sábado, 17 de setembro de 2016

É Tempo de Fazer Um Novo Começo!

Eu creio que todos nós precisamos regularmente encontrar situações para recomeçar, em diferentes áreas de nossas vidas. São nestes lugares que precisamos desenhar uma linha nos separando de tudo o que nos faz lembrar do passado e começar de novo com uma nova visão, baseada na verdade que é a Palavra de Deus.

Em ordem para se fazer um novo começo, nós precisamos estar dispostos a deixar para trás o que é mentira e deixar de lado mentiras que virão. Eu creio que isto inclui em fazer um novo começo a maneira de como nos vemos, como pensamos que Deus nos vê, e o que vemos sobre nós no futuro. Se começar mos a enxergar da maneira que Deus nos vê e ter uma boa imagem das coisas que Ele deseja trazer dentro e através de nossas vidas, a visão que temos sobre a vida começa a ter uma nova perspectiva.


Como Você Se Vê?

Nossa auto-imagem — como nos vemos — é muito importante. É o retrato que levamos na nossa mente e no coração. Isto é tão real como as fotos de nossos filhos que muitos de nós levamos na carteira, mas tem um efeito muito mais forte em nós. Muitos anos atrás, eu tinha uma imagem miserável de mim. Eu sentia frequentemente que eu era uma fracassada, detestável e não tão boa quanto às outras pessoas. Muitas vezes eu saia pensando que Deus não estava satisfeito comigo e que eu nunca superaria o meu passado. Porque eu me via de uma maneira errada, nunca pedi pelo que era legitimamente meu através do sangue de Jesus. Eu não era corajosa o bastante, e não sentia que merecia isto.

Bem, Deus me trouxe para II Samuel 9, a história de Davi e sua busca em abençoar qualquer um que fosse da casa do Rei Saul. Jônatas, filho de Saul, amava Davi e provavelmente era um de seus companheiros mais próximos. Depois que Jônatas e Saul foram mortos na batalha, Deus promoveu Davi para ser Rei. Profundamente movido com a dor da perda de Saul e Jônatas, Davi disse, Resta ainda alguém da casa de Saul, para que use eu de bondade para com ele, por consideração à Jônatas?(2 Samuel 9:1)

Davi logo descobriu que Jônatas tinha um filho chamado Mefibosete, que havia se tornado aleijado quando criança, mas que ainda estava vivo. Quando ele chamou por Mefibosete e teve este trazido a sua frente, Davi disse a ele, Não temas, porque certamente usarei de bondade para contigo, por consideração à Jônatas, teu pai, e te restituirei todas as terras de Saul, teu pai, e tu comerás pão sempre à minha mesa. E [o aleijado] olhando para si mesmo disse, Quem é teu servo, para teres olhado para um cão morto tal como eu? (II Samuel 9:7, 8). Em outras palavras Mefibosete estava dizendo, “Porque tu queres me ajudar? Tudo o que eu mereço é rastejar em torno do solo e lamber as migalhas de pão que caiem no chão”.

Eu creio que uma das razões de Mefibosete ter uma auto-imagem miserável era porque ele era aleijado. Como resultado, ele não se sentia digno da bondade do Rei Davi. Você e Eu podemos não ser fisicamente aleijados, mas por causa das nossas falhas, incapacidades e fraquezas, nos vemos como aleijados. E quando nos vemos cada vez menos perfeitos, isto nos dificulta de imaginar como ou porque Deus quer nos abençoar e cuidar de nós como Ele abençoou e cuidou de outros. Mas assim como Davi foi bom para Mefibosete por causa da consideração por Jônatas, Deus é bom para nós por causa da consideração por Jesus.

Deus não quer que nós olhemos tudo o que esta de errado conosco ou os pecados do nosso passado; Ele quer que nós olhemos para tudo o que está certo com Ele. Hebreu 12: 2 diz, olhando firmemente (de tudo que distrai) para Jesus, o Autor e Consumador da fé (dando o primeiro incentivo para seus seguidores), o qual suportou a cruz (trazendo maturidade e perfeição), não fazendo caso da ignomínia, e está assentado a destra do trono de Deus. Quanto mais nos focarmos em nossas falhas, mais parece que iremos repeti-las. Seja o que for, continuamos a pensar e falar sobre se tornar maior. É por isso que você e Eu precisamos desviar nossos olhos do que está de errado com nós e os colocar no que está certo com Deus. Deus esta trabalhando todos os dias, nos mudando para sermos cada vez mais e mais parecidos com Jesus. (1) Uma vez que começarmos a magnificar Seu poder e minimizar nossos problemas, iremos descobrir um novo âmbito da vitória e ter uma nova visão de como nos vemos.


Como Você Pensa que Deus o Vê?

A maneira que Deus nos vê e a maneira que pensamos que Deus nos vê pode ser frequentemente duas coisas diferentes. Com gratidão, Deus não retém Seu amor, Ele nos aceita e nos socorre porque falhamos. Ele não está a procura de uma performance perfeita—somente de um coração desejoso que se renda a Ele.

Deus me deu um bom exemplo disto anos atrás. Quando o nosso filho Danny era pequeno, ele não era muito organizado. Então para motiva-lo a manter seu quarto limpo e fazer seus deveres, criamos um quadro com um sistema de marcação de pontos e estrelas. Toda vez que ele fazia o que havia sido pedido, nós dávamos a ele um ponto. Depois de ele ter um certo número de pontos, nos dávamos à ele uma estrela. E depois de ter um certo numero de estrelas, nós comprávamos à ele um presente. Às vezes ele tinha muitos pontos e estrelas, e outras vezes ele tinha poucos.

Bem, tinha um intimidador na nossa vizinhança que sempre pegava e levava a bola do Danny para longe dele e a jogava no cano de esgoto. Toda vez que esse menino incomodava o Danny, ele vinha correndo até a garagem gritando, “Papai!” Meu marido, Dave, rapidamente abria a porta para sair e protegê-lo.

Um dia Deus me disse, “Que tipo de pais vocês seriam se cada vez que Dany viesse gritando por causa do vizinho, vocês fossem ao quarto dele e fossem olhar quantos pontos e estrelas ele tinha? Vocês seriam pais patéticos se só o protegessem quando ele fizesse tudo certo. Joyce, se você e Dave não fazem isso, então porque você pensa que eu faria?”

Isto realmente abriu meus olhos—me deu uma nova perspectiva de como Deus nos vê. Quando o intimidador da nossa alma nos encomoda, Deus não olha primeiro para ver se fizemos tudo certo antes de responder o nosso clamor por socorro. Ele chega e nos ajuda simplesmente porque somos Seus filhos. Isto não significa que ele fecha Seus olhos para o pecado. Quando fizermos algo de errado, Ele irá nos corrigir.  Porque o Senhor corrige e disciplina a quem ama... (Hebreus 12: 6). De qualquer forma, Ele não irá recusar em nos ajudar quando estivermos com problemas.

Você e Eu precisamos de uma revelação fresca da salvação de Deus. Uma vez que fomos salvos, Deus nos vê como nova criatura. Segundo Coríntios 5: 17 diz,… Se alguém está [inserido] em Cristo [O Messias] é nova criatura; as coisas antigas [prévia condição moral e espiritual] já passaram. Contemple, o novo e o fresco chegaram! O mesmo sentimento limpo e fresco que experimentamos quando nascemos de novo está disponível para nós todos os dias. Lamentações 3: 22,23 diz que as misericórdias do Senhor não tem fim e que elas se renovam a cada manhã.

Por um longo tempo, eu me odiava porque eu não conseguia ser o que eu pensava que Deus queria que eu fosse. Mas um dia eu finalmente cheguei a esta realização: não sou surpresa nem choque para Deus. Ele sabia o que estava fazendo quando Ele me chamou. Tudo o que posso fazer é cooperar com Deus quando Ele me mostra o que fazer. Não há nada que eu possa fazer para me mudar.

Isto é tudo o que Deus espera de nós—cooperação. Submetendo-nos ao poder do Seu Espírito Santo que está em nós, podemos morrer para os caminhos errados do pensar, falar e agir para viver o que é certo. Deus irá nos mostrar como evitar o pecado, mas quando pecarmos, tudo o que precisamos fazer é arrepender, receber o perdão de Deus e prosseguir.


O que Você Vê Adiante de Você?

Deus tem um bom plano para cada uma de nossas vidas. Jeremias 29: 11 diz, Eu é que sei que os pensamentos e planos que tenho a vosso respeito, diz o Senhor; pensamentos e planos de paz e não de mal, para vos dar o fim que desejais. Para vermos essa promessa tornar-se realidade, devemos escolher olhar de longe o passado e procurar ver o que Deus tem para frente.

Isto me lembra o tempo quando Abraão e sua família saíram do Egito (2). Ambos, Ele e seu sobrinho Ló, tinham um grande número de animais e as terras que eles viviam não seria capaz de sustentar os dois. Num empenho de remover o conflito entre eles, Abraão foi a Ló e ofereceu a ele a primeira opção da terra que estava diante deles. Ló olhou e escolheu a terra do oriente de Campina do Jordão.

