sábado, 23 de abril de 2016

Selado por Deus


Como pais, quando nossos filhos tropeçam, nós não os renegamos. Podemos disciplinar ou corrigir, mas cortá-los da nossa família? Não podemos. Eles são ligados biologicamente a nós. Aqueles que nasceram com o nosso DNA morrerão com ele.

Deus, nosso Pai, cria um relacionamento igual conosco. Uma vez salvos, nós nos tornamos, como diz João 1.12 "filhos de Deus". Ele altera a nossa linhagem, redefine nosso parentesco espiritual, e ao fazer isso, assegura a nossa salvação. Paulo diz “Quando vocês creram na palavra da verdade, o evangelho que os salvou, vocês foram selados em Cristo com o Espírito Santo da promessa.” (Efésios 1:13). E uma alma selada por Deus está segura! Deus pagou um preço alto demais para nos deixar em perigo.
Novamente, uma lembrança de Paulo, de Efésios 4:30: “vocês foram selados para o dia da redenção.” Que diferença esta segurança faz!
Extraído do livro; “3:16 O Texto da Esperança”

sexta-feira, 22 de abril de 2016

A Bíblia

No livro aos Hebreus 4.12 está escrito:

"Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até a divisão da alma, e do espírito, e das juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e intenções do coração."

Cinco afirmações foram feitas em relação à Palavra de Deus (Bíblia).

1) Ela é viva. 
2) Ela é a palavra do poder e da criação. 
3) Ela penetra, fazendo separação até entre os relacionamentos mais íntimos.
4) Ela é o juiz dos pensamentos mais íntimos. 5) Ela é o agente pelo qual Deus trata diretamente com a criatura.

A prova concludente do amor divino encontra-se no fato de que Deus se revelou ao homem, e esta revelação ficou registrada na Bíblia . Nascida no Oriente e revestida da linguagem , do simbolismo e das formas de pensar tipicamente orientais, a Bíblia tem, não obstante, uma mensagem para a humanidade toda, qualquer que seja a raça, cultura, ou capacidade da pessoa. Contrasta com os livros de outras religiões porque não narra uma manifestação divina a um só homem, mas uma revelação progressiva arraigada na longa história de um povo.
A Bíblia é uma biblioteca de 66 livros escritos por 40 autores num período de 1500 anos, não obstante, nela se desenvolve um único tema, que une todas as partes, a redenção do homem.

O tema divide-se assim:

1 - O antigo Testamento : a preparação do Redentor.
2 - Os Evangelhos : a manifestação do Redentor.
3 - Os Atos : a proclamação da mensagem do Redentor.
4 - As Epístolas (cartas) : a explicação da obra do Redentor.
5 - O Apocalipse : a consumação da obra do Redentor.

O Redentor ==> Jesus Cristo.

O Antigo Testamento dedica-se ao trato de Deus com a raça escolhida. Deus elegeu o povo hebreu com três finalidades: 
1) ser depositário de sua Palavra; 
2) ser a testemunha do único Deus verdadeiro perante as nações; 
3) ser o meio pelo qual viesse o Redentor.

A Inspiração das Escrituras

O que diferencia a Bíblia de todos os demais livros do mundo é a sua inspiração divina. Leia II Timóteo 3.16 "Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça;".

II Pedro 1.20, 21 “sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação; porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”.

A frase "os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo" significa que as Escrituras não resultam do trabalho criativo de invenção ou interpretação própria dos profetas. Deus inspirou os escritores, então sua mensagem é autêntica e confiável. Deus usou os talentos, a educação, e a formação cultural de cada escritor (eles não eram robôs sem cérebro); e Ele cooperou com os escritores de forma a assegurar que sua mensagem fosse fielmente comunicada através das próprias palavras que escreveram. (L Salelma)

Ezequias orou com fé!

Isaías 38. 1 Naqueles dias Ezequias adoeceu e esteve à morte. E veio ter com ele o profeta Isaías, filho de Amoz, e lhe disse: Assim diz o Senhor: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás, e não viverás.
2 Então virou Ezequias o seu rosto para a parede, e orou ao Senhor,
3 e disse: Lembra-te agora, ó Senhor, peço-te, de que modo tenho andado diante de ti em verdade, e com coração perfeito, e tenho feito o que era reto aos teus olhos. E chorou Ezequias amargamente.
4 Então veio a palavra do Senhor a Isaías, dizendo:
5 Vai e dize a Ezequias: Assim diz o Senhor, o Deus de Davi teu pai: Ouvi a tua oração, e vi as tuas lágrimas; eis que acrescentarei aos teus dias quinze anos.
6 Livrar-te-ei das mãos do rei da Assíria, a ti, e a esta cidade; eu defenderei esta cidade.
7 E isto te será da parte do Senhor como sinal de que o Senhor cumprirá esta palavra que falou:
8 Eis que farei voltar atrás dez graus a sombra no relógio de Acaz, pelos quais já declinou com o sol. Assim recuou o sol dez graus pelos quais já tinha declinado.

Podemos tirar lições valiosas para as nossas vidas, vamos a estas lições.

1) Podemos observar no primeiro verso que o rei de Judá Ezequias está com uma enfermidade para a morte, Deus envia o profeta Isaías para comunicar-lhe que ponha em ordem a sua casa porque iria morrer.

Deus já havia lançado um decreto sobre a vida do rei Ezequias, ou seja, iria morrer. Deus avisa-lhe para se preparar para partir, Ele diz através do profeta Isaías : "Põe em ordem a tua casa". Quando Deus lhe ordena para por em ordem a tua casa, Deus não está se referindo da casa feita de tijolos e cimento mas sim da casa espiritual, ou seja, para encontrarmos com Deus devemos estar com as nossas vidas de acordo com a vontade Dele.

2) Nos Versículos 2,3,4 e 5 observamos que o rei Ezequias ora a Deus pedindo misericórdia, Ezequias trás a lembrança de Deus que ele era um homem fiel, sincero de coração e fazia o que era reto diante dos olhos de Deus. Mediante a oração da fé Deus ordena ao profeta Isaías que volte e diga ao rei Ezequias que ele irá viver e não mas morrerá.

Podemos observar que através da oração da fé Ezequias conseguiu mudar o decreto de Deus sobre a sua vida, ou seja, não mas iria morrer e sim viver mais 15 anos.

Não importa o tipo de problema que você esteja passando, lembre-se que há um Deus que pode mudar a história da tua vida, mas para que isto aconteça é necessário que você tenha fé Nele. Veja o que está escrito no livro dos Hebreus 11.6

Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam.

