quinta-feira, 9 de março de 2017

Sem insatisfações não saímos do lugar. Jonas 2: 7-9

Panorama: Jonas recebe uma instrução “vai à cidade de Nínive e prega contra ela. 

Resposta de Jonas: Fugir (Jonas 1.3)
Nem sempre a fuga é a melhor a saída. Jonas embarcou em um navio que seguia uma direção oposta. Entendo que Jonas é uma representação do que é a Igreja de Jesus e que este navio representa o mundo. No navio havia muitas pessoas de diversas religiões (v5).
Nínive é o local onde Jonas (igreja) deveria pregar a Palavra (Peri Alto, Orlândia, Brasil, Nações).
A Bíblia disse que Jonas fugiu da presença de Deus para dormir no porão do navio (mundo). No mundo sempre vai ter alguém para lhe oferecer um porão, cuidado!!

Medite o que diz o profeta Miqueias 2:10 “Levantai-vos e andai, porque não é aqui o vosso descanso”.
Tem gente dormindo no que diz respeito ao seu chamado. Tem gente descansando, quando na verdade a instrução é ir a uma cidade chamada Nínive.
Nossa dormência espiritual pode colocar em risco toda uma embarcação, nossa casa por exemplo. Nossa sonolência pode comprometer nossa própria salvação.
Tem gente dormindo na vaidade, tem gente dormindo na internet, tem gente dormindo na promiscuidade, na procrastinação, na soberba, no orgulho, ei você é Jonas (igreja) desperta! Deus tem um propósito com você. (Nínive). Mesmo que a igreja queira fugir do propósito e dormir nos porões deste mundo, o próprio mundo vai perceber que o grande problema está você fugitivo (v7). Você que não prega, você que prega, mas não vive nada do que prega, você que está sempre ocupado demais para os planos do Senhor.
Quando Jonas foi lançado ao mar (v15) a tempestade se acalmou. Fico imaginando aquela tripulação conversando entre eles: - “Você viu o que dá ter crente rebelde em nosso meio? Meu aquele crente é doido, como ele pode tentar fugir da presença de Deus? Cara na boa, hoje eu entrego minha vida a Deus, pois eu vi que verdadeiramente o Deus dos crentes é terrível. ”

Aqui começa (2.1-10) o livramento do Senhor.
Sua desobediência fez com que experimentasse uma experiência profunda e memorável. Foi engolido por um grande peixe, no ventre deste peixe ele se sentiu no próprio inferno (v2). Por este desconforto, e insatisfação, Jonas decide pregar em Nínive.
Qual o seu desconforto, qual é a sua insatisfação? Deus quer usar a sua insatisfação para um propósito definido. Muitos estão procurando descanso em alguma embarcação, outros serão lançados ao mar, outros já serão tirados do ventre do grande peixe, tudo isto para um propósito definido pregar em Nínive, ganhar os loucos, salvar os perdidos.
Permita que suas insatisfações o mova de lugar, se permita ser conduzido por Deus.
O final desta história diz que Jonas ficou descontente com o Senhor, não porque permitiu ele ser lançado ao mar e engolido por um peixe, mas porque Deus salvaria um povo perverso e idólatra.
Esqueceu-se que foi para isto que Jesus veio e fundou a sua Igreja: para salvar os perdidos, curar os doentes e anunciar o ano aceitável do Senhor.

Conclusão:
Eu gostaria de convidar apenas os insatisfeitos para este desafio, independente de qual seja sua insatisfação. Permita que sua insatisfação lhe tire do lugar hoje, Deus tem o poder de converter o inferno da sua insatisfação em algo grandioso.
Você que está fugindo, ou que já se instalou em embarcações alheias, que se sente nas entranhas de um grande peixe há solução direta do céu para você, clame!

Louvo a Deus por ele encontrar minha embarcação e me deixar insatisfeito e foi isso que me tirou do lugar e me fez seguir olhando para o alvo que é Cristo, cumprindo minha missão de amar a Deus amar meus irmãos e pescar almas. Quero abrir meu coração, esta palavra primeiro foi para o Jair, e que privilégio porque à medida em que fui meditando pude agradecer ao Senhor por tão grandes insatisfações, insatisfações que pareciam me levar ao limite, mas elas me tiram do lugar em que me encontrava e me fez avançar!

No amor que nos une, 
Pastor Jair.