O Senhor disse a Abraão depois que Ló partiu, Levante agora os seus olhos e olhe desde onde estás para o norte e para o sul, para o oriente e para o ocidente; porque toda esta terra que vês, eu te darei, a ti e à tua descendência para sempre. Percorra essa terra... porque eu te darei. (Gênesis 13: 14,15,17). Veja que Deus não disse a Abraão para olhar onde ele estava ou o que Ló havia tirado dele. Ele disse para Abraão olhar do lugar onde ele estava e que tudo o que ele poderia ver seria dado a ele e à sua descendência. Então Deus disse, “Acorde”. Em outras palavras, ele disse a Abraão, “Faça um novo começo—mexa-se, caminhe passo a passo, vá adiante”.

Eu creio que o Senhor está dizendo a mesma coisa para você e eu. Ele quer que nós paremos de fitar nossos olhos onde estamos e onde estivemos e comecemos a olhar o que vem pela frente. Nosso Deus é um Deus progressivo— está sempre se movendo. Ele nos diz em Isaias 43: 18,19, Não vos lembreis das coisas passadas, nem considereis as coisas antigas. Eis que faço coisa nova!...Deus quer fazer algo novo agora mesmo! As possibilidades são ilimitadas! Não importa o quão jovem, velho, rico, pobre, educado ou não educado nós somos ou mesmo quantas fraquezas temos. Deus pode fazer milagres na nossa bagunça!


Isto Tudo Vem com a Escolha

Fazer um novo começo se inicia assim como escolher consistentemente a fazer o que é certo — ninguém pode fazer isso por nós. Deuteronômio 30: 19 diz,… antes de você propus a vida e a morte, a benção e a maldição; escolhe, pois, a vida, para que vivas, tu e a tua descendência. Toda vez que você e Eu escolhemos confiar na Palavra de Deus e nos apropriar dela, iremos ser abençoados.

Não importa a profundidade do buraco que você está, os braços de Deus não são tão curtos para resgatar você e coloca-lo para fora. Se você cometeu erros, arrependa-se, acerte-se com Deus e prossiga. Todo dia Deus te dá a oportunidade de um novo começo. A única coisa que fica entre você e a vitória é VOCÊ!

Eu encorajo você a começar a se ver do jeito que Deus o vê—como a justiça de Deus em Cristo Jesus(3). Tire sua mente do passado, e abra seus olhos para o que Deus quer para você hoje. Nele não há fins de  morte—somente lugares para novos começos!

Por: Joicy Meyer

(1) Veja Filipenses 2: 13. (2) Veja Gênesis 13: 1-18. (3) Veja II Corintios 5: 21.

sexta-feira, 16 de setembro de 2016

Senhor ensina-me a sorrir!

A habilidade para sorrir é um verdadeiro dom de Deus. Eu acredito que essa é a expressão de um coração que está cheio de alegria. Infelizmente, para uma pessoa comum, gargalhadas só acontecem dependendo das circunstâncias. Mas nós como crentes, temos um privilégio maravilhoso – podemos sorrir mesmo quando as coisas não estão da forma que gostaríamos. 

Uma das razões para podermos sorrir e desfrutar nossa vida apesar das atuais circunstâncias, é porque Jesus é a nossa alegria. Ele é a vinha e nós somos os galhos. À medida que nós aprendemos a permanecer nele, vamos render ou produzir o fruto do caráter de Cristo, e a alegria é um fruto. Longe dele, não podemos fazer nada, mas na presença dele nossa vida irá transbordar de alegria, e eu creio que quando a alegria for transbordante, existirá uma ligação para o sorriso. 

O SORRISO SURGE DE UM CORAÇÃO ALEGRE. 

A Bíblia diz que quando nós aceitamos Jesus Cristo como nosso Senhor e Salvador, a totalidade de quem Deus é começa a existir dentro de nós. Em outras palavras, a divina semente que vai produzir todos os frutos do Espírito de Deus, incluindo alegria, está em nós. Não é uma coisa que estamos tentando adquirir, é algo que já existe. O que precisamos aprender é como desprender esta alegria, pois algumas vezes o “bem-estar” de nossa alma se trava, e isso impede que a alegria de Deus seja liberada. 

No Velho Testamento, uma das estratégias de guerra para bloquear o “bem-estar” do inimigo era mostrando ossos e muita sujeira. Quando conseguiam atingir esse “bem-estar”, ninguém mais conseguia encorajá-los. O mesmo acontece conosco. Nosso inimigo tenta atingir nosso bem-estar atirando “pedras” de ressentimento, amargura, falta de perdão, temores, dúvidas, depressão, você pode até listar. Se aceitarmos essa “sujeira”, que vem em forma de pensamentos, vamos impedir grandemente o fluir de “Águas Vivas” em nosso espírito. 

Mas Deus não deseja que vivamos assim. Ele deseja liberar nosso bem-estar. Ele deseja que o rio do Espírito Santo flua livremente em nós e através de nós para tocar outros. Interessante que quando os filisteus desestabilizaram Abraão com sujeira, Deus usou Isaque para restaurá-lo. O nome de Isaque significa “alegria”. E foi a alegria que restaurou o bem-estar de Abraão, eu acredito que o desejo de Deus é usar a alegria e o sorriso para restaurar o seu bem-estar também. 

Houve um tempo em minha vida que eu raramente sorria, ou deixava um sorriso solitário escapulir. Eu me tornei uma pessoa tão séria e intensa que deixava passar muitas oportunidades de sorrir. Felizmente, Deus mudou isso em minha vida. Agora, quando surge uma oportunidade de sorrir eu simplesmente agarro esta oportunidade. Eu vou direto para o sorriso. Eu aproveito o máximo que posso disso, pois descobri o tremendo alívio do estresse e da tensão uma boa gargalhada pode trazer. Quando estou cansada ou exausta para lidar com as coisas da vida, eu me sinto como um armário sujo, envelhecido e com necessidade de renovo. Mas quando Deus me dá uma oportunidade de sorrir, parece que vem uma “brisa sobre mim”, me levantando da opressão e me refrescando completamente. 


Revista Enjoying Everyday Life 

Por que Satanás ataca?

Acredito ser muito útil entender que o inimigo nos ataca por vários motivos. Às vezes ele nos ataca porque fizemos algo errado. Quando fazemos isso, abrimos uma porta para o inimigo trazer confusão e estragos em nossa vida. Em Efésios 4:27 Paulo descreve esta situação como dando lugar ao diabo. A forma de lidar com isso é simplesmente voltando pra Deus e falando: “Pai, se eu fiz algo de errado, por favor, me mostre. Não quero dar lugar ao inimigo para operar em minha vida”. Se Deus lhe mostrar alguma coisa, arrependa-se, receba seu perdão, e continue. Se ele não lhe mostrar nada, não comece a escavar, entrando numa expedição para descobrir pecados secretos. Descanse em saber que se você fez alguma coisa errada, ele será fiel para lhe mostrar o que é.

“Seja vossa vida sem avareza. Contentai-vos com as coisas que tendes, porque ele tem dito: De maneira alguma te deixarei, nunca jamais te abandonarei”. Hebreus 13:5

Outra razão que leva o inimigo a nos atacar algumas vezes é por termos feito alguma coisa correta - nossa escolha e nossas ações que demonstram obediência a Deus, prejudicam o reino das trevas e isso deixa o inimigo louco. Algumas vezes ele vai nos atacar somente porque estamos progredindo.

Lembre-se, o objetivo do inimigo é roubar, matar, e destruir tudo o que ele puder. Ele vem para retirar nossos bons relacionamentos, fazer o que for possível para roubar a verdade existente na Palavra, nossa paz e alegria. A boa nova é que Jesus veio para destruir os trabalhos do inimigo, e para nos dar vida abundante e transbordante. Se nós concordarmos com o Senhor, ele nos dará vitória sobre Satanás em todos os momentos.

Uma coisa que realmente me ajudou a lidar com os ataques do inimigo, foi entender que todos os cristãos estão sofrendo estes ataques, e não somente eu. Esta era uma das mentiras que o inimigo sussurrava em meus ouvidos. Mas aprendi através da Palavra que os crentes ao redor do mundo sofrem os mesmos tipos de ataques o tempo todo. Por mais que tentemos evitar as tentações e tribulações, não conseguimos – Jesus disse que passaríamos por isso. Mas ele também disse: “... tende bom ânimo (coragem, seja confiante, certo, sem dúvidas)! Porque eu venci o mundo. (eu passei por isso e tudo o que conquistei foi por você e pra você)”.  (Joyce Meyer)

quinta-feira, 15 de setembro de 2016

Pratique a Palavra.

Gloriar-se-á no Senhor a minha alma;  Salmos 34.2

Princípios transformadores quando seguidos fielmente a cada dia:

1. Eliminar desculpas e evitar a procrastinação. Seja um praticante da Palavra ao colocar sua fé em ação. A fé sem ação é morta (veja Tiago 2.20). 
2. Enfrente a verdade, não importa quanto ela seja dolorosa. A verdade é a única coisa que o fará livre (veja João 8.32). A Palavra de Deus é a verdade. Comece seu dia com a Palavra. 
3. Pare de sentir-se infeliz consigo mesmo. Compreenda quem você é em Jesus Cristo. Você é mais do que capaz nele (veja Filipenses 4.13). 

Eu e meu temperamento!

O longânimo é grande em entendimento, mas o de ânimo precipitado exalta a loucura.
Provérbios 14.29

É desagradável para os outros permanecerem ao nosso lado se facilmente nos iramos. Precisamos aprender como agir na vida em vez de reagir a ela, para que possamos desfrutar o poder de Deus em nossa vida. Deus diz que uma pessoa que pode controlar a sua ira é melhor e mais poderosa do que um indivíduo que domina uma cidade inteira (veja Provérbios 16.32). 
A Palavra de Deus diz: “Compreendam isso, meus amados irmãos. Cada homem seja rápido para ouvir [um ouvinte disposto], lento para falar, e para se ofender e se irar. Pois a ira do homem não promove a justiça de Deus [seus desejos e exigências]” (Tiago 1.19-20 – AMP). Seja pronto para ouvir, e desfrute a libertação da ira que Deus lhe oferece.