Quando o rei Ezequias assumiu o trono de Judá (Jerusalém) ele tinha 25 anos, quando descobriu que estava doente tinha 39 anos e faleceu aos 54 anos como Deus tinha ordenado. No livro de (II Reis 18.2) e (II Crônicas 29.1) mostra Ezequias assumindo o trono de Judá. (25 anos). E reinou 29 anos. O nome Ezequias significa: "O Senhor é minha força". Reinou entre 716 e 687 a.C.

Diante de Ti...


quarta-feira, 20 de abril de 2016

Eu cuido de ti

Quando todos os meus medos já não cabem mais em mim
Quando o céu está de bronze e parece que é o fim
Quando o vento está revolto e o mar não quer se acalmar
Quando as horas do relógio se demoram a passar
Muitas vezes não consigo os teus planos compreender
Mas prefiro confiar sem entender

Eu creio em ti
Eu creio em ti
Eu olho pra ti
E espero em ti

Quando você sente medo, do teu lado eu estou
E é bom que você saiba que eu sinto a tua dor
Nunca, nunca se esqueça que o mar posso acalmar
E que eu sei o tempo certo da vitória te entregar
Este tempo é necessário pra te amadurecer
E depois tem novidade pra você

Eu cuido de ti
Eu cuido de ti
Descansa em mim
Comece a sorrir

O que eu tenho é bem melhor
Pois só eu sei do amanhã
Então recebe abraço meu, pois da tua vida cuido eu

Eu cuido de ti
Eu cuido de ti
Descansa em mim
Comece a sorrir


O Sucesso do Rei Ezequias

Texto: 2 Reis 18.1-8

Introdução: O rei Ezequias, apesar de começar a governar, ainda jovem com vinte e cinco anos, fez um excelente governo, pois, não andou pelos maus exemplos de seu pai Acaz e sim, pelos caminhos de Davi. A Palavra de Deus diz: "E fez o que era reto aos olhos do Senhor, conforme tudo quanto fizera Davi, seu pai" (2Cr 29.2). O seu reinado passou para história como um dos mais competentes. Vejamos a razão do seu sucesso:

1 - Determinação: Ele destruiu os ídolos. Não se submeteu a idolatria reinante na nação - 2 Rs 18.4: “Removeu os altares idólatras, quebrou as colunas sagradas e derrubou os postes sagrados. Despedaçou a serpente de bronze que Moisés havia feito, pois até aquela época os israelitas lhe queimavam incenso. Era chamada Neustã”.

2 - Fé: Ele confiou apenas em Deus. Não andou pelos caminhos de Acaz, seu pai - 2 Rs 18.5: “Ezequias confiava no Senhor, o Deus de Israel. Nunca houve ninguém como ele entre todos os reis de Judá, nem antes e nem depois dele”.

3 - Firmeza: Ele se apegou somente em Deus - 2 Rs 18.6: “Ele se apegou ao Senhor e não deixou de segui-lo”.

4 - Obediência: Ele cumpriu os mandamentos de Deus - 2 Rs 18.6b: “..., obedeceu aos mandamentos que o Senhor tinha dado a Moisés”. 
Analisemos as instruções do Senhor através de Moisés em Dt 10.12: “E agora, ó Israel, que é que o Senhor, o seu Deus, lhe pede, senão que tema ao Senhor, o seu Deus, que andes em todos os seus caminhos, que o ame e que sirva ao Senhor, o seu Deus, de todo o seu coração e de toda a sua alma”.

5 - Luta: Ele lutou vitoriosamente contra os inimigos - 2 Rs 18.7a: “E o Senhor estava com ele; era bem sucedido em tudo o que fazia...”.
Veja a instrução do Ap. Paulo a Timóteo em 1 Tm 6.12: “Combata o bom combate da fé. Tome posse da vida eterna, para qual você foi chamado e fez a boa confissão na presença de muitas testemunhas”

6 - Vitória: Teve sucesso por onde quer que fosse - 2 Rs 18.7b: “..., rebelou-se contra o rei da Assíria e deixou de submeter-se a ele”. 
Sl 1.3: “É como árvore plantada à beira de águas correntes: Dá fruto no tempo certo suas folhas não murcham. Tudo o que ele faz prospera”

Conclusão: As atitudes de vencedor são identificadas na vida desse homem, através dos seis tópicos acima, porém, devemos observar que o início de tudo está em andar pelos caminhos da retidão, copiados da vida de Davi, que andou perante o Senhor e o honrou.
Do nosso Deus vem a fonte de todas as vitórias e sucessos!
Roberto Pires Gonçalves
Monte Sião em Guarapari - ES
AMAI – Aliança Ministerial Apostólica Internacional

terça-feira, 19 de abril de 2016

A confiança do rei Ezequias

Meditar
“Eu clamo a ti, ó Deus, pois tu me respondes; inclina para mim os teus ouvidos e ouve a minha oração. (Rm 17.6).

A confiança do rei Ezequias
O que a Bíblia diz a respeito de Ezequias não é dito acerca de nenhum outro rei: “Confiou no SENHOR, Deus de Israel, de maneira que depois dele não houve seu semelhante entre todos os reis de Judá, nem entre os que foram antes dele. Porque se apegou ao SENHOR, não deixou de segui-lo e guardou os mandamentos que o SENHOR ordenara a Moisés” (2Rs 18.5,6).

Nem mesmo Davi – que foi um referencial de retidão para todos os reis de Judá, e um homem segundo o coração de Deus (cf. At 13.22) – superou Ezequias. A Bíblia declara: “Porquanto Davi fez o que era reto perante o SENHOR e não se desviou de tudo quanto lhe ordenara, em todos os dias da sua vida, senão no caso de Urias, o heteu” (1Rs 15.5).  O caso de Urias, o heteu encontra-se registrado em 2 Samuel 11, isto é, o adultério com Bate-Seba e assassinato do marido dela.