segunda-feira, 6 de março de 2017

O profeta Jonas

TEXTO BÍBLICO – JONAS 1.1-17
                  1.1   Veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo: 1.2  Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim. 1.3   Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR. 1.4   Mas o SENHOR lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de se despedaçar. 1.5   Então, os marinheiros, cheios de medo, clamavam cada um ao seu deus e lançavam ao mar a carga que estava no navio, para o aliviarem do peso dela. Jonas, porém, havia descido ao porão e se deitado; e dormia profundamente. 1.6   Chegou-se a ele o mestre do navio e lhe disse: Que se passa contigo? Agarrado no sono? Levanta-te, invoca o teu deus; talvez, assim, esse deus se lembre de nós, para que não pereçamos. 1.7   E diziam uns aos outros: Vinde, e lancemos sortes, para que saibamos por causa de quem nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas. 1.8   Então, lhe disseram: Declara-nos, agora, por causa de quem nos sobreveio este mal. Que ocupação é a tua? Donde vens? Qual a tua terra? E de que povo és tu? 1.9   Ele lhes respondeu: Sou hebreu e temo ao SENHOR, o Deus do céu, que fez o mar e a terra. 1.10   Então, os homens ficaram possuídos de grande temor e lhe disseram: Que é isto que fizeste! Pois sabiam os homens que ele fugia da presença do SENHOR, porque lho havia declarado. 1.11   Disseram-lhe: Que te faremos, para que o mar se nos acalme? Porque o mar se ia tornando cada vez mais tempestuoso. 1.12   Respondeu-lhes: Tomai-me e lançai-me ao mar, e o mar se aquietará, porque eu sei que, por minha causa, vos sobreveio esta grande tempestade. 1.13   Entretanto, os homens remavam, esforçando-se por alcançar a terra, mas não podiam, porquanto o mar se ia tornando cada vez mais tempestuoso contra eles. 1.14   Então, clamaram ao SENHOR e disseram: Ah! SENHOR! Rogamos-te que não pereçamos por causa da vida deste homem, e não faças cair sobre nós este sangue, quanto a nós, inocente; porque tu, SENHOR, fizeste como te aprouve. 1.15   E levantaram a Jonas e o lançaram ao mar; e cessou o mar da sua fúria. 1.16   Temeram, pois, estes homens em extremo ao SENHOR; e ofereceram sacrifícios ao SENHOR e fizeram votos. 1.17   Deparou o SENHOR um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites no ventre do peixe.
                 
                  
                  
                  QUEM ERA JONAS v.1
                  1.1   Veio a palavra do SENHOR a Jonas, filho de Amitai, dizendo:
                  O nome Jonas, “Yonah” no hebraico, significa “pomba”. Mas a vida de Jonas nega o seu nome. Gavião teria sido mais apropriado. Longe de ser um homem pacífico, Jonas está em guerra com Deus e com as pessoas. E um pregador que deseja ver a morte e a destruição dos seus ouvintes e não a salvação deles. Jonas demonstra em seu temperamento um homem emburrado, sem misericórdia, e mal-relacionado com Deus. Jonas está em descompasso com o seu significado. Pomba também é um símbolo da “paz”. Todavia, Jonas está em conflito com Deus, consigo e com os ninivitas.
                  O pai de Jonas (1.1). Jonas era filho de Amitai, cujo significado é “verdade”. Certamente o nome do seu pai demonstra o compromisso de sua família com a Palavra de Deus. Jonas cresceu num lar onde a verdade foi ensinada
pela instrução e pelo exemplo. Os estudiosos crêem que ele era um dos alunos da escola de profetas de Eliseu. Ele cresceu sob a influência espiritual desses grandes gigantes de Deus.
                  Jonas foi um profeta galileu, nascido na vila de Gate-Hefer, a sete quilômetros de Nazaré, e viveu no século oito antes de Cristo e profetizou a expansão do Reino do Norte sob o governo de Jeroboão II. Filho de Amitai, foi contemporâneo dos profetas Amós e Oséias.
                  Jonas é um livro diferente dos demais livros proféticos. O livro é mais uma narrativa da experiência do profeta Jonas do que oráculos divinos pregados pelo profeta Jonas. Os outros profetas falam da parte de Deus ao povo. Jonas conta sua experiência.
                  A historicidade de Jonas é atestada tanto no Antigo Testamento: 14.25  Restabeleceu ele os limites de Israel, desde a entrada de Hamate até ao mar da Planície, segundo a palavra do SENHOR, Deus de Israel, a qual falara por intermédio de seu servo Jonas, filho de Amitai, o profeta, o qual era de Gate-Hefer. (2Rs 14.25)
                  Quanto no Novo Testamento, Jesus citou Jonas como um personagem histórico, fazendo referência aos três dias e três noites que passou no ventre do grande peixe como um símbolo do Seu sepultamento e ressurreição: 12.39   Ele, porém, respondeu: Uma geração má e adúltera pede um sinal; mas nenhum sinal lhe será dado, senão o do profeta Jonas. 12.40   Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra. 12.41   Ninivitas se levantarão, no Juízo, com esta geração e a condenarão; porque se arrependeram com a pregação de Jonas. E eis aqui está quem é maior do que Jonas. (Mateus)



                  A MISSÃO DE JONAS v.2
                  1.2   Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim.
                  A comissão que Jonas recebe de Deus é soberana, árdua, clara e urgente. O profeta Jonas recebe diretamente de Deus a missão de advertir a Nínive da consequência de seus maus caminhos.
                  Nínive era a maior cidade do mundo naquela época. A enormidade da cidade é um fato tão importante, que o livro de Jonas a destaca três vezes (1.2; 3.2; 4.11).
                  1.2   Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e clama contra ela, porque a sua malícia subiu até mim.
                  3.2   Dispõe-te, vai à grande cidade de Nínive e proclama contra ela a mensagem que eu te digo.
                  4.11   e não hei de eu ter compaixão da grande cidade de Nínive, em que há mais de cento e vinte mil pessoas, que não sabem discernir entre a mão direita e a mão esquerda, e também muitos animais?
                  Era também a cidade mais perversa, violenta, e rendida ao pecado. Nínive era o maior antro de maldade, violência e feitiçaria da época. Deus envia Jonas para a região mais tenebrosa do mundo.
                  Deus não apenas envia Jonas a Nínive, mas o envia para uma missão específica: clamar contra ela. Jonas recebe a missão de denunciar o pecado de Nínive e anunciar contra ela o justo juízo de Deus.
                  Os pecados dos ímpios ofendem a Deus, pois Ele é santo e justo e nao pode aceitar o mal. O pecado é uma abominação para Deus e deve ser reprovado em todo lugar e em todos os tempos.
                  O pecado de Nínive havia subido à presença de Deus. O mau cheiro da malícia de Nínive chegara até o céu e provocava náuseas em Deus. O Senhor não podia mais tolerar a iniquidade daquela grande cidade.