Pessoa cujas orações fizeram toda a diferença!

Minha avó foi uma grande mulher de oração. Orava todos os dias em diferentes horários. Ela não andava como antigamente há alguns anos em função da pouca visão, e, embora houvesse grandes coisas que ele não pudesse fazer, ele podia orar. Ele nunca me disse de forma específica que ela orava por mim, mas ela fazia isso sempre, eu sentia, eu via.

Qualquer que fosse minha dificuldade, eu corria para Deus e depois corria para ela. Eu sabia que minha amada vó pararia tudo para interceder por mim.

Existem várias pessoas que oraram por mim diligentemente por anos, e as aprecio tremendamente. Também creio que existem centenas de pessoas que oram por mim, as quais nunca irei conhecer até chegar ao céu.

Respeito muito os intercessores (aqueles que oram pelos outros) e sei que sem eles seria difícil, se não impossível, fazer o que faço. Orar pelos outros é um dos maiores presentes que podemos lhes dar.

Hoje pensei nela e sei que se ela pudesse me dizer algo, ela diria: Arlet não deixe de orar!

A propósito suas orações fazem a diferença na vida de alguém?


Arlety Amorim

Confie em Deus!

Muitos... creram no seu nome; mas o próprio Jesus não se confiava a eles... porque ele mesmo sabia o que era a natureza humana. JOÃO 2.23-25

Jesus amou as pessoas, especialmente seus discípulos. Ele tinha um grande relacionamento
com eles, viajava e comia com eles, bem como os ensinava. Mas Ele não colocava sua confiança neles, porque conhecia a natureza humana. Isso não significa que Ele não confiava em seu relacionamento com eles; mas simplesmente Ele não se abria a eles da mesma forma que Ele confiava e se abria a seu Pai celestial. É assim que você deve ser. Muitas vezes as pessoas formam relacionamentos íntimos e dependem demais dos seus amigos, em vez de buscar a Deus. Mas você não precisa fazer isso. Mesmo nos melhores relacionamentos, as pessoas o desapontarão porque as pessoas não são perfeitas. É certo amar e respeitar os outros, mas lembre-se sempre de que o único que nunca falhará com você é Deus.

Deus que me da forças!

Faz forte ao cansado e multiplica as forças ao que não tem nenhum vigor. Isaías 40.29

Quando sinto que começo a ficar cansada, busco o Senhor. Tenho aprendido que é melhor me manter saudável e em condições regularmente do que esperar até que uma crise ocorra e, então, tentar reparar o prejuízo. É sábio não usar tudo que você tem e esgotar totalmente seus recursos, sejam eles físicos, mentais, emocionais ou espirituais. É fácil ficar exausto com excesso de trabalho ou simplesmente viver irritado e frustrado com seus problemas, especialmente quando seu foco está neles, em vez de manter seus olhos no Senhor. Não se apoie em si mesmo ou em sua própria força e capacidade. Deus prometeu prover a força, a energia e o poder de que você precisa para prosseguir. Assim, aprenda a relaxar mais e permitir que o Senhor restaure sua vida
antes que você se esgote totalmente. Separe um momento diariamente para passar tempo de qualidade com Jesus.

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Mais sobre a Palavra de Domingo

Ser “perfeito” e “à prova de bala” são conceitos bastante sedutores, mas que não existem na realidade humana. Devemos respirar fundo e entrar na arena, qualquer que seja ela: um novo relacionamento, um encontro importante, uma conversa difícil em família ou uma contribuição criativa. Em vez de nos sentarmos à beira do caminho e vivermos de julgamentos e críticas, nós devemos ousar aparecer e deixar que nos vejam. Isso é vulnerabilidade. Isso é a coragem de ser imperfeito. Isso é viver com ousadia. 
Vivemos as vezes no padrão da Escassez de nunca ser bom o bastante:

1. Nunca ser bom o bastante. 
2. Nunca ser perfeito o bastante. 
3. Nunca ser magro o bastante. 
4. Nunca ser poderoso o bastante. 
5. Nunca ser bem-sucedido o bastante. 
6. Nunca ser inteligente o bastante. 
7. Nunca ser correto o bastante. 
8. Nunca ser seguro o bastante. 
9. Nunca ser extraordinário o bastante. 


Passamos a maior parte de nossas vidas ouvindo, explicando, reclamando ou nos preocupando com o que não temos em quantidade ou grau suficiente. (...) Antes de nos sentarmos na cama, antes de nossos pés tocarem o chão, já nos sentimos inadequados, já ficamos para trás, já perdemos, já damos falta de alguma coisa. E quando voltamos para a cama à noite, nossa mente recita uma ladainha de coisas que não conseguimos ou não fizemos naquele dia. Vamos dormir com o peso desses pensamentos e despertamos para lamentar mais faltas. (...) Essa situação interna de escassez, essa tendência mental à escassez, habita no âmago do ciúme, da cobiça, do preconceito e de nossas interações com a vida. A escassez, portanto, é o problema de nunca ser ou ter o bastante. Ela triunfa em uma sociedade onde todos estão hiperconscientes da falta. 
Tudo, de segurança e amor até dinheiro e recursos, passa por uma sensação de inadequação ou falta. Gastamos uma enormidade de tempo calculando quanto temos, não temos, queremos ou poderemos ter, e quanto todos os outros têm, precisam e querem ter. O que torna essa avaliação constante tão desoladora é que, quase sempre, comparamos nossa vida, nosso casamento, nossa família e nosso trabalho com a visão de perfeição inatingível propagada pela mídia, ou então comparamos nossa realidade com a visão ficcional de quanto alguém próximo de nós já conquistou. A nostalgia do passado também é uma forma perigosa de comparação. Repare com que frequência você compara a sua vida atual com uma lembrança de bem-estar que a nostalgia editou em sua mente, mas que nunca existiu de verdade: “Lembra-se de quando...? Ah, bons tempos!” 

Observe três componentes da fórmula da escassez e a maneira como eles influenciam a sociedade e reflita sobre as questões a seguir. Enquanto estiver lendo as perguntas, tenha em mente todos os ambientes ou sistemas sociais dos quais você faz parte, seja em sala de aula, em família, na comunidade ou talvez em sua própria equipe de trabalho. 

1. Vergonha: O medo do ridículo e a depreciação são usados para controlar as pessoas e mantê-las na linha? Apontar culpados é uma prática comum? O valor de alguém está ligado ao sucesso, à produtividade ou à obediência? Humilhações e linguagem abusiva são frequentes? E quanto ao favoritismo? O perfeccionismo é uma realidade? 

2. Comparação: A competição saudável pode ser benéfica, mas há comparação e disputa o tempo todo, velada ou abertamente? A criatividade tem sido sufocada? As pessoas são condicionadas a padrões estreitos em vez de serem valorizadas por suas contribuições e talentos específicos? Há um modo ideal de ser ou um tipo de habilidade usado como medida de valor para todos? 

3. Desmotivação: As pessoas estão com medo de correr riscos ou tentar coisas novas? É mais fácil ficar quieto do que compartilhar ideias, histórias e experiências? A impressão geral é de que ninguém está realmente prestando atenção ou escutando? Todos estão se esforçando para serem vistos e ouvidos? 

Somos convocados a viver com ousadia cada vez que fazemos escolhas que desafiam o ambiente social de escassez. O oposto de viver em escassez não é cultivar o excesso. Na verdade, excesso e escassez são dois lados da mesma moeda. O oposto da escassez é o suficiente, ou o que chamo de plenitude. Em sua essência, é a vulnerabilidade: enfrentar a incerteza, a exposição e os riscos emocionais, sabendo que eu sou o bastante. Se você retornar aos três blocos de perguntas sobre escassez e se perguntar se desejaria ficar vulnerável em algum contexto definido por aqueles valores, a resposta para a maioria de nós é um sonoro “não”. Se você se perguntar se essas condições o levam a desenvolver o amor-próprio e a autovalorização, a resposta é “não”, mais uma vez. Os elementos mais raros em uma sociedade da escassez são a disposição para assumir nossa vulnerabilidade e a capacidade de abraçar o mundo a partir da autovalorização e do merecimento. 

A percepção de que estar vulnerável seja sinal de fraqueza é o mito mais amplamente aceito sobre a vulnerabilidade – e também o mais perigoso. Quando passamos a vida nos afastando e nos protegendo de um estado de vulnerabilidade ou de sermos vistos como sentimentais demais, Ficamos contentes quando os outros são menos capazes de mascarar seus sentimentos. Chegamos ao ponto de, em vez de respeitarmos e admirarmos a coragem e a ousadia que estão por trás da vulnerabilidade, deixarmos o medo e o desconforto se tornarem julgamento e crítica. Vulnerabilidade não é algo bom nem mau: não é o que chamamos de emoção negativa e nem sempre é uma luz, uma experiência positiva. Ela é o centro de todas as emoções e sensações. Sentir é estar vulnerável. Acreditar que vulnerabilidade seja fraqueza é o mesmo que acreditar que qualquer sentimento seja fraqueza. Abrir mão de nossas emoções por medo de que o custo seja muito alto significa nos afastarmos da única coisa que dá sentido e significado à vida. 