No sexto ano do reinado de Ezequias (722 a. C.), o Reino do Norte (Israel) foi levado cativo para a Assíria (2Rs 18.9-11). Oito anos depois a mesma ameaça de cativeiro bateria às portas de Judá, o Reino do Sul (2Rs 18.13-37; 2Cr 32.1-20; Is 36). A confiança de Ezequias em Deus foi severamente desafiada por Rabsaqué, comandante do exército de Senaqueribe, rei da Assíria. Eis alguns trechos da afronta de Rabsaqué a Ezequias e ao Senhor, dita perante os representantes do rei e o povo:
Rabsaqué lhes disse: Dizei a Ezequias: Assim diz o sumo rei, o rei da Assíria: Que confiança é essa em que te estribas? Bem posso dizer-te que teu conselho e poder para guerra não passam de vãs palavras; em quem, pois, agora, confias, para que te rebeles contra mim? Confias no Egito, esse bordão de cana esmagada, o qual, se alguém nele apoiar-se, lhe entrará pela mão e a traspassará; assim é Faraó, rei do Egito, para com todos os que nele confiam. Mas, se me dizes: Confiamos no SENHOR, nosso Deus, não é esse aquele cujos altos e altares Ezequias removeu, dizendo a Judá e a Jerusalém: Perante este altar adorais em Jerusalém? (2 Rs 18.19-22; cf. 2 Cr 32.9-12).

Assim diz o rei: Não vos engane Ezequias; porque não vos poderá livrar da sua mão; nem tampouco vos faça Ezequias confiar no SENHOR, dizendo: O SENHOR, certamente, nos livrará, e esta cidade não será entregue nas mãos do rei da Assíria (2Rs 18.29,30; cf. 2Cr 32.15).

Mais adiante o rei da Assíria enviaria mensageiros a Ezequias com uma carta dizendo: Assim falareis a Ezequias, rei de Judá: Não te engane o teu Deus, em quem confias, dizendo: Jerusalém não será entregue nas mãos do rei da Assíria. Já tens ouvido o que fizeram os reis da Assíria a todas as terras, como as destruíram totalmente; e crês tu que te livrarias? (2Rs 19.10,11).

O que temos na sequência é uma das mais belas orações da Bíblia: Tendo Ezequias recebido a carta das mãos dos mensageiros, leu-a; então, subiu à Casa do SENHOR, estendeu-a perante o SENHOR e orou perante o SENHOR, dizendo: Ó SENHOR, Deus de Israel, que estás entronizado acima dos querubins, tu somente és o Deus de todos os reinos da terra, tu fizeste os céus e a terra. Inclina, ó SENHOR, o teu ouvido e ouve; abre, SENHOR, os teus olhos e vê; ouve todas as palavras de Senaqueribe, as quais ele enviou para afrontar o Deus vivo. Verdade é, SENHOR, que os reis da Assíria assolaram todas as nações e suas terras e lançaram no fogo os deuses deles, porque deuses não eram, senão obra de mãos de homens, madeira e pedra; por isso os destruíram. Agora, pois, ó SENHOR, nosso Deus, livra-nos das suas mãos, para que todos os reinos da terra saibam que só tu és o SENHOR Deus (2Rs 19.14-19; cf. Is 37.14-20).

A resposta à oração de Ezequias veio através do profeta Isaías com a promessa da destruição do exército assírio pelo próprio Deus, como de fato ocorreu (2Rs 19.20-37; 2Cr 32.21-23; Is 37.21-25). Tempos depois o rei Ezequias adoeceu duma enfermidade mortal. O profeta Isaías foi até ele, dizendo:“... Assim diz o SENHOR: Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás. Então, virou Ezequias o rosto para a parede e orou ao SENHOR, dizendo: Lembra-te, SENHOR, peço-te, de que andei diante de ti com fidelidade, com inteireza de coração, e fiz o que era reto aos teus olhos, e chorou muitíssimo” (2Rs 20.1-3).

A soberania divina não vê inadequação na oração pela cura, pois tanto a oração quanto a resposta de Deus são parte de seu plano (cf. 1Rs 21.29; Ez 33.13-16; Tg 5.15,16). O Senhor Deus ouviu a oração de Ezequias, viu suas lágrimas e o curou. Acrescentou-lhe mais quinze anos de vida, e ainda prometeu livrá-lo definitivamente dos assírios (2Rs 20.4-7). Tudo isso porque Ezequias, do começo ao fim de seu reinado, confiou no Senhor seu Deus. 

O que farei a respeito?
Confiarei em Deus  porque é a atitude mais acertada que um ser humano pode ter. Isto porque essa confiança nos dá segurança, alegria e força para enfrentar qualquer desafio que esteja na nossa frente. Deus é fiel e bom, e nunca desampara nem abandona aqueles que confiam Nele!

Fontes Consultadas:
BÍBLIA. Português. Bíblia Shedd. Tradução João Ferreira de Almeida, Revista e Atualizada. 2ª Edição, São Paulo, Editora Vida Nova, 1997.

BÍBLIA. Português. Bíblia de Estudo Pentecostal. Tradução João Ferreira de Almeida, Revista e Corrigida. Rio de Janeiro, Editora CPAD, 2002. Editor geral Donald Stamps, Editor brasileiro Pr. Antonio Gilberto.

TORA. São Paulo, Editora Sanfer, 2001.

