelo Espírito Santo a nos dar as Epístolas do Novo Testamento, o guia cristão à vida no Espírito. O testemunho poderoso deles, que receberam pela plenitude do Espírito Santo, ainda está a ministrar nos nossos dias.

quarta-feira, 22 de novembro de 2017

Nossa Paixão pela Supremacia de Deus

por
John Piper

Deus é apaixonado pela Sua glória acima de todas as coisas.
1. Tudo que Deus faz, Ele faz para Sua própria glória. Ele avalia a Si mesmo acima de todas as coisas.
2. Isto é uma demonstração do amor de Deus, porque Sua glória e exaltação é o que nos traz a maior alegria.
3. De fato, quanto mais felizes estivermos em Deus mais glorificado Ele será em nós. Deus é mais glorificado em nós quando estamos mais satisfeitos nEle.
4. As implicações disto são impressionantes: Devemos fazer o principal objetivo de nossas vidas o sermos tão felizes quanto possível em Deus. Nós gostamos de chamar isto de Hedomismo Cristão (um hedonista é alguém que busca prazer), mas você não precisa usar o nome se não gostar.

Como a Bíblia ensina que devemos buscar alegria em Deus?

1. Mandamentos: Salmos 32:11; 37:4; 100:1-5; Filipenses 4:4.
2. Ameaças: Deuteronômio 28:47.
3. Apresentando a fé salvadora como sendo, em seu cerne, uma satisfação em tudo que Deus prometeu ser para nós em Jesus: Hebreus 11:6; João 6:35; 4:13-14.
4. Apresentando o pecado como sendo, em seu cerne, o abandono de se buscar o prazer em Deus e a busca de prazer fora dEle: Jeremias 2:13.

O que dizer sobre a auto-negação?
1. Sim, devemos negar a nós mesmos. Isto é mandamento. Mas isto significa:
A. Negar a você mesmo os desprezíveis tesouros da terra para ganhar os gloriosos tesouros do céu: Mateus 6:19-22.
B. Negar a você mesmo tudo que esteja no seu caminho, impedindo-o de ser completamente satisfeito em Cristo: Marcos 8:34-38.

O Hedonismo Cristão não dá muita ênfase para as emoções?

1. NÃO! Cristianismo não é simplesmente atos de vontade ou entendimento da mente. É também uma questão do coração. As emoções não são a cobertura do bolo, o qual pode ser feito sem ela, mas elas são essenciais para o Cristianismo verdadeiro: 1 Pedro 1:8. Sem afeições, nosso entendimento e desejos são vazios: Mateus 15:8.
A. Deus ordena que sintamos alegria: Filipenses 4:1; Salmos 2:10.
B. Deus ordena que sintamos esperança: Salmos 42:5. Romanos 12:12.
C. Deus ordena que sintamos temor dEle: Lucas 12:5.
D. Deus ordena que sintamos gratidão para com Ele: Efésios 5:20.
E. Deus ordena que sintamos zelo pelo Seu nome: Romanos 12:11; cf. Tito 2:14.
F. Deus ordena que sintamos amor por Ele e pelos outros: Mateus 22:37-38.
G. Deus ordena que sintamos desejo pela Sua palavra: 1 Pedro 2:2.
H. Deus ordena que sintamos compaixão: Colossenses 3:12-13.
I. O reino de Deus é justiça e paz e alegria no Espírito Santo: Romanos 14:17.


E a visão nobre de “servir” a Deus?

1. Não podemos servir a Deus satisfazendo Suas necessidades: Atos 16:25. Deus não tem necessidades.
2. Antes, nós servimos a Deus da maneira como alguém serve dinheiro — nos posicionamos para que Deus satisfaça nossas necessidades e nos faça feliz: Mateus 6:24. Mas note que isto é uma felicidade em Deus, não em tesouro mundanos.
3. Nós servimos a Deus em Seu poder e para Sua glória: 1 Pedro 4:11-12.
4. Servir a Deus é sempre uma questão de receber dEle, porque o doador é o aquele que recebe a glória e o receptor é aquele que recebe a alegria. Você serve a Deus deixando que Ele lhe sirva. Por exemplo, à medida que você compartilha o evangelho, Deus está lhe servindo, porque Ele está lhe capacitando para fazer isto e porque Ele está lhe dando a alegria de proclamar Sua grandeza revelada através da morte e da ressurreição de Cristo.

O Hedonismo Cristão não faz de nós mesmo o centro, ao invés de Deus? Isto não é egocentrismo?

1. NÃO! Exatamente o contrário. Ele faz Deus ser o centro.
2. Por que? Porque Deus é mais honrado quando O servimos pela alegria que temos nisto, mais do que se O servimos meramente por dever. Imagine um marido dando flores a sua esposa. Seria correto se ele dissesse, “Estou fazendo isto somente porque é meu dever”? Sua esposa não seria honrada neste caso. Ela ficaria furiosa. A resposta certa seria, “Estou fazendo isto porque tenho prazer em lhe fazer feliz”. Não haveria acusações de egocentrismo ou de se fazer a si mesmo o centro, porque este motivo dá mais honra a sua esposa.

Resumindo: 
Busque sua alegria em Deus, com toda a força de Deus, por toda a sua vida. E lute para usar esta vida na terra para acumular tanta felicidade quanto possível para a vindoura.

Jejum e Oração abriu a porta!

  “Vá, reúna todos os judeus que estão em Susa e jejue por mim … eu e os meus assistentes jejuaremos como você” (Ester 4:16). A rainha Ester...