A vulnerabilidade é também o berço das emoções e das experiências que almejamos. Quando estamos vulneráveis é que nascem o amor, a aceitação, a alegria, a coragem, a empatia, a criatividade, a confiança e a autenticidade. Se desejamos uma clareza maior em nossos objetivos ou uma vida espiritual mais significativa, a vulnerabilidade com certeza é o caminho. Sei que é difícil acreditar nisso, sobretudo quando passamos tanto tempo achando que vulnerabilidade e fraqueza são sinônimos, mas é a pura verdade. Vulnerabilidade é incerteza, risco e exposição emocional.

O amor é incerto e oferece um risco incrível. Amar alguém nos deixa emocionalmente expostos. Sim, é assustador e, sim, nós podemos ser magoados, mas você consegue imaginar a sua vida sem amar ou ser amado? Exibir nossa arte, nossos textos, nossas fotos, nossas ideias ao mundo, sem garantia de aceitação ou apreciação, também significa nos colocar numa posição vulnerável. Quando nos entregamos aos momentos felizes de nossa vida, mesmo sabendo que eles são passageiros e que o mundo nos diz para não sermos felizes demais para não atrairmos desgraça – essa é uma forma intensa de vulnerabilidade.

Se quisermos recuperar a parte essencialmente emocional de nossa vida, reacender nossa paixão e retomar nossos objetivos, precisamos aprender a assumir nossa vulnerabilidade e acolher as emoções que resultam disso. Para alguns de nós é um aprendizado novo e, para outros, uma recapitulação.

Colocar-se ao lado de alguém que atravessa uma grande dificuldade é fraqueza? Assumir responsabilidade é coisa de gente fraca? Voltar para o jogo depois de perder um gol feito é sinal de fraqueza? NÃO. Vulnerabilidade soa como verdade e é sinal de coragem. Verdade e coragem nem sempre são confortáveis, mas nunca são fraquezas. É verdade que quando estamos vulneráveis ficamos totalmente expostos, sentimos que entramos numa câmara de tortura (que chamamos de incerteza) e assumimos um risco emocional enorme. Mas nada disso tem a ver com fraqueza. 

A vulnerabilidade se baseia na reciprocidade e requer confiança e limites. Não é superexposição, não é catarse, não é se desnudar indiscriminadamente. Vulnerabilidade tem a ver com compartilhar nossos sentimentos e nossas experiências com pessoas que conquistaram o direito de conhecê-los. Estar vulnerável e aberto passa pela reciprocidade e é uma parte integrante do processo de construção da confiança. Não podemos ter sempre garantias antes de compartilhar algo; entretanto, não expomos nossa alma na primeira vez que encontramos alguém.

É necessário se relacionar, é necessário se expor e nós fazemos isso vivendo um um Pequeno Grupo de Relacionamento e aprendemos que Deus pode nos curar através de outras pessoas. (Tiago5. 16 Confessai os vossos pecados uns aos outros, e orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia.
Não existe teste de confiança nem luz verde para sinalizar que é seguro nos abrirmos. Mas a Bíblia nos ensina que dessa forma é que cresceremos de maneira plena.

Quem me ama estará ao meu lado, independente dos resultados que eu possa alcançar. Nós não podemos aprender a ser mais vulneráveis e corajosos por conta própria. Muitas vezes nossa primeira e maior ousadia é pedir ajuda, Deus nos fez interdependentes.

A vergonha extrai seu poder do fato de não ser explanada. Essa é a razão pela qual ela não deixa os perfeccionistas em paz – é tão fácil nos manter calados! Se, porém, desenvolvermos uma consciência da vergonha a ponto de lhe dar nome e falar sobre ela, nós a colocaremos de joelhos.

Assim como Roosevelt disse em seu discurso, quando ousamos grandemente nós cometemos erros e nos decepcionamos várias vezes. Haverá fracassos, equívocos e reprovações. Se quisermos ser capazes de avançar em meio às duras decepções, aos sentimentos de ingratidão e às tristezas, que são inevitáveis em uma vida plena e bem vivida, não poderemos achar que os revezes são provas de que somos indignos de amor, de aceitação e de alegria. 

Saber lidar com a vergonha é ser capaz de dizer: “Isso dói. Isso é decepcionante e talvez até devastador. Mas o sucesso, o reconhecimento externo e a aprovação dos outros não são os valores que me controlam. O meu valor é a coragem, e eu fui corajoso. Não me envergonho disso.”

Sejamos corajosos!

Como vamos vencer a vergonha?

1. Praticar a coragem e ficar acessível. É natural querermos nos esconder, mas a maneira de combater a vergonha e de honrar quem somos é compartilhar nossas experiências com alguém que tenha conquistado o direito de ouvi-las – alguém que goste de nós, não apesar das nossas vulnerabilidades, mas por causa delas. (João 13.34-35 - I Coríntios 13 - Colossenses 13.13 - Provérbios 12.25; 17.17) 

2. Conversar consigo mesmo da maneira que faria com alguém que você amasse e estivesse tentando encorajar no meio de um desastre: Está tudo bem. Você é humano – todos nós cometemos erros. Eu o apoio. Geralmente, durante uma crise de vergonha falamos conosco de uma maneira que nunca falaríamos com as pessoas que amamos e respeitamos. (I Coríntios 11.28 - Marcos 12.30)

3. Assumir o que aconteceu. Não enterre o episódio nem deixe que ele o defina. Costumo dizer isto em voz alta: “Se você assumir a sua história, conseguirá escrever o final dela.” Quando enterramos a história nos tornamos para sempre uma vítima dela. Se a assumirmos, conseguiremos narrar o seu final. Como disse Carl Gustav Jung: “Eu não sou o que me acontece. Eu sou o que escolho me tornar.
E aí vamos mais profundo, ou sou o que a Bíblia diz que eu sou: FILHO!!!

O Homem na Arena


Theodore Roosevelt (1858-1919) foi naturalista, ornitólogo, caubói, conservacionista, rancheiro, herói de guerra, escritor, caçador e político. Quando criança, Teddy tinha asma muito forte, tinha muito medo de brincar na rua e preferia passar o tempo todo lendo. Por fim, seu pai lhe disse para ‘virar homem’ e superar sua fragilidade física com força de vontade e resistência mental. Theodore não só viria a superar a asma, mas passou a dedicar-se ao que chamava de ‘vida vigorosa’ - um cronograma cheio de atividades físicas, aventuras e ação. Tinha também um intelecto feroz, tendo escrito vários livros, mediado guerras, vencido duelos políticos e, ah sim… foi Presidente dos EUA durante 8 anos. 
- Esta citação é apenas parte de um discurso que Roosevelt deu em Paris, em 1910. Foi republicado em jornais de todo o mundo e depois batizado de O Homem na Arena, e vendido como livro de bolso.

quinta-feira, 8 de setembro de 2016

Filho Pródigo Cassiane


Pai, me perdoa
Confesso que errei, confesso que pequei
Mas eu voltei, deixa eu ficar outra vez
Pai, me ajuda a levantar do chão
Preciso outra vez da tua unção

Eu me arrependo da dor que te causei
Quando peguei a minha herança e te deixei
Já não sou digno de ser chamado de filho
Eu reconheço, senhor
Mas estou aqui preciso do teu amor

Aqui está o meu coração
É tudo o que eu tenho pra dar
E as feridas que eu trago em mim
Eu sei que só tu podes curar

Porque aqui é o meu lugar
E dessa vez vai ser pra ficar

Filho, eu te amo
Eu nunca te esqueci
Eu sempre estive aqui a te esperar
Pode entrar e ficar
Hoje eu estendo a mão pra te ajudar
Eu quero te abraçar e te curar

Eu sou o mesmo Pai, amigo e fiel
Calce as sandálias e receba o meu anel
Porque você estava morto, mas reviveu
Perdido, mais foi encontrado
Nunca deixou de ser o meu filho amado

Hoje eu te peço o teu coração
É tudo o que você tem pra dar
E as feridas que trazes, eu sei que só eu posso curar

Porque aqui é o teu lugar e dessa vez vai ser pra ficar
Porque aqui é o meu lugar e dessa vez vai ser pra ficar

terça-feira, 6 de setembro de 2016

O Pai do Filho pródigo

I. O provedor da família
A. O pai era o dono da casa 1. Ele era responsável perante Deus pelo bem estar de sua família
Como pais, precisamos perceber que somos o provedor da nossa família e somos responsáveis perante Deus
B. Um homem que trabalha e que sustenta a sua família e funcionários
1. Os empregados tinham comida em abundância
2. I Timóteo 5:8 “Mas, se alguém não tem cuidado dos seus e principalmente dos da sua própria casa, tem negado a fé, e é pior que um infiel”
C. Pais não provedores – Falham com sua família em todos os sentidos, não os sustenta.
D. Os filhos sofrem e pagam o preço

II. Proveu uma herança para os filhos.

A. Provérbios 13:22 “O homem de bem deixa uma herança aos filhos de seus filhos”
1. Um bom pai quer deixar uma herança para seus filhos - física e espiritual
B. O filho mais velho recebeu uma porção dobrada 
C. V. 12 - O filho mais novo queria sua herança 
D. Que tipo de herança que estamos entesourando para os nossos filhos

III. Reconheceu o direito de seu filho de escolher seu próprio caminho.

A. A coisa mais difícil de fazer é deixar nossos filhos tomarem suas próprias decisões
B. Deus nos permite escolher nosso próprio caminho
C. Se escolhermos o caminho errado, devemos pagar o preço, esperamos que nos leve aos nossos sentidos.
D. V. 13-16 - O filho pródigo foi tão longe no pecado quanto uma pessoa poderia ir
1. Desperdiçou sua herança
2. Sentado em um chiqueiro querendo comer as sobras
E. Este é o lugar que o pecado acabará por levar, mas há sempre uma saída. Filhos rebeldes sempre precisam saber que podem voltar para casa.