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sábado, 16 de abril de 2016

Imperfeição: A Marca de Todos os Perfeitos

Meditação sobre hebreus 10.14
Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados.
Duas coisas são bastante encorajadoras em nossa condição imperfeita como pecadores salvos.
Primeira, observe que Cristo aperfeiçoou seu povo, e esse aperfeiçoamento já está completo. “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados”. Ele o fez; e o fez para sempre. O aperfeiçoamento de seu povo está completo, para sempre. Isso significa que os crentes não pecam? Não ficam doentes? Não fazem erros matemáticos na escola? Já somos perfeitos em nosso comportamento e atitudes?
Neste versículo, há uma razão evidente que nos faz saber que essa não é a nossa situação. Qual é essa razão? É a última frase. Quais são as pessoas que foram aperfeiçoadas para sempre? Aquelas que “estão sendo” santificadas. A ação contínua do tempo presente do verbo grego é importante. Aqueles que “estão sendo santificados” ainda não estão completamente santificados no sentido de não pecarem mais. Do contrário, eles não continuariam sendo santificados.
Portanto, temos a combinação que nos deixa perplexos: aqueles que Cristo “aperfeiçoou” são aqueles que “estão sendo santificados”. Podemos também pensar nos capítulos 5 e 6 de Hebreus e recordar que esses crentes eram qualquer coisa, exceto perfeitos. Por exemplo, em Hebreus 5.11, o autor sagrado diz: “A esse respeito temos muitas coisas que dizer e difíceis de explicar, porquanto vos tendes tornado tardios em ouvir”. Podemos, então, dizer com certeza que “aperfeiçoou”, em Hebreus 10.14, não significa que somos aperfeiçoados a ponto de não pecarmos mais nesta vida.
O que isso significa? A resposta é dada nos versículos seguintes (15 a 18). O autor bíblico explica o que pretendia dizer, ao citar Jeremias referindo-se à nova aliança, ou seja, que na nova aliança, que Cristo selou com seu próprio sangue, há perdão total para todos os nossos pecados. Os versículos 17 e 18 dizem: “Também de nenhum modo me lembrarei dos seus pecados e das suas iniquidades, para sempre. Ora, onde há remissão destes, já não há oferta pelo pecado”. Portanto, ele explica a perfeição presente em termos (pelo menos) de perdão.
O povo de Cristo é aperfeiçoado agora no sentido de que Deus remove todos os nossos pecados (Hebreus 9.26), perdoa-os e nunca mais se lembra deles como base para condenação. Neste sentido, permanecemos diante dEle como pessoas perfeitas. Quando Deus olha para nós, Ele não nos imputa qualquer de nossos pecados — passado, presente ou futuro. Deus não lança mão de nossos pecados, novamente, para usá-los contra nós.
Agora observe, em segundo lugar, em favor de quem Cristo fez esta obra de aperfeiçoamento, na cruz. Hebreus 10.14 nos diz: “Porque, com uma única oferta, aperfeiçoou para sempre quantos estão sendo santificados”. Você pode afirmá-lo de modo significativo nestes termos: “Cristo aperfeiçoou para sempre aqueles que estão sendo aperfeiçoados”. Ou: “Cristo santificou completamente aqueles que estão sendo santificados”. Isto é o que o autor sagrado realmente diz no versículo 10: “Nessa vontade é que temos sido santificados, mediante a oferta do corpo de Jesus Cristo, uma vez por todas”. Assim, no versículo 10, nós fomos “santificados”. O versículo 14 diz que estamos “sendo santificados”.
Isto significa que você pode saber que mantém uma posição de perfeição aos olhos de seu Pai celestial, se está se movendo de sua imperfeição presente e se encaminhando em direção a mais e mais santidade, pela fé em sua graça futura. Permita-me dizer, novamente, que, por causa de seu encorajamento para pecadores imperfeitos como nós e de sua plena motivação à santidade, Hebreus 10.14 significa que você pode ter certeza de que permanece perfeito e completo aos olhos de seu Pai celestial, não porque você é perfeito agora, mas exatamente porque você não é perfeito agora e está sendo santificado — sendo tornado santo.
Você pode ter certeza de sua posição como pessoa perfeita diante de Deus, porque, pela fé nas promessas de Deus, você está se movendo de suas imperfeições hesitantes em direção a mais e mais santidade. Nossa imperfeição remanescente não é uma evidência de nossa desqualificação, e sim uma marca de todos aqueles que Deus “aperfeiçoou para sempre” — se estamos no processo de sermos transformados (2 Coríntios 3.18).
Anime-se. Fixe seus olhos naquela obra de aperfeiçoamento que Cristo fez para sempre. E resista a todo pecado conhecido.
Devocional extraído do livro Provai e Vede, de John Piper

sexta-feira, 15 de abril de 2016

Esquadrinhe a Bíblia com Oração

Considerando a Relação entre a Oração e o Estudo da Bíblia
Por John Piper
A fim de entendermos a Palavra de Deus, nos deleitarmos nela e sermos mudados do íntimo para o exterior, temos de orar: “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei” (Salmos 119.18). Mas, quando oramos para que os olhos vejam, nossa mente não deve permanecer neutra. Não suponha que a indispensabilidade da oração implica a dispensabilidade de pensamentos focalizados na Palavra de Deus. Quando você ora para que veja a glória de Cristo, não permita que sua mente vagueie e flutue. Esse é um grande erro proveniente da espiritualidade oriental, e não das Escrituras.
Então, o que você deve fazer?

1. Ore e leia

Leia a Palavra! Que privilégio! E que obrigação! E que potencial para ver a glória de Deus! Considere Efésios 3.3-4: “Segundo uma revelação, me foi dado conhecer o mistério, conforme escrevi há pouco, resumidamente; pelo que, quando ledes, podeis compreender o meu discernimento do mistério de Cristo”. Quando ledes! Deus quis que os maiores mistérios da vida sejam revelados por meio da leitura.
Sim, Efésios 1.16-18 mostra a importância da oração (“não cesso de dar graças por vós, fazendo menção de vós nas minhas orações, para que… iluminados os olhos do vosso coração”). Mas a oração não pode substituir a leitura. A oração pode transformar a leitura em percepção. No entanto, se não lermos, não teremos percepções. O Espírito Santo foi enviado para glorificar a Jesus. E a glória de Jesus é revelada na Palavra. Portanto, leia.

2. Ore e estude

2 Timóteo 2.15: “Procura (ou estuda para) apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade”. Deus nos deu um livro a respeito dEle mesmo, não para que o leiamos de qualquer maneira negligente que desejarmos. Paul diz: “Procura [estuda para]…” manejar “bem a palavra da verdade”. Isso significa trabalhe na Palavra, se você deseja obter o máximo dela.
O pêndulo balança para lá e para cá. Alguns dizem: “Ore e não dependa de obras de estudo humanas e naturais”. Outros dizem: “Estude porque Deus não lhe revelará o significado de um texto por meio da oração”. Mas não achamos esta dicotomia na Bíblia. Temos de estudar e manejar corretamente a Palavra de Deus; e temos de orar, pois, do contrário, não veremos na Palavra aquilo que é essencial, a glória de Deus na face de Cristo (2 Coríntios 4.4, 6).
Benjamin Warfield, um grande estudioso da Bíblia, escreveu em 1911: “Às vezes, ouvimos alguém dizer que dez minutos de joelhos lhe darão um discernimento mais profundo, mais verdadeiro e mais produtivo a respeito de Deus do que dez horas de estudo em seus livros. ‘O quê?’ — essa é a ação apropriada — ‘dez minutos de joelhos, mais do que dez horas de estudo?’” (“The Religious Life of Theological Students”, em The Princeton Theology, editado por Mark Noll, Grand Rapids: Baker Book House, 1983, p. 263).