                  A FUGA DE JONAS v.3
                  1.3   Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR.
                  O motivo que leva um homem a fugir da presença de Deus é sempre ruim. O método que o homem adota para fugir da presença de Deus é sempre absurdo. A impossibilidade de fugir da presença do Senhor é óbvia e as consequências de se tentar fugir da presença de Deus são sempre muito problemáticas.
                  139.1   SENHOR, tu me sondas e me conheces. 139.2   Sabes quando me assento e quando me levanto; de longe penetras os meus pensamentos. 139.3   Esquadrinhas o meu andar e o meu deitar e conheces todos os meus caminhos. 139.4   Ainda a palavra me não chegou à língua, e tu, SENHOR, já a conheces toda. 139.5   Tu me cercas por trás e por diante e sobre mim pões a mão. 139.6   Tal conhecimento é maravilhoso demais para mim: é sobremodo elevado, não o posso atingir. 139.7   Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face? 139.8   Se subo aos céus, lá estás; se faço a minha cama no mais profundo abismo, lá estás também; 139.9   se tomo as asas da alvorada e me detenho nos confins dos mares, 139.10   ainda lá me haverá de guiar a tua mão, e a tua destra me susterá.
                  Jonas não tem intenção alguma de obedecer às instruções de Deus. Convocado para ir ao leste, ele prefere fugir para a direção oposta, ao oeste. O destino da sua escolha é a cidade de Társis.
                  


                  Por que Jonas decidiu ir para Társis?
                  Porque Társis ficava no fim do mundo (Is 66.19a). Ela ficava na região mais remota do planeta daquela época, cerca de quatro mil quilômetros de distância de Jope. Társis era o último e mais longínquo lugar conhecido onde os navios fenícios podiam conduzir Jonas. A viagem para lá durava pelo menos um ano. Era o fim da linha. Era o fim do mundo. Jonas pensou que pudesse se colocar fora da jurisdição do Senhor.
                  Porém, Társis não estava apenas no fim do mundo, mas na direção oposta a Nínive. Nínive ficava ao leste da Palestina e Társis ao oeste. Jonas não queria apenas afastar-se de Deus, mas caminhar exatamente em direção totalmente oposta à vontade de Deus.


                  FACILIDADES PARA FUGIR DE DEUS
                  1.3   Jonas se dispôs, mas para fugir da presença do SENHOR, para Társis; e, tendo descido a Jope, achou um navio que ia para Társis; pagou, pois, a sua passagem e embarcou nele, para ir com eles para Társis, para longe da presença do SENHOR
Quando Jonas sai de sua vila em Gate-Hefer, no alto das montanhas da Galiléia, ele desce para Jope, às margens do mar Mediterrâneo. Em Jope ficava um porto importante, o único ancoradouro natural no litoral da Palestina ao sul da baia de Akko.
                   Era um importante porto marítimo da região. Nele Jonas encontra um navio que está de saída paraTársis. Ele tem o dinheiro para pagar a passagem e há passagem disponível para ele. Jonas embarca em segurança para o destino mais distante daquela época:.


                  “Toda vez que o homem pensa em navegar para longe de Deus, o diabo tem sempre um barco pronto.” (Billy Graham)
                  Jonas podia raciocinar que tudo estava dando certo para ele cumprir seu plano de fugir e escapar da sua missão. Tudo parecia uma feliz coincidência. Ele tinha o dinheiro para pagar a passagem, o navio está saindo exatamente para o fim do mundo, e ainda mais, Deus poderia levantar outro profeta para cumprir aquela missão. Com esses argumentos latejando em sua mente, Jonas fugiu!


                  QUAL ERA O PROBLEMA DE JONAS COM NÍNIVE
                  Na concepção de Jonas, a salvação de Nínive podia ser a derrota de Israel. A vida de Nínive podia trazer morte para o seu povo. Cumprir a missão em Nínive era trabalhar contra o seu povo, pensava Jonas. A missão de Jonas em Nínive era aos seus olhos uma missão suicida. Ele estava disposto a morrer, mas não a ver sua nação de Israel sucumbir sob o poder de Nínive.
                  Os exércitos assírios, avançando contra cidades, eram tão truculentos e perversos que algumas cidades ao verem que seriam invadidas cometiam suicídio coletivo em vez de cair nas mãos dos brutais assírios.
                   Jonas fugiu porque conhecia bem a Deus. De bom grado Jonas teria saído de Israel e viajado a Nínive para pregar a condenação daquela grande cidade. O que assustava Jonas não era anunciar o juízo nas ruas de Nínive, mas
a possibilidade dos ninivitas se arrependerem e de Deus suspender o castigo e enviar Sua misericórdia.
                  Jonas conhecia a Deus e sabia que se pregasse a mensagem de julgamento em Nínive e o povo da cidade se voltasse para Deus em arrependimento, Deus não o julgaria, mas o salvaria. Foi esse o grande impedimento de Jonas a cumprir voluntariamente a sua missão em Nínive.
                  O livro de Jonas é um livro de um missionário que não quer fazer missão.
                  4.2   E orou ao SENHOR e disse: Ah! SENHOR! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-se, e grande em benignidade, e que te arrependes do mal.
                 