IV. O sacerdote da família.

A. Apontou a família na direção certa
B. Liderou a família em adoração
C. Os pais devem passar seus conhecimentos e experiências para seus filhos
1. Isaías 38:19 “...o pai aos filhos faz notória a tua verdade”.
D. V. 17 - Quando o filho pródigo caiu em si, ele se lembrou de seu pai e, acima de tudo ele sabia que seu pai ainda o amava.
E. Hoje, os pais precisam ser o sacerdote da casa, dando orientação espiritual e amor.

V. O intercessor da família.

A. Os pais ofereciam sacrifícios para a família
B. Os pais precisam ser os intercessores da família. Se não oramos por nossa família, quem o fará?
C. Quando o filho pródigo voltou para casa seu pai estava esperando por ele. Ele havia estado intercedendo em oração para seu filho voltar para casa.
D. Será que nossos filhos sabem que estamos orando por eles?

VI. Não condenou ou julgou seu filho mas o esperou 

A. O filho pródigo voltou para casa com um coração arrependido
1. Ele estava verdadeiramente arrependido por suas ações e não foi à procura de uma mão para fazer tudo de novo
B. A atitude do pai não foi...
1. Você é o culpado de tudo isso que aconteceu com você – Duro
2. Não venha chorar de volta para mim
C. V. 20 - Ele teve compaixão de seu filho
1. Os pais precisam ser homens de compaixão
D. Ele estava agradecido porque seu filho tinha voltado para casa
E. Honrou seu retorno com uma celebração
F. Ele restaurou-o de volta para a família como um filho em vez de um servo

VII. Amava seus filhos igualmente.

A. Não mostrou favoritismo entre os dois filhos
B. Ele amava seu filho mais velho, que tinha escolhido ficar com ele.
C. Mesmo que o filho mais novo tinha desperdiçado sua vida seu pai ainda o amava, não hesitou em restaurá-lo
D. Independentemente de saber se os nossos filhos escolheram o certo ou errado eles ainda precisam saber que o pai ama
E. Nosso Pai Celestial nos ama, mesmo quando o que fazemos é errado; e quando nos arrependemos Seus braços estão abertos para nos restaurar, sem rancor ou hesitação. 

Conclusão: Pai não se esqueça do seu papel primordial; representar Deus perante os seus filhos e ensiná-los sobre ele. Para seguir o exemplo de nosso Pai celestial. Permita aos filhos a liberdade de aprender com os erros, perdoar e estar envolvido.
E que nossos filhos sempre saibam que têm um Pai no céu que sempre será fiel e verdadeiro.

Filho Pródigo Kadoshi



Um filho perdido volta arrependido
com os pés feridos de tanto andar,
viveu nesta vida tantas fantasias
não teve alegria,foi só ilusão.
Vendo o pai alegre chorou
vendo o pai alegre abraçou
o seu filho voltou,de novo para o lar do pai
o seu filho chegou,e um banquete a ele entregou.
E você que anda, em rumo às chamas
o inferno é terrível, lugar de pavor mas Cristo te espera de braços abertos
Oh vem sem demora andar com Jesus.

O Filho Pródigo Voz da Verdade


O mestre veio e anunciou,parábolas pro povo ouvir
E relatou a história de um pai cheio de amor
Dois filhos bons um lar feliz, viviam em paz até que
O mais jovem pediu-lhe a herança e partiu
Rumou prá longe entre deleites seus bens desperdiçou
Desamparado sentindo fome do lar se recordou
Na casa do pai há pão sobrando
E eu pereço de dor

Levantar-me-ei e irei ter com meu pai
E dir-lhe-ei eu pequei contra ti
Levantar-me-ei e a ele pedirei
Faz-me um servo de ti

O jovem pôs-se a caminhar e ainda distante do seu lar
O pai avistou, cansado e triste a retornar
Cheio de amor e compaixão, correu ao filho e o beijou
Jubilante saiu feliz a festejar
Novas alparcas, vestes e anéis lhe ofereceu
E jubilante exclamou, meu filho renasceu
Estava perdido, mas foi achado
Meu filho renasceu

Levantar-me-ei e a ele pedirei
Faz-me um servo de ti
Levantar-me-ei e a ele pedirei
Faz-me um servo, servo de ti

segunda-feira, 5 de setembro de 2016

Filho Pródigo Ministério Zoe



Eu não sei onde me perdi
Eu não sei quando deixei de ouvir Tua voz
Eu confesso que muitas vezes pensei em desistir
Mas, algo me segurou
Uma força me prendeu a Ti

Eu já nem sei quem sou
Não consigo enxergar uma luz para me guiar nesta estrada escura
Que continuo, continuo a trilhar

Eu tenho saudades quando me lembro dos dias dos amores
Eu era só Teu e você era só meu, Jesus
Eu era só Teu e você era só meu Jesus.

Eu quero, preciso voltar
Ao longe, começo a enxergar
O fogo que sai do Teu olhar
A brisa suave sussurra meu nome

Foi a força do Teu amor
Foi a força da Tua paixão
Que me fez desejar estar aqui
Novamente te amar

Foi a força do Teu amor
Foi a força da Tua paixão
Que me fez desejar estar aqui
Novamente me entregar

E dizer: Te pertenço
E pedir pra Você me amarrar a Ti

Filho Pródigo Mattos Nascimento


 
Eu fui criado com meu pai tão carinhoso
Eu tinha tudo, paz, amor, era demais
Mas um dia sem pensar caí no mundo
Me enganou o inimigo tão sagaz

A minha parte da herança peguei toda
Meu pai me olhando tão tristonho a chorar
Dizendo o meu filho amado vai embora
Eu fico orando para um dia ele voltar

Vou me levantar e dizer ao meu pai
Pequei contra Ti não mereço viver
Não sou digno de ser chamado filho Teu
Perdoa-me
Mas o amor que o meu pai tem por mim
É bem maior do que tudo que eu fiz
Me encontrando me abraçou me perdoou
Hoje sou feliz
No mundo eu pensava que tinha amigos
Gastava tudo, só queria o meu prazer
Até os porcos tinham os seus alimentos
E eu sem nada já não tinha o que comer
Se eu voltar talvez meu pai não me aceite
Mas vou tentar quem sabe ele me perdoou
Ao avistar a minha casa ainda longe
Meu pai alegre veio correndo, me abraçou

Vou me levantar e dizer ao meu pai
Pequei contra Ti não mereço viver
Não sou digno de ser chamado filho Teu
Perdoa-me
Mas o amor que o meu pai tem por mim
É bem maior do que tudo que eu fiz
Me encontrando me abraçou me perdoou
Hoje sou feliz

Me encontrando me abraçou me perdoou
Hoje sou feliz

PARÁBOLA DO FILHO PRÓDIGO.