3. Ore e esquadrinhe

Ao aproximar-nos da Bíblia, devemos fazê-lo como um avarento que está à procura de ouro ou como uma noiva que perdeu seu anel de compromisso em algum lugar de sua casa. Ela esquadrinha a casa. Essa é a maneira como buscamos a Deus na Bíblia.
Se clamares por inteligência,
e por entendimento alçares a voz,
se buscares a sabedoria como a prata
e como a tesouros escondidos a procurares,
então, entenderás o temor do SENHOR
e acharás o conhecimento de Deus.
Provérbios 2.3-5
Busque como se buscasse a prata; procure como a tesouros escondidos. Isto é esquadrinhar a Bíblia para achar tudo o que é valioso. Se há tesouros escondidos, procure-os. Deus determinou que os dará a todos os que buscarem de todo o coração (Jeremias 29.13).

4. Ore e medite

Em 2 Timóteo 2.7, Paulo mostrou a Timóteo como este deveria ler sua carta: “Pondera o que acabo de dizer, porque o Senhor te dará compreensão em todas as coisas”. Sim, o Senhor dá compreensão, mas não sem reflexão. Não substitua o meditar pelo orar. Medite ore. Leia, estude, esquadrinhe e pense. Mas tudo isso será inútil sem oração.
Portanto, vimos novamente: a oração é indispensável, se queremos ver a glória de Deus na Palavra de Deus. Mas vimos, igualmente, que ler, estudar, esquadrinhar e meditar a Palavra também é necessário. Deus ordenou que a obra de abrir os nossos olhos, realizada pelo Espírito Santo, sempre seja combinada com a obra de informar a mente, realizada pela sua Palavra. O alvo de Deus é que vejamos e reflitamos a sua glória. Por isso, Ele abre nossos olhos, quando contemplamos a glória dEle em sua Palavra.
Então… leia, estude, esquadrinhe, medite — e ore! “Desvenda os meus olhos, para que eu contemple as maravilhas da tua lei” (Salmos 119.18).

quinta-feira, 14 de abril de 2016

Você pode!

“Derramei-me como água, e todos os meus ossos se desconjuntaram.” (Sl 22.14)
Por Charles Spurgeon
A terra e o céu já contemplaram um espetáculo mais deplorável do que este? Tanto na alma como no corpo, nosso Senhor se sentiu tão fraco como a água derramada no solo. O ato de colocar a cruz no buraco sacudiu a Jesus com grande violência, retesou-Lhe todos os ligamentos, causou-Lhe dores em cada nervo e deslocou parte de seus ossos. Sobrecarregado com o seu próprio peso, o Sofredor sentiu o esgotamento crescendo a cada momento daquelas seis longas horas. O sentimento de debilidade e fraqueza geral se mostrou excessivamente poderoso, enquanto aos seus próprios olhos Ele se tornava nada mais do que um corpo de miséria e de enfermidade crescente. Quando Daniel teve a grande visão, assim ele descreveu sua sensação: “Não restou força em mim; o meu rosto mudou de cor e se desfigurou, e não retive força alguma” (Daniel 10.8). Quão desanimado Ele deve ter ficado quando contemplou a terrível visão da ira de Deus, sentindo-a em sua própria alma!
Sensações como as que nosso Senhor suportou teriam sido insuportáveis para nós; e a perda de consciência nos teria sobrevindo para nos livrar de tais sensações. Mas, no caso de nosso Senhor, Ele foi ferido e sentiu a espada. Ele esvaziou todo o cálice, sorvendo cada gota. Quando nos prostramos diante do trono de nosso Senhor exaltado, devemos recordar bem o caminho por intermédio do qual Ele preparou-nos um trono de graça. Em espírito, devemos beber do cálice de nosso Senhor, para sermos fortalecidos na hora de nossa aflição, sempre que ela nos encontra. Em seu corpo cada membro sofreu e assim deve ser no espírito. Entretanto, assim como seu corpo ressurgiu sem dor e aflição, ileso em glória e poder, assim seu corpo espiritual ressurgirá da fornalha com nada mais que cheiro de fogo.

quarta-feira, 13 de abril de 2016

Devocional

Tanto sei estar humilhado como também ser honrado.” (Filipenses 4.12)
Por Charles Spurgeon
Há muitos que sabem como “estar humilhados” mas não sabem como “ser honrados”. Quando são colocados no topo de um pináculo, eles se mostram desorientados e propensos a cair. Com maior frequência, os crentes desonram sua confissão de vida cristã quando estão na prosperidade, e não na adversidade. Ser próspero é algo perigoso. O crisol da adversidade é uma prova menos severa para o crente do que o cadinho purificador da prosperidade. Oh! quanta pobreza de alma e negligência para com as coisas espirituais têm se seguido às misericórdias e generosidade de Deus!
Isto não precisa acontecer; o apóstolo Paulo disse que aprendeu a viver em abundância. Quando ele tinha muito, sabia como usar o que possuía. Quando o navio estava cheio, era carregado com lastro suficiente, então, navegava com segurança. Graça abundante o capacitou a suportar a prosperidade abundante. Segurar o transbordante cálice do gozo mortal com uma mão firme exige mais do que habilidade humana. No entanto, o apóstolo Paulo aprendera essa habilidade, pois declarou: “Em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome” (Filipenses 4.12). Aprender a viver em fartura é uma lição divina. Muitos têm clamado por misericórdias, a fim de terem satisfeitas as concupiscências de seus corações. Abundância de pão tem causado frequentemente abundância de sangue, e isso tem produzido devassidão de espírito. Quando temos muito das providenciais misericórdias de Deus, geralmente acontece de termos pouco da graça de Deus e pouca gratidão pela generosidade que recebemos. Estamos em abundância e nos esquecemos de Deus. Satisfeitos com as coisas terrenas, nos contentamos em prosseguir sem as coisas celestiais. Descanse certo de que é mais difícil aprender a ter fartura do que aprender a estar faminto, tão desesperada é a tendência da natureza humana ao orgulho e ao esquecimento de Deus. Tenha o cuidado de pedir, em suas orações, que Deus lhe ensine como viver na experiência de fartura.

TADEL EXPRESS



segunda-feira, 11 de abril de 2016

Qual o ponto de equilíbrio entre Poder e Conhecimento?