                  DEUS PROCURANDO JONAS v.4
                  1.4   Mas o SENHOR lançou sobre o mar um forte vento, e fez-se no mar uma grande tempestade, e o navio estava a ponto de se despedaçar.
                  Jonas pensou que o mar seria sua rota de escape, mas Deus estava no mar. Jonas quis fugir de Deus através do mar, mas Deus enviou a tempestade atrás dele no mar. O vento e o mar estavam a serviço de Deus, enquanto Jonas, o profeta, procurava fugir de Deus.
                  Deus não enviou a tempestade para destruir Jonas, mas para fazê-lo retornar ao caminho certo. As tempestades de Deus são pedagógicas, elas nos tomam pela mão e nos colocam no caminho de volta para Deus.
                  Os marinheiros, acostumados com as tempestades do Mediterrâneo, sabiam que aquela não era uma tormenta comum, por isso passaram a invocar os seus deuses e a lançar a carga do navio ao mar para aliviar o peso e evitar o naufrágio.


                  CAUSANDO PROBLEMAS v.5
                  1.5   Então, os marinheiros, cheios de medo, clamavam cada um ao seu deus e lançavam ao mar a carga que estava no navio, para o aliviarem do peso dela. Jonas, porém, havia descido ao porão e se deitado; e dormia profundamente.
                  Aqueles que são chamados para serem uma bênção, quando andam pela estrada da desobediência se tornam maldição. Um servo de Deus na rota da fuga é um causador de tempestades.
                  Os marinheiros discernem que havia uma causa espiritual por trás daquela situação. Eles percebem que algo precisava ser feito para aplacar a fúria do mar. Eles buscam resposta em suas preces. Enquanto os pagãos se movimentam, Jonas dorme, à medida que eles enfrentam o problema, Jonas se esconde.
                  Jonas é um provocador de tempestades e um causador de prejuízos materiais. Os marinheiros perderam a carga do navio e quase perderam a vida. Houve atraso na viagem e muito dano material. Houve perdas imensas causadas pela desobediência de Jonas.
                  Sua reação é entrar num sono depressivo: 1.5   Então, os marinheiros, cheios de medo, clamavam cada um ao seu deus e lançavam ao mar a carga que estava no navio, para o aliviarem do peso dela. Jonas, porém, havia descido ao porão e se deitado; e dormia profundamente.
                  Jonas procura esconder-se no porão do navio. Ele não queria ser percebido. Queria viajar escondido. Estava disposto a amordaçar a própria consciência e a calar a voz do dever. O esconderijo de Jonas, porém, é descoberto. A tempestade alcança o mar e os marinheiros encontram Jonas.
                  Os pagãos oram fervorosamente aos seus deuses enquanto Jonas dorme o sono da indiferença. Jonas ronca enquanto os pagãos buscam socorro. Enquanto os pagãos ansiavam por viver e lutavam com bravura por sua vida, Jonas se auto-sepulta num sono de desistência da vida.
                  Deus não deixou Jonas no anonimato. Deus arrancou a sua máscara e removeu o véu que o escondia. Os pagãos lançaram sortes e o azar foi de Jonas. Não foram os pagãos que descobriram Jonas, foi Deus quem entregou Jonas a eles.
                 