O texto que trata da história do filho pródigo está em Lucas 15:11-32.
A vida de um pecador que se converte compreende cinco estágios, os quais podem ser vistos nesta parábola que Jesus utilizou para confrontar os Fariseus: O primeiro estágio é a partida (descrita nos versículos 11-13). O segundo estágio é a miséria na terra estrangeira (descrita nos versículos 14-16). Já nos versículos 17 ao 19 temos a contrição pelos pecados cometidos. Depois, o retorno ao Pai no versículo 20 e seguintes. E o quinto estágio que é a aceitação do filho que volta ao convívio familiar. Podemos simplificar: Pecado, Castigo, arrependimento, conversão e justificação.
Por vezes nos limitamos a falar somente do filho mais novo, quando em verdade, esta parábola se dirige também àquelas pessoas que se colocam no lugar do filho mais velho, e que podem ser exemplificadas com aqueles que se denominam “crentes antigos”.
E disse: Um certo homem tinha dois filhos.
E o mais moço deles disse ao pai: Pai, dá-me a parte da fazenda que me pertence. E ele repartiu por eles a fazenda.
Jesus inicia sua parábola falando que havia um homem que tinha dois filhos. É de se estranhar a iniciativa do filho em repartir as terras do pai, sem sequer esperar a sua morte. Isto por si só já demonstra uma quebra da lei natural na sucessão das coisas. Conforme o costume daquela época, o filho primogênito (mais velho) receberia dois terços da propriedade. Já ao filho mais moço cabia um terço.
Este costume é descrito no Livro de Deuteronômio.  O primogênito é o princípio da força do homem e devia receber porção dobrada.  O filho mais moço dá inicio ao repartir da propriedade, numa demonstração de desrespeito para com a autoridade paterna enquanto chefe daquele núcleo familiar. Deveria partir do pai a iniciativa de repartir a terra e assim se desincumbir de sua responsabilidade para com a administração.
E poucos dias depois, o filho mais novo; ajuntando tudo, partiu para uma terra longínqua e ali desperdiçou a sua fazenda, vivendo dissolutamente.
Podemos supor que ele vendeu as terras para alguém estranho à família, e tomando sua parte em espécie partiu. Ainda hoje vemos nossos jovens partindo para terras cada vez mais distantes numa valorização da “cultura alheia”. Importante notar que o Pai neste momento não profere nenhuma censura. Fica calado. Ele permite (assim como Deus) que o ser humano faça o que quer. Este respeito ao “direito de pecar”, é o respeito ao fato de que Deus criou o homem livre e para a liberdade, inclusive para a liberdade de pecar. O pai permitiu ao filho mais moço que ele escolhesse seu caminho, procedendo de acordo com seus desejos.
Desperdiçou é justamente o oposto de “ajuntando tudo”. É nisto que consiste o pecado. Gastar os bens criados por Deus Pai, e a nós emprestados. Alguns destes bens: Saúde, Vigor Físico, Coisas Materiais, Tempo, Saúde Mental. No pecado, o filho de Deus, não atenta para a questão da mordomia. Este afastamento para um terra distante é uma fuga da disciplina do Pai.
E havendo ele gastado tudo, houve naquela terra uma grande fome, e começou a padecer necessidades.
Esta descrição breve retrata que o filho se viu pobre, desnudo e despido de suas posses. Na terra em que ele achava que teria plena liberdade, ele se viu de repente presa das circunstâncias mais adversas. Este padecer necessidades é uma demonstração de sua condição de extrema inferioridade em relação aos habitantes naturais daquele país. Uma condição pior do que o natural da terra. Numa comparação com o mundo moderno vemos que não mudou muito. Os filhos saem do lar e na esperança de uma pseudo-liberdade, vivem uma vida dissoluta. Ainda assim ocorre com aqueles que muitas vezes abandonam a igreja para a vida no mundo. Esta crença de uma liberdade irrestrita fora da vida familiar e congregacional não passam de uma armadilha, o mais é engano.
E foi e chegou-se a um dos cidadãos daquela terra, o qual o mandou para os seus para apascentar porcos.
Em conformidade com a lei judaica, os porcos eram animais imundos. Os porcos não podiam ser comidos ou usados em sacrifícios, portanto para um judeu, tratar dos porcos representava a suprema humilhação. Tal fato pode ser conferido em Levítico 11: 2-8 e Deuteronômio 14:8. Desejar comer a comida dos porcos significava que ele estava numa condição muito além da degradação humana. Ou numa linguagem econômica moderna, ele estava muito abaixo da linha da pobreza. Vemos o naufrágio do filho mai moço e sua submersão nas águas escuras da perdição. Longe dos seus, desamparado pelos amigos que só se interessavam pela fortuna. 

Humilhado...Humilhado...Humilhado...
Assim nos deixa o pecado. Jogado na lama do chiqueiro dos porcos. Representado hoje pelas sarjetas da bebida, do jogo e das drogas e das prostituições.
E desejava encher o seu estômago com as bolotas que os porcos comiam, e ninguém lhe dava nada.
Já ouvi muitas pregações dizendo que ele comia a comida dos porcos. Mas vemos que nem isto sobrava para ele. Ou seja, ninguém lhe dava nada. O porco assumiu muito mais importância do que o homem. Mas é este o trabalho do diabo: Roubar, Matar e Destruir. O mais humilhante trabalho que poderia existir para um judeu não lhe garantiu sequer a sua subsistência. Algumas versões trazem que as comidas dos porcos eram “vagens de alfarrobeiras”.
E, caindo em si, disse: Quantos trabalhadores de meu pai têm abundância de pão, e eu aqui pereço de fome!
Vemos aqui a contrição pelo saída inoportuna de sua casa. A sua mente analisa a diferença entre a miséria e a abundância da casa paterna. Vemos ainda hoje esta latente diferença entre a vida na congregação junto aos irmãos, ao pé dos pastores e a vida nas noitadas de bebidas e destruição familiar. A recordação de um pai que era bom para os filhos e para seus empregados. “As grandes dores as tragédias são frequentemente necessárias para fazer as pessoas olharem para o único que pode ajudá-las: Jesus.”[2]
Será que você neste momento está agindo assim? De acordo somente com suas vontades, de forma egoísta. Saiba que isto trará para você e para os seus muitas dores. O ideal é parar antes que o fundo do abismo nos toque.
“Caindo em si”, significa que antes, ele estava tomado pela loucura do pecado. É isto que é o pecado: Loucura. A volta acontece pela confiança que ele tem depositada no Pai e pelo amor próprio.

Levantar-me-ei, e irei ter com meu pai, e dir-lhe -ei: Pai, pequei contra o céu e perante ti. Já não sou digno de ser chamado teu filho; faze-me como um dos teus trabalhadores.
A recordação de que os empregados de seu pai tinham abundância  e a saudade do tratamento que recebia fala fundo em seu coração. “Planeja antepor à solicitação prevista uma confissão de sua culpa.”[3]
E, levantando-se, foi para seu pai; e, quando ainda estava longe, viu-o seu pai, e se moveu de íntima compaixão,e, correndo, lançou-se lhe ao pescoço, e o beijou.
Estamos diante de uma demonstração inequívoca da GRAÇA DE DEUS.  O pai esperava a volta do filho pródigo, não saiu para procurá-lo pois sabia que estava lidando com um ser humano dotado de vontade e liberdade. Ainda assim ocorre com os crentes desviados, esperamos pela suas voltas, pois sabem que há um caminho. Diferente das ovelhas perdidas ou das dracmas[4] que hão que ser procuradas. Mas o filho quando volta para seu pai, é recebido de forma alegre. Esta constância e paciência no amor de Deus é que faz com que Ele nos dê as boas-vindas ao retornarmos para o lar.  Assim como o pai age nesta história, Deus age em nossas vidas. Deus não nos força a respondê-lo ou a buscá-lo, mas quando o fazemos, Ele nos recebe de braços abertos. O fato de que o pai o viu ao longe, é uma demonstração de quantas vezes aquele pai, teve seu olhar perdido no horizonte, na esperança de que o filho apontasse na estrada. Uma demonstração de que o amor do pai não foi extinto pelo tempo e pela ausência da separação. A íntima compaixão que mostra o pai mostra que o estado deplorável do filho, longe de deixar asco, deixou mais motivação para que o pai o recebesse. É por isto que não entendemos quantas mães e pais enfrentam horas de humilhação para visitar os filhos nos presídios. A restituição do relacionamento ocorre sem cobranças por parte do pai. É como se o filho mais moço nunca o tivesse decepcionado. O maravilhoso disto tudo é que o pai toma a iniciativa de abraçar o filho. Nada de críticas, de repreensões, mas apenas o amor demonstrado no abraço silencioso.
Divulgador da Palavra