Texto 01:
Perseverai em oração, velando nela com ação de graças; Orando também juntamente por nós, para que Deus nos abra a porta da palavra, a fim de falarmos do mistério de Cristo, pelo qual estou também preso; Para que o manifeste, como me convém falar. Andai com sabedoria para com os que estão de fora, remindo o tempo. A vossa palavra seja sempre agradável, temperada com sal, para que saibais como vos convém responder a cada um. (Cl 4.2:6)

E agora, irmãos, se eu for ter convosco falando em línguas, que vos aproveitaria, se não vos falasse ou por meio da revelação, ou da ciência, ou da profecia, ou da doutrina?"
(I Coríntios 14 : 6)
Texto 02:
Porque o reino de Deus não consiste em palavras, mas em poder. (I Co 4 : 20)

Palavra sem poder é enfado para os ouvintes: 
"Porque na muita sabedoria há muito enfado; e o que aumenta em conhecimento, aumenta em dor." (Eclesiastes 1 : 18)

Nos dias de Paulo havia grandes oradores Gregos, que dissertavam sobre vários assuntos, mas Paulo tinha palavras de sabedoria.
E, entrando na sinagoga, falou ousadamente por espaço de três meses, disputando e persuadindo-os acerca do reino de Deus. Mas, como alguns deles se endurecessem e não obedecessem, falando mal do Caminho perante a multidão, retirou-se deles, e separou os discípulos, disputando todos os dias na escola de um certo Tirano. E durou isto por espaço de dois anos; de tal maneira que todos os que habitavam na Ásia ouviram a palavra do Senhor Jesus, assim judeus como gregos. (At 19.9:10)

O apostolo Paulo adverte a Tito sobre como devemos nos postar como Ministros de Deus.
Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina, como para convencer os contradizentes. Porque há muitos desordenados, faladores, vãos e enganadores, principalmente os da circuncisão, Aos quais convém tapar a boca; homens que transtornam casas inteiras ensinando o que não convém, por torpe ganância. (Tt 1.9:11)

Palavra sem poder leva ao fracasso:
E, estando um certo jovem, por nome Êutico, assentado numa janela, caiu do terceiro andar, tomado de um sono profundo que lhe sobreveio durante o extenso discurso de Paulo; e foi levantado morto. Paulo, porém, descendo, inclinou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, que a sua alma nele está. (At 20.9:10)
E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias. (At 19.11)


Devemos pregar a palavra de Deus com sabedoria para ganharmos almas para o reino Jesus pregou com sabedoria 
"E os escribas e príncipes dos sacerdotes, tendo ouvido isto, buscavam ocasião para o matar; pois eles o temiam, porque toda a multidão estava admirada acerca da sua doutrina." (Marcos 11 : 18)
"E admiravam a sua doutrina porque a sua palavra era com autoridade." (Lucas 4 : 32)
"E, chegando o sábado, começou a ensinar na sinagoga; e muitos, ouvindo-o, se admiravam, dizendo: De onde lhe vêm estas coisas? e que sabedoria é esta que lhe foi dada? e como se fazem tais maravilhas por suas mãos?" (Marcos 6 : 2)

Mas para a salvação Deus não usou de sabedoria humana.
"Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus." (I Coríntios 1 : 18)
"Visto como na sabedoria de Deus o mundo não conheceu a Deus pela sua sabedoria, aprouve a Deus salvar os crentes pela loucura da pregação." (I Coríntios 1 : 21)

Temos que ter poder para pregar a palavra de Deus.
"E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder." (Lucas 24 : 49)
E disse-lhes Pedro: Arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar. E com muitas outras palavras isto testificava, e os exortava, dizendo: Salvai-vos desta geração perversa. De sorte que foram batizados os que de bom grado receberam a sua palavra; e naquele dia agregaram-se quase três mil almas, (At 2. 38:41)

Poder sem Palavra é movimento estranho ( como no candomblé, quimbanda, umbanda e espiritismo) Lá temos o poder dado pelo Diabo, para enganar se possível até os escolhidos. "Porque se levantarão falsos cristos, e falsos profetas, e farão sinais e prodígios, para enganarem, se for possível, até os escolhidos." (Marcos 13 : 22)

Muitos só querem o poder, mas não querem o compromisso com Deus.
"Respondendo, porém, o espírito maligno, disse: Conheço a Jesus, e bem sei quem é Paulo; mas vós quem sois?" (Atos 19 : 15)

Para receber de Deus poder precisamos:
1. Ficar em Jerusalém (na igreja em que freqüentamos) "Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia." (Hebreus 10 : 25)
2. Obedecer a Deus e a sua Palavra (Hc 3.2)
3. Saber que o Espírito Santo não trás confusão, mas edifica a igreja "Porque Deus não é Deus de confusão, senão de paz, como em todas as igrejas dos santos." (I Coríntios 14 : 33) . 
Sede também meus imitadores, irmãos, e tende cuidado, segundo o exemplo que tendes em nós, pelos que assim andam. Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, Cujo fim é a perdição; cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas. (Fp 3. 17:19)
4. Saber que poder sem caráter cristão não é nada por isso vemos tanta confusão na igreja, 
porque para dons não é preciso arrependimento, "Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento." (Romanos 11 : 29) enquanto para se ter um caráter transformado é preciso uma metanóia. "E vos revistais do novo homem, que segundo Deus é criado em verdadeira justiça e santidade." (Efésios 4 : 24)
5. Todo o poder que vem sobre os homens vem pela Palavra de Deus. (At 2. 14:19)

A Palavra de Deus é trilho que leva o trem (a igreja) para o seu destino, O Poder de Deus é o combustível que move esse trem, 
Então palavra sem poder e poder sem palavra não nos leva a lugar nenhum.

FONTE / AUTOR : 
Pr. Eder Guerrero da Silva - Pastor da Assembléia de Deus Ministério da Assembléia de Deus Vera Cruz, congregação em Barro Branco. Teóligo formado pela ETTAD.

sexta-feira, 8 de abril de 2016

Introdução ao Livro de Habacuque – A lógica teológica!

Não nos é revelado nada no texto sobre o profeta Habacuque. Seu livro, ao invés de guardar seus oráculos, serve como um diário de suas crises teológicas e existenciais. Seu livro é distinto dos demais escritos proféticos por assumir um tom mais filosófico e de diálogo com Deus. O tema deste diálogo filosófico se concentra em torno da justiça divina.