                  JONAS CONFRONTADO v.6-8
                  1.6   Chegou-se a ele o mestre do navio e lhe disse: Que se passa contigo? Agarrado no sono? Levanta-te, invoca o teu deus; talvez, assim, esse deus se lembre de nós, para que não pereçamos. 1.7   E diziam uns aos outros: Vinde, e lancemos sortes, para que saibamos por causa de quem nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas. 1.8   Então, lhe disseram: Declara-nos, agora, por causa de quem nos sobreveio este mal. Que ocupação é a tua? Donde vens? Qual a tua terra? E de que povo és tu?
                  Jonas não prega aos ímpios, mas os ímpios exortam a Jonas: “Levanta-te, invoca o teu deus...” (1.6). Que vergonha, um pagão ter de chamar um profeta de Deus para orar! Como o muçulmano, com seus cinco períodos diários de oração deixa a nós, os crentes, com a cara no chão! Há entre nós os que não lembram de elevar seus corações a Deus uma vez por dia?
                  Lançar sortes não era contra a vontade de Deus. Observe-se o lançamento de sortes no caso de Acã (Js 7.16), na divisão da terra sob as ordens de Josué (Js 15.1), no caso da transgressão de Jônatas (ISm 14.36-42), e na escolha de Matias (At 1.26). Lemos: “A sorte se lança no regaço, mas do Senhor procede toda decisão” (Pv 16.33). Após a descida do Espírito Santo, no Pentecostes, não lemos de lançamento de sorte para o crente. A permanência do Espírito Santo agora é suficiente para a orientação na vida de cada crente, e é assim que Deus procede, de acordo com a Sua Palavra.
                  1.7   E diziam uns aos outros: Vinde, e lancemos sortes, para que saibamos por causa de quem nos sobreveio este mal. E lançaram sortes, e a sorte caiu sobre Jonas. 1.8   Então, lhe disseram: Declara-nos, agora, por causa de quem nos sobreveio este mal. Que ocupação é a tua? Donde vens? Qual a tua terra? E de que povo és tu?
                  Jonas assenta-se no banco dos réus e é intimado a responder às perguntas perturbadoras dos pagãos. Uma saraivada de perguntas é disparada contra Jonas, e a brevidade delas se explica pelas circunstâncias: Qual o seu trabalho? De onde você vem? De que terra você procede?
                  1.9   Ele lhes respondeu: Sou hebreu e temo ao SENHOR, o Deus do céu, que fez o mar e a terra.
                  Jonas é muito bem informado doutrinariamente. Sabe que Deus tem poder sobre o mar, sabe que é poderoso, mas não liga a mínima para isso. Conhece, mas não vive. Jonas confessa crer no Deus criador e soberano.           O problema é que ele prega uma coisa e vive outra. Sua teologia não está em sintonia com a sua prática. Assim, Jonas torna-se um ser ambíguo e contraditório. Ao mesmo tempo em que ele diz que teme a Deus, O desafia. Chama Deus de Senhor, mas se rebela contra Ele. Professa crer na majestade e soberania de Deus que criou o mar e a terra, mas tenta escapar de Deus com uma viagem pelo mar.
                  1.10   Então, os homens ficaram possuídos de grande temor e lhe disseram: Que é isto que fizeste! Pois sabiam os homens que ele fugia da presença do SENHOR, porque lho havia declarado. 1.11   Disseram-lhe: Que te faremos, para que o mar se nos acalme? Porque o mar se ia tornando cada vez mais tempestuoso. 1.12   Respondeu-lhes: Tomai-me e lançai-me ao mar, e o mar se aquietará, porque eu sei que, por minha causa, vos sobreveio esta grande tempestade.
                  Quando os marinheiros lhe perguntaram o que deviam fazer, Jonas prontamente os orientou a jogarem-no ao mar. Para os marinheiros sobreviverem, a vida de Jonas precisaria ser sacrificada.
                  Esta é sua segunda reação de melancolia, de depressão.  Ele pede para que o joguem no mar. Respondeu-lhes: 1.12   Respondeu-lhes: Tomai-me e lançai-me ao mar, e o mar se aquietará, porque eu sei que, por minha causa, vos sobreveio esta grande tempestade.     Quem sabe assim Deus teria pena dele. (guerra e guerra) “joguem-me ao mar”, é a recomendação suicida repleta de autocomiseração de quem quer magoar. Não importa se precisa morrer para chamar a atenção. Não importa se faço mal a mim mesmo, se ele tiver um pouco de amor por mim sofrerá.
                  1.13   Entretanto, os homens remavam, esforçando-se por alcançar a terra, mas não podiam, porquanto o mar se ia tornando cada vez mais tempestuoso contra eles. 1.14   Então, clamaram ao SENHOR e disseram: Ah! SENHOR! Rogamos-te que não pereçamos por causa da vida deste homem, e não faças cair sobre nós este sangue, quanto a nós, inocente; porque tu, SENHOR, fizeste como te aprouve. 1.15   E levantaram a Jonas e o lançaram ao mar; e cessou o mar da sua fúria. 1.16   Temeram, pois, estes homens em extremo ao SENHOR; e ofereceram sacrifícios ao SENHOR e fizeram votos.
                  Os marinheiros corajosamente se esforçam para salvar Jonas. Mas lutaram em vão.
                  Se antes eles clamavam a seus deuses (1.5), agora, eles clamam ao Senhor (1.14).
                 


                  JONAS E O GRANDE PEIXE v.17
                  1.17   Deparou o SENHOR um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites no ventre do peixe.
                  O grande peixe não é uma lenda. Jesus referiu-se a Jonas no ventre do peixe três dias como um símbolo da Sua morte e ressurreição: 12.40   Porque assim como esteve Jonas três dias e três noites no ventre do grande peixe, assim o Filho do Homem estará três dias e três noites no coração da terra.  (Mt 12.40). Assim como a morte e a ressurreição de Cristo foram reais, também o foram as milagrosas experiências vividas por Jonas. O grande peixe não tragou Jonas por acaso. Jonas foi apanhado por ordem expressa de Deus.
                  Deus montou uma operação resgate para trazer de volta o profeta ao centro da sua missão. O peixe foi o meio pelo qual Jonas foi salvo da morte por afogamento.
                  Sem dúvida, Jonas esperava morrer nas águas do mar, porém, quando acordou dentro de um peixe percebeu que Deus, por Sua graça, o havia poupado. O bilhete de passagem que Jonas adquiriu dava-lhe o direito de seguir até Társis, mas o Senhor modificou a sua viagem. Ela tomaria outra direção e outra condução: um grande peixe. A nova
condução de Jonas já o estava esperando.
                  Deus está no controle da História e também dos elementos da natureza. Deus governa soberanamente todo o universo. Não há um centímetro sequer deste vasto cosmos em que Deus não esteja presente fazendo cumprir Sua
vontade soberana. Não apenas Nínive estava sob o olhar de Deus, mas o vento, o mar, o peixe, e as plantas. O mesmo Deus que ama os ninivitas, também levanta uma tempestade no mar e prepara um grande peixe para tragar
Jonas. Vemos no livro do profeta Jonas que homens, peixes, vermes, animais e plantas estão a serviço de Deus. Ele domina sobre o mundo espiritual e o mundo material. Ele reina sobre o mundo humano, animal, e vegetal. Ele é o Deus das grandes e pequenas coisas. Ele se importa com uma grande cidade e até com os seus animais (4.11).
                 