E o filho lhe disse: Pai, pequei contra o céu e perante ti e já não sou digno de ser chamado teu filho.
Mas o pai disse aos cervos: Trazei depressa a melhor roupa, e vesti-lho, e ponde-lhe um anel na mão e sandálias nos pés. 
Descalço, maltrapilho e sem reconhecimento é assim que voltamos do mundo para a casa do Pai. Em troca de nossos trapos, recebemos roupas melhores. Os pés imundos são lavados e calçados com sandálias. E o bezerro cevado, foi a morte de Cristo.  Esta foi a oferta pela propiciação de nossos pecados. O pai que ficou calado o tempo todo, agora abre a boca. Não para falara um “Está perdoado”. Mas, sim, para dar ordens imperativas aos servos para que coloquem o filho arrependido na melhor posição da casa. Assim devem ser as ações de perdão em nossas vidas. Perdão não pode ser mostrado por palavras vazias e sem sentido, mas por ações que efetivamente demonstrem o ato do perdão. E perdão não é Dom; é ordenança.
As sandálias são um privilégio do homem livre. O escravo devia andar descalço. “Para a liberdade foi que Cristo nos libertou. Permanecei, pois, firmes e não vos submetais, de novo, a jugo de escravidão.” (Gálatas 5:1)
O anel era símbolo de autoridade para o judeu.
E trazei o bezerro cevado, e matai-o; e comamos e alegremo-nos,
Todos devem alegrar-se com a volta do filho que estava perdido. Inclusive os cervos da casa. Assim nós devemos participar da alegria de nosso pai. Assim ocorre com os anjos no céu. Alegram-se quando um pecador se arrepende. Fazem festa de júbilo para com aquela alma que estava perdida e salvou-se. Esta festa representa a comunhão.
porque este meu filho estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado. E começaram a alegrar-se.
Não importa a maneira como os pecadores se perdem. Deus está de prontidão eterna esperando o momento em que seus filhos resolvem voltar para o lar. Dentro da Bíblia Cristã, o conceito de morte e vida, faz alusão à questão do pecado e da conversão. O pecado representa a separação do pai. A conversão representa a aceitação de que somos dependentes de Deus para termos a salvação por meio de seu filho. Pecado é morte. Conversão é vida.
E o seu filho mais velho estava no campo; e, quando veio e chegou perto de casa, ouvia a música e as danças. E chamando um dos servos, perguntou-lhe que era aquilo.
E ele lhe disse: Veio teu irmão; e teu pai matou o bezerro cevado, porque o recebeu são e salvo.
Mas ele se indignou e não queria entrar. E, saindo o pai, instava com ele.
Cristo está falando diretamente aos fariseus que julgam ser melhores do que outros. Mas fala diretamente às igrejas do mundo moderno e de seus membros que não gostam de receber pecadores em seus interiores. Estas igrejas da Teologia da prosperidade não querem nada mais que as lãs de suas ovelhas. Não se preocupam e não se alegram com a salvação das almas.
Mas, respondendo ele, disse ao pai: Eis que te sirvo há tantos anos, sem nunca transgredir o teu mandamento, e nunca me deste um cabrito para alegrar-me com meus amigos.
O que vemos na atitude do filho mais velho, é o que presenciamos até hoje. O “Escândalo da Graça” causa perplexidade até hoje no mundo. O homem natural não aceita o fato de que o pecador tem a sua impureza remida sem que para isto precise oferecer sacrifícios, penitências e novenas. O homem natural não entende o AMOR DO PAI que deu seu filho unigênito para morrer e apesar de toda  nossa vida dissoluta nos aceita e nos veste com trajes de festa. A representação do filho mais velho é para ilustrar os judeus, que de forma meticulosa guardavam os princípios legais, mas nem de longe compreendiam o princípio da Graça Divina.
Vindo, porém, este teu filho que desperdiçou a tua fazenda com meretrizes, mataste-lhe o bezerro cevado.
As palavras do filho mais velho demonstram que ele estava tão perdido quanto o filho mais novo. “As pessoas que se arrependem depois de viver notoriamente no pecado atraem suspeitas; há igrejas que se mostram pouco dispostas a admiti-las como membros.” (BAP, 1386)
É muito difícil para o filho mais velho aceitar o irmão que viveu de forma dissoluta e desregrada, mesmo tendo se arrependido. Inúmeras vezes, Cristãos mais velhos agem (motivado pelo ciúme) como o irmão mais velho. Na verdade deveriam agir como o Pai que abriu os braços para recebê-lo.
A nossa atitude deve ser semelhante como a dos anjos no céu. Há regozijo quando um pecador se arrepende e volta para Deus.
E ele lhe disse: Filho, tu sempre estás comigo, e todas as minhas coisas são tuas.
Não percebemos por várias vezes que as bênçãos do Pai são nossas. E o que vemos muitas vezes é o que se chama de “correr atrás da benção”.
O perdão do pai está ligado ao fato de que ele é Amor. Já o filho mais velho representa o ressentimento. Mas nada há que não possa ser refeito.
A inveja e o orgulho é que nos impedem de usufruirmos das coisas que Deus nos dá e não as bênçãos que estão ao nosso alcance.
Mas era justo alegrarmo-nos e regozijarmo-nos, porque este teu irmão estava morto e reviveu; tinha-se perdido e foi achado.
O pai sabiamente lembra que o que retornou ao seio da família foi o irmão que saiu. Embora magoado e machucado ambos têm sua gênese no mesmo pai e muito provavelmente tenham se alimentado do mesmo leite materno.
O ser que está morto é uma analogia com aquele ser que perdeu o contato com Deus. Ao perder o contato com Deus, deixamos de participar da vida ressurreta em Cristo Jesus. “nem ofereçais cada um dos membros do seu corpo ao pecado, como instrumentos de iniqüidade; mas oferecei-vos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os vossos membros, a Deus, como instrumentos de justiça.” (Romanos 6:13)
E ainda: “Ele vos deu vida, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados.” (Efésios 2;1)

Bibliografia
Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal. (2003). São Paulo.
Brasil, S. B. (2008). Bíblia Shedd. São Paulo: Vida Nova.
CPAD. (2011). Bíblia de Estudo Palavras-Chave Hebraico e Grego. Rio de Janeiro/RJ: CPAD.
Fritz, R. (2005). Evangelho de Lucas (Comentário Esperança). Curitiba/PR: Editora Evangélica Esperança.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

Majestade Inesperada


Às 7:51 da manhã, no dia 12 de janeiro, 2007, um jovem músico tomou sua posição encostado numa parede numa estação de metrô de Washington DC. Ele abriu um estojo de violão, retirou seu instrumento, e começou a tocar. Por quarenta e três minutos ele tocou seis peças clássicas. Durante esse tempo 1,097 pessoas passaram por lá. No seu estojo elas jogaram um total de U.S. $32.17. Apenas sete pessoas pausaram mais do que sessenta segundos – e das sete, apenas um reconheceu o violinista, Joshua Bell.

Três dias antes, Bell havia enchido o Hall Sinfônico de Boston. Mas ninguém esperava majestade num local assim. Quem tinha tempo para notar beleza no meio do corre-corre? A maioria não tinha. Da perspectiva do céu, Jesus estava tocando o violão.

quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Isaías 35.1-10

Auxílio Homilético
Prédica: Isaías 35.1-10
Leituras: Mateus 22.23-33 e 1 Coríntios 15.12-20
Autor: Roberto E. Zwetsch