O vácuo de informações a respeito de Habacuque gerou uma grande gama de especulações sobre a data de seus escritos e a própria pessoa do profeta. O consenso geral é que Habacuque tenha pertencido à época do rei Jeoaquim (609 – 598 a.C.). Em virtude disso, seus questionamentos teológicos podem ser datados entre a ascensão de Jeoaquim ao trono de Judá e a Batalha de Carquêmis em 605 a.C.
Este período é escolhido em razão de:
  • O caos ético e social que o texto de 1:2-4 apresenta combina com a decadência moral com os dias de reinado de Jeoaquim, conforme Jeremias denunciou.
  • A proximidade da realização dos eventos descritos em 1:6-11, conforme a expressão “nos dias de vocês” no verso 5. Javé havia prometido a Josias que seu reinado não terminara com a invasão e cativeiro (2 Rs. 22:18-20). Talvez os oráculos de Habacuque se refiram aos últimos 20 anos de independência de Judá.
  • A ascensão da Babilônia como superpotência mundial no século VII a.C. acontece no período previsto em Habacuque, embora isso não sirva como prova irrefutável.
O verso 5 ainda nos ajuda a definir esse período, pois, tendo o Egito como aliado, Judá dificilmente acreditaria que seriam vencidos pela Babilônia; o que de fato aconteceu quando Nabucodonosor derrotou o faraó Neco em Carquêmis (Jeremias 46:2,6,10; II Reis 24:7).
Alguns argumentam que as denúncias de injustiça de Habacuque não se encaixam no período de governo do rei Josias (pai de Jeoaquim), uma vez que este recebe uma avaliação tão boa. Entretanto, a reforma que o rei Josias fez, abrangeu apenas a parte litúrgica da sociedade hebraica, sem atingir a parte social. Por isso a reclamação de Habacuque acerca da injustiça não se choca com os relatos do governo de Josias, embora tenha tido uma boa apreciação. Além disso, os efeitos negativos dos cinquenta anos do reinado catastrófico de Manassés (avô de Josias) demorariam a desaparecer.
Habacuque baseou seus questionamentos em sua experiência com os eventos históricos de seu tempo. Tal qual Jeremias (Jr. 22:13-23), Habacuque também se indignou com a situação de injustiça, violência e opressão gritantes em Judá; por isso reclama para Deus pedindo o castigo para os maus e a defesa dos justos. A crise teológica de Habacuque começa justamente com o atraso do julgamento dos líderes injustos.
Habacuque fica espantado e confuso diante da revelação de Deus sobre a vinda dos babilônios como instrumento de Deus para o julgamento de Judá, ao invés de um discurso sobre a salvação ou livramento. O questionamento de Habacuque foi: poderia um Deus justo e bom usar meios perversos para executar sua justiça? (Hc. 1:12-17).
Estrutura de Habacuque
O livro de Habacuque pode ser dividido em diálogos da seguinte maneira:
  • Diálogo 1 – Habacuque questiona a justiça divina – 1:1-11
  • Diálogo 2 – Habacuque questiona a coerência divina – 1:12 – 2:20
  • Diálogo 3 – Habacuque louva a Deus por suas intervenções na história – 3:1-19
O diálogo 1 começa com a reclamação de Habacuque a Deus sobre as injustiças que estavam à sua volta, e porque os perversos não eram julgados. Judá ainda não havia sido julgada por sua impiedade, e o primeiro alvo da queixa de Habacuque não é o povo, mas Deus (1:2-4). Deus então responde a Habacuque (1:5-11) dizendo que essa situação de opressão e injustiça não duraria muito tempo mais, pois, ainda nessa geração, os ímpios seriam castigados. Deus usaria a nação da Babilônia para aplicar o seu julgamento. Até este momento, as nações vizinhas eram alvo do castigo divino, e a surpresa de Habacuque reside no fato de Deus escolher uma das nações mais agressivas daquele tempo para executar seu julgamento contra Judá. Em vez de anunciar o livramento e restauração em forma de promessa, o livramento e a salvação viriam por meio do ataque de uma nação inimiga. Aqui, Deus não responde apenas ao profeta, mas a toda nação, conforme percebemos pelo emprego do plural.
O segundo diálogo propõe um problema lógico. Além de não resolver o problema da injustiça, as pessoas corretas seriam prejudicadas; e, ademais, um inimigo impiedoso seria vitorioso a despeito de ser castigado. Habacuque afirma a Deus que essa medida de julgamento não se ajusta com o caráter santo de Deus (1:12). Habacuque, embora soubesse das injustiças de Judá, achava que a perversidade dos babilônios era muito pior. Por isso se horroriza ao imaginar a destruição que os babilônios fariam em Judá. Habacuque os compara com um pescador inescrupuloso que pesca pelo simples prazer de matar os peixes. Outro problema de lógica levantado por Habacuque é em relação à soberania de Deus, que não interviria para proteger o seu povo. Habacuque não faz essa declaração de maneira leviana ou desrespeitosa, entretanto buscava sinceramente uma resposta. Deus responde que o julgamento se cumpriria e não procura defender sua justiça, mas afirma que o justo seria preservado (2:4). No NT Paulo usa este versículo para ressaltar a fé do cristão, contudo, no contexto de Habacuque, indica a integridade na vida do servo de Deus, mesmo que não consiga entender todo o processo. Deus prossegue em sua resposta apontando para a sua justiça, na qual o perverso é castigado.
Habacuque abre o terceiro diálogo expondo sua confiança em Deus, que a seu tempo castigaria o ímpio; e apelou à sua misericórdia na execução do julgamento de Judá. A consciência do verdadeiro relacionamento com Deus produziu o salmo de louvor registrado em 3:3-15, que descreve os feitos poderosos de Deus, não somente para julgar, mas também para livrar (3:13). Habacuque recorre à história de Israel comprovando sua obra redentora contra os inimigos do seu povo, fazendo um contraponto literário com a ameaça babilônica no capítulo 1. O livro termina com a confiança de Habacuque na justiça de Deus. Mesmo com tantas desgraças que viriam acontecer, a fé inabalável de Habacuque permitiu-lhe ter a alegria que não dependia mais das circunstâncias externas, mas do seu relacionamento verdadeiro com Deus.
Propósito e conteúdo
Habacuque trata sobre os seguintes temas principais:
  • A justiça de Deus ao lidar com as nações
  • A confiança em Deus a despeito das circunstâncias históricas
  • O castigo de Judá por meio dos babilônios e o castigo da Babilônia
O império Assírio estava no domínio do Antigo Oriente Médio há mais de um século. Entretanto, começou a entrar em declínio, e Judá ainda não havia sido punida pela quebra de Aliança, conforme anúncio dos profetas. Esta foi a razão da queixa inicial de Habacuque. A resposta de Deus revelou que os babilônios seriam o instrumento do julgamento de Deus.
O problema, para Habacuque, estava na teodiceia, isto é, a justificação dos atos de Deus quando a humanidade sofre. Em nenhum momento Habacuque questiona o merecimento da punição de Judá; mas, se preocupa com a vitória dos babilônios em detrimento da ruína de Judá. De certa forma pareceria que Deus estava aprovando os métodos genocidas da Babilônia. Como Deus, sendo justo, poderia permitir que uma nação perversa prosperasse?
O problema em Habacuque gira basicamente em torno do mesmo tema de Jó. No final do livro que narra seu drama, Deus aparece para mostrar que a finitude humana não consegue dar respostas para todas as questões da vida; mas, Deus está presente em todos os momentos de dúvidas e aflição pelos quais a humanidade passa. Em Habacuque, a teofania do capítulo três tem a mesma função. Muito embora Habacuque não tivesse todas as respostas, a presença de Deus era suficiente para dar toda a confiança que o profeta precisava para aquele momento.
Contudo, em Habacuque, Deus revelou algumas respostas que serviram como eixo do livro. A primeira delas está em 2:4-5 e trata sobre a responsabilidade individual que não é descartada mesmo em caso de tempos sombrios. Nessas circunstâncias a confiança em Deus torna-se mais difícil e a fidelidade do justo adquire destaque.
A segunda resposta, encontrada em 2:6-20, Deus anuncia que castigaria os babilônios em virtude dos seus crimes contra a humanidade, mas ainda não havia chegado o momento. O fato dos babilônios serem o instrumento de Deus para o julgamento de Judá não significava que Deus aprovasse seus métodos. A certeza que Habacuque teve é que eles também seriam julgados, tanto por seus crimes de guerra, quanto pela impotência de seus deuses. O Habacuque entendeu naquele momento é que Deus governava o mundo e sua história a partir do templo; por isso, em virtude de sua soberania, todos deveriam calar-se diante dele (2:20).
O agir de Deus com as nações
No Antigo Testamento, as ações boas e más de todas as nações são pesadas. Quando o lado com as ações más atinge um determinado limite o julgamento de Deus é acionado. Cada geração contribui com as ações boas e más contrapostas umas às outras e retardam ou adiantam a execução do juízo de Deus. O arrependimento era uma forma de se retardar o julgamento, como se as ações boas fossem somadas diminuindo o limite das ações más (Jn. 3:10; 2 Rs. 22:19-20). A nação voltaria a enfrentar o risco de julgamento somente se voltasse a realizar ações más. O texto de Jeremias 18:7-10 exemplifica esse tratamento que Deus dava às nações.
Além desse aspecto do “peso” das boas e más ações a misericórdia de Deus tem um efeito mais prolongado do que seu castigo, de acordo com Deuteronômio 5:9-10. Outra característica de Deus em seu agir com as nações é que sua misericórdia, aplicada sobre o lado das boas ações retarda o julgamento pelas más ações, entretanto o peso das más ações não é eliminado até que o castigo seja aplicado. O texto de Êxodo 32:34 mostra como este princípio de aplica. Deus não puniu o povo naquele momento, por terem feito o bezerro de ouro em virtude de sua misericórdia. Contudo, chegaria a hora de serem punidos também por isso futuramente.
Ainda mais um princípio pode ser entendido. Os povos que contavam com a revelação de Deus, tal qual os hebreus, eram punidos com mais severidade em detrimento daqueles que não conheciam acerca de sua revelação indicando que a tolerância de Deus com os pagãos é maior. O Novo Testamento aplica esse princípio em Lc. 12:48.
Esse princípio pode ser aplicado a Judá. Embora os babilônios fossem realmente muito mais cruéis os israelitas deveriam ter sido mais obedientes em virtude da revelação da Lei e do aviso constante dos profetas sobre sua apostasia. Agora o momento da execução do castigo havia chegado.
Esse esquema só é atribuído às nações, não a indivíduos e não se trata de salvação. Por isso não há a preocupação de uma salvação baseada em boas obras.
A vida de fidelidade
Deus mostrara a Habacuque que, embora o castigo fosse severo, isso não seria o fim de Judá, mas haveria um remanescente preservado. O fundamento da preservação seria a fidelidade. No Novo Testamento, o apóstolo Paulo usa o conceito de Habacuque 2:4 para fundamentar a doutrina da justificação pela fé. Paulo cria uma ponte entre ‘emûnâ, que significa fidelidade e pistis, fé.
Em Habacuque a fidelidade, ou o posicionamento correto diante das circunstâncias adversas foi percebido por Paulo como o elemento universal de salvação, expresso mais claramente por Paulo em Romanos 8.


Leia mais em: Estudo sobre o livro de Habacuque http://www.milhoranza.com/2013/12/28/antigo-testamento-habacuque/#ixzz44rxG4Gcl 

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Habacuque 3:2

Esboço

Introdução: A oração de Habacuque alcançou os nossos dias atuais, uma oração simples e objetiva a qual podemos tomar muitas lições para nossas vidas espirituais.
Vejamos abaixo cinco lições da oração de Habacuque

1.    Ouvi, Senhor a Tua Palavra
2.    Temi
3.    Aviva, ó Senhor, a Tua obra
4.    No meio dos anos a notifica
5.    Na ira, lembre-Te da misericórdia


Ouvi:
• A verdadeira oração é provocada pela necessidade;
  Ouvir a voz de Deus pela Palavra é indispensável;
  Ouvir primeiro para depois falar.

Temi:
  Não teve medo de Deus, mas, sim, respeito por Deus;
  A verdadeira oração deve ser sincera e objetiva;
  Se não houver temor, é vão o sacrifício.

Aviva:
  Uma oração de um líder espiritual;
  Oração que não visava apenas a si próprio, mas aos outros;
  Clamor pela vida do povo. Vivemos ainda hoje o efeito desta oração.

Notifica:
  Pediu a Deus para que estendesse ao futuro este avivamento;
  Pediu a Deus para que os homens fossem agraciados;
  Pediu a Deus oportunidade de mudança, por tempo indeterminado.

Lembre-se da misericórdia:
  Sugere a Deus, com clamor, por misericórdia;
• Em outras palavras, se os homens o esquecerem não se ire, lembre-se da misericórdia. Um grito abafado de amor pelas almas;
• A misericórdia de Deus é o princípio da salvação. Aprendamos a orar como Habacuque!

Conclusão:
Habacuque fez esta oração a séculos atrás, mas esta simples oração tem causado efeito até os dias de hoje. Que nós possamos orar com a mesma fé de Habacuque.

Jejum e Oração abriu a porta!

  “Vá, reúna todos os judeus que estão em Susa e jejue por mim … eu e os meus assistentes jejuaremos como você” (Ester 4:16). A rainha Ester...