                  CONCLUSÃO
                  No pequeno livro de Jonas Deus dá muitas ordens. A primeira é dirigida para o profeta: ele deveria viajar para nínive e anunciar a destruição da cidade (1.1-2). A segunda é dada ao vento: ele deveria provocar uma tempestade marítima (1.4). A terceira é dada a um grande peixe: ele deveria engolir por inteiro o profeta (1.17). A quarta é dada outra vez ao peixe: ele deveria vomitar Jonas em terra firme (2.10). A quinta é dada para uma planta: ele deveria crescer rapidamente para proteger o profeta do calor (4.6). A sexta é dada a uma pequena lagarta: ele deveria atacar a plante e fazê-la morrer (4.7). Todos obedeceram prontamente, exceto o profeta, que fugiu para Társis.
                  Talvez  você também tem fugido de Deus. E quando queremos fugir de Deus até as coisas podem parecer querer dar certo. Mas como de Deus não se foge, logo podemos trazer consequências para as pessoas que estão perto de nós. Porém, Deus não desiste de você e de mim. Ele move o céu e a terra para que a sua vontade seja cumprida.

                  Talvez hoje é o momento de você parar de fugir e dizer: Deus, estou aqui! Quero comprar a passagem para Nínive, para obedecer a sua vontade. Conte comigo em seu projeto. Faça de mim sua vontade.

sábado, 4 de março de 2017

5 requisitos para ser usado por Deus

É do conhecimento de todos que Deus usa quem quer e como quiser. Sua soberania é indiscutível. No entanto, as escolhas de Deus, as vezes, são justificáveis. Claro, que nem sempre as escolhas de Deus são de fácil compreensão, mas, como já disse, em alguns casos isso é possível. Um caso concreto em que podemos ver de maneira plausível essa ocorrência, é a escolha de Deus para usar alguém em prol do Seu Reino. Analisaremos, portanto, à luz da Palavra quais são os requisitos que Deus utiliza para para escolher e chamar alguém à sua obra. Pois, a semelhança de um patrão, o Senhor analisa os currículos de quem está disposto a se candidatar para laborar na seara do Mestre.

Tenho observado poucos jovens que almejam ser autenticamente usados por Deus, e dentre esses já poucos, percebo que minoria tem a consciência de que precisa preencher os requisitos de Deus para ser usado e capacitado pelo Senhor. Por isso, quero postar, de maneira prática e acessível, os requisitos que Deus está procurando na minha, na sua e na nossas vidas para nos usar.

Todavia, em primeiro lugar, devemos ser cônscios de uma coisa. Deus, ainda escolhe pessoas, e Ele está "ansioso" para escolher você. Ele "torce" para que você, ao ler este artigo, venha cumprir os requisitos divinos e venha fazer a diferença nessa sociedade tão avessa e acéfala.

O século XXI trouxe muitas transformações, tecnologia avançada, novas descobertas da ciência, bem como suas novas tendências, informação globalizada, TV, internet, pensamentos liberais, desvalorização dos princípios morais e éticos e tantos outros "problemas" estão em voga nos dias hodiernos. Essa nova era, requer de nós, cristãos, uma forma de viver o evangelho mais intenso, requer de nós um modo de vida exclusivamente de Deus. Haja vista, que Deus está procurando verdadeiros profetas, com unção autêntica, fervor nos corações, para denunciar os males cometidos por essa sociedade extremamente corrupta. Daí, urge a necessidade de nos colocarmos diante do Todo-Poderoso e buscarmos preencher os requisitos de  Deus para sermos os profetas verdadeiros para está nova geração.

Mas que requisitos são esses? Vejamos, então, cinco requisitos para sermos usados por Deus, para isso vamos nos utilizar de alguns textos do livro de 1 Timóteo, que são, na realidade, conselhos práticos do apóstolo dos gentios, Paulo, ao jovem ministro Timóteo, que inicia sua trajetória na seara de Cristo.

1- Conservar a fé - 1 Tm 1.19.
O apóstolo aconselha Timóteo a jamais se esquecer ou abandonar a fé que uma vez lhe foi ensinada e na qual, voluntariamente, ele abraçou. Paulo recomenda que ele firme sua fé, pois os bombardeios do inimigos são ferrenhos, mas a conservação (proteção) da fé resultaria em uma estrutura inabalável.
Para sermos usados por Deus, é preciso termos uma fé inabalável, e isso só é possível quando conservamos nossa fé mesmo em momentos de extrema calamidade. Quantos jovens que almejam o episcopado, mas por motivos vãos, banais, efêmeros, deixam de conservar sua fé em Cristo e se entregam por prazeres que destruirão suas vidas. É preciso manter a fé a qualquer custa!

2- Boa consciência - 1 Tm 1.19.
Paulo diz a Timóteo que é necessário ter boa consciência. Ou seja, rejeitar o que o mundo propõe como realidade. Um dos requisitos primordiais para seu usado por Deus é saber rejeitar os manjares oferecidos pelo inimigo de nossas almas. A sociedade atual está encharcada de vãs filosofias, atitudes e modo de vida. Está impregnada de aspectos anticristãos, e o nosso papel é rejeitar de maneira enfática esta suposta realidade.

3- Almejar ser usado por Deus - 1 Tm 3.1.
"Se alguém deseja o episcopado...". A palavra episcopado deriva da palavra bispo, ou seja, quando o apóstolo Paulo disse: "Se alguém deseja o episcopado..." ele estava dizendo: "Se alguém deseja ser bispo, se alguém deseja ser usado por Deus no ministério, excelente coisa deseja".
Para ser usado por Deus é preciso desejar, antes, ser usado por Ele. Deus apresenta o desejo de nos usar, mas sua decisão final de querer ou não ser usado definirá a decisão de Deus. Você almeja ser usado por Deus? Se sim, um passo já está dado! Glória a Deus!

4- Ser exemplo dos fiéis, na palavra, no trato, na caridade, no espírito, na fé, na pureza - 1 Tm 4.12.
Eis aqui a grande "dificuldade" de  Deus para usar alguém e o levantar. A recomendação do Espírito Santo, através do apóstolo Paulo, é nítida e enfática, mas muitíssimo negligenciada, pois, não é fácil ser exemplo dos fiéis. Ser exemplo é ardoroso. E Paulo recomenda, ainda, que Timóteo seja exemplo em campos específicos. O conselho é para que seja exemplo na palavra. Quantos de nós está dando o exemplo de estudo, reflexão e meditação na Palavra? Você à lê? À pratica? À vive? É preciso ser exemplo de leitura na Palavra de Deus!
Depois o conselho é que também seja exemplo na trato ou no agir, no procedimento, no modo de ser. Qual o seu exemplo de procedimento na escola, no trabalho, na faculdade, em casa, com os amigos?
Há alguns que seu procedimento é de inimizade, contenda, dissensão, menos de amor. Que tipo de cristão é esse? O seu procedimento tem sido de uma pessoa espiritual? Seu modo de ser e de fazer as coisas anuncia que você é cheio do Espírito Santo? Outro conselho do apóstolo é que se faz necessário ser puro. Ser exemplo em santidade é indispensável para a vida de um cristão que deseja ser usado por Deus. Você tem buscado santidade? Deus é santo e Ele exige de nós santidade (Lv 19.2).

5- Ser justo, constante e manso (bondoso) - 1 Tm 6.11.
O problema da igreja hodierna é que estamos distantes do evangelho de Cristo. Em algum ponto da jornada da igreja na terra, perdeu-se a visão do Reino e, consequentemente, perdeu-se o evangelho. Ser justo é praticar, a qualquer custo, a justiça. Quantos de nós, por interesses, temos deixado de lado esse princípio do evangelho. Quantos de nós temos sidos inconstantes, infiéis, começamos, mas não terminamos. Quantos de nós, que almejamos ser usados por Deus, estamos longe de sermos bondosos e mansos, muitas vezes, estamos mais para iracundos, "bravões" e outros adjetivos mais que não são dignos de estar neste post.
Pratique a justiça, seja constante e seja manso, pratique a bondade, mesmo que isso implique virar a outra face para o inimigo (Mt 5.39-48).

Busque preencher esses requisitos em oração e em fidelidade. Deus com toda certeza o usará e o levantará na terra como um servo bom e fiel.

Cordialmente,

Weder F. Moreira

sexta-feira, 3 de março de 2017

Uvas azedas

Certa vez conheci um homem que tratava o estudo bíblico e o culto da mesma maneira que um rude crítico de filmes trata um lançamento.
"Entretenha-me!" Braços cruzados. Lábios cerrados. Expectante.
"Era melhor isto ser bom." Com um olhar cruel e um ouvido crítico ele sentava e assistia e ouvia.
O professor, o pastor, o diretor de música, todos eram suas presas. E que a desgraça caia sobre o professor que não pediu sua opinião, sobre o pastor que passou alguns minutos, sobre o diretor de música que escolheu canções que ele não conhecia.
Certa vez conheci um homem que vinha todos os domingos para ser entretido, e não encorajado.
Ele comentou que o jogo de domingo à tarde era mais interessante do que a reunião de domingo pela manhã. Eu não estava surpreso. 

Parece familiar? Que impacto negativo este tipo de pessoa tem? Você já se sentiu como aquele homem? Que influências ajudaram no a mudar de atitude?

quinta-feira, 2 de março de 2017

Você será usado por Deus

1-) Sabendo que você tem pelo menos um dom

Já ouvi muitas pessoas afirmarem que não ter nenhum dom. Na realidade isso é uma inverdade! Todo servo de Deus resgatado por Cristo tem pelo menos um dom. Observe o que a Bíblia diz: “Por isso, diz: Quando ele subiu às alturas, levou cativo o cativeiro e concedeu dons aos homens.” (Efésios 4.8). Além desse texto, a parábola dos talentos (Mt 25.14-30) mostra que os servos daquele senhor receberam no mínimo um talento. Por isso, se quer ser muito usado por Deus saiba que você tem pelo menos um dom!

2-) Descobrindo seu dom

Qual é o seu dom? Sabe dizer? Dom é uma dádiva de Deus, que Ele deu aos Seus servos para melhor O servirem em algumas áreas mais específicas de Sua obra. Para descobrir seu dom, comece a prestar atenção naquilo que faz bem, que mais ama fazer, que mais toca seu coração. Converse também com pessoas mais experientes na fé e peça ajuda para identificar seu dom. Se ainda não tem nem ideia de que tipo de dom Deus deu a você, comece a orar pedindo a Deus que lhe mostre seu dom de forma clara.

3-) Colocando seu dom a serviço de Deus e do próximo

Descobrir o dom é apenas uma parte do caminho. Isso porque vemos muitas pessoas que sabem que têm um dom, mas não o usam, desperdiçando-o. Vemos esse exemplo na parábola dos talentos, onde um dos que receberam talentos o enterrou ao invés de fazê-lo render. Por isso, se você sabe seu dom, é hora de conversar com a liderança da sua igreja e colocar as mãos à obra! Não enterre esse presente vindo de Deus para você, use-o!

4-) Sabendo que tem coisas que não dependem de você ter um dom para realizá-las

Como eu disse no inicio, os dons são habilidades mais específicas, para trabalhos mais específicos na obra de Deus (pastorado, diaconato, evangelismo, missões, etc). Pensando nisso precisamos entender que determinadas ações não dependem de você ter um dom para realizar. Por exemplo, para orar não é preciso ter um dom, basta você se dispor e orar. Para ajudar o próximo não precisa ter um dom, basta se dispor e por a mão na massa. Para ajudar a limpar a igreja não precisa ter um dom, basta estar disponível. A grande maioria das atividades no reino de Deus não depende de termos um dom específico para realizar, depende de termos vontade, envolvimento e disposição para o trabalho.

5-) Dispondo-se nas coisas que têm condições de fazer

Saiba que você pode colaborar hoje mesmo com o reino de Deus, mesmo sem saber ao certo qual é o seu dom. Pode se dispor, por exemplo, a ajudar pessoas que já exercem seus dons, pode começar a orar pela obra, pelos líderes, pode evangelizar, pode contribuir, pode dar um abraço, pode receber os visitantes, pode falar de Jesus aos colegas de trabalho, pode ser um exemplo de testemunho… pode fazer milhares de coisas e colaborar! Agora, se já sabe qual é o seu dom, poderá atuar com mais energia nessa área mais específica que Deus te preparou e também, é claro, em outras áreas na medida da sua disponibilidade.

CONCLUSÃO

Não podemos dar desculpas de que não servimos a Deus porque não sabemos como fazê-lo. Agora você já sabe e pode começar hoje mesmo a contribuir para esse reino, sabendo ou não qual é o seu dom!

“Segui o amor e procurai, com zelo, os dons espirituais…” (1 Coríntios 14.1)

Agora, não perca o controle!

Pedro os seguia a distância. Lucas 22.54 
Pedro era esperto. Ele manteve distância de Jesus. "Eu ficarei perto o suficiente para vê-lo", pensou Pedro.
"Mas não tão perto, ou talvez seja pego."
Bem pensado Pedro. Não se envolva tanto — isso talvez machuque. Não seja tão leal — ou você pode ser tachado.
Não mostre muita preocupação — eles também crucificarão você.
Nós precisamos de mais homens como você, Pedro.
Homens que mantenham a religião no seu lugar.
Homens que não mexam na água.
Homens que estão cobertos de mediocridade. É o tipo de homem que Deus precisa sim, senhor.
Um que saiba como manter distância:
"Agora pagarei as minhas dívidas e virei uma vez por semana, mas... bem... você pode perder o controle, você sabe." Sim, você pode perder o controle... subir uma colina, para uma cruz, e morrer. Pedro aprendeu uma lição naquele dia — uma dura lição.
É melhor nunca ter seguido a Jesus do que tê-lo seguido e tê-lo negado.
Marque estas palavras: Siga a distância e você negará o Mestre.
Você não morrerá por um homem que você não pode tocar.
Mas fique próximo dele, na sua sombra... Você morrerá com ele, alegremente.
Você já foi "carregado" por Jesus? O que o mantém afastado? O que você precisa entregar a Deus?

A loja do ferreiro

 Na loja de um ferreiro existem três tipos de ferramentas. Na pilha de lixo existem ferramentas: ultrapassadas, quebradas, sem corte, enferrujadas. 
Elas são colocadas num canto, cobertas por teias de aranha, sem uso para o seu mestre e suas utilidades são esquecidas. Na bigorna existem ferramentas: derretidas, fundidas, moldáveis, alteráveis. 
Elas ficam na bigorna, sendo modeladas pelo seu mestre, aceitando o seu desígnio. Existem ferramentas de muita utilidade: afiadas, preparadas, definidas, movíveis. 
Elas ficam prontas na caixa de ferramentas do ferreiro, disponíveis para o seu mestre, cumprindo o seu desígnio. Algumas pessoas ficam sem uso: vidas quebradas, desperdiçando talentos, fogo apagado, sonhos destruídos. 
Elas são rendidas como os fragmentos de ferro, em desesperada necessidade de reparos, sem noção de propósito. Outras ficam na bigorna: corações abertos, famintos para mudar, ferimentos sendo curados, visões tornando-se claras. Elas dão boas-vindas às dolorosas pancadas do martelo do ferreiro, desejando serem refeitas, suplicando para serem utilizadas. Outras repousam nas mãos do seu Mestre: bem-sintonizadas, determinadas, polidas, produtivas. 
Elas respondem de antemão ao seu Mestre, sem pedir nada, entregando tudo. Todos nós nos encontramos em algum lugar da loja do ferreiro. 
Ou nós estamos na pilha (monte) de fragmentos, ou na bigorna das mãos do Mestre, ou na caixa de ferramentas. (Alguns de nós nos encontramos nos três lugares.) Nesta coleção de escritos, faremos um passeio pela “loja”. Nós examinaremos todas as ferramentas e olharemos em todos os cantos. desde as prateleiras até a bancada de trabalho; desde a água até o fogo... 
E tenho certeza de que você se verá em algum lugar. Descobriremos o que Paulo quis dizer quando falou em se tornar “um instrumento para nobres propósitos”. E que se tornar é isto: a pilha de lixo de ferramentas quebradas, a bigorna de refundição, as mãos do Mestre – esta é uma viagem simultaneamente prazerosa e dolorosa. Para você que faz a viagem – que deixa a pilha (monte) e entra no fogo, ousa-se a ser martelado na bigorna de Deus, e obstinadamente procura descobrir o seu propósito –, tenha coragem, pois você aguarda pelo privilégio de ser chamado “instrumento escolhido de Deus.”

Extraído do Livro de Max Lucado: Moldados por Deus!

Jejum e Oração abriu a porta!

  “Vá, reúna todos os judeus que estão em Susa e jejue por mim … eu e os meus assistentes jejuaremos como você” (Ester 4:16). A rainha Ester...