Proclamar Libertação - Volume: XXXVIII
Deus vem! O sertão vai virar mar!
1. Introdução
A poesia é uma das mais conhecidas características da profecia desse profeta do século 8 a.C. Provavelmente nascido em Jerusalém e membro das classes mais abastadas, revelou-se um crítico severo da monarquia e dos pecados do povo, não se conformou com a hipocrisia piedosa dos que se apoiavam no templo e na religião, tornando-se assim um profeta que incomodava muitos em Jerusalém. Apesar de tudo, essa era a cidade amada por ele como a “eleita de Javé”, para a qual caminhariam mais tarde os exilados da Babilônia (35.10).
O atual livro de Isaías é certamente resultado de um longo processo de redação, coleta de oráculos ou palavras proféticas que remonta a um exaustivo e paciente trabalho de muitos estudiosos da palavra de Deus ou da escola de Isaías. Os pesquisadores normalmente diferem entre si sobre a composição do livro, mas com segurança podemos encontrar três partes bem delimitadas nesse livro: a) os capítulos 1-39 (aí está inserido o capítulo 35 desta pregação); b) 40-55, conhecido como o Segundo Isaías, pois os textos supõem a experiência do exílio babilônico; c) 56-66, possivelmente um trabalho redacional que remonta a épocas distintas da história mais recente de Israel, mas que a vincula aos tempos históricos do profeta Isaías.
Um pesquisador conclui de forma bem interessante essa história da redação ao afirmar que, apesar de todas as circunstâncias complicadas, o livro atual apresenta-nos uma mensagem coerente e instigadora, que chama à conversão, que implica mudança de vida e a prática da justiça e do direito. Isaías não se conforma com as injustiças, mas anuncia um Deus justo – que julga os governantes, destrói impérios, liberta os fracos – e também um Deus salvador, que traz esperança a partir de crianças (7.3; 8.3; 9.6s) e de um resto de povo vencido, exilado, mas que permaneceu fiel no meio da aflição e do desterro.
Ao reler Isaías 35, não pude deixar de lembrar a profecia de Antônio Conselheiro, o líder leigo religioso do Movimento de Canudos no final do século 19 no sertão nordestino. Criticado e perseguido pelo império brasileiro, com apoio da igreja oficial, Conselheiro foi um profeta popular que apenas queria justiça e procurou levantar o ânimo de sua gente e insuflar nela uma réstia de esperança. É dele provavelmente a famosa frase-profecia: “O sertão vai virar mar, e o mar vai virar sertão”, muito ao estilo das profecias bíblicas, aí incluídas a de Isaías.
2. Sobre o texto de Isaías 35
A linguagem é poética e traz a mensagem de uma visão de futuro envolta em figuras de grande expressividade. O deserto se alegrará, os lugares abandonados florescerão como os montes do Líbano, do Carmelo e o vale de Sarom, regiões conhecidas por sua fertilidade. Esses símbolos juntam-se ao motivo das águas que rebentarão no deserto, delas saindo ribeiros que anunciam abundância e nova vida para os que retornam de longe. A terra desolada voltará a produzir, porque os mananciais de água voltarão a regar os campos e a areia queimada pelo sol abrasador. No meio coloca-se outro sinal dessa renovação da vida e da esperança. Aos desalentados se dirá uma palavra: Sejam fortes, porque Deus vem! Não é preciso ter medo. Ele vem e vingará os que sofrem injustiça. Ele virá para salvar e resgatar. E, como consequência, os olhos dos cegos abrir-se-ão, e os ouvidos dos surdos ficarão desimpedidos. Coxos não apenas voltarão a andar, mas saltarão de alegria, enquanto os mudos não só voltarão a falar, mas cantarão como sinal de uma novidade radical. E tudo isso será possível porque se abrirá um caminho santo no meio da desolação, da destruição e do deserto. Um novo êxodo se anuncia: caminho de libertação pelo qual somente os resgatados caminharão. Esse caminho, porém, será vedado aos animais ferozes (diferente de Isaías 11) e aos impuros, aos que praticam o mal e a injustiça. Por fim, nessa visão extraordinária de salvação, os que retornam do exílio voltarão a habitar Sião – destruída que foi – para, quem sabe, reconstruí-la em alegria e gozo, afugentando a tristeza e o gemido dos sofredores.
A meu ver, contudo, essa visão grandiosa só poderá ser bem compreendida se considerarmos que Isaías 35 deverá ser lido em conjunto com o capítulo 34, no qual temos o outro lado da moeda. Nesse, vemos estampada de forma cruel a matança de Edom, que é apresentada como terra incendiada e arruinada, habitada por animais selvagens e sem possibilidade alguma de restauração. Os símbolos do poder político e religioso foram aniquilados. O redator ainda exaspera o leitor ao afirmar que será necessário ler o “livro do Senhor” para entender as razões de tamanha destruição (34.16). A terra voltará a ser repartida entre algumas famílias, e somente no futuro haverá possibilidade de alguma vida habitável naquele lugar.
Essa profecia – que talvez aponte para a futura queda da Babilônia (“Edom” seria então um símbolo) – não deixa de trazer uma palavra de esperança de recuperação de terras perdidas, a possibilidade de no futuro experimentar libertação.
A mensagem de Isaías 35 talvez fique mais evidente se fizermos a comparação
entre os dois capítulos:
      Edom (34)                                                 Sião (35)
Terra calcinada/destruída                    Terra florescente/verdejante
Feras selvagens                                 Ausência de animais selvagens
Grande matança                                Volta dos exilados/libertados
Muitos cadáveres                               Cura dos mutilados/libertação física
Ninguém caminha pela terra                Caminho santo para os que retornam
Dia de ira e vingança                           Vitória e alegria, fim da tristeza
Mas mesmo a visão de esperança que o capítulo 35 anuncia e comemora tem limites. Ela não se dá na cidade de Jerusalém, mas a caminho de Sião, em meio à marcha dos libertados, o que supõe a derradeira confiança no Libertador de Israel, o salvador de “seu povo”, o povo que se voltou para seu Deus e assumiu a dura caminhada de retorno à terra, à casa, ao país destruído. Essa volta exigirá constância e disposição para sair do conforto da opressão (ainda que ela seja terrível, é segura) para a insegurança da marcha pelo caminho da salvação. O texto surpreende ao afirmar que quem arriscar esse caminho não errará, nem mesmo o louco. A caminhada de libertação, por vezes, exige a disposição para fazer certas “loucuras” (o mesmo motivo temos em Paulo, cf. 1Co 1).
Croatto chama a atenção para detalhes importantes: nessa cidade destruída pelos caldeus, o templo não é mencionado. Sião é apenas um lugar de libertação, o que significa que todo o trabalho de reconstrução ainda está por ser feito. E Javé voltará a ocupá-la junto com seus adoradores.
As metáforas estão ligadas à transformação da natureza, que, como as pessoas, expressa sentimentos de alegria e júbilo por sentir-se restaurada pela profusão das águas. Até parece que a natureza se antecipa à salvação que o povo-resto irá experimentar.
Outro detalhe importante: os destinatários da mensagem não são os líderes do povo, mas são justamente os portadores de deficiências; os v. 5-6 mencionam cegos, surdos, coxos, mudos, pessoas que, impedidas por alguma deficiência, expressarão a salvação que Javé está para desencadear. E o que se vê nessas pessoas especiais é a alegria da libertação. Não se trata de milagres extraordinários, mas antes o fato de que justamente as pessoas mais frágeis e desqualificadas é que anunciam um novo tempo. Nos v. 6-7, os pares de figuras deserto/alegria e deserto/água apontam para uma nova era de vida, em que a terra será fértil e produzirá fruto abundante. A vinda de Javé (ele vem do futuro para o presente) acontece em meio a uma grande marcha dos resgatados, dos que confiaram nele e na força da vida, apesar de toda a realidade de opressão, miséria, abandono e destruição. Os que voltam devem preparar-se assim para uma grande festa de libertação (o mesmo motivo reaparece em 51.11). Essa visão traz consolo, ânimo, renova as forças, fortalece as mãos frouxas, firma os joelhos dos que vacilam, levanta os desalentados de coração, alma e espírito (v. 3-4).
A frase final do v. 10 encontra sua sequência natural no cap. 40.1, em que um novo bloco do livro de Isaías inicia. Mas no meio foram inseridos textos históricos que remetem a outras experiências do povo de Israel (36-39).
3. A caminho da prédica
Imagino que a pregação desse capítulo de Isaías trará muita alegria ao pregador ou pregadora. Pois sempre é melhor anunciar salvação do que destruição e desolação. Mas penso que o desafio está justamente aí: a mensagem de salvação só faz sentido se temos claro a que ela se refere, a que situação ela responde com metáforas belíssimas de uma natureza renovada e preservada e com o anúncio de um caminho novo, santo e bom no meio do deserto da injustiça e da desigualdade que humilha e faz sofrer.
Proponho que se faça um exercício duplo como desafio à comunidade. Primeiro, olhar para a nossa realidade e tentar descrevê-la da forma mais crua possível. Estou escrevendo este auxílio homilético em meio às maiores manifestações populares que o Brasil já viu desde a Campanha das Diretas Já (1984) e do Fora Collor (1992). Algo novo começa a ser forjado em nosso país a partir da mobilização do povo nas ruas, de gente de muitos segmentos sociais, com predominância de jovens e estudantes, mas também com a presença de aposentados, pessoas idosas, famílias inteiras com crianças e até bebês de peito (!), engravatados e mesmo funcionários públicos.
A indignação contra uma série de desmandos, injustiças, malversação de recursos públicos, privilégios inconcebíveis numa sociedade democrática é apresentada em faixas, cartazes escritos à mão (na era da informática), de modo que os governantes ficaram atônitos, sem entender o que se passa. Suas respostas até o momento são pontuais e nem de longe respondem a tudo o que as ruas começam a proclamar e a exigir, pacificamente ou, em muitos caos, destrutivamente (com depredações, incêndios e até invasão e roubos criminosos). Mas, mesmo nesses casos, é preciso interpretar a que vem esse ódio refreado e que, ao ser expresso, vem com fúria incontrolável.
Então, reler o capítulo 35 de Isaías e perguntar-se: como pregar sobre uma visão que anuncia
* “o deserto e a terra se alegrarão, e o ermo exultará e florescerá como o narciso”;
* “fortalecei as mãos frouxas e firmai os joelhos que vacilam”;
* dizendo aos desalentados: “Sede fortes, não tenham medo”?
Será muito importante apontar como é que “Deus vem”. Ele não vem como um general para conquistar a cidade arrasada, nem vem como um justiceiro para vingar todo sangue inocente. Entendo que sua “vingança” e sua “retribuição” terão outra conotação. Por isso o júbilo incontido no texto, a alegria que transparece já desde a renovação do “deserto” e dos lugares destruídos, desde a natureza comprometida pela obra humana e o lugar do desconsolo dos abatidos e vencidos pela sanha dos poderosos. A força de Javé, Deus libertador, mostra-se desde “baixo”, desde os cansados e sem força, desde os cegos pelo brilho de uma sociedade desigual e corrupta, desde os ouvidos fechados dos que sofreram sob as bombas e as máquinas que matam, desde os emudecidos porque jamais foram ouvidos (Deus, porém, escuta o clamor dessas pessoas humildes e desgarradas), desde os privados do direito de caminhar, de ir e vir, reservado apenas aos que mandam, aos que governam e apropriam-se da cidade até que ela fique deserta e sem vida. É a partir dessas pessoas, desses grupos e comunidades aparentemente sem força alguma que Deus vem e salva. Ele abre um caminho no meio da apatia e do isolamento e restabelece as condições da luta histórica, da marcha para a liberdade. Esta mensagem precisa ser anunciada aos quatro ventos: Deus vem! O sertão vai virar mar! Nenhuma opressão é absoluta, nenhuma cidade permanece para sempre sob o domínio da injustiça e da desfaçatez. Deus vem e salvará seu povo faminto, cego, sofrido. Deus abrirá os olhos e os ouvidos de sua gente, levantará os enfraquecidos e que não podem andar. Como o próprio Isaías profetizou (25.8): “Tragará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos, e tirará de toda a terra a ignomínia, a desonra do seu povo, porque o Senhor falou”. É por isso que, no dia em que lembramos a memória de nossos queridos já falecidos, podemos ter esperança. Porque Deus é Deus de vivos e não de mortos. Ele irá resgatar também da morte aqueles que já partiram na justa esperança da ressurreição. O mesmo Isaías é quem afirma: “Assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me dá prazer e prosperará para o que a designei” (55.11).
4. Subsídios litúrgicos
Hinos:
HPD 2, 441 – Um pouco além do presente; HPD 2, 310 – Da cepa brotou a rama; HPD 2, 316 – Semente de libertação; HPD 2, 336 – Quando o povo se reúne.
Oração:
Senhor, Deus Misericordioso, quando estamos tristes, tu nos levantas e descortinas o horizonte da liberdade e da alegria. Quando fraquejamos na fé e na solidariedade, tu vens e nos acordas do sono da tranquilidade infeliz. Quando somos lentos para agir, tu nos chegas por meio das ruas que clamam por justiça, direito e solução. Ah, ó Deus de amor e paixão, quando vamos aprender a ouvir a tua palavra, que nos vem na hora certa e na hora incerta, na celebração do culto e nas fainas da vida, nos sonhos e na desdita? Ajuda-nos a compreender o teu evangelho e a tua profecia. E não nos deixes acomodados. Por amor de teu Filho Jesus, na unidade do Espírito Santo. Amém.
Símbolo:
Talvez o texto sugira colocar na frente da comunidade um caminho com muitas flores e ramos verdes, caminho que leve para uma fonte de água pura, símbolo de uma nova cidade e uma nova vida. Na frente do caminho, colocar um cartaz: Deus vem e chama a gente para ir com ele no caminho santo da justiça e do direito!
Bibliografia
CROATTO, J. Severino. Isaías. A palavra profética e sua releitura hermenêutica. V. I: 1-39. Trad. Jaime A. Clasen. São Paulo: Vozes, Imprensa Metodista, Sinodal, 1989.
MOSCONI, Luís. Profetas da Bíblia. Gente de fé e de luta. 3. ed. São Leopoldo:CEBI, 1998